domingo, 30 de abril de 2017

OS MAIORES MOMENTOS DE NOSSA VIDA






REGINA DINIZ



A criatividade é o transbordamento do inconsciente...

A criatividade nos leva às estrelas...



Podemos sentir o poder do encantamento...

Que permeia as nossas experiências infantis...

E chega a uma vida adulta...

Tornando o nosso mundo interessante...



Queremos tanto a criatividade...

Que nos tornamos mais vivos...



Nossos momentos criativos...

São os maiores momentos de nossa vida...

É gratificante buscar atos criativos...

Podemos viver centrada na criatividade...



Nossas idéias criativas...

São o resultado do jogo da consciência...



Quando a matéria e a mente...

Juntam-se à consciência...

O cérebro e a mente consistem em possibilidades...

Com as quais a consciência cria o eterno novo...



Na criatividade encontra-se a alegria primordial...

Nela encontramos a satisfação máxima...



Quando a criatividade prospera...

Os criativos deixam de ser vistos como estranhos...

Quando a criatividade chega ao respeito social...

As sociedades pulsam com vitalidade...



A criatividade acontece...

No âmbito de nossa subjetividade...



A criatividade é um fenômeno de consciência...

Que manifesta possibilidades realmente novas...

Do domínio transcendente...

É um casamento entre o céu e a terra...



A criatividade pertence a solução de novos problemas...
Por meio de combinações de idéias antigas e novas...

sábado, 1 de abril de 2017

O INÍCIO DE UM MUNDO NOVO


REGINA DINIZ

“Agressão e liberdade, entre todas as ameaças aos interesses vitais do homem, a ameaça à sua liberdade é de importância extraordinária, individual e socialmente. Em contraposição à opinião amplamen- te admitida de que esse desejo de liberdade é um produto de cultura e, mais especificamente, de um condicionamento de aprendizagem, há amplas provas a indicar que esse desejo de liberdade é uma reação biológica do organismo humano. Um dos fenômenos que apoiam este ponto de vista é o fato de que, através da história, as nações e as classes lutaram contra os seus opressores, à menor pos-sibilidade de vitória e, frequentemente, mesmo que não existisse tal possibilidade."  (Autor: Erich From – Livro: Anatomia da Destrutividade Humana).


   A história da liberdade é de luta pela liberdade, uma história de revoluções, guerras de libertação dos hebreus contra os egípcios, dos levantes nacionais contra o Império Romano, das rebeliões dos camponeses alemães do século XVI, das revoluções americana, alemã, russa, chinesa e vietnamita. Nota-se que haja um impulso inerente no homem para lutar pela liberdade está no fato de que a liberdade está no fato de que a liberdade é a condição para o pleno desenvolvimento da pessoa, de sua saúde mental e de seu bem-estar: a ausência dela torna o homem aleijado e é mórbido.

   A liberdade é um interesse biológico vital do homem e as ameaças à sua liberdade provocam uma agressão defensiva como o fazem todas as ameaças aos interesses vitais. É surpreendente, portanto, que a agressão e a violência continuem a ser produzidas num mundo em que a maioria esteja privada de liberdade, especialmente em relação aos povos dos chamados países subdesenvolvidos? A verdade é que as pessoas desejam não só o que é necessário a fim de sobreviverem, não só aquilo que fornece a base material para uma vida confortável; a maioria das pessoas na nossa cultura – e em períodos idênticos da história - é voraz.

   Realmente é voraz por mais alimentação, mais bebida, mais haveres e mais fama. Sua voracidade pode referir-se mais particularmente a um do que a outro desses objetos; o que todas as pessoas têm em comum é o fato de que são insaciáveis e, daí, nunca se acham satisfeitas. A voracidade é uma das paixões não-instintivas mais fortes do homem, e é claramente um sintoma de vazio interior e de falta um centro dentro da pessoa. É a manifestação patológica de fracasso em desenvolver-se plenamente.

   O problema da existência de Deus é, portanto, único em toda a Natureza: ele saiu da Natureza, por assim dizer, mas ainda está nela; é em parte divino e em parte animal; em parte infinito, em parte finito. A necessidade de encontrar soluções sempre renovadas para as contradições de sua existência, de encontrar forma cada vez mais elevadas de unidade com a Natureza. Com os seus próximos e consigo mesmo, é a fonte de todas as forças psíquicas motivadora do homem, de todas as suas paixões, seus afetos e ansiedades.

   A medida em que o homem é humano, a satisfação dessas necessidades instintivas não é suficiente para fazê-lo mentalmente sadio. O ponto arquimédico do dinamismo  especificadamente humano está nessa singularidade da situação humana da situação humana; o conhecimento da psique humana tem de basear-se na análise das necessidades do homem resultantes das condições de sua existência. Foram necessárias centenas de milhares de anos para que o homem desse os primeiros passos dentro da vida humana; ele transpôs uma fase narcisista de magia onipotente, de testemunho de totemismo e de adoração da natureza até chegar aos primórdios da formação da consciência, objetividade e sentimento fraterno.


   O homem não pode viver estaticamente porque suas tradições íntimas levam-no a buscar o equilíbrio, uma nova harmonia, em vez da perdida harmonia com a natureza. Após satisfazer as suas necessidades animais, ele é dirigido por suas necessidades humanas. Todas as paixões e esforços do homem são tentativas para encontrar uma resposta para a sua existência. Tanto a pessoa mentalmente sadia como a neurótica são impelidas pela necessidade de encontrar uma resposta, e a única diferença está em que uma das soluções corresponde mais às necessidades totais do homem, sendo, portanto, mais conducente ao desabrochar de suas capacidades e de sua felicidade do que outra.


   A necessidade de unir-se a outros seres vivos, relacionar-se a eles, é uma necessidade imperativa da qual depende a saúde mental do homem. Essa necessidade está por trás de todos os fenômenos que constituem toda a gama de relações humanas íntimas, de todas as paixões chamadas amor no sentido mais amplo do vocábulo. É ser capaz de amar a vida e, não obstante, aceitar a morte sem terror; tolerar a incerteza sobre as questões mais importantes com que nos defronta a vida e, não obstante, ter fé em nossas idéias e nossos sentimentos, enquanto são verdadeiros nossos.

   O ser humano é capaz de estar sozinho e, ao mesmo tempo sentir-se identificado com uma pessoa amada, com todos os irmãos deste mundo, com tudo o que vive: seguir a voz da consciência, essa voz que nos chama, porém não cair no ódio de si mesmo, quando a voz da consciência não seja suficientemente forte para ser ouvida ou seguida. A pessoa mentalmente sadia é a que vive pelo amor, pela razão e pela fé, e a que respeita a vida e a do seu semelhante.


   A consciência de si que o ser humano tem: seus dons e talentos, sua capacidade para amar, para pensar, para rir, para chorar, para admirar-se e para criar; sente que a vida é a única oportunidade que lhe foi dada, e que se a perde terá perdido terá perdido tudo. Vive em um mundo mais confortável e cômodo do que o que conheceram os seus antepassados, porém dá-se conta de que, buscando cada vez mais comodidade, a vida se lhe escapa por entre os dedos como areia. Não pode deixar de sentir-se culpado por esse desperdício, por esta perda de sua oportunidade.

   A obra Die Erziehung des Menschengesch lechis, influiu fortemente  não apenas no pensamento alemão, mas também no espírito francês. Para Lessing o futuro seria a era da razão e auto-realização, graças a educação do homem, realizando-se, assim, a promessa de revelação cristã. Fichte acreditava no advento de um milênio espiritual Hegel na realização do reino de Deus na História, traduzindo a teologia cristã, assim, em filosofia material. Toda a história passada é apenas “Pré-história”, é a história da auto-alienação; com o socialismo, surgirá o reino da História Humana, de liberdade humana. A sociedade sem classes, caracterizada pela Justiça, Fraternidade e Razão, será o início de um mundo novo, para cujo advento se desenvolve toda a história anterior.

   O homem livre é o homem rico, não no sentido econômico, mas no sentido humano. O objetivo do aperfeiçoamento do homem é uma nova harmonia entre homem e homem, entre o homem e a natureza, um desenvolvimento no qual a relação do homem com os seus semelhantes corresponderá a sua necessidade mais importante. Atualmente o homem desenvolveu a capacidade para pensar, imaginar, e a autopercepção, o que constitui a base para ele transformar a Natureza e a si próprio.