domingo, 29 de maio de 2016

A NOSSA REALIDADE SOBRE A VIDA


A  NOVA  REALIDADE  SOBRE  A  VIDA



REGINA DINIZ



Só abrindo nossa alma...

É que podemos conhecer uns com os outros...



Através da auto-revelação...

Conseguimos nos confrontar  com nós mesmos...

Quando duas pessoas se conhecem a fundo...

Abre-se para elas uma nova realidade sobre a vida...



Nós nos aproximamos do real prazer de viver...

Quando nos mantemos abertos a alguém muito próximo...



A tranquilidade da alma tem mais do que tudo...

Pede a serenidade de um coração satisfeito...

Gostamos muitíssimo de ser amados...

Mas sabemos amar o Outro por ele mesmo?



O amor quer ser intenso, mas não passional...

O amor quer a relação pacífica e não guerreira...



Só entra no caminho...

Com luz própria...

Temos que ligar o próprio holofote...

Que é a luz dentro da alma...



Manter o olhar fixo na luz...

Manter a mente focalizada na luz...



Conscientes dos erros, e dos fracassos...

É necessário olharmos para o lado construtivo...

O foco de nossa consciência cresce...

Seremos responsáveis pela ação de pensar...



Somos donos de nosso pensar...

Somos donos de nosso pensar corretamente...



Não criarmos dor a partir...

Do que a vida coloca para a gente...

Mergulhar no silêncio do coração...

E procurar as paisagens maravilhosas da vida...



Qualidade de Pensamento é tudo...

Qualidade de Emoções é tudo...

domingo, 1 de maio de 2016

O SER HUMANO PODE CONSTRUIR UM MUNDO MELHOR


Para mim o próprio objetivo da vida é perseguir a felicidade. Isto está claro. Se acreditamos em religião ou não; se acreditamos nesta ou naquela; todos estamos procurando algo melhor na vida. Por isso, para mim, o próprio movimento da nossa vida é no sentido da felicidade. Eu sou feliz, decididamente... eu sou. Para mim a felicidade pode ser alcançada através do treinamento da mente. É um significado que inclui o intelecto e o sentimento. (Autor: Sua Santidade, o Dalay Lama e Howard C.Cutler) – Editora: Livraria Martins Fontes Editora Ltda – São Paulo – Ano: 2.OOO).



O propósito da nossa existência é buscar a felicidade. Pensadores ocidentais como Aristóteles e Willian James concordaram com a idéia. Pesquisas e mais pesquisas revelaram, que são as pessoas infelizes, que costumam ser mais centradas em si mesmas e que, em termos sociais, com frequência são retraídas, ensimesmadas e até mesmo hostis. Já as pessoas felizes são em geral consideradas mais sociáveis, flexíveis, criativas e capazes de suportar as frustrações diárias com maior facilidade do que as infelizes.



Pesquisadores desenvolveram algumas experiências  interessantes, que revelam que as pessoas felizes demonstram um certo tipo de abertura, uma disposição a estender a mão e ajudar os outros. Infelizmente, a cultura em todo o planeta, se baseia nas aquisições materiais. Vivemos cercados bombardeados, por anúncios das últimas novidades a comprar, do último modelo de automóvel e assim por diante. É difícil não ser influenciado por ser este estado de ser. São tantas as coisas que queremos, que desejamos. Parece que não tem fim.



Sempre me pergunto se meus desejos são positivos. O bem maior é o desejo de paz. O desejo de um mundo mais harmonioso, mais amigo. Receio a ganância, por que ela conduz a uma sensação de frustração, decepção, a muita confusão e sérios problemas. A felicidade não está na procura de fontes externas, tais como a riqueza, a posição social ou mesmo a saúde física. Outra fonte interna da felicidade, está estreitamente ligada a uma sensação de amor próprio.



Não podemos negar que nossas necessidades físicas fundamentais da alimentação, vestuário e moradia não sejam satisfeitas. Entretanto, uma vez atendidas essas necessidades básicas não precisamos de mais dinheiro, não precisamos de mais sucesso ou fama, neste momento exato, dispomos da mente, que é todo o equipamento básico de que precisamos para ser felizes. Entretanto, infelizmente surgiu o consumismo que atua para manter a reversão emocional do trabalho e da família.



O consumismo realiza um bombardeio contínuo de anúncios graças a um média diária de três horas de televisão (metade de todo o seu tempo de lazer), os trabalhadores são persuadidos a “precisar” de mais coisas. Para comprar aquilo de que agora necessitam, precisam

de dinheiro, aumentam sua jornada de trabalho. Estando fora de casa

por tantas horas, compensam sua ausência  do lar com presentes que custam dinheiro. Materializam o amor. E assim continua o ciclo.

Materializam o amor. E assim continua o ciclo.



Ocupados em ganhar mais dinheiro em função de coisas de que crêem precisar para serem felizes, homens e mulheres têm menos tempo para a empatia mútua e para negociações intensas por vezes tortuosas e dolorosas, mas sempre longas e desgastantes. E ainda menos para resolver seus mútuos desentendimentos e discórdias. Isso aciona outro círculo vicioso: quanto mais obtêm êxito em “materializar” a relação amorosa (como o fluxo contínuo de mensagens publicitárias os estimula a fazer), menores são as oportunidades para o entendimento compassivo exigido pela notória ambiguidade poder/carinho do amor.



É preciso pensar sobre as raízes consumistas, do simultâneo definhamento da solidariedade social nos locais de trabalho e do desaparecimento do impulso de cuidar – compartilhar dentro dos lares. Os danos colaterais abandonados ao longo da trilha do progresso triunfante do consumismo se espalham por todo o espectro social das sociedades “desenvolvidas” contemporâneas. Existe, contudo, uma nova categoria de população, antes ausentes dos mapas mentais das divisões sociais, que pode ser vista como vítima coletiva dos “danos colaterais múltiplos” do consumismo. Nos últimos anos, essa categoria recebeu o nome de “subclasse”.



“O papa Francisco e a cantora colombiana Shakira, cada um no seu estilo, ocuparam o mesmo palco no mês de setembro de 1915 e emitiram coincidentes mensagens de paz e solidariedade para uma platéia  planetária. Ambos fizeram suas manifestações na sede das Nações Unidas, em Nova York, e coincidiram num ponto principal:  o

ser humano pode, sim, construir um mundo melhor, compartilhado por todos, sem fome nem miséria.



Foi enfático o líder da Igreja Católica, que aproveitou os 70 anos da ONU e uma assistência qualificada, formada por cerca de 150 chefes de Estado e de governos de todos os continentes, para classificar como irresponsável a gestão econômica global, guiada pela ambição

de riqueza, O Papa condenou duramente o lucro indiscriminado de organismos financeiros que não estão submetidos ao interesse coletivo e defendeu a regulação desses organismos.



O Papa aproveitou, ainda, o momento de grande visibilidade para renovar a pregação em defesa do meio ambiente, lembrando que a sede de poder e a propriedade material sem limites favorecem a miséria, destroem a biodiversidade e ameaçam a própria existência da espécie humana.



Foi precisa e contundente a cantora Shakira ao interpretar para o mesmo público a canção Imagine, de John Lennon, que evoca um mundo sem fronteiras nacionais, sem religiões, sem ganância, sem fome – “sem nada porque matar ou morrer”. Ambos foram aplaudidos de pé pelos assistentes e pelas autoridades presentes. Resta saber se as mensagens de paz e as críticas serão absorvidas por homens

e mulheres que detêm o poder de influenciar o destino de milhões de pessoas.



Nem a pregação social do líder religioso, nem o canto emblemático do artista devem esgotar-se com os aplausos, pois contêm ensinamentos que podem mesmo ser aplicados na construção de uma sociedade planetária, mais justa e mais igual. E esta não é uma tarefa apenas de governantes. Todas, as pessoas podem contribuir com exemplos, com idéias e ações nesta cruzada pela proteção do ambiente e pela justiça social. Como diz um dos versos da canção histórica, é fácil se você tentar.