Regina Diniz
O crescimento humano,
um plano de perfeição ...
Brilham
as centelhas da eternidade.
Gosto muito de admirar o crepúsculo,
porque suavemente o sol se despede,
maravilhado por ter iluminado a terra.
Enfeita o horizonte,
pintando-o de matizes multicores.
O sol é uma janela aberta,
no verdadeiro palácio da auto-estima,
e só falta dizer-me:
- Seja incansável, seja perseverante ...
na aspiração para a luz.
Faz um chamamento na busca de reordenações,
para a qualidade nova de intuição ...
É doador universal de vida,
faz de sua existência
uma obra de força cósmica
perpétua de perfeição.
A vida é maravilhosa ...
O passeio é de evolução.
Vivifico altos níveis de interesse
na peregrinação obrigatória.
Existem épocas na minha vida
em que preciso de um impulso
para prosseguir na direção certa ...
Luto para fortalecer a crença no meu potencial,
abrindo novas fronteiras,
renovando a minha interpretação do mundo.
Faço o que posso para tornar-me
a melhor pessoa possível.
Confronto-me em guerras tremendas
contra as emoções autoderrotistas.
Mas quando começo a enfraquecer,
caso-me comigo mesma,
Torno-me generosa, dou resposta ao mundo ...
Hoje estou me presenteando
com este pôr de sol fantástico.
Acredito na lei de retribuição infalível.
Agora, pensando em bom nível emocional,
este maravilhoso crepúsculo
revitaliza-me ao admirá-lo ...
eclodindo emoções extraordinárias.
São sutilezas que vou aprendendo
no eterno dia-a-dia ...
Que têm momentos maravilhosos ...
E também momentos horrorosos ...
Mas eu quero alcançar o equilíbrio total,
para que o sol e a chuva não alterem o meu humor.
Quero ouvir o grito exuberante da deusa coragem,
ajudando-me a permanecer concentrada no aprender.
Deus que me ajude
a manter o gosto pela autoconfiança total ...
Tiro significativos dividendos
desta relação interior ...
É uma troca enriquecedora que descobri.
Pergunto-me sempre:
- O que quero da vida ?
Sei que a resposta será diferente dos outros,
porque é a minha resposta.
Procuro vibrar a paz e a luz a cada gesto,
e continuar a minha viagem de passagem na terra.
Há muito tempo parei de reclamar da miséria ...
Há muito tempo parei de reclamar e reclamar ...
Percebi que uma pessoa desequilibrada sofre muito ...
Vivo como um passarinho cantador,
olhando a vida de cima de uma árvore.
Cansei de cegamente arrebentar-me na correnteza ...
Abro os olhos e extraio luz da fé pura,
e descubro as verdades para ir adiante ...
Agora, cheguei a conclusão
de que eu sou a melhor terapeuta
para administrar a minha individualidade.
O silêncio revela
que tenho um lugar no mundo,
e só eu posso preenchê-lo,
sou a minha única realidade ...
Observo a amplitude do horizonte,
onde o sol vai lentamente desaparecendo.
Numa verdadeira explosão de cores,
beija as águas caudalosas do rio Guaíba,
que não perde nenhum segundo
para usufruir este relacionamento de amor.
A natureza busca freneticamente as forças do belo,
que fortalece a alma do mundo ...
Presencio todo este milagre,
e pergunto-me:
- Estou consciente de quem sou ?
Não lançarei mão de nada destrutivo para enganar-me ...
Para não ver os estímulos das novas idéias ...
Eu quero ver tudo, em detalhes ...
Bem de perto, para poder seguir adiante,
acertando na raiz do segredo do meu desenvolvimento,
e internamente terei forças para dizer-me:
- Agora eu vou, encorajo-me a expressar novos sentimentos.
Respiro fundo e vou em frente ...
Nada me transtornará ...
Nada me abalará ...
Nenhum acontecimento estremecerá
a minha firme disposição
de continuar criando um ambiente emocional saudável ...
Com firmeza e decisão de bom nível,
descobrirei algumas qualidades mais preciosas,
talvez ainda escondidas, independentes e constantes.
Deus escreve sempre certo o nosso destino,
não mais me assustarei com o sofrimento,
pois sei que só aceitando-o e superando-o,
alcançarei o sábio entendimento ...
Enxergarei com clareza as situações complexas ...
Não desperdiçarei esta grande oportunidade
de visualização do valor da minha vida.
Dedicar-me-ei aos mais nobres sentimentos,
para atender ao divino de perfeição.
Proteger-me-ei da ansiedade, cultivando a autoconsciência ...
Não responderei às exigências descabidas do ter.
Desejo o aplauso e o reconhecimento das forças divinas.
Fugirei do reconhecimento dos homens.
Sobreviverei com heroicidade,
na frugalidade de ser.
Não tenho culpas, esforcei-me ao máximo.
Não carrego mágoas e frustrações de ninguém,
não tenho medo do fim da jornada ...
Eu sou muito mais ...
Eu sou a alma imortal ...
A minha alma vai continuar
sempre em busca da consciência positiva ...
O olho da alma perfeita ...
Para a essência de tudo ...
O refinamento da intuição espiritual
é o poder do conhecimento certo.
Fui convidada pelo meu amigo Marcos
para passar este fim de semana em seu sítio,
cujo nome é “O Repouso do Guerreiro”.
Agora, interrompo esta contemplação do pôr-do-sol,
que me fez acreditar em metas positivas.
Estou sentindo-me desoprimida ...
Mais livre do que nunca ...
Acreditarei na minha própria visão de mundo,
eu quero acreditar, eu preciso acreditar ...
É uma cruzada santa de auto-renovação ...
Encontro-me alegre com sede de vida nova.
Dirijo o meu carro com tranqüilidade.
Em meia hora a bela tarde sumiu no horizonte ...
Há luar ...
A candidez da lua
ilumina a noite de pureza.
Lantejoulas prateadas brilham ...
As mensagens são de gracilidade ...
O reflexo tênue mostra a beleza do imponderável.
Agora, confraternizo com meus amigos de décadas.
Na lareira o fogo crepita ...
As chamas queimam e queimarão.
São eternas no tempo ...
É bom considerar-me aceita pelos meus pares ...
As amizades são dádivas grandiosas ...
Os seres humanos são nossos espelhos,
muitas vezes fico indecisa diante da vida,
sobre qual de muitos o melhor trajeto ...
Por isso eu gosto muito
de repartir sentimentos ...
De repartir pensamentos ...
Gosto imensamente de ponderar opções.
Sempre que posso abro os braços para os outros,
para que abram os braços para mim.
Quando eu precisar de apoio,
é pela via da cooperação mútua
que atingirei a integridade perfeita ...
Procuro a raiz
no oceano da vida ...
Subjetividade sem limites ...
Objetividade determinada ...
A lua ensina o equilíbrio interior.
Brilha poeticamente,
é convicta pela via do encantamento ...
Rompe as nuvens agitadas,
e continua com o mesmo esplendor ...
Conversamos sobre muitos jeitos de ver a realidade.
O Marcos foi incansável em afirmar:
- É necessário confrontar-se para aprender a paciência ...
Todos nós concordamos que nada adianta atropelar ...
Vejo que os problemas existem e aparecem,
é para que eu entenda a arte de sobrepor-me.
As vezes é possível, outras vezes não é ...
Agora no fim do nosso encontro
Marcos fez esta oração:
Amado Deus ...
Abençoa-nos na motivação elevada,
da exigência de ser.
Então agradeci a Deus
pelo que consegui ser,
e pela minha atenção à capacidade
de intuir a vida,
pela via da simplicidade ...
A minha subjetividade
É um eterno é.
A cada esforço de purificação
Jogo-me para o alto.
sábado, 29 de agosto de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
POSSIBILIDADES DA SUBJETIVIDADE MODERNA
Regina Diniz
O homem benevolente é atraído pela benevolência, porque ele se sente confortável com ela. O homem sábio é atraído pela benevolência, porque percebe que ela lhe é favorável. Aplico o meu coração no caminho da benevolência para apoio, baseio-me na virtude e encontro entretenimento nas artes. Nunca vi nenhum homem morrer ao cultivar a benevolência. (Confúcio – 551 – 479 A.C.)
Os valores (apreciação íntima) são descobertos por nós dentro de nós próprios. Não existem regras. É possível através de uma profunda auto-interpretação vê-los de uma forma geral: Quais são os nossos talentos, nossas capacidades, nossas necessidades que fazem pressão para surgirem? É indispensável disciplina, trabalho árduo, muita dedicação. A busca da identidade é principalmente a busca dos valores intrínsecos e autênticos da própria pessoa.
Quando as pessoas se sentem fortes emocionalmente, se realmente for possível uma livre escolha, tendem espontaneamente para escolher o verdadeiro e não o falso, o bem e não o mal, a beleza e não a fealdade, a integração e não a dissociação, a alegria e não a tristeza, a vivacidade e não a apatia, a singularidade e não o estereótipo, e assim por diante, para o que já descrevi como valores superiores sadios. ( Abraham H. Maslow – Livro: Introdução a Psicologia do Ser)
A liberdade de escolha é fundamental. “–Sê verdadeiro para ti mesmo”.(Shakespeare). A natureza superior do homem exige um bom meio ambiente emocional, harmonia, equilíbrio, valores tradicionais de família, amor ao conhecimento, amor a transcendência cultural, porque as capacidades clamam para serem usadas e só se calam quando são bem usadas.
O apoio fundamental, na vida, é o da auto-estima. A abertura, a honestidade e a decisão de aliar-se, incondicionalmente, a si mesmo, é investir na luta para gerar energia emocional saudável e com este jeito de ser, vincular-se aos outros. A auto-estima elevada é a elaboração da racionalidade, honestidade e integridade, é um complexo de meios que se combinam, fluindo um conforto emocional que é repassado para outras pessoas.
A auto-estima reflete a nossa segurança e é o nosso tesouro interior. Respeitamo-nos, quando aceitamos nos levantar depois de um tombo e temos consciência de que é vital a nutrição desta fonte inesgotável, que nos dá mais força para os pequenos e grandes recomeços. Gostar de relacionamentos positivos é sinal de boa auto-estima.
Quando o diálogo interior é positivo, descobrimos que nos tornamos numa pessoa mais humana. A boa auto-estima é um dos degraus mais importantes para nos aproximar da tão almejada felicidade. A conversa amiga, de nós para nós mesmos, coopera para surgirem decisões mais acertadas.
Acreditar em seus objetivos existenciais, admitir o valor do próprio esforço é importante na potencialização da auto-estima. É indispensável não ligarmos para discriminações econômicas, sociais etc... porque a elevada auto-estima também é um presente dos céus. A escolha responsável é a alma da fortaleza emocional. É importantíssimo batermos palmas para nossa própria coragem na marcha para adiante.
Os americanos estão acostumados a ver a sociedade de consumo de perto o bastante, para conhecer seus encantos, mas não se aproximam o suficiente para usufruí-la, e estarão mortos antes de terem provado, plenamente, os seus prazeres. Esta é a razão da estranha melancolia que freqüentemente assombra os habitantes das democracias em meio à abundância, e daquele desgosto pela vida, que por vezes toma conta deles em condições de calma e tranqüilidade.(Aléxis de Torqueville – livro”Democracy in América – l988 – Vol.-2 pag.538) – Citado por Zigmunt Bauman – livro”Medo Líquido”- 2006).
Vê-se, claramente, nas culturas consumistas, que a sua maior bandeira é o “estar na frente” seja de que jeito for. A vida pessoal tornou-se estressante como o próprio mercado. Cansaço, desmotivação, neuroticidade, psicopatias, inadimplência fazem com que saturemos nossas mentes, só de metas negativas, que resultam em pesada depressão. São grandes as quantidades de calmantes e antidepressivos consumidos, fato nunca observado em séculos anteriores.
As demandas por reconhecimento inundam os nossos tempos. “Todo mundo busca ansiosamente a aprovação, a admiração ou o amor nos olhos dos outros. E observamos que as bases para a auto-estima fornecidas pela aprovação e admiração de são notoriamente frágeis. O impulso e compulsão de observar, atentamente, na verdade nunca cessam. O calor da vigilância pode muito bem transformar a aprovação e aclamação de ontem na condenação e no ridículo de amanhã. Agora, tal como antes, privação significa infelicidade. As dificuldades materiais, que ela pode provocar, se somam a degradação e a humilhação, de se ver na extremidade receptora da privação, um pesado golpe na auto-estima e uma ameaça ao reconhecimento pessoal. ( Jean- Claude Kaufamam – livro: L’invention de Soi, Paris – l972 pg.14 – (citação feita no livro de Zigmunt Bauman – “A arte da Vida”).
Como escapar a essa guerra de todos contra todos, se a virtude não passa de uma máscara da auto-estima, se não se confia em ninguém e só se pode contar consigo mesmo? Todos sabemos que vivemos: - no absurdo da violência. –no absurdo da maldade. –no absurdo da autodestruição. É inadiável redescobrirmos a compreensão,
a alegria, a responsabilidade e a paz em nosso imaginário. Qual é a fonte dos pensamentos de alta qualidade que nos libertem desta depressão? A imaginação é nossa ou as propostas são impostas para nos escravizar? Quantas lições, quantos ensinamentos poderemos obter, para nos libertarmos destes fantasmas destruidores da nossa alma. É inadiável explorarmos as dimensões interiores de nossa evolução cultural e espiritual. É valioso descobrirmos pistas para construirmos uma vida socialmente sadia, que se criará e se organizará dentro de nós para nós mesmos, que se impõe diante desta prova coletiva. Vibrando Deus, tudo muda, a sua luz ilumina tudo.
O homem benevolente é atraído pela benevolência, porque ele se sente confortável com ela. O homem sábio é atraído pela benevolência, porque percebe que ela lhe é favorável. Aplico o meu coração no caminho da benevolência para apoio, baseio-me na virtude e encontro entretenimento nas artes. Nunca vi nenhum homem morrer ao cultivar a benevolência. (Confúcio – 551 – 479 A.C.)
Os valores (apreciação íntima) são descobertos por nós dentro de nós próprios. Não existem regras. É possível através de uma profunda auto-interpretação vê-los de uma forma geral: Quais são os nossos talentos, nossas capacidades, nossas necessidades que fazem pressão para surgirem? É indispensável disciplina, trabalho árduo, muita dedicação. A busca da identidade é principalmente a busca dos valores intrínsecos e autênticos da própria pessoa.
Quando as pessoas se sentem fortes emocionalmente, se realmente for possível uma livre escolha, tendem espontaneamente para escolher o verdadeiro e não o falso, o bem e não o mal, a beleza e não a fealdade, a integração e não a dissociação, a alegria e não a tristeza, a vivacidade e não a apatia, a singularidade e não o estereótipo, e assim por diante, para o que já descrevi como valores superiores sadios. ( Abraham H. Maslow – Livro: Introdução a Psicologia do Ser)
A liberdade de escolha é fundamental. “–Sê verdadeiro para ti mesmo”.(Shakespeare). A natureza superior do homem exige um bom meio ambiente emocional, harmonia, equilíbrio, valores tradicionais de família, amor ao conhecimento, amor a transcendência cultural, porque as capacidades clamam para serem usadas e só se calam quando são bem usadas.
O apoio fundamental, na vida, é o da auto-estima. A abertura, a honestidade e a decisão de aliar-se, incondicionalmente, a si mesmo, é investir na luta para gerar energia emocional saudável e com este jeito de ser, vincular-se aos outros. A auto-estima elevada é a elaboração da racionalidade, honestidade e integridade, é um complexo de meios que se combinam, fluindo um conforto emocional que é repassado para outras pessoas.
A auto-estima reflete a nossa segurança e é o nosso tesouro interior. Respeitamo-nos, quando aceitamos nos levantar depois de um tombo e temos consciência de que é vital a nutrição desta fonte inesgotável, que nos dá mais força para os pequenos e grandes recomeços. Gostar de relacionamentos positivos é sinal de boa auto-estima.
Quando o diálogo interior é positivo, descobrimos que nos tornamos numa pessoa mais humana. A boa auto-estima é um dos degraus mais importantes para nos aproximar da tão almejada felicidade. A conversa amiga, de nós para nós mesmos, coopera para surgirem decisões mais acertadas.
Acreditar em seus objetivos existenciais, admitir o valor do próprio esforço é importante na potencialização da auto-estima. É indispensável não ligarmos para discriminações econômicas, sociais etc... porque a elevada auto-estima também é um presente dos céus. A escolha responsável é a alma da fortaleza emocional. É importantíssimo batermos palmas para nossa própria coragem na marcha para adiante.
Os americanos estão acostumados a ver a sociedade de consumo de perto o bastante, para conhecer seus encantos, mas não se aproximam o suficiente para usufruí-la, e estarão mortos antes de terem provado, plenamente, os seus prazeres. Esta é a razão da estranha melancolia que freqüentemente assombra os habitantes das democracias em meio à abundância, e daquele desgosto pela vida, que por vezes toma conta deles em condições de calma e tranqüilidade.(Aléxis de Torqueville – livro”Democracy in América – l988 – Vol.-2 pag.538) – Citado por Zigmunt Bauman – livro”Medo Líquido”- 2006).
Vê-se, claramente, nas culturas consumistas, que a sua maior bandeira é o “estar na frente” seja de que jeito for. A vida pessoal tornou-se estressante como o próprio mercado. Cansaço, desmotivação, neuroticidade, psicopatias, inadimplência fazem com que saturemos nossas mentes, só de metas negativas, que resultam em pesada depressão. São grandes as quantidades de calmantes e antidepressivos consumidos, fato nunca observado em séculos anteriores.
As demandas por reconhecimento inundam os nossos tempos. “Todo mundo busca ansiosamente a aprovação, a admiração ou o amor nos olhos dos outros. E observamos que as bases para a auto-estima fornecidas pela aprovação e admiração de são notoriamente frágeis. O impulso e compulsão de observar, atentamente, na verdade nunca cessam. O calor da vigilância pode muito bem transformar a aprovação e aclamação de ontem na condenação e no ridículo de amanhã. Agora, tal como antes, privação significa infelicidade. As dificuldades materiais, que ela pode provocar, se somam a degradação e a humilhação, de se ver na extremidade receptora da privação, um pesado golpe na auto-estima e uma ameaça ao reconhecimento pessoal. ( Jean- Claude Kaufamam – livro: L’invention de Soi, Paris – l972 pg.14 – (citação feita no livro de Zigmunt Bauman – “A arte da Vida”).
Como escapar a essa guerra de todos contra todos, se a virtude não passa de uma máscara da auto-estima, se não se confia em ninguém e só se pode contar consigo mesmo? Todos sabemos que vivemos: - no absurdo da violência. –no absurdo da maldade. –no absurdo da autodestruição. É inadiável redescobrirmos a compreensão,
a alegria, a responsabilidade e a paz em nosso imaginário. Qual é a fonte dos pensamentos de alta qualidade que nos libertem desta depressão? A imaginação é nossa ou as propostas são impostas para nos escravizar? Quantas lições, quantos ensinamentos poderemos obter, para nos libertarmos destes fantasmas destruidores da nossa alma. É inadiável explorarmos as dimensões interiores de nossa evolução cultural e espiritual. É valioso descobrirmos pistas para construirmos uma vida socialmente sadia, que se criará e se organizará dentro de nós para nós mesmos, que se impõe diante desta prova coletiva. Vibrando Deus, tudo muda, a sua luz ilumina tudo.
sábado, 15 de agosto de 2009
A MENSAGEM DO MAR E DO ROCHEDO
Regina Diniz
São muitas as vertentes evolutivas…
Há milhões de opções de luz...
Lembro-me de Deus...
Elevo as emoções e sigo adiante...
Consegui chegar no alto do penhasco,
na praia da Armação em Florianópolis.
É admiravelmente bonita ...
Avista-se o mar de todos os lados.
O meu olhar perde-se
na amplidão azul prateada do horizonte.
Só Deus generoso e bom
para criar, sustentar e vivificar
esta rede exuberante de vida.
Gosto de conversar com a natureza,
fortalece a qualidade do meu pensamento,
revigora a minha personalidade.
Aprendi a apreciar-lhe a beleza
em todas as suas mutações.
- Alegro-me em contemplar-te, ganho coragem, vou além ...
- Estou observando-te, és o eterno retorno do vir a ser ...
- Nos mínimos detalhes, és o colírio nos olhos espirituais,
para ver se descubro alguma coisa significativa
da tua misteriosa força de conscientizar-me do verdadeiro,
para aumentar a minha corrente de vida.
Percebo o teu poder,
sinto a tua energia ...
Também quero aprender a ser
a minha própria fonte ...
Imagino a onipotência de Deus,
que me responde, em charme, inteligência e equilíbrio,
através do esplendor da natureza.
Caminho na beira do penhasco.
O vento beija suavemente os meus pés,
sinto-me acarinhada, percebo o que é essencial ...
Nutrida afetivamente acendo uma vela de alegria.
O meu peito abranda-se, redescubro raízes interiores
no encantamento da perfeição das formas ...
no encantamento da leveza dos movimentos do mar ...
No magno encantamento do conjunto,
sol, mar, montanhas, gaivotas, garças,
águas azuis cintilantes balançam ...
O mar defende a liberdade,
o mar é misteriosamente lutador,
o mar é eterno,
detalhes que provam a existência de forças maiores.
Estou tentando dialogar com Deus na natureza.
O prazer de estar junto é o cerne do afeto.
Coloco-me em sintonia com forças divinas.
Aqui a explosão de vida não têm limites,
são impactantes os rituais de purificação ...
Espalha-se uma chuva de orvalho perfumado,
sou tocada por uma sensação de frescor inexprimível ...
A energia espiritual me dá forças criativas,
realizo valores humanos mais amplos ...
Eu sou o meu barco ...
Eu dirijo o leme,
a vontade é minha,
nasce do íntimo do meu ser.
Luto para escapar do materialismo.
O meu coração espiritual privilegia a pureza da fé ...
Tornarei este diálogo um hábito ...
Voarei alto em busca da verdade ...
Eu falo e a natureza me responde,
ela abre a janela da minha alma.
O som do mar transforma-se numa sinfonia ...
Limpo o corpo e o espírito.
Ao chegar no topo do penhasco
uma Santa dentro de uma gruta me saúda,
a grande Iemanjá, “A Deusa dos Mares”.
Com o seu belo manto azul,
espargindo bênçãos, atraindo o bem ...
Emociona as almas de todas as fés ...
Aqui pulsa a devoção como modo de vida.
O mar é generoso em emoções de validez psicológica.
As montanhas me jogam para profunda introspecção,
silenciosas, misteriosas e poderosas ...
Sustentam este oásis de energias motivadoras ...
Elas protegem esta explosão de vida ...
Aqui, neste lugar sagrado,
tanto o mar, como o rochedo, como as montanhas,
comprovam que a auto-estima deve ser exercitada,
segundo a segundo, eternamente.
O mar agora se inflamou,
suas ondas volumosas arremessam-se violentamente
contra o rochedo, clamam por afeto.
O rochedo é tranqüilo, por isso ficou forte,
apara as investidas das ondas sem magoá-las,
não move uma pedra sequer,
mostra força e segurança ...
As ondas lutam por união com o rochedo.
O clima é extremamente tenso ...
Acontecem sucessivamente estrondos e estrondos ...
As ondas quebram-se em mil pedaços ...
Resgato
centelhas de independência ...
Resgato
a responsabilidade por mim mesma ...
O marulhar das ondas é esbravejante, é estrondeante ...
E tornaram-se tão altas e volumosas
que conseguiram envolver o rochedo.
Agora lânguidas e voluptuosas na luta por união afetiva
comovem totalmente o rochedo,
que deixa-se acarinhar pelas águas azuis do mar.
Fico a meditar profundamente
sobre o empenho que a natureza faz para demonstrar
quadros de luta, de força e de júbilo,
parece que quer dizer:
- A afetividade é um sentimento que deve ser imitado ...
Surpreendida pela beleza do mar,
que fortalece a minha alma,
sedenta do esforço pelo esforço,
na compreensão da imortalidade ...
De repente as ondas e o rochedo
estão novamente numa verdadeira guerra,
celebram energias candentes ...
Nem as ondas nem o rochedo cansam.
Provam que para serem fortes,
provam que para encantar-se e encantarem,
devem praticar um amor ativo,
um amor de investimento tanto material como espiritual.
Agora, veio uma marola tão alta
que, ao encontrar-se com o rochedo,
o entrondo foi tão forte
que pareceu a explosão de uma bomba.
As ondas obtiveram um grau mais elevado de amor.
O rochedo aceitou incondicionalmente
as carícias envolventes das águas ...
Indiscutivelmente o afeto cura.
É difícil de entender as energias poderosas,
que demonstram o investimento por união e cooperação.
Receio não saber o que fazer com tanta energia.
A natureza se constrói maravilhosamente.
Aqui, ondas e rochedo exploram-se, interpenetram-se,
numa ação repleta de nutrientes de dinamicidade
espetacularmente harmônicos ...
A mãe natureza
ensina-me com intimidade ...
A mãe terra
renova o meu destino ...
Decifrar enigmas é um vôo cognitivo de valor.
Procuro a essência da vida nestes lugares místicos.
Agora as ondas acalmaram-se ...
O mar parece um grande lago,
está havendo uma trégua,
a euforia do encontro foi tão grande
que fizeram um pacto ...
Combinaram um repouso para ambos.
Belas gaivotas brancas apreciam embevecidas o mar ...
Uma rica divindade da cura e do equilíbrio.
Elas admiram as atitudes, as decisões, as opções
que são usadas para armar este quadro
repleto de energias sutis, é um convite ao espiritual ...
Mas nem todas as pessoas percebem,
e quando percebem as vezes ficam confusas,
sem saber o que pensar ...
Deslumbrada , dou tempo para ter intimidade comigo mesma.
Quero perceber os mínimos detalhes,
quero guardar dentro do meu coração,
quero gravar bem na minha memória emocional
este lindo lugar onde a vida triunfa.
Levei-me a este santuário,
a minha experiência espiritual aconteceu ...
Eu estou aqui ...
Sou responsável pelas minhas emoções ...
Aqui aprendo a construir a auto-estima elevada,
espelho-me nas ondas e no rochedo,
e proporciono-me atmosferas magnéticas positivas,
só positivas,
porque a pedagogia das emoções negativas
eu quero tirar de dentro do meu coração.
Se não conseguir, fecharei na última gaveta
do último corredor das minhas emoções ...
Colecionarei memórias ricas de vida.
As gaivotas voam acima das ondas e dos rochedos,
vieram aprender a energizarem-se e ficaram.
Eu também estou fazendo isso.
Faço parte da cura do mundo.
Três gaivotas brancas pousam bem perto de mim,
Tudo aqui fala por si só.
Vi com clareza que o mar, as gaivotas, as garças,
as ondas e o rochedo vivem em sua plenitude.
Reconhecem a responsabilidade pelos seus desempenhos.
Ninguém precisa dizer-lhes como administrarem-se,
aceitaram a liberdade e a liberação com naturalidade.
Cada um decide por conta própria
a competência no acerto resplandece em todos.
Não aparece conflitos e nem contradições.
A harmonia é mantida com perfeição.
A convivência das garças com as gaivotas é pacífica.
Aqui ninguém têm raiva de si ...
Aqui ninguém têm raiva dos outros.
Movimentam-se inteligentemente na sobrevivência ...
Entro neste embalo e desperto a capacidade de imaginação.
Preciso encaminhar-me para a ampliação da originalidade
por decisões e escolhas próprias.
Tenho muito medo de colocar o meu destino
nas mãos de outras pessoas,
jamais apostaria a minha vida num jogo de dados.
Sopram ventos de individualidade.
Jorram potenciais ...
A auto-exploração é obrigatória ...
A realização transformadora exige.
Não acredito na força do acaso.
A percepção acurada da realidade ganha vida.
Preciso compreender a interação sadia,
Pratico com afinco a fertilidade de abordagens.
Ouço o meu inconsciente ...
Hoje estou despertando impulsos
que estão adormecidos e precisam de expressão.
Investigo-me, estimulo o espírito de indagação ...
Demoro-me em fases exploratórias.
Hoje descobri uma verdade candente,
A maior tarefa da vida é descobrir a verdade do ser-em-si.
São tempos de conflitos acorrentados,
é preciso liberá-los ...
É o caminho próprio.
É a luz espiritual em diferentes forças.
A experiência é pessoal.
É a desbravação do mundo interior ...
São muitas as vertentes evolutivas…
Há milhões de opções de luz...
Lembro-me de Deus...
Elevo as emoções e sigo adiante...
Consegui chegar no alto do penhasco,
na praia da Armação em Florianópolis.
É admiravelmente bonita ...
Avista-se o mar de todos os lados.
O meu olhar perde-se
na amplidão azul prateada do horizonte.
Só Deus generoso e bom
para criar, sustentar e vivificar
esta rede exuberante de vida.
Gosto de conversar com a natureza,
fortalece a qualidade do meu pensamento,
revigora a minha personalidade.
Aprendi a apreciar-lhe a beleza
em todas as suas mutações.
- Alegro-me em contemplar-te, ganho coragem, vou além ...
- Estou observando-te, és o eterno retorno do vir a ser ...
- Nos mínimos detalhes, és o colírio nos olhos espirituais,
para ver se descubro alguma coisa significativa
da tua misteriosa força de conscientizar-me do verdadeiro,
para aumentar a minha corrente de vida.
Percebo o teu poder,
sinto a tua energia ...
Também quero aprender a ser
a minha própria fonte ...
Imagino a onipotência de Deus,
que me responde, em charme, inteligência e equilíbrio,
através do esplendor da natureza.
Caminho na beira do penhasco.
O vento beija suavemente os meus pés,
sinto-me acarinhada, percebo o que é essencial ...
Nutrida afetivamente acendo uma vela de alegria.
O meu peito abranda-se, redescubro raízes interiores
no encantamento da perfeição das formas ...
no encantamento da leveza dos movimentos do mar ...
No magno encantamento do conjunto,
sol, mar, montanhas, gaivotas, garças,
águas azuis cintilantes balançam ...
O mar defende a liberdade,
o mar é misteriosamente lutador,
o mar é eterno,
detalhes que provam a existência de forças maiores.
Estou tentando dialogar com Deus na natureza.
O prazer de estar junto é o cerne do afeto.
Coloco-me em sintonia com forças divinas.
Aqui a explosão de vida não têm limites,
são impactantes os rituais de purificação ...
Espalha-se uma chuva de orvalho perfumado,
sou tocada por uma sensação de frescor inexprimível ...
A energia espiritual me dá forças criativas,
realizo valores humanos mais amplos ...
Eu sou o meu barco ...
Eu dirijo o leme,
a vontade é minha,
nasce do íntimo do meu ser.
Luto para escapar do materialismo.
O meu coração espiritual privilegia a pureza da fé ...
Tornarei este diálogo um hábito ...
Voarei alto em busca da verdade ...
Eu falo e a natureza me responde,
ela abre a janela da minha alma.
O som do mar transforma-se numa sinfonia ...
Limpo o corpo e o espírito.
Ao chegar no topo do penhasco
uma Santa dentro de uma gruta me saúda,
a grande Iemanjá, “A Deusa dos Mares”.
Com o seu belo manto azul,
espargindo bênçãos, atraindo o bem ...
Emociona as almas de todas as fés ...
Aqui pulsa a devoção como modo de vida.
O mar é generoso em emoções de validez psicológica.
As montanhas me jogam para profunda introspecção,
silenciosas, misteriosas e poderosas ...
Sustentam este oásis de energias motivadoras ...
Elas protegem esta explosão de vida ...
Aqui, neste lugar sagrado,
tanto o mar, como o rochedo, como as montanhas,
comprovam que a auto-estima deve ser exercitada,
segundo a segundo, eternamente.
O mar agora se inflamou,
suas ondas volumosas arremessam-se violentamente
contra o rochedo, clamam por afeto.
O rochedo é tranqüilo, por isso ficou forte,
apara as investidas das ondas sem magoá-las,
não move uma pedra sequer,
mostra força e segurança ...
As ondas lutam por união com o rochedo.
O clima é extremamente tenso ...
Acontecem sucessivamente estrondos e estrondos ...
As ondas quebram-se em mil pedaços ...
Resgato
centelhas de independência ...
Resgato
a responsabilidade por mim mesma ...
O marulhar das ondas é esbravejante, é estrondeante ...
E tornaram-se tão altas e volumosas
que conseguiram envolver o rochedo.
Agora lânguidas e voluptuosas na luta por união afetiva
comovem totalmente o rochedo,
que deixa-se acarinhar pelas águas azuis do mar.
Fico a meditar profundamente
sobre o empenho que a natureza faz para demonstrar
quadros de luta, de força e de júbilo,
parece que quer dizer:
- A afetividade é um sentimento que deve ser imitado ...
Surpreendida pela beleza do mar,
que fortalece a minha alma,
sedenta do esforço pelo esforço,
na compreensão da imortalidade ...
De repente as ondas e o rochedo
estão novamente numa verdadeira guerra,
celebram energias candentes ...
Nem as ondas nem o rochedo cansam.
Provam que para serem fortes,
provam que para encantar-se e encantarem,
devem praticar um amor ativo,
um amor de investimento tanto material como espiritual.
Agora, veio uma marola tão alta
que, ao encontrar-se com o rochedo,
o entrondo foi tão forte
que pareceu a explosão de uma bomba.
As ondas obtiveram um grau mais elevado de amor.
O rochedo aceitou incondicionalmente
as carícias envolventes das águas ...
Indiscutivelmente o afeto cura.
É difícil de entender as energias poderosas,
que demonstram o investimento por união e cooperação.
Receio não saber o que fazer com tanta energia.
A natureza se constrói maravilhosamente.
Aqui, ondas e rochedo exploram-se, interpenetram-se,
numa ação repleta de nutrientes de dinamicidade
espetacularmente harmônicos ...
A mãe natureza
ensina-me com intimidade ...
A mãe terra
renova o meu destino ...
Decifrar enigmas é um vôo cognitivo de valor.
Procuro a essência da vida nestes lugares místicos.
Agora as ondas acalmaram-se ...
O mar parece um grande lago,
está havendo uma trégua,
a euforia do encontro foi tão grande
que fizeram um pacto ...
Combinaram um repouso para ambos.
Belas gaivotas brancas apreciam embevecidas o mar ...
Uma rica divindade da cura e do equilíbrio.
Elas admiram as atitudes, as decisões, as opções
que são usadas para armar este quadro
repleto de energias sutis, é um convite ao espiritual ...
Mas nem todas as pessoas percebem,
e quando percebem as vezes ficam confusas,
sem saber o que pensar ...
Deslumbrada , dou tempo para ter intimidade comigo mesma.
Quero perceber os mínimos detalhes,
quero guardar dentro do meu coração,
quero gravar bem na minha memória emocional
este lindo lugar onde a vida triunfa.
Levei-me a este santuário,
a minha experiência espiritual aconteceu ...
Eu estou aqui ...
Sou responsável pelas minhas emoções ...
Aqui aprendo a construir a auto-estima elevada,
espelho-me nas ondas e no rochedo,
e proporciono-me atmosferas magnéticas positivas,
só positivas,
porque a pedagogia das emoções negativas
eu quero tirar de dentro do meu coração.
Se não conseguir, fecharei na última gaveta
do último corredor das minhas emoções ...
Colecionarei memórias ricas de vida.
As gaivotas voam acima das ondas e dos rochedos,
vieram aprender a energizarem-se e ficaram.
Eu também estou fazendo isso.
Faço parte da cura do mundo.
Três gaivotas brancas pousam bem perto de mim,
Tudo aqui fala por si só.
Vi com clareza que o mar, as gaivotas, as garças,
as ondas e o rochedo vivem em sua plenitude.
Reconhecem a responsabilidade pelos seus desempenhos.
Ninguém precisa dizer-lhes como administrarem-se,
aceitaram a liberdade e a liberação com naturalidade.
Cada um decide por conta própria
a competência no acerto resplandece em todos.
Não aparece conflitos e nem contradições.
A harmonia é mantida com perfeição.
A convivência das garças com as gaivotas é pacífica.
Aqui ninguém têm raiva de si ...
Aqui ninguém têm raiva dos outros.
Movimentam-se inteligentemente na sobrevivência ...
Entro neste embalo e desperto a capacidade de imaginação.
Preciso encaminhar-me para a ampliação da originalidade
por decisões e escolhas próprias.
Tenho muito medo de colocar o meu destino
nas mãos de outras pessoas,
jamais apostaria a minha vida num jogo de dados.
Sopram ventos de individualidade.
Jorram potenciais ...
A auto-exploração é obrigatória ...
A realização transformadora exige.
Não acredito na força do acaso.
A percepção acurada da realidade ganha vida.
Preciso compreender a interação sadia,
Pratico com afinco a fertilidade de abordagens.
Ouço o meu inconsciente ...
Hoje estou despertando impulsos
que estão adormecidos e precisam de expressão.
Investigo-me, estimulo o espírito de indagação ...
Demoro-me em fases exploratórias.
Hoje descobri uma verdade candente,
A maior tarefa da vida é descobrir a verdade do ser-em-si.
São tempos de conflitos acorrentados,
é preciso liberá-los ...
É o caminho próprio.
É a luz espiritual em diferentes forças.
A experiência é pessoal.
É a desbravação do mundo interior ...
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
AS GRANDES QUESTÕES HUMANÍSTICAS
Regina Diniz
Os grandes mistérios das questões humanísticas tal como: qual o meu objetivo na vida? O que eu procuro com ímpeto? Qual o dom que bate mais forte no meu ser? O que minha prontidão cognitiva quer descobrir? Nestas interrogações somos gratificados, por ter nos dado conta, de que existimos com uma finalidade maior.
São propostas muito antigas, milenares, e sempre propuseram perguntas, que até hoje, causam impacto positivo de renovação pessoal. E todos os indivíduos de um jeito ou de outro, colocam em sua pauta de reflexão algumas respostas para si mesmo, e se elas não surgirem já valeu a proposta.
Há mais de vinte e cinco séculos Lao-Tsé afirmava: ”- A maneira de agir é ser”. O cabedal de conhecimentos é universal e amealhado durante milênios. É a jóia do crescimento interior em nosso planeta. É possível discernir um conjunto de valores éticos, uma direção positiva, respostas provisórias a caminho do auto-encontro.
Tudo é possível quando o ser humano tem a liberdade de escolher. O uso correto da razão acarreta, de acordo com Spinoza, por si só, compreender todos os problemas, ou seja: - a capacidade de transcender a situação imediata, - a capacidade de perceber o todo, - a capacidade de discernimento, - a capacidade de percepção poética .
Charles Morris, num importante estudo, investigou objetivamente padrões de vida preferidos por estudantes da Índia, China, Japão, Estados Unidos, Canadá e Noruega.
Através de uma análise aprofundada desses dados, determinou as dimensões valorativas subjacentes, que pareciam orientar milhares de preferências individuais. (Tornar-se Pessoa - Karl Rogers).
A primeira dessas dimensões de valor implica uma preferência por uma participação na vida responsável, moral, ordenada por si, apreciando e conservando aquilo que o homem já conseguiu. A segunda dimensão acentua o gosto pela ação vigorosa na superação dos obstáculos. Este valor implica uma abertura confiante à mudança, quer para resolver os problemas pessoais e sociais, quer para vencer obstáculos no mundo natural.
A terceira dimensão enfatiza o valor de uma vida interior autônoma com uma consciência de si, rica e elevada. O controle sobre as pessoas e as coisas é rejeitado, em favor de uma visão mais profunda e simpática percepção de si e dos outros. A quarta dimensão subjacente valoriza a receptividade às pessoas e à natureza. A inspiração é vista como brotando de uma fonte, que nasce fora do eu, e a pessoa vive e se desenvolve numa delicada correspondência a essa fonte.
A quinta e última dimensão acentua o prazer dos sentidos, a procura do próprio prazer. São valorizados os prazeres simples da vida, um abandono ao momento, uma abertura descontraída à vida. Este estudo mediu objetivamente as respostas dadas em diferentes culturas à questão sobre qual será o objetivo final da vida. É como pessoas de diferentes culturas tivessem em comum as cinco tonalidades principais de valores.
O pensador Soeren Kierkegaard sugeriu: ”- Ser o que realmente se é”. O indivíduo não gosta de teatralizar um eu que ele não é. As atitudes escolhidas livremente são eficientes nas mudanças construtivas, na personalidade e no comportamento do indivíduo.
Quando num ambiente impregnado de atitudes construtivas é desenvolvida uma maior compreensão, uma significativa autoconfiança, serão mais competentes em escolherem os comportamentos que terão. Serão mais livres para ser e transformarem-se. Desempenha um relevante papel a autenticidade, que valoriza muito o ser humano.
Um indivíduo, num clima estimulante, escolhe caminhos construtivos e positivos. A tendência à auto-realização é inata, ela pulsa no coração humano. A auto-realização também faz parte de uma poderosa tendência formativa de nosso universo.
Quando criamos um clima que permite que as pessoas sejam, que a auto-expressão se manifeste, aumentamos a nossa capacidade de transcendência. Sugerimos direções novas e mais espirituais em nosso desenvolvimento humano. Precisamos aprender mais a respeito de nossas capacidades intuitivas... Interpretar melhor o nosso vasto espaço interior, que de uma maneira ou de outra, sempre se mostra para nós.
“Deixamo-nos de nos reconhecer na obrigação de viver em nome de qualquer coisa, que não nós mesmos. (Gilles Lipovetsky – livro: L’individualisme contemporain – l993-p.327-81). A eternidade da alma dota a vida terrena de uma valor inestimável. O processo de crescimento interior é um caminho espiritual. E essa aventura de crescimento pessoal fala de nosso ser mais profundo, do criador que existe em cada um de nós, da originalidade que é plena e originalmente nós. Deus existe.
Os grandes mistérios das questões humanísticas tal como: qual o meu objetivo na vida? O que eu procuro com ímpeto? Qual o dom que bate mais forte no meu ser? O que minha prontidão cognitiva quer descobrir? Nestas interrogações somos gratificados, por ter nos dado conta, de que existimos com uma finalidade maior.
São propostas muito antigas, milenares, e sempre propuseram perguntas, que até hoje, causam impacto positivo de renovação pessoal. E todos os indivíduos de um jeito ou de outro, colocam em sua pauta de reflexão algumas respostas para si mesmo, e se elas não surgirem já valeu a proposta.
Há mais de vinte e cinco séculos Lao-Tsé afirmava: ”- A maneira de agir é ser”. O cabedal de conhecimentos é universal e amealhado durante milênios. É a jóia do crescimento interior em nosso planeta. É possível discernir um conjunto de valores éticos, uma direção positiva, respostas provisórias a caminho do auto-encontro.
Tudo é possível quando o ser humano tem a liberdade de escolher. O uso correto da razão acarreta, de acordo com Spinoza, por si só, compreender todos os problemas, ou seja: - a capacidade de transcender a situação imediata, - a capacidade de perceber o todo, - a capacidade de discernimento, - a capacidade de percepção poética .
Charles Morris, num importante estudo, investigou objetivamente padrões de vida preferidos por estudantes da Índia, China, Japão, Estados Unidos, Canadá e Noruega.
Através de uma análise aprofundada desses dados, determinou as dimensões valorativas subjacentes, que pareciam orientar milhares de preferências individuais. (Tornar-se Pessoa - Karl Rogers).
A primeira dessas dimensões de valor implica uma preferência por uma participação na vida responsável, moral, ordenada por si, apreciando e conservando aquilo que o homem já conseguiu. A segunda dimensão acentua o gosto pela ação vigorosa na superação dos obstáculos. Este valor implica uma abertura confiante à mudança, quer para resolver os problemas pessoais e sociais, quer para vencer obstáculos no mundo natural.
A terceira dimensão enfatiza o valor de uma vida interior autônoma com uma consciência de si, rica e elevada. O controle sobre as pessoas e as coisas é rejeitado, em favor de uma visão mais profunda e simpática percepção de si e dos outros. A quarta dimensão subjacente valoriza a receptividade às pessoas e à natureza. A inspiração é vista como brotando de uma fonte, que nasce fora do eu, e a pessoa vive e se desenvolve numa delicada correspondência a essa fonte.
A quinta e última dimensão acentua o prazer dos sentidos, a procura do próprio prazer. São valorizados os prazeres simples da vida, um abandono ao momento, uma abertura descontraída à vida. Este estudo mediu objetivamente as respostas dadas em diferentes culturas à questão sobre qual será o objetivo final da vida. É como pessoas de diferentes culturas tivessem em comum as cinco tonalidades principais de valores.
O pensador Soeren Kierkegaard sugeriu: ”- Ser o que realmente se é”. O indivíduo não gosta de teatralizar um eu que ele não é. As atitudes escolhidas livremente são eficientes nas mudanças construtivas, na personalidade e no comportamento do indivíduo.
Quando num ambiente impregnado de atitudes construtivas é desenvolvida uma maior compreensão, uma significativa autoconfiança, serão mais competentes em escolherem os comportamentos que terão. Serão mais livres para ser e transformarem-se. Desempenha um relevante papel a autenticidade, que valoriza muito o ser humano.
Um indivíduo, num clima estimulante, escolhe caminhos construtivos e positivos. A tendência à auto-realização é inata, ela pulsa no coração humano. A auto-realização também faz parte de uma poderosa tendência formativa de nosso universo.
Quando criamos um clima que permite que as pessoas sejam, que a auto-expressão se manifeste, aumentamos a nossa capacidade de transcendência. Sugerimos direções novas e mais espirituais em nosso desenvolvimento humano. Precisamos aprender mais a respeito de nossas capacidades intuitivas... Interpretar melhor o nosso vasto espaço interior, que de uma maneira ou de outra, sempre se mostra para nós.
“Deixamo-nos de nos reconhecer na obrigação de viver em nome de qualquer coisa, que não nós mesmos. (Gilles Lipovetsky – livro: L’individualisme contemporain – l993-p.327-81). A eternidade da alma dota a vida terrena de uma valor inestimável. O processo de crescimento interior é um caminho espiritual. E essa aventura de crescimento pessoal fala de nosso ser mais profundo, do criador que existe em cada um de nós, da originalidade que é plena e originalmente nós. Deus existe.
sábado, 1 de agosto de 2009
A SALVAÇÃO DA ALMA
Regina Diniz
A longo prazo diminui a perversidade que me envergonhava...
Clamou dentro do meu peito o grito de um eu enjaulado.
Ele me avisou com vigor que devia abrir o meu potencial.
Surgiu um eu fraco, cambaleante, abatido pela opressão...
Salvei a alma ao recusar o Deus objeto...
A longo prazo, diminui o medo de mim, dos outros e da cultura...
Conheci a essência do meu ritmo.
Vi que minha alma cambaleante tinha também um estilo de ser.
Vibrei ao dar o meu primeiro passo na individualização...
Salvei a alma ao aceitar investir na minha pessoa espiritual...
A longo prazo, diminui a cobiça por coisas e coisas...
Percebi que o meu guia interior gostava da beleza.
Senti que começava a construir um eu sadio...
Reconheci a autonomia da minha alma real...
Salvei a alma ao contemplar as correntes que borbulham os recomeços...
A longo prazo, aprendi a conjugar os valores universais...
Perdi tempo com hostilidades e agressividades mesquinhas.
Nasceu então em minha alma uma indignação legítima,
Que me revelava uma auto-afirmação saudável...
Salvei a alma ao admitir usar as armas espirituais...
A longo prazo acreditei nos meus potenciais idiossincrásicos...
Arrependi-me do ciúme que tinha da bondade e da beleza.
Reprovei-me pela inveja da inteligência dos outros.
Recobrei com vigor a minha auto-estima...
Salvei a alma ao dobrar-me para a construtividade espiritual...
A longo prazo, admiti ser filha de uma cultura entristecida...
Esforçar-me-ei para fugir das amarras da ignorância...
A alegria pura nasce da alma.
A alegria é pureza de consciência...
Salvei a alma ao acreditar na vida além da vida...
A longo prazo diminui a perversidade que me envergonhava...
Clamou dentro do meu peito o grito de um eu enjaulado.
Ele me avisou com vigor que devia abrir o meu potencial.
Surgiu um eu fraco, cambaleante, abatido pela opressão...
Salvei a alma ao recusar o Deus objeto...
A longo prazo, diminui o medo de mim, dos outros e da cultura...
Conheci a essência do meu ritmo.
Vi que minha alma cambaleante tinha também um estilo de ser.
Vibrei ao dar o meu primeiro passo na individualização...
Salvei a alma ao aceitar investir na minha pessoa espiritual...
A longo prazo, diminui a cobiça por coisas e coisas...
Percebi que o meu guia interior gostava da beleza.
Senti que começava a construir um eu sadio...
Reconheci a autonomia da minha alma real...
Salvei a alma ao contemplar as correntes que borbulham os recomeços...
A longo prazo, aprendi a conjugar os valores universais...
Perdi tempo com hostilidades e agressividades mesquinhas.
Nasceu então em minha alma uma indignação legítima,
Que me revelava uma auto-afirmação saudável...
Salvei a alma ao admitir usar as armas espirituais...
A longo prazo acreditei nos meus potenciais idiossincrásicos...
Arrependi-me do ciúme que tinha da bondade e da beleza.
Reprovei-me pela inveja da inteligência dos outros.
Recobrei com vigor a minha auto-estima...
Salvei a alma ao dobrar-me para a construtividade espiritual...
A longo prazo, admiti ser filha de uma cultura entristecida...
Esforçar-me-ei para fugir das amarras da ignorância...
A alegria pura nasce da alma.
A alegria é pureza de consciência...
Salvei a alma ao acreditar na vida além da vida...
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