sábado, 26 de dezembro de 2015

A ORDEM NO SISTEMA EDUCACIONAL É: AUTONOMIA


REGINA  DINIZ



Mrs. Eeva  Pentilla, uma das mais respeitosas vozes em Educação da União Européia e responsável pelas escolas de Helsinque. Mrs. Pentilla, nos fez dois longos e apaixonantes relatos sobre a educação
de seu país e confidenciou que pouco antes de sair o resultado do exame do PISA havia marcado uma reunião para discutir alguns pontos que considerava  que não estavam nada bons nas escolas de
Helsinque!! – Foi uma surpresa o 1º- lugar, não somos muito bons em matemática, gastamos mais tempo ensinando línguas.

O sistema educacional da Finlândia é pequeno se comparado a muitos estados brasileiros. São 161 escolas básicas, de 7 a 16 anos e 38 escolas secundárias, que totalizam pouco mais de 70 mil estudantes. Soma-se a este sistema os 26 mil alunos matriculados nas 37 escolas vocacionais ou técnicas, 130 mil nas 31 politécnicas
e 176 mil nas 20 universidades. Na Finlândia saber ler é fazer parte na sociedade, é muito importante um indivíduo ser aceito pela sociedade, ser aceito pelo vizinho. Assim, esta idéia persiste até hoje, e a única mudança é que a sociedade não quer só: saber ler, quer também a conclusão de todo o ciclo escolar básico.

Em 1970 houve uma grande revolução na educação finlandesa. Isso foi necessário, pois no antigo sistema 20% no máximo completava  o
ciclo básico. Em 20 anos a Finlândia reverteu significativamente essa porcentagem. Já em 2004, as estatísticas mostraram que 9 alunos estavam fora da escola, e atualmente, 12 alunos. E esses 12 alunos têm ocupado o tempo de vários educadores, buscando diferentes formas do sistema educacional de reabsorvê-los.

No antigo sistema só a educação primária de 6 anos era gratuita, o restante da educação era pago. Em 1970, a educação básica passou a ser obrigatória e gratuita e com 9 anos de escolaridade e funcionamento das 8 às 15 horas. Também são gratuitos, durante os primeiros 9 anos de escolaridade e funcionamento das 8 às 15 horas. Também são gratuitos, durante os primeiros 9 anos, o transporte, a
refeição e todo o material escolar. Após este período, os alunos têm que pagarem os livros.

Na Finlândia, não se ensina a ler no ensino pré-escolar – a criança tem o direito de ser criança por mais tempo, ensinam, e está pronta para aprender a ler a partir dos 7 anos afirmam. Respondendo sobre a principal diferença entre o sistema educacional sueco e finlandês, Mrs. Pentilla deu o seguinte exemplo: se pais suecos saem para esquiar com o filho e o filho cai, eles correm para acudir; pais finlandeses, na mesma situação, simplesmente olham e dizem: - se levanta você é capaz, você consegue. Assim, a palavra de ordem no sistema educacional finlandês é: AUTONOMIA.

Existem escolas privadas na Finlândia, as independentes, como são chamadas. Todas são gratuitas, totalmente financiadas  pelo Estado e abertas ao controle do estado. A expansão do ensino privado é bastante incentivada pelo governo – só o setor privado reúne condições para atender às necessidades de uma sociedade que demanda por serviços educacionais cada vez mais diversificados. Os reitores das escolas independentes, assim como os das públicas, são executivos recrutados no mercado, que têm que provar, ano a ano, que aplicaram bem os recursos recebidos para continuar no cargo.

Na Finlândia as escolas são consideradas um ótimo local para se trabalhar. Muitos querem atuar nas escolas, especialmente na docência. O prestígio dos professores é alto. Esses profissionais são valorizadíssimos e é comum auferirem salários superiores aos dos reitores, e ganham ainda mais aqueles que ensinam nos dois primeiros anos iniciais, considerados os mais importantes na motivação da aprendizagem. Se não forem adequados, podem interferir negativamente em todos os anos seguintes afirmam. Os professores, que atuam no nível fundamental, contam com um suporte de psicólogos para atendê-los.

Se alguns alunos têm continuamente problemas de aprendizagem, a escola dispõe de professores especiais para recuperá-los. Na prática, se a dificuldade é em matemática, o aluno vai estudar com um professor especializado em problemas de aprendizagem, não com um professor de matemática. E a “recuperação” não ocorre após as aulas: mais tempo não motiva a criança no aprendizado, pelo contrário só faz cansá-la ainda mais. Também não são dados muitos exercícios aos alunos com dificuldades de aprendizagem de aprendizagem, a quantidade de tarefa escolar é de acordo com as necessidades de cada um. E, ademais as aulas e os exercícios escolares são organizados de tal forma que o aluno tenha tempo para o lazer.

Os alunos com dificuldades de aprendizagem não muito severas, estão intregados na mesma turma, e neste caso, a classe conta com um professor assistente. Pode ocorrer de ter 2 ou 3 professores em sala de aula. Para aqueles com dificuldades mais sérias, há escolas especializadas que funcionam dentro das escolas normais. A formação do professor é feita na universidade, que dura de 5 a 6 ano, a do professor-assistente, nas escolas politécnica. Assim como a dos médicos é na universidade e a dos enfermeiros, na politécnica.

Em Helsinque para cada 800 alunos há um psicólogo e um assistente social, com locais de trabalho próprios dentro das escolas. Todos os alunos quando ingressam na escola tem uma entrevista com o psicólogo e com o assistente social. Graças a essa rotina de entrada mais tarde, se eventualmente vierem a precisar de ajuda, não se sentirão estigmatizados pois já os conhecem.

As mulheres finlandesas são consideradas “beges”, ou seja, são as que menos gastam com cosméticos em toda a União Européia, por outro lado, são bem motivadas para os estudos. Segundo resultado de uma pesquisa, elas atribuem muito valor ao homem que esteja no mesmo nível intelectual. Do universo feminino 70% tem curso superior, contra 40% do masculino, e a tendência é aumentar na medida em que as mulheres vêm obtendo melhores resultados nos históricos escolares. Um dos aspectos que contribuíram para os excelentes resultados no PISA é o nível de formação das mães, que é alto na Finlândia. Cabe a mãe e não aos pais, a responsabilidade em motivar os filhos à aprendizagem. Soma-se aos bons resultados os alunos serem motivados, permanentemente, a ler muito.

É um mau exemplo na Finlândia os pais levarem as crianças de carro à escola. Elas são levadas a se virarem por si mesmas. Registra-se que durante as visitas às escolas não houve citação de nomes teóricos que dão sustentação ao ensino na Finlândia. Enfaticamente

é reforçada a autonomia dos professores, a confiança depositada neles no fazer bem o trabalho de ensinar. Há métodos de alfabetização específicos para ensinar famílias de imigrantes, outros, para ensinar crianças com maior nível de informação e de domínio da língua, enfim, a educação é individual e não é algo que se faça em massa.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

APRENDENDO A SER FELIZ

REGINA DINIZ

A paz interior é o resultado dos meus atos...
Aproximo-me dos outros para aliviar o sofrimento...

Os meus atos podem ser um sorriso carinhoso...
Podem ser uma palavra gentil...
Podem ser um gesto atencioso...
Podem ser um ato generoso...

Estou aqui para ajudar ao longo do caminho...
É preciso curar o planeta...

Uma atitude solidária enriquece a alma...
Uma alegria partilhada alegra o coração...
Uma mão estendida consola muito...
Necessitamos do calor da bondade...

A redenção vem do amor e não do sofrimento...
O coração transborda de amor, que flui para os demais...

Retorno para junto de Deus...
Que é o amor supremo...
É durante este processo que a paz interior...
Entra silenciosamente em nossa alma...

Todos os verdadeiros mestres da humanidade...
Falam sobre amor e compaixão...

Caridade, esperança, fé amor...
Cooperação e carinho pelos vizinhos...
Responsabilidade comunitária...
São atitudes de coração...

Devemos ser solidários e carinhosos...
Praticando atos de amor fraterno...

Pequenas coisas são capazes de ajudar...
Outras pessoas a serem mais felizes...
Oferecer-se como voluntária para ajudar os carentes...
Ter um gesto afetuoso com alguém...

Estamos lutando por um pouco de paz...

Queremos felicidade e segurança em nossas vidas...