sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

UMA SUPERIORIDADE REAL É VIVER UMA VIDA CORRETA






REGINA  DINIZ



Em um contraste marcante, a literatura dos primeiros 150 anos,

mais ou menos, era focada no que se poderia chamar de Ética

do Caráter, considerada a base do sucesso – características co

mo integridade, humildade, fidelidade, temperança, coragem,   -

justiça, paciência, diligência, simplicidade, modéstia e a Regra de Ouro (fazer aos outros o que desejamos que nos façam. A auto –

de Benjamin é o exemplo dessa literatura. Trata- se basicamente,

da história do esforço de um homem para interiorizar certos princí

pios e hábitos profundamente em sua natureza. (Livro: Os sete hábitos das pessoas para a transformação pessoal. Autor: Stephen R. Covey – Best Seller – Rio de Janeiro – 2016).



A Ética do Caráter ensina que existem princípios básicos para uma vida proveitosa, e que as pessoas só experimentam o verdadeiro sucesso e a felicidade duradoura quando aprendeu  a integrar estes princípios a seu caráter básico. Pouco depois da Primeira Guerra Mundial, a visão básica do sucesso deslocou-se da Ética do Caráter para o que se poderia chamar de Ética da Personalidade. O sucesso tornou-se mais uma decorrência da personalidade da imagem pública, das atitudes e dos comporta-

mentos, da habilidade e das técnicas que lubrificam o processo de

interação humana. Essa Ética da personalidade trilha dois cami-

nhos básicos: um deles é o das técnicas nas relações públicas e humanas; o outro, uma atitude mental positiva.



A idéia de que temos a capacidade de evoluir e crescer, desenvol

vendo um potencial cada vez maior, aprimora os nossos talentos.

Bastante ligado ao potencial está o princípio do processo de desenvolvimento de talentos e exercício do potencial, com a decorrente necessidade dos princípios da paciência, da educação

e do encorajamento...



Por meio da reflexão profunda e dos recursos proporcionados pela fé e pela oração, começamos a ver nosso filho como um ser humano único, distinto. Notamos nele um potencial imenso em diversos setores que poderia se manifestar de acordo com o seu próprio ritmo de velocidade. Decidimos relaxar e abrir caminho para a manifestação de sua personalidade. Descobrimos que o nosso papel natural seria colaborar para sua afirmação, a felici-

dade e valorização. Também trabalhamos, conscientemente, em nossos motivos e fontes interiores de segurança, de modo que nosso sentido de valor não dependesse do comportamento “acei

tável “ de um filho. (Autor: Stephen R. Covey – Best Seller – Rio de Janeiro – 2016). Página 45.



Decidimos parar de tentar torná-lo uma cópia de nós e de medi-lo

a partir de nossas expectativas sociais. Permitimos que ele esco-

lhe-se uma forma de modelo social aceitável. Admitimos conside-

rá-lo uma pessoa apta a enfrentar a vida, estimulamos a coragem

                     de interagir construtivamente com os outros... Era preciso se de  -

                  fender sozinho ... Após alguns dias, ele começou a de   -

                  monstrar  mais confiança em si mesmo...



                   Lançada pelo Ministério de Educação e pela UNESCO

                   em 2004 , a Coleção Educação para todos  é um espa-

                   ço de textos, que visa, por meio da divulgação de textos,

                   documentos, relatórios de pesquisas eventos e estudo de

                   pesquisadores, acadêmicos e educadores nacionais e in

                   ternacionais, a aprofundar o debate em torno da busca

da educação para todos. A escola é um espaço privilegiado para a construção da cidadania onde um convívio harmonioso deve ser

capaz de garantir o respeito aos Direitos Humanos  e educar a todos no sentido de evitar as manifestações da violência.



Dentre os problemas mais pungentes, que temos enfrentado no Brasil, estão as diversas formas de violência cometidas contra crianças e adolescentes. A análise desse quadro social revela que as marcas físicas visíveis no corpo deixam um rastro de marcas invisíveis e profundas. Combater a teia de violência que muitas vezes começa dentro de casa e em locais que deveriam abrigar,

proteger e socializar as pessoas é uma tarefa que somente pode-

rá ser cumprida pela mobilização de uma rede de proteção inte –

gral em que a escola se destaca como possuidora  de responsa-

bilidade social ampliada.



A medida que semanas e meses transcorriam o adolescente começou a demonstrar mais confiança em si mesmo, a se afirmar.

Desabrochou em ritmo e felicidade próprios. Tornou-se admirável de acordo com os critérios socialmente aceitos – acadêmica, social e atleticamente em um passo rápido, bem mais veloz do que o considerava um processo natural de desenvolvimento. Res-

gatou a autoconfiança, foi eleito para diversos cargos de liderança

na comunidade estudantil, tornou-se um atleta conhecido no estado e passou a trazer para casa notas altas. Ele desenvolveu uma personalidade cativante e honesta, que permitiu seu relacionamento pacífico com todos os tipos de pessoas.



O brilho e o apelo mais popular da Ética da Personalidade encontram-se na crença de que existe um caminho rápido e fácil para se obter qualidade de vida e eficácia em nível pessoal e relacionamentos satisfatórios e profundos com outras pessoas,

sem passar pelo processo natural de esforço e amadurecimento que a torna possível.

domingo, 3 de dezembro de 2017

O SER HUMANO BUSCA A PUREZA DO CORAÇÃO




REGINA DINIZ



Luto por alcançar

Uma visão correta da vida...



O mundo é um campo de aprendizado...

Procuro observar a realidade sem distorções...

Pensamentos para o alto sem dispersão...

Não fazer o mal, mas fazer o bem...



Procuro viver conscientemente a cada momento...

Procuro aprender sempre...



Vivencio a concentração correta...

Busco ter sempre metas claras...

A bondade, o amor fraterno e a compaixão...

É importante para a própria estrutura da sociedade...



Apelo ao coração, através da mente...

Uso a razão e a sensibilidade diminuindo o egoísmo...



O amor ao próximo, a responsabilidade afetiva...

É importante o bem-estar alheio...

O conhecimento espiritual começa dentro do indivíduo...

O conhecimento espiritual atinge a consciência superior...



O amor como pura amizade...

São manifestações magnéticas de simpatia...



O magnetismo emocional aumenta...

Quando as pessoas procuram sentimentos elevados...

Evitam a discórdia e praticam o desapego...

A boa vontade com todos é uma prática eficaz...



Quando conhecemos nosso valor...

Sabemos inspirar respeito sem agressão...



Quando conhecemos o nosso valor...

Sabemos inspirar respeito sem agredir...

E reconhecemos o que há de bom nos outros...

Viva e deixem viver...



A presença do magnetismo espiritual...

Faz com que abandonemos as metas egoístas...

domingo, 5 de novembro de 2017

OUSAR MODELOS HUMANOS DE ECONOMIA E CONVIVENCIA




REGINA DINIZ



Eduardo Gianetti lança Trópicos Utópicos em Porto Alegre após publicar sete livros e dois deles premiados com o jabuti, o professor economista Eduardo Gianetti chega ao oitavo, Trópicos Utópicos   --Companhia das Letras com uma mensagem otimista, a de que existe, sim, uma utopia mobilizadora da alma brasileira capaz de confirmar o Brasil como o país do futuro. Os ensaios buscam identificar a crise civilizatória que acomete nossos tempos, destrinchar as ilusões, que alimentar e ainda esboçar uma saída para o problema, sob a perspectiva brasileira.



O livro Tópicos Utópicos á apresentado como perspectiva brasileira sobre a crise civilizatória. As três primeiras partes são uma tentativa de mostrar o que há de errado no mundo moderno. Uma expectativa ilusória que se criou sobre a capacidade da ciência de elucidar o mistério da condição humana, uma ilusão muito poderosa em relação a capacidade da tecnologia de controlar a natureza em benefício do homem e por fim, uma terceira ilusão, de que o crescimento econômico proporcionaria uma vida mais livre, feliz e digna de ser vivida de maneira indefinida. A crise civilizatória engloba esses três pontos. A crise a essas três ilusões da modernidade parte de um ponto de vista brasileiro.



O Brasil tem na sua cultura, graças a suas raízes não ocidentais, um doce sentimento e uma capacidade de celebrar a vida que independe da lógica e da razão científica. Temos um patrimônio ambiental único, o que nos confere uma enorme responsabilidade em relação à crise ambiental e uma disposição amável e amigável, que realiza muito o que podemos esperar do crescimento e da renda como fonte da realização humana.



Tivemos período de florescimento e euforia econômica cultural na segunda metade dos anos de 1950, com bossa nova, Brasília, industrialização, Cinema Novo, que se perdeu logo no início dos anos 1960, que se perdeu logo no início dos anos de 1960 com renúncia de Janio, crise fiscal, inflação e golpe militar. Depois tivemos, em pleno regime militar, um momento de grande otimismo com a idéia estapafúrdia do Brasil potencia do milagre econômico. A idéia do Ame-o ou Deixe-o, usinas nucleares. Ilha de prosperidade em meio ao um mar turbulento. Criou-se uma fantasia de grandeza que acabou no final da década de 1970 e início dos anos 1980 com a crise da dívida externa e a década perdida. E agora a gente enxerga  essa  mesma alternância.

Há não muito tempo, o Brasil figurava como estrela do mundo emergente nas capas das revistas internacionais, sede da Copa do Mundo, incluindo milhões de pessoas no mercado de consumo, crescendo em meio a crise, um estado de quase euforia. E agora vivemos uma fortíssima reversão de expectativas, com o desabamento dessa fantasia. Eduardo Giannetti é considerado um dos economistas que coloca a perspectiva histórica para a gente não se entregar ao momento sombrio e perder de vista que o Brasil passa por ciclos há muito tempo. Estamos condenados a estes ciclos. Não. Temos de entender por que nossa imaginação flutua de maneira tão volátil, e o Brasil vive a alternância dessa embriaguez eufórica com depressão e prostração que arrasa. Já é mais do que tempo de se entender isso para evitar que se repita.

Eduardo Giannetti e o filósofo francês Gilles Lipovetsky, pressupõe a conquista de uma relação menos hostil e arrogante não só com a natureza externa, mas com a natureza interna, mas com a natureza interna ao ser humano. O mundo moderno nasceu embalado por três PIlusões poderosas; 1 – a de que o progresso da ciência permitiria banir o mistério do mundo e elucidar o sentido da existência; 2 – a de que o projeto de explorar e submeter a natureza ao controle da tecnologia poderia prosseguir indefinidamente sem atiçar a ameaça de grave descontrole da biosfera; 3 – a de que o processo civilizatório promoveria o aprimoramento ético e intelectual da humanidade, tornando nossas vidas mais felizes, plenas e dignas de serem vividas.



O moderno Ocidente trouxe fabulosas conquistas, mas as suas promessas não se cumpriram. Se é verdade que uma era termina, quando suas ilusões fundadoras estão exauridas, então o veredito é claro; a era moderna caducou. Na encruzilhada do século 21 como enuncia com lapidar clareza a encíclica Saudato si do Papa Francisco , ”Os desertos externos estão aumentando no mundo porque os desertos internos se tornaram tão vastos’’.



A degradação do mundo natural que nos cerca tem um correlato em nosso mundo interno. Assim como o metabolismo entre sociedade e natureza no mundo moderno produziu a crise ambiental, de igual, de igual modo a nossa natureza interna vem sofrendo as consequências inadvertidas e indesejadas de um processo civilizatório em guerra com o psiquismo arcaico do ser humano e caleado no culto fanatizado da tecnologia e da máxima eficiência em tudo.



A crise da ecologia psíquica é fruto da severidade da renúncia instintual imposta por um processo civilizatório agressivamente calculista e cerebral; uma forma de vida em que a convenção permeia os vínculos erótico-afetivos enquanto a competição feroz, a ansiedade e a ambição irrestrita dominam o mundo da produção e do consumo.



Daí o fardo do viver civilizado. O ideal de vida da leveza e da ‘’civilização sem peso’’, como propõe Gilles Lipovetsky, pressupõe a conquista de uma relação menos hostil e arrogante não só com a natureza externa, mas com a natureza interna ao ser humano.



E o Brasil com isso; Será desvairadamente utópico imaginar que temos tudo para não capitular á opressiva industriosidade geradora de objetos demais e alegria de menos do tecnoconsumismo ocidental... Que o Brasil, embora modesto nos meios, mantém viva sua aptidão para a arte da vida e a capacidade de cultivá-la a uma perfeição mais plena. Podemos ousar modelos de economia e convivência mais humanos e adequados ao que somos e sonhamos.

domingo, 8 de outubro de 2017

O AMOR É A ALEGRIA E A HUMILDADE






                  AMOR  É  A  ALEGRIA  E  A  HUMILDADE



REGINA DINIZ



Deus pode ser contemplado...

Em cada situação...

E atingido em cada ação pura...

É essencialmente uma orientação...



Para uma vida de fervor...

Para uma vida em alegria entusiástica...



O ser humano responde pelo modo como se conduz...

Tres virtudes se tornam essenciais...

O amor, a alegria ... e a humildade...

Foi pelo amor que o mundo foi criado...



Deus é amor, é a capacidade de amar...

Deus é a participação do homem em Deus...



A alegria entusiástica provém do reconhecimento...

Da presença de Deus em todas as coisas...

A humildade é a procura constante de si mesmo...

Que atinge sua perfeição como parte da comunidade...



Todas as virtudes atingem sua perfeição pela oração...

Santificada em qualquer momento, dia ou noite...



A vitalidade do fervor religioso...

O ensinamento completado pela prática cotidiana...

É um novo tipo de relação com Deus ...

O amor como elemento fundamental...



O novo sentido do mundo...

As novas relações das pessoas com o mundo...



A intuição fundamental é entender...

O novo tipo de relação com Deus...

Deus é aquele que o ser humano...

Pode estabelecer uma relação interpessoal...



Entendemos Deus...

Através da realidade da existência humana...

sábado, 30 de setembro de 2017

A EDUCAÇÃO NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL CIENCIA E TECNOLOGIA


REGINA DINIZ



Eduardo Gianetti lança Trópicos Utópicos em Porto Alegre após publicar sete livros e dois deles premiados com o jabuti, o professor economista Eduardo Gianetti chega ao oitavo, Trópicos Utópicos   --Companhia das Letras com uma mensagem otimista, a de que existe, sim, uma utopia mobilizadora da alma brasileira capaz de confirmar o Brasil como o país do futuro. Os ensaios buscam identificar a crise civilizatória que acomete nossos tempos, destrinchar as ilusões, que alimentar e ainda esboçar uma saída para o problema, sob a perspectiva brasileira.



O livro Tópicos Utópicos á apresentado como perspectiva brasileira sobre a crise civilizatória. As três primeiras partes são uma tentativa de mostrar o que há de errado no mundo moderno. Uma expectativa ilusória que se criou sobre a capacidade da ciência de elucidar o mistério da condição humana, uma ilusão muito poderosa em relação a capacidade da tecnologia de controlar a natureza em benefício do homem e por fim, uma terceira ilusão, de que o crescimento econômico proporcionaria uma vida mais livre, feliz e digna de ser vivida de maneira indefinida. A crise civilizatória engloba esses três pontos. A crise a essas três ilusões da modernidade parte de um ponto de vista brasileiro.



O Brasil tem na sua cultura, graças a suas raízes não ocidentais, um doce sentimento e uma capacidade de celebrar a vida que independe da lógica e da razão científica. Temos um patrimônio ambiental único, o que nos confere uma enorme responsabilidade em relação à crise ambiental e uma disposição amável e amigável, que realiza muito o que podemos esperar do crescimento e da renda como fonte da realização humana.



Tivemos período de florescimento e euforia econômica cultural na segunda metade dos anos de 1950, com bossa nova, Brasília, industrialização, Cinema Novo, que se perdeu logo no início dos anos 1960, que se perdeu logo no início dos anos de 1960 com renúncia de Janio, crise fiscal, inflação e golpe militar. Depois tivemos, em pleno regime militar, um momento de grande otimismo com a idéia estapafúrdia do Brasil potencia do milagre econômico. A idéia do Ame-o ou Deixe-o, usinas nucleares. Ilha de prosperidade em meio ao um mar turbulento. Criou-se uma fantasia de grandeza que acabou no final da década de 1970 e início dos anos 1980 com a crise da dívida externa e a década perdida. E agora a gente enxerga  essa  mesma alternância.

Há não muito tempo, o Brasil figurava como estrela do mundo emergente nas capas das revistas internacionais, sede da Copa do Mundo, incluindo milhões de pessoas no mercado de consumo, crescendo em meio a crise, um estado de quase euforia. E agora vivemos uma fortíssima reversão de expectativas, com o desabamento dessa fantasia. Eduardo Giannetti é considerado um dos economistas que coloca a perspectiva histórica para a gente não se entregar ao momento sombrio e perder de vista que o Brasil passa por ciclos há muito tempo. Estamos condenados a estes ciclos. Não. Temos de entender por que nossa imaginação flutua de maneira tão volátil, e o Brasil vive a alternância dessa embriaguez eufórica com depressão e prostração que arrasa. Já é mais do que tempo de se entender isso para evitar que se repita.

Eduardo Giannetti e o filósofo francês Gilles Lipovetsky, pressupõe a conquista de uma relação menos hostil e arrogante não só com a natureza externa, mas com a natureza interna, mas com a natureza interna ao ser humano. O mundo moderno nasceu embalado por três PIlusões poderosas; 1 – a de que o progresso da ciência permitiria banir o mistério do mundo e elucidar o sentido da existência; 2 – a de que o projeto de explorar e submeter a natureza ao controle da tecnologia poderia prosseguir indefinidamente sem atiçar a ameaça de grave descontrole da biosfera; 3 – a de que o processo civilizatório promoveria o aprimoramento ético e intelectual da humanidade, tornando nossas vidas mais felizes, plenas e dignas de serem vividas.



O moderno Ocidente trouxe fabulosas conquistas, mas as suas promessas não se cumpriram. Se é verdade que uma era termina, quando suas ilusões fundadoras estão exauridas, então o veredito é claro; a era moderna caducou. Na encruzilhada do século 21 como enuncia com lapidar clareza a encíclica Saudato si do Papa Francisco , ”Os desertos externos estão aumentando no mundo porque os desertos internos se tornaram tão vastos’’.



A degradação do mundo natural que nos cerca tem um correlato em nosso mundo interno. Assim como o metabolismo entre sociedade e natureza no mundo moderno produziu a crise ambiental, de igual, de igual modo a nossa natureza interna vem sofrendo as consequências inadvertidas e indesejadas de um processo civilizatório em guerra com o psiquismo arcaico do ser humano e caleado no culto fanatizado da tecnologia e da máxima eficiência em tudo.



A crise da ecologia psíquica é fruto da severidade da renúncia instintual imposta por um processo civilizatório agressivamente calculista e cerebral; uma forma de vida em que a convenção permeia os vínculos erótico-afetivos enquanto a competição feroz, a ansiedade e a ambição irrestrita dominam o mundo da produção e do consumo.



Daí o fardo do viver civilizado. O ideal de vida da leveza e da ‘’civilização sem peso’’, como propõe Gilles Lipovetsky, pressupõe a conquista de uma relação menos hostil e arrogante não só com a natureza externa, mas com a natureza interna ao ser humano.



E o Brasil com isso; Será desvairadamente utópico imaginar que temos tudo para não capitular á opressiva industriosidade geradora de objetos demais e alegria de menos do tecnoconsumismo ocidental... Que o Brasil, embora modesto nos meios, mantém viva sua aptidão para a arte da vida e a capacidade de cultivá-la a uma perfeição mais plena. Podemos ousar modelos de economia e convivência mais humanos e adequados ao que somos e sonhamos.


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

O MUNDO ESPIRITUAL NOS LEVA A SABEDORIA






REGINA DINIZ



A nossa sabedoria e inteligência espiritual...

Ilumina a nossa paisagem interior...



Temos de ser dignos de receber...

Do mundo maior a humildade...

E a compaixão que nos foi oferecida...

Quando distribuímos afago de luz aos anjos...



Temos o dever e a obrigação...

Para encontrarmos a paz...



Onde quer que ela esteja...

Devemos lutar muito para que seja vista...

Com os olhos do coração...

Distribuindo felicidade e amor...



Entendemos os nossos sentimentos de...

Solidariedade, humildade e compaixão...



Andaremos acompanhados com Deus...

Trabalhando para que nos olhem...

Com a luz que ele nos criou...

Vejo com muita admiração o mundo espiritual...



Que nos leva a procurar a sabedoria...

Que nos leva a procurar a inteligência...



Para nos tornar um ser humano melhor...

Capaz de dividir intenções de boa vontade...

E de ajuda...

Nesta e em outra vida....



Reconhecemos em vós uma grande lembrança...

De que teremos de ser bons



Caminhando junto com a luz...

E não deixando espaço para que...

Tristezas deste mundo nos ameace...

Com o fechamento do nosso coração...



Olhando por uma pequena abertura...

Para receber a benção divina...

Que nos mostra porque estamos aqui...

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

ÉTICA, RAZÃO, DESTINO E FELICIDADE












Martha C. Nussbaum, filósofa norte-americana, é uma influente intelectual da atualidade nos Estados Unidos. Seu trabalho é reconhecido por reunir estudos dos clássicos da antropologia, da psicanálise e da sociologia, na busca por eudaimonia, palavra originada do grego que representa uma vida plena e próspera. Entre

as consagrações recebidas estão o Premio Kijoto e a dotação Nacional para as Humanidades, honra concedida pelo governo dos Estados Unidos. Em 2004 juntamente com o Premio Nobel de economia Amartya Sen, fundou a Associação para o Desenvolvimento e Capacidade humanos.

A filósofa e classista norte-americana Martha Craven Nusbaum despontou para a consagração internacional em 1986 com o livro ’’The fragility of goodness’’. Nas mais de 500 páginas deste tratado, Nussbaum examina tragédias gregas de Esquilo – Os sete contra Tebas e Agamemnon-, Sófocles – Antigona – e Eurípides, Hécuba e outras obras de Platão; Protágoras, República, banquete e Fedro, e Aristóteles – Ética a Nicomano, Política, Poética e Retórica, em busca de argumentos para examinar ética, razão, destino e felicidade. É obra de grande folego , que Camille Paglia apontou como uma das mais altas realizações acadêmicas do século 20.

Publicado no Brasil como ‘’ A fragilidade da bondade, o tratado examina respostas gregas para os desafios éticos de se construir uma boa vida por meio de boas escolhas, diante de ameaças do des-tino que ultrapassam nossa capacidade de controle e provocam crises angustiantes. Os impasses da tragédia grega, aponta, levam a dilemas em que os imperativos da práxis se impõem e exigem o cumprimento de deveres éticos na esfera pública, com o que o leitor espectador encontra um amparo para compreender as difíceis escolhas que a vida impõe, e a eventual falta de soluções positivas.

Após examinar tragédias, a vencedora do premio Kijoto em 2016  - a mais alta honraria japonesa – vale-se do idealismo racionalista de Platão para contrastar o otimismo da filosofia diante do peso da fortuna. Ao final, a filósofa, hoje professora de Lei e Ética na Escola de Direito da universidade de Chicago, segue os passos de Aristóteles para reconhecer o poder do destino trágico, ameaçando a vida mesmo que esta possa guiar-se pela brusca prudente da felicidade, eudaimonia, mediante boas escolhas, a grande meta da filosofia grega em sua era de maturidade.

A humanidade vive, hoje, um momento de sua história marcado por grandes transformações. Em ‘’Sem fins lucrativos’’; por que a democracia precisa das humanidades.  Martins Fontes – 2015, a filósofa norte-americana Martha Nussbaum defende que a educação precisa resistir as tentativas de reduzir o ensino a uma ferramenta do Produto Interno Bruto. Lançada após a crise de 2008, em que diversos países do mundo cortaram verbas da cultura e das artes, a obra foi escrita como um manifesto de alerta sobre os objetivos mais profundos da educação. Martha Nussbaum afirma que priorizar aplicações técnicas, em detrimento das humanidades, as democracias ocidentais solapam os próprios fundamentos e aproximam-se do modelo cultural de regimes autoritários como China e Cingapura.

A principal advertência de Nussbaum, professora da Universidade de Chicago conhecida pelos trabalhos sobre ética e identidade, é que os sistemas democráticos não sobrevivem sem o estímulo á imaginação e ao pensamento crítico, faculdades que segundo ela, são desenvolvidas de modo crucial [ainda que não exclusivo] pela arte e filosofia. No centro desse argumento está a noção de imaginação empática, a capacidade de colocar-se no lugar do outro que, para Nussbaum, é uma condição para a construção de sociedades solidárias.

Atravessamos uma crise de grande amplitude e de grande envergadura internacional. Não falo da crise econômica mundial iniciada em 2008; falo da que, apesar de passar despercebida, se arrisca a ser muito mais prejudicial para o futuro da democracia; a crise planetária da educação. Profundas alterações estão sendo produzidas naquilo que as sociedades democráticas ensinam aos jovens e ainda não lhe aferimos o alcance. Ávidos de sucesso econômico os países e os seus sistemas educativos renunciam imprudentemente a competência que são indispensáveis a sobrevivência das democracias.

Se a tendência persistir, em breve, haverá pelo mundo inteiro gerações de máquinas úteis, dóceis e tecnicamente qualificadas, em vez de cidadãos realizados, capazes de pensar por si próprios, de colocar em causa a tradição e de compreender o sentido do sofrimento e das realizações dos outros. A verdade é que as humanidades e as Artes perdem terreno sem cessar, tanto no ensino primário e secundário como na universidade, em quase todos os países do mundo. Consideradas pelos políticos acessórios inúteis, em uma época em que os países precisam se desfazer do supérfluo para continuarem a ser competitivos no mercado mundial, estas disciplinas desaparecem em grande velocidade dos programas letivos, mas também do espírito e do coração dos pais e das crianças.

Aquilo que poderíamos chamar de aspectos humanistas da ciência e das ciências sociais está igualmente em retrocesso, já que os países preferem o lucro de certo prazo, através de competências úteis e Contudo, para ser cidadão responsável, necessita de algo mais; de ser capaz de avaliar os dados históricos, de manipular os princípios econômicos e de exercer o seu espírito crítico, de comparar diferen

tes concepções de justiça social, de falar pelo menos uma língua estrangeira, de avaliar os mistérios  das grandes religiões  do mundo. Ser capaz de se referenciar em relação a um vasto leque de culturas, de grupos e de nações e a história das suas interações, isso é que permite as democracias abordar, de forma responsável os problemas com os quais se deparam atualmente. A capacidade que quase todos os seres humanos, em maior ou menor grau – de imaginar as vivencias e as necessidades dos outros deve ser amplamente desenvolvida e estimulada, se queremos ter alguma esperança de conservar instituições satisfatórias, ultrapassando as múltiplas clivagens que existem em todas as sociedades modernas.      

altamente aplicadas, adaptadas a esse objetivo. Procuramos bens que nos protegem, satisfazem e consolam – aquilo que Rabindranath Tagore  chamava de nosso ‘’invólucro’’ material. Mas, parecemos esquecer as faculdades do pensamento e da imaginação, que fazem de nós humanos e das nossas interações – as relações empáticas que não são simplesmente utilitárias.

Quando estabelecemos contatos sociais, se não aprendermos a ver no outro um outro nós, imaginando-lhe faculdades internas de pensamento e emoção, então a democracia é deixada a má sorte, porque ela assenta precisamente no respeito e na atenção dedicados ao outro, sentimentos que pressupõem que os encaremos como seres humanos e não como simples objetos. As escolas e as universidades do mundo inteiro tem, por conseguinte, uma tarefa imensa e urgente; cultivar nos estudantes a capacidade de considerarem membros de uma nação heterogênea [todas as nações modernas o são] e de um modo ainda mais heterogêneo, bem como uma noção da história dos diferentes grupos que povoam.



Se o saber não é uma garantia de boa conduta, a ignorância é que infalivelmente uma garantia de maus procedimentos. A cidadania mundial implica realmente o conhecimento das humanidades. O indivíduo necessita certamente de muitos conhecimentos factuais que os estudantes podem adquirir sem formação humanista memorizando, nomeadamente os fatos em manuais padronizados  ]supondo que não contém erros].

sábado, 22 de julho de 2017

A NOSSA DESTINAÇÃO DE SERES DIVINOS






REGINA  DINIZ



Viver a criatividade é saber como ser tudo...

E nada ao mesmo tempo...

E não ter uma imagem de si mesmo...

E não ter uma imagem congelada de si mesmo...



Viver a transcendência é dominar a arte do silêncio...

Viver a transcendência é dominar a arte da plenitude...



Pode-se viver a transcendência meditando...

Pode-se viver a transcendência, olhando o nascer do sol...

Pode-se viver a transcendência vivendo filosofias espiritualizadas...

Pode-se viver a transcendência amando a humanidade...



Pode-se viver a transcendência cumprindo o dever profissional...

Pode-se viver a transcendência servindo a uma causa nobre...



Pode-se viver a transcendência sem esperar nada em troca...

Pode-se viver a transcendência sem esperar a fama...

Pode-se viver a transcendência sem esperar o poder...

Pode-se viver a transcendência sem esperar o dinheiro...



Transcender é o poder que nos faz parecer...

Nada aos olhos dos outros...



Transcender é ser feliz agora...

Sem impor condições...

Podemos transformar a dor em vitória...

Podemos transformar a dor em crescimento espiritual...



Fazer da transitoriedade da vida um incentivo...

Para realizar ações responsáveis e significativas...



Uma boa receita para superar as dificuldades da vida...

É transcender psicologicamente o mundo material...

Encontrando a paz...

É viver para algo que amamos incondicionalmente...

Devemos concentrar-nos no que queremos fazer...

Devemos decidir, escolher a meta e missão pessoais...

sexta-feira, 23 de junho de 2017

NORMAS E PRINCÍPIOS MORAIS, RELIGIOSOS ÉTICOS FORMAM A SOCIEDADE




REGINA  DINIZ



Em cada aluno há dois seres inseparáveis, porém distintos. Um deles seria o que o sociólogo francês Émila Durkheim (l858-1917)chamou de individual. Tal porção do sujeito – o sujeito bruto – segundo ele,  é formado pelos estados mentais de cada pessoa. O desenvolvimento dessa metade do homem foi a principal função da educação até o século 19. Principalmente por meio da psicologia, entendida então como a ciência do indivíduo, os professores tentavam construir nos estudantes os valores e a moral. A caracterização do segundo ser foi o que deu projeção a Durklein. “Ele ampliou o foco conhecido até então, considerando e estimulando também o que concebeu como o outro lado dos alunos, algo formado por um sistema de idéias que exprimem, dentro das pessoas a sociedade de que fazem parte”, explica Dermeval Saviani, professor emérito da Universidade Estadual de Campinas. Durkhein acreditava que a sociedade seria mais beneficiada pelo processo educativo. Para ele “a educação é uma socialização da jovem geração pela geração adulta”. E quanto mais eficiente for o processo, melhor será o desenvolvimento da comunidade em que a escola esteja inserida.



Nessa concepção durkheiniana, as consciências  individuais são formadas pela sociedade. Ela é oposta ao idealismo, de acordo com o qual a sociedade é moldada pela consciência humana. “A construção do ser social, feita em boa parte pela educação, é a assimilação pelo indivíduo de uma série de normas e princípios - sejam morais, religiosos, éticos ou de comportamento – que baliza a conduta do indivíduo num grupo. O homem, mais do que formador da sociedade, é um produto dela.



Este sociólogo francês, além de caracterizar a educação como um bem social, a relacionou pela primeira vez às normas sociais e a cultura local, diminuindo o valor, que as capacidades individuais têm na  constituição de um desenvolvimento coletivo. Todo o passado da humanidade contribuem para fazer o conjunto de máximas, que dirigem os diferentes modelos de educação, cada uma com as características que lhe são próprias. As sociedades cristãs da Idade Média, por exemplo, não teriam sobrevivido se tivessem dado ao pensamento racional  o lugar que lhe é dado atualmente.



A educação torna-se indispensável. pois sua tarefa essencial de ser o desenvolvimento da capacidade de aprender e de promover a autonomia da pessoa  para ser o cidadão ativo e conectado deste novo tempo. Essa atuação só se efetiva no contexto de um Estado democrático, no qual a verdadeira liberdade não se restringe à liberdade física. Na era do conhecimento, só será plena com a liberdade intelectual. Nesta, o sujeito desenvolve aptidões que o capacitarão a fazer um melhor julgamento e decidir de que modo os valores fundamentais, consagrados pela sociedade e formalizados como direitos na ordem constitucional, devem ser concretizados pelos poderes públicos com eficiência e transparência. (Autor: Denise Souza Costa – Sem educação seremos escravos da ignorância – Jornal Zero Hora).



O instrumento hábil para que a pessoa atinja esse status é a educação formal da qualidade somada à educação para uma cidadania responsável. Ler muito e de tudo. Conviver com pessoas diferentes. Ouvir mais do que falar. Comprometer-se com causas com causas pessoais. Porque é importante ler? Que lê com assiduidade e compreende o que lê – amplia o seu horizonte de conhecimento, de cultura e de oportunidades. Ler amplia o vocabulário, permite maior compreensão da sociedade e do mundo, facilita o entendimento de uma civilização que se vale da escrita para se comunicar e se orientar.



Pesquisa realizada no ano passado pelo Instituto Pró-Livro revelou que apenas 28% da população brasileira lê livros, jornais e textos  de maior conteúdo na internet. Significa que o Brasil tem um universo de 100 milhões de pessoas, que se declaram não leitores. O levantamento mostrou também que 85% da população usa o seu tempo livre preferencialmente para ver televisão.



Por que é importante ler? O slogan da campanha governamental tem uma resposta emblemática para esta questão: Leia Mais, Seja Mais. Quem lê com assiduidade e compreende o que lê amplia seu horizonte de conhecimento, de cultura e de oportunidades. Ler amplia o vocabulário, permite maior compreensão da sociedade e do mundo, facilita o entendimento de uma civilização que se vale da es-crita para se comunicar e se orientar. Quem lê tem acesso mais rápido a informações que podem ser decisivas numa sociedade cada vez mais competitiva. Ler facilita, também, o uso da tecnologia.



Ler é um prazer. Com boas escolhas, o leitor pode viajar pelo mundo sem sair de casa, tem oportunidade de conhecer lugares e culturas diferentes, de antecipar e ampliar o conhecimento sobre coisas que, de outra forma sequer imaginaria existir. Um leitor atento e bem informado não se deixa enganar por manipuladores, confronta posições divergentes e aprende distinguir a verdade da impostura. Quem lê aperfeiçoa o discernimento, desenvolve a personalidade, e conquista a consciência para defender suas próprias posições. Estimular a leitura é investir na cidadania e na construção de um país mais digno.



O professor e a escola procuram transmitir aos alunos o verdadeiro sentido do trabalho em equipe, porque um não sobrevive sem o outro e ambos não sobrevivem sem o aluno. O professor e a escola precisam ser parceiros, porque fazem parte de uma mesma comunidade na qual o aluno é o principal protagonista. A escola precisa ser reflexiva, crescer, ser ambiente propício e lugar de construção do conhecimento; o professor tem que ter sempre em mente,  que a escola se faz de pessoas e quando falamos em escola, a primeira coisa que nos vem à lembrança é a figura do professor, pois cada um de nós traz em si mesmo a recordação daquela pessoa que, no decorrer da nossa vida, nos deixou na memória a sua imagem.



O primeiro objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que outras gerações fizeram – pessoas criativas, inventivas e descobridoras. O segundo objetivo da educação é formar mentes que possam ser críticas, possam verificar e não aceitar tudo o que lhes é oferecido. O maior perigo hoje é dos “slogans”, opiniões coletivas, tendências do pensamento “ready-made”. Temos que estar aptos e resistir, a criticar, a distinguir o que está demonstrado e o que não está. Portanto, precisamos de discípulos ativos, que aprendam cedo a encontrar as coisas por si mesmos, em parte por si mesmos, em parte por sua atividade espontânea e, em parte, pelo material que preparemos para eles.



Para falar do professor reflexivo, precisamos entender que a introspeção é a única forma de proporcionar, a cada um, as condições necessárias à análise do seu próprio grau de amadurecimento e de comprometimento. Trata-se de um processo individual, único que não se aprende na escola. Por isso, nossas Universidades buscam despertar nos alunos uma consciência crítica, analítica e reflexiva para que, depois de formados, sejam capazes de difundir, como profissionais, essa prática e estabelecer uma outra época para as novas gerações.  

domingo, 11 de junho de 2017

APRENDENDO A VIVER A VIDA






                                        REGINA  DINIZ



Quanto mais contato fizer comigo mesma...

Mais consciente ficarei a cada momento...



A meditação é a conversa consigo mesmo...

Comprovações científicas afirmam...

Mais saúde mental...

Mais estabilidade emocional...



Aumento de concentração ...

Melhora a memória...



Meditação é a conversa consigo mesmo...

Comprovações científicas afirmam...

Mais saúde mental...

Mais estabilidade emocional...



Aumento de concentração...

Melhora a memória e a inteligência...



Vale a pena aprender a viver a vida...

Com amor, bondade e compaixão...

Esta é a chave...

Para o que há de melhor em todos nós...



Aprender mais sobre si mesmo...

Através do exercício da consciência calma...



O silêncio interior é decisivo...

Para a saúde do corpo e do espírito...

O desenvolvimento da consciência...

Usa a contemplação como ferramenta...



O cérebro e a consciência se purificam...

Somos o nosso presente...



O ideal é viver no presente...

Os valores da vida eterna...

Pensando com saúde espiritual...

Que repousam em nossa consciência...



O momento presente contém o passado e o futuro...

O segredo de transformação é contínuo...

domingo, 14 de maio de 2017

A BUSCA CIENTÍFICA DA FELICIDADE

REGINA DINIZ

Para o filósofo grego, desenvolver boas virtudes era como aprender a tocar bem um instrumento. A ética é uma ciência prática, jamais teórica. Não se ensina coragem a não ser se vivendo a coragem. Nesse sentido, a moral não é dependente de nenhum valor do outro mundo; é um esforço das pessoas para vencer vícios e dar condições aos mais jovens de desenvolver melhores hábitos e costumes.

Essa é a escola moral que mais aprecio e julgo correta, apesar de que, com a modernidade e as sociedades gigantescas que surgiram e o anonimato consequente, as vezes fica difícil pensarmos no reconhecimento das virtudes. Virtude é sempre pública, isto é, o outro reconhece em mim a virtude. Nada de marketing do bem nem auto proclamação das próprias virtudes.

Para Kant, se ninguém mentir, o mundo será melhor porque todos poderão confiar em todos e a vida será transparente. Faz parte da urbanidade e da elegância social saber que devemos evitar dizer coisas que causem mal-estar desnecessário. Porém permanece sendo importante que mentir o tempo destrói o tecido social e as relações entre os seres humanos. Portanto, dizer a verdade, ainda que não seja possível sempre, deve ser visto como um mecanismo regulatório do comportamento para que possamos ter algum grau de confiança no amor, na família, nas amizades e nos negócios.

Kant aconselha que não devemos usar um ser humano como meio, mas sim como fim, significa que não podemos fazer dele “uma coisa”, mas sim que a sociedade deve tê-lo com fim em tudo o que ela fizer: em outras palavras, o objetivo supremo d sociedade, e fazer a vida dele menos sofrida deve ser a meta de qualquer sociedade decente. Essa idéia também é um pouco irreal na medida em que as relações de sobrevivência material (e seus escassos recursos) implica que muitos de nós somos meios para que outros, como nossos filhos, por exemplo, possam sobreviver.

A necessidade econômica (ciência da escassez) implica sermos, muitas vezes, meios para a sobrevivência da sociedade ao longo dos milênios. Para entender a validade da idéia de Kant de um modo mais simples, imagine a seguinte situação: pense que você divide a casa com amigos. Agora imagine que um deles se recusa a lavar a louça. Ele não está sendo ético no sentido Kantiano, porque se todos precisam lavar a louça, não há porque um deva escapar desse encargo.

Do ponto de vista da história da filosofia, a diferença entre moral e ética é a mesma que existe entre mesa e table. Moral é a tradução latina para a palavre grega original ética. Vou usar as duas como sinônimos. Apesar disso, vale a pena esclarecer o que as pessoas têm em mente quando assumem que existe uma diferença entre elas. Para a maioria, ética é o campo das normas de conduta, enquanto moral é a parte da filosofia que reflete hábitos e costumes. Ambas são as duas coisas ao mesmo tempo, porque faz parte da reflexão sobre hábitos e costumes pensar sobre as normas que devem regrar esses hábitos e costumes.

Não existem hábitos e costumes que não sejam permeados de normas, muitas vezes quase automáticas ou espontâneas. O que são hábitos e costumes? Generosidade, coragem. justiça, disciplina entre outros. Para Aristóteles os bons atos e costumes deveriam ser praticados a ponto de se tornarem uma segunda natureza, portanto automáticos ou espontâneos. A escola moral mais antiga é a de Aristóteles, conhecida como moral das virtudes ou do caráter. Para ele, ao longo da vida coletiva dos povos desenvolvemos hábitos e costumes que nos definem como seres morais.

Kant chama atenção para o fato de que se você for chamado a julgar algo em que tem interesse direto em um dos possíveis resultados, abra a mão da função de julgar essa situação, uma vez que sua avaliação poderá ser prejudicada por elementos emocionais no processo. Kant via a ética como um campo de prática racional acima de tudo. Ainda que muitos longe da realidade comezinha e concreta em que vivemos na realidade, a ética Kantiana se sustenta como tentativa moderna essencial de somar esforços para agirmos de modo minimamente racional e levarmos em conta o maior número de pessoas envolvidas no processo, ainda que nem sempre todas de modo ideal.

A perda dos vínculos próximos das comunidades pré-modernas, base dos hábitos e costumes que sustentavam a vida dentro de certos trilhos, encontrou na ética Kantiana uma tentativa sincera de sustentar a vida, daquilo que Kant e outros julgam ser central em nossa vida: a razão. Se eles, os racionalistas, estão certo, é outra coisa. Como eu disse antes, não creio que sejamos seres racionais em sua plenitude. Ao contrário, penso que muitas são as pressões internas e externas sobre nós para que a razão seja a senhora absoluta em nossa vida.

No início do século XX, Aldous Huxley escreveu o maior panfleto anti-utilitário conhecido, admirável mundo novo. Sua distopia de um mundo perfeito é até hoje, me parece, o que há de melhor em calcular os resultados de uma sociedade que faria a opção pelo racionalismo utilitário de forma definitiva. Vejamos Nesse Admirável Mundo novo, a perfeição de uma sociedade que eliminou o contraditório mostra, ainda que de modo caricatural, seus efeitos colaterais danosos.

Seres humanos que optam por uma vida perfeita acabam escravos dessa perfeição. Se o “erro de Kant” é apostar numa razão pura prática (nome técnico da moral em seu livro sobre o tema que não está ao alcance de um ser humano real, confuso e fraco.

O “erro” do utilitarismo é fruto do que “sobra de acerto” em sua ética: estão certos em dizer que fugimos da dor e buscamos o bem-estar, mas estão errados em achar que podemos construir uma sociedade em cima da busca científica  da felicidade. A pessoas no livro de Huxley eram umas idiotas fabricadas geneticamente. As pessoas do mundo real são umas idiotas obcecadas pela saúde e pela felicidade. E acertou em cheio, não?

“A ética das virtudes de Aristóteles é a melhor, porque vê a vida moral como um combate em busca de bons hábitos, sem prescrição de comportamentos que tendem a normas categóricas. Nesse sentido, é a mais humana das três escolas. Nesse sentido me considero um  Aristotélico em Ética.

No mundo contemporâneo, a hierarquia nietzschiana, principalmente de corte francês, e em filósofos como Gilles Deleuze e Michel Foucault, e o caráter relativo dos valores ficaram expostos, e, portanto, sua validade  é relativa a tempo e espaço específicos.

Se formos para trás um pouco no tempo, e chegarmos ao século XVII, em filósofos como Blaise Pascal, ou no século XVI, em Michel de Moutaine, ambos carregados de teor cético em seus argumentos, ou mais atrás ainda, e formos aos últimos séculos da era  pré-cristã na Grécia, e ouvirmos  as vozes dos sofistas e céticos, veremos que todos eles, apesar de não usarem a expressão  valores, sempre foram relativistas. Pascal chega a afirmar que, se o nariz de Cleópatra fosse outro, a história do mundo seria outra. Logo os valores seriam outros.

O VAZIO ÉTICO E EMOCIONAL DOS DIAS DE HOJE


REGINA DINIZ


Qual a origem psicológica dessa experiência de vazio? A sensação de vácuo que observamos ao nível social e individual não deve ser tomada no sentido de que as pessoas são vazias, desprovidas de potencialidade emocional. Um ser humano não é oco num sentido estático, como se fosse uma bateria precisada de nova carga. A sensação de vazio provém, em geral, da incapacidade para fazer algo de eficaz a respeito da própria vida e do mundo em que vivemos.

O vácuo interior é o resultado acumulado a longo prazo da convicção pessoal de ser incapaz de agir como uma entidade, dirigir a própria vida, modificar a atitude das pessoas em relação a si mesmo, ou exercer influência  sobre o mundo que nos rodeia. ( Autor: Rollo May).

 Surge assim a profunda sensação de desespero e futilidade que aflige hoje em dia. E uma  vez, que a pessoa sente e deseja não tem verdadeira importância, ela em breve renuncia a sentir e a querer. A apatia e a falta de emoções são defesas contra a ansiedade. Quando alguém continuamente defronta-se com um perigo que é incapaz de vencer, sua linha final de defesa é evitar a sensação de perigo. Observadores perspicazes de nossa época predisseram estes acontecimentos. Erich Fromm observou que hoje em dia as pessoas deixaram de viver sob a autoridade da igreja ou das leis morais, mas submetem-se a “autoridades anônimas”   mas com a opinião pública.

Riesman faz a importante observação de que o público, neste caso, teme um fantasma, um boneco, uma quimera. Trata-se de uma autoridade anônima com “A” maiúsculo, composta de nós mesmos, mas desprovida de centros individuais. No final, o que tememos é o nosso vazio coletivo. E temos bons motivos, como os editores de Fortune, para nos assustarmos com esta situação de conformidade e vácuo individual. Basta lembrar que o vazio ético e emocional da sociedade européia,  há duas ou três décadas foi um convite aberto ao surgimento de ditadores fascistas. O grande perigo desta situação de vácuo e impotência e conduzir mais cedo ou mais tarde, à ansiedade e ao desespero e finalmente, se não corrigida, ao desperdício e ao bloqueio das mais preciosas qualidades do ser humano. Os resultados finais serão a redução e o empobrecimento psicológico, ou então a sujeição a uma autoridade destrutiva.

Toda a história do homem é um esforço para destruir a própria solidão. A sensação de isolamento ocorre quando a pessoa se sente vazia e amedrontada, não apenas deseja sentir-se protegida na multidão, como um animal selvagem se resguarda vivendo em bandos. A ânsia pela proximidade dos outros não é também um simples desejo de preencher o vácuo interior, embora esta seja com certeza uma faceta da necessidade de companheirismo humano de quem se sente ansioso. O motivo mais fundamental é que o ser humano adquire sua primeira experiência do self (processo desenvolvido pelo indivíduo em interação com seus semelhantes e através do qual se torna capaz de tratar a si mesmo como o objeto, isto é observar-se, considerando seu próprio comportamento do ponto de vista alheio, no relacionamento com seus semelhantes e quando está sozinho, desligado de outras pessoas, teme perder esta experiência.

Na solidão do homem moderno está seu grande temor de ficar só. Em nossa cultura costuma-se dizer: - “você anda solitário¨, um modo de admitir que não é bom estar só. É aceitável querer ficar só temporariamente, para “desligar-se de tudo”. Mas se alguém mencionar numa reunião, que gosta de estar sozinho, não para descansar, mas por preferência pessoal, os outros têm tendência a achar que fracassou, pois para eles é inconcebível que uma pessoa fique sozinha por libre escolha.

Este medo da solidão aparece por detrás da grande necessidade de receber convites, ou de ver os seus aceitos. A pressão para manter-se socialmente ativo vai muito além dos motivos realistas, como o prazer da companhia alheia, o enriquecimento das idéias, sentimentos e experiências, ou a simples satisfação do descanso. Na Verdade, tais motivos tem pouco a ver com a idéia compulsiva de ser convidado.

 As pessoas mais esclarecidas o percebem muito bem e gostariam de dizer “não”, mas desejam muito a oportunidade de ir:  e recusar convites na costumeira roda da vida social significa, mais cedo ou mais tarde deixar de ser convidado. O temor que emerge das camadas subterrâneas é ser inteiramente afastado, deixado de lado.

Não há dúvida de que em todas as épocas a solidão foi temida e as pessoas a ela procuraram fugir. Pascal, no século XVII observando os esforços que todos faziam para divertir-se, opinou que a finalidade das distrações era evitar que as pessoas pensassem em si mesmas. 

Kierkegaard, há cem anos passados, escreveu que em sua época “as pessoas fazem tudo o que é possível em matéria de diversão e de empreendimentos atordoantes para afastar a idéia de solidão, assim como nas florestas da América mantêm-se à distância os animais selvagens por meio de tochas acesas gritos e toque de chocalhos”. Mas a diferença é que em nossa época o medo da solidão é muito mais intenso e as despesas contra ele – diversões, atividades sociais e “amizades” são mais rígidas e compulsivas.

É de importância crucial, portanto, manter a continua roda de coquetéis, embora encontrem diariamente as mesmas pessoas, tomem as mesmas bebidas e conversem sobre os mesmos assuntos ou a falta deles. Importante não é o que se diz, e sim que haja sempre alguém falando. O silêncio é um grande crime, pois significa solidão e medo.

O homem ocidental, habituado há quatro séculos a enfatizar a  racionalidade , a uniformidade e a mecânica, vem tendo consistentemente, com pouco êxito, recalcar seus aspectos que não se coadunam com esses padrões uniformes e mecânicos. Será exagerado dizer que o homem moderno, sentindo o seu vazio, teme que se não tiverem seus associados costumeiros à volta, se esquecer que horas são, perderá o talismã do programa diário, da rotina de trabalho e sentirá embora de maneira confusa, uma ameaça a solidão é portanto real e não imaginaria, para a maioria.

Outra raiz de nossa doença é a perda do sentido de valor e dignidade do ser humano. Nietzsche o predisse ao apontar que o indivíduo estava sendo absorvido pela multidão e que estávamos vivendo segundo uma moralidade de escravos. Marx também o predisse ao proclamar que o homem moderno estava sendo “desumanizado”, e Kafka demonstrou em suas supreendentes histórias, que as pessoas podem literalmente perder a própria identidade. Surgiram reflexões “Seja você mesmo” era então uma desculpa para deixar-se cair no mais baixo denominador comum das inclinações. “Conhecer a si mesmo” não era considerado particularmente difícil, e os problemas de personalidade podiam ser resolvidos com relativa facilidade por meio de um melhor “ajuste”.

Precisamos lutar para recuperar a experiência e a fé no valor e na dignidade da pessoa humana. Tudo parece ocorrer num sonho, sem um verdadeiro relacionamento entre o homem e o mundo, ou ele mesmo e suas ações. Aventurar-se, no sentido mais elevado, é precisamente tomar consciência de si mesmo. Seu senso de individualidade o distingue do restante dos seres animado e inanimados. Sentimos a necessidade da autoconsciência. É preciso afirmar a própria personalidade, apesar do caráter impessoal da natureza, e preencher seus silêncios com a própria vida interior.

O psicoterapeuta, tendo o privilégio de testemunhar a luta íntima de um certo número de pessoas, seus combates muitas vezes amargos e graves, consigo mesmas e com as forças externas que as desafiam, adquire por elas um grande respeito e uma nova compreensão do potencial de dignidade do ser humano. Resolve levar-se a sério, descobre no íntimo uma capacidade da recuperação anteriormente desconhecida, e às vezes mesmo notável.

Há um lado positivo: o fato de não termos outra escolha a não ser caminhar para a frente. Somos pessoas cujas defesas e ilusões foram vencidas. A única opção é avançar para algo melhor. Precisamos redescobrir no nosso íntimo novas fontes de vigor e integridade. Este é um dever do indivíduo, que assim contribuirá para o lançamento das bases de uma sociedade construtiva, que eventualmente emergirá desta época agitada.

A faculdade da antoconsciência confere ao ser humano o talento de ver-se a si mesmo como os outros o vêem e sentir empatia. Existe ainda sob a notável aptidão para transportar-se  até a sala de alguém, onde na realidade só se encontrará  na semana seguinte, e em imaginação planejar sua maneira de agir. Permite que a pessoa se coloque no lugar de outra e imagine como se sentiria e o que faria se fosse ela. Por pior que se use, deixe de usar, ou o mesmo abuse  desta aptidão, ela constitui os rendimentos da capacidade de amar o próximo, ter sensibilidade ética, considerar a verdade, criar a beleza, dedicar-se a ideais e morrer por eles, caso necessário.