quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

OBJETIVOS EXISTENCIAIS PARTILHADOS

Regina Diniz
Ilya Prigogine , o químico belga que ganhou o Prêmio Nobel (l980) disse: - “Vemos um mundo novo à nossa volta. Temos a impressão de que estamos no alvorecer de uma nova era, com todo o entusiasmo, toda a esperança e também todos os riscos inerentes a um recomeço. Nota-se um desafio aos valores da cultura atual para viver novos paradigmas”. Há uma rejeição aberta contra os obstáculos que o sistema da cultura de massa impõe à individualidade. Lutar para se libertar de séculos de passividade imposta, e desejar uma vida mais afirmativa, mais gratificante, mais auto-realizadora é um desejo de todos nós.

Agregar qualidade em valoração humana ao patrimônio cultural que recebemos é viver em sintonia com a vida. Mantendo-nos abertos, receptivos e conscientes, com certeza seremos recompensados. Inovar o que recebemos pronto é o grande caminho, e a força secreta é a liberdade criativa.

Um dos objetivos mais sagrados do ser humano é evoluir em qualidade de ser e, aceitando que esta renovação é uma das mais gratificantes certezas da vida. Valorizar o crescimento da personalidade é a melhor opção. Construir uma sólida estrutura emocional, porque todos nós sentimos medo, quando não nos modificamos para melhor.

As mudanças nas perspectivas científicas, sociais e pessoais são contínuas. As pressões para o crescimento pessoal sempre existiram e saudavelmente forçam a interpretação da vida. A criatividade é uma forma interior que remove as algemas mentais e emocionais, liberando o que há de melhor em nós.

“O homem e não a técnica deve ser a fonte básica de valores; o desenvolvimento humano ótimo e não a produção máxima deve ser o critério para todo planejamento. -- - Isto significa que o conhecimento do homem, sua natureza e as possibilidades reais das suas manifestações devem tornar-se um dos dados básicos para qualquer planejamento pessoal e social”. (Erich Fromm – A Revolução da Esperança – Editora Zahar.)

Os eventos das renovações científicas, sociais e culturais sempre estiveram vivas. Novas formas de trocas de experiências, de objetivos existenciais partilhados buscam canais de expressão. Mesmo que a larga avenida esteja pedregosa ou estejamos indecisos, precisamos avaliar as propostas das ciências sociais.

Quer aceitemos ou não nascemos com o dom dignificante de pensar. Nestas reflexões
se colaborarmos com a nossa maciça participação acontecerá um maior humanismo. Atualmente as pessoas aceitam de braços abertos um estilo de vida saudável. Necessitamos de nos compreender como uma entidade independente, e nos identificar como um ser humano valioso para nós e para os outros indivíduos.

Atualmente as pessoas desejam dedicar-se a outras pessoas, ajudá-las sem qualquer remuneração. Confiam em sua própria visão de mundo e não admitem leis injustas. Acreditam em sua necessidade de praticar a inteligência espiritual. Querem encontrar um sentido para a vida, que transcenda o individual. O horizonte espiritual está incandescente com idéias novas para refletir. A paz é sempre uma possibilidade a ser buscada.

“A natureza da consciência é fluir. Ela parece estar sempre mudando. Estados de espírito se sucedem... Podemos dirigir a consciência para uma idéia ou impulso, mas não podemos trancá-la no mesmo lugar”. Dr. George Weinberg.

DESEJO UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO A TODOS VOCÊS QUE PRESTIGIARAM O MEU BLOG.

VOLTAREI A POSTAR AS CRÔNICAS, OS CONTOS POÉTICOS, E AS POESIAS A PARTIR DO DIA 19 de fevereiro de 2010.

MUITA PAZ E MUITA LUZ.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A ALAVANCA DA ESPERANÇA

Regina Diniz


É fascinante
a procura do ideal de ser,
porque a maior revolução se dá
nos próprios sentimentos.

Agora os meus pés são acariciados
pelas águas cristalinas do riacho,
que desce contornando a montanha
em direção ao mar.
Há vinte anos mantenho este vínculo afetivo
com suas águas calmas e sussurrantes,
que desviam das pedras cantando.
Continua a desempenhar o seu papel,
magnetizando corações para o bem ...
Sabe alinhar as energias sutis curativas,
é um mestre na arte da resistência,
é inimigo do estresse ...
Parece dizer: “-Eu luto como todo mundo.”
Presto atenção ao seu desempenho,
para aprender a desviar da compulsividade,
que insiste atacar a minha personalidade.

É magnífico
olhar a direção da própria vida,
enfeitando-a com pensamentos puros,
este é o maior desafio da jornada ...

Procuro formas de relax, idéias novas podem surgir ...
Valho-me, as vezes, do passado, que guarda milagres.
Recordo-me de momentos profundos e decisivos,
e que muito me ajudaram a equilibrar-me.
Insisti tanto em vivenciar a tranqüilidade
pois sempre soube que era o que mais desejava.
Pesava muitos aspectos de minha experiência interna.
Gosto de avaliar idéias originais,
Que viabilizam a realização transformadora.
Hoje, fazendo um balanço deste pensamento divergente,
vejo que me livrei de situações desastrosas ...
Foi preciso calma e ponderação
na interação com meus potenciais e limitações,
imperando o desejo constante de renovação em tudo ...
Faço avaliações e reavaliações de metas existenciais.
O objetivo é o de acertar no ato de viver ...
É uma questão de sublime intenção,
passar a ser eficaz comigo,
o que nunca foi fácil ...
É uma questão de sublime intenção,
passar a acertar com os outros,
o que ainda não aprendi ...
Tenho sofrido pesados reveses ...
Mas a vida continua dando-me novas oportunidades,
e a jornada é tão longa como longa é a vida.

Escolher como agir,
em qualquer momento,
durante a vida inteira.
Deus é a perfeição.

Nunca demonstrei as minhas angústias.
Interpretariam como um pedido de ajuda,
e de nada adiantaria, só eu posso motivar-me.
Através de vitórias e derrotas
mantenho a honradez pelo esforço ético.
É assim que alcanço um pouco da sabedoria
da vida, que é tão bonita ...
Bonita mesmo, quando conjugo bons valores.
Observo com incansável intensidade
os dilemas e os desafios.
Com toda a lucidez de que sou capaz de empreender
assumo riscos, tenho o direito de tentar ...
Gosto das lutas éticas,
adoro refletir sobre o meu desempenho,
sempre me exigi ao máximo,
procurei ser maior do que eu mesma ...
Foi esta postura que salvou-me de naufrágios.
A maior vitória foi valorizar os meus sentimentos,
foi cuidar da saúde das minhas emoções.
Tenho amor guardado dentro de mim.

O eterno é sempre ...
O eterno é aqui e agora ...
Acredito em minha bondade ...
E descubro tesouros escondidos ...

Olho agradecida para o meu riacho,
que sempre me acolheu nas horas mais difíceis ...
E com a sua alegria nutridora e sem palavras
me deu as energias que precisava ...
Eu gosto muito das montanhas.
A via é a montanha, é preciso cortejar a montanha ...
A vida é sempre uma montanha, há muitos obstáculos ...
Sempre apreciei as superações ...
O movimento obrigatório é de escalada solitária.
É eu, a corda e a montanha.
Já fiz três escaladas afetivas solitárias.
Sou eu e a responsabilidade do que me acontece ...
Sou eu e os compromissos inadiáveis com a personalidade.
Sou eu tentando arrancar de dentro do meu interior
mais conhecimento a respeito de minhas possibilidades.
É um trabalho duro de auto-expressão e instrospecção ...
Sempre me observei dependurada na corda da vida.
Mudar os rumos é fundamental, reflito em profundidade ...
É assim que visualizo as minhas paisagens interiores ...
É assim que fico mais forte emocionalmente.
Quando me conscientizo que só dependo de mim mesma,
e aceito esta verdade, conquisto algo bom para a vida ...
Fico mais segura emocionalmente.


Um vasto território ...
Cheio de mistérios ...
Cheio de imensas possibilidades ...
Levanto o véu do ser ...


Já é bastante treinar sozinha,
é fundamental reavaliar-se ...
É aqui do alto que eu aprendo
a confiar firmemente nas minhas convicções ...
Aqui de cima quero encontrar soluções fora do comum ...
Eu vejo com clareza e amplitude
os vícios de interpretação dos fatos da vida.
Aqui de cima eu consigo a abertura da minha percepção ...
Eu constato que a minha capacidade de pensar aumenta.
Aqui de cima aprendo pela autodescoberta.
Liberto-me dos pensamentos padronizados,
liberto-me dos comportamentos repetitivos e involuntários ...
Aqui de cima eu reforço o meu pensamento divergente,
descubro a melhor parte do meu mundo interior,
que me dá coragem de mudar
a maneira de encarar a vida,
de encarar os outros e a mim mesma ...
E me confirmo, valeu a coragem e o esforço para escalá-la,
impulsos e exigências renascem,
aqui a terra se une ao céu.
Olhando para o solo
vejo que a situação está terrível ...
Achei um bom lugar, é bom viver no meio do nada ...
Vou fazer um acampamento
para refletir neste silêncio quase mágico,
sobre a maravilha da ancoragem.

O segredo essencial
é vivenciar emoções de coragem ...
O segredo essencial
é vivenciar emoções de autoconfiança ...

Sentei-me, o lugar é tranqüilo ...
Fecho os olhos e respiro profundamente.
Invade-me uma sensação de quietude,
não há lugar para pensamentos negativos ...
Alcancei muita calma,
estou vibrando muita paz ...
A saúde mental é o estado de equilíbrio vibratório.
Aprendo a sentir-me bem,
dirijo-me para a qualidade de ser.
A minha verdadeira riqueza é o meu potencial.
Trago as vibrações positivas dos meus antepassados.
Agora me lembro de quando comia bolinhos fritos
nos dias de chuva, gratifica-me o calor humano ...
Lembro do amor, da proteção e dos ensinamentos
que recebi de minha mãe e da tia Bade ...
Gosto dos dias de chuva, porque esta memória positiva
age em minha motivação como uma alavanca de esperança,
porque vivenciei sentimentos de segurança.
Estas experiências são os meus impulsos motivacionais.

O mundo é enigmático ...
Poderosas incertezas
motivam o imaginário ...
Podem surgir do nada ...

A saúde é a presença de afeto emocional,
a doença é a ausência de bons sentimentos.
O ideal é viver com responsabilidade as decisões ...
Batalho muito nesta direção
para conectar-me com valores espirituais milenares.
Procuro sonhos iluminados dentro de mim.
Daqui e dali procuro rumos sadios.
Invisto na competência de ser coerente.
Procuro com intensidade o acerto.
Acredito firmemente nas virtudes.
Nunca faço inventário dos sofrimentos,
pois os esqueci totalmente, foram erros.
Agora só faço inventário de alegria e satisfação.

Absorvo energias espirituais ...
Brotam emoções de auto-aceitação ...
Acho vias de aproximação humana ...
Há situações felizes no dia-a-dia ...

Para administrar-me melhor
julgo-me como uma pessoa batalhadora,
sempre confiante e jamais insegura.
E sinto-me revigorada
quando me lembro de elogios sinceros
que alguém de auto-estima me fez.
E digo a mim mesma:
- Eu mereço sentir-me bem.
E aparento ser tal como me sinto ...
Fujo dos dramas contemporâneos ...
Livrei-me do drama de competir por status,
que matava o meu desejo de viver.
Só faço metas a longo prazo.
O meu radar emocional
procura um eu divino
dentro do meu próprio coração.

Escolhas audaciosas ...
Fazer certo é um desafio ...
Fluir dignidade e esperança ...
Ganho bênçãos por tentar ...

Sobrevivo heroicamente neste planeta.
Só os valores eternos podem ajudar-me.
Desejo quebrar todas as regras negativas possíveis ...
Desejo as forças alimentadoras da alma.
Converso com Deus e aprimoro a busca.
Meus pensamentos curam o meu espírito.
Faço o melhor possível.
Eu sou um complexo milagre da criação.
Dentro do meu coração está a luz de Deus,
é a única luz que pode iluminar o meu caminho ...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

LIBERDADE E AUTONOMIA NA MODERNIDADE

Regina Diniz

Walter Benjamin se referiu à extinção da experiência na modernidade, aludindo às implicações do modo de vida instaurado pelo capitalismo urbano e industrial, que dinamitou as condições necessárias para uma experiência coletiva e partilhada. Dilacerou-se aquela tradição fortemente sedimentada no grupo e, do mesmo modo também se desmoronaram as possibilidades de vivenciar experiências pautadas pela transcendência. Esse distanciamento das tradições comunitárias e do além, que alimentou as fabulosas possibilidades abertas pelo individualismo moderno e contemporâneo, também fechou outras portas. Nesse saldo negativo seria necessário anotar a solidão. (Citação feita p/ Paula Sibilia no livro “O Show do Eu – a Intimidade como Espetáculo” – 2009).

Os ideais éticos há milênios são o da dignidade do homem como um objetivo e um fim em si, de amor fraternal, da razão e da supremacia dos valores espirituais sobre os valores materiais. Esses ideais se relacionam a conceitos de Deus. Quando expressamos a nossa fé, vivendo-a nos sentimos mais fraternos.

O homem ao longo da civilização, desenvolveu a capacidade de pensar, imaginar e refinar a percepção. Temos acesso aos grandes mestres da raça humana, que postularam as normas para uma vida sadia. Mas, hoje ele ficou ansioso pela ameaça aos valores sociais, emocionais e morais que percebe contra si mesmo.

O homem para sentir-se em paz no mundo deve perceber não só com a cabeça, mas também com os sentidos. Gostamos de olhar, ouvir, criar, usar as mãos em atividades por mais singelas que sejam. Uma necessidade latente exige que mostremos para nós mesmos, que podemos interagir de forma ativa e construtiva com as outras pessoas.

Precisamos trocar idéias, buscando conferir, buscando comparar percepções, buscando ler o contexto cultural. Este partilhar de constatações nos impulsiona, clarificando as nossas escolhas. O instinto gregário é parte integral da vida. Quando nos isolamos e negamos esta necessidade ficamos inseguros e ansiosos.

“A transformação de uma sociedade atomista noutra comunitária depende de novamente criar-se a oportunidade para as criaturas cantarem juntas, dançarem juntas, admirarem juntas, e não como membros de uma “Multidão Solitária”. ( David Riesmann – Livro:A Multidão solitária). Teremos que reaprender também a coragem da solidão criativa, que possibilita a redescoberta do pensamento construtivo. A melhor escolha que podemos fazer é sermos humanos. Conversar com os amigos, fazendo leituras profundas do contexto social, é um grande começo.

Diante de um sistema de valores que nos é imposto, o que nos resta é responder com saudabilidade psíquica, exercitando a nossa liberdade e autonomia. Nós é que devemos escolher a nossa orientação na vida e no mundo. Jamais podemos esquecer
que é através da intimidação ideológica, que se alcança a adaptação das pessoas a qual facilita o controle social, objetivo maior da cultura consumista.

Ao aceitar a padronização o indivíduo detona a sua subjetividade dentro de si passando a fazer tudo o que querem dele. E quanto mais se ajusta a ela, menos compreende seus desejos, sentimentos e a sua própria existência. Lentamente perde a consciência de quem realmente é.

Quando se ofender com a falha de alguém, vire-se para você mesmo e estude seus próprios defeitos. Então se esquecerá de sua raiva.(Epicteto). Um bom plano para crescermos como pessoa seria não prestar atenção no que consideramos erro em outras pessoas, e estimular a nossa motivação para enxergarmos mais longe. Podemos nos aperfeiçoar e aprender a gostar mais de nós mesmos e de nossos semelhantes.

O ideal é nutrir a qualidade de nossa vida interior e não esvaziá-la. Porque se assim não o fizermos, perderemos o contato com o nosso próprio eu para representar uma identidade falsa, um jeito de ser fictício exigida pela sociedade de consumo. Quando abdicamos de ser o jeito que idealizamos nos frustramos, e ficamos sozinhos e deprimidos.

Num tempo como o nosso, os limites entre o verdadeiro e o falso se confundem, e fica difícil distinguir o que é real do que é pura ilusão. Provavelmente o mais novo tipo psicológico que esta sociedade consumista e desumana elegeu é aquele que não se importa de esvaziar-se de toda a sua vida interior. E o prêmio que esta pessoa ganha é sepultar-se num endividamento perpétuo completamente desorientado.

Todos sabemos que coisas, objetos não são capazes de nos trazer a felicidade. Só um coração amoroso e uma consciência tranqüila pode concretizar esta intenção. O mais importante em tudo o que nos envolvemos somos nós, - nosso próprio investimento, a honestidade e abertura de mostrarmos aos outros a confiança, que estamos dispostos a dar. Precisamos nos auxiliar através de interações de qualidade, para enfrentar a complexidade da contemporaneidade.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A TRANSCENDÊNCIA AUSENTE

Regina Diniz

Fui sempre resignada com o pouco que me foi dado.
Impôs o destino que sempre trabalhasse sem estar preparada.
Na busca compulsiva da motivação para a apropriação da competência,
Foram décadas, décadas e décadas a fio de lutas intermináveis.

Agarrei-me na âncora do equilíbrio na alegria e na dor e não mais a larguei...
Subo sem repouso pela montanha escarpada da vida...

Sempre soube que as minhas capacidades eram limitadas.
Inúmeras vezes decidi recuar, mas amigos nunca deixaram.
Cristalizei no desempenho de ir a frente em busca da realização,
Custei a aceitar que pelo conhecimento viveria duplamente...

Agarrei-me na âncora da autenticidade e não mais a larguei...
Convivo em desertos extremamente áridos de afeto...

Sempre gostei de confrontar-me com as abstrações.
O exercício da latência seletiva é fundamental...
Sobrevivi porque organizei o caos que deformara a minha vida...
Acreditei que a felicidade vem do íntimo do espírito...

Agarrei-me na âncora do sentimento fraterno e não mais a larguei...
Esquivo-me da má sorte em dificuldades...

Sempre valorizei o potencial de originalidade.
Os talentos só nos dão alegria quando repartimos com os outros.
Enquanto um ser humano não evoluir,
Sentirei a tristeza poluindo o meu coração.

Agarrei-me na âncora do invisível e não mais a larguei...
Circulo o conhecimento apesar do inferno da ignorância dos meus tempos...

Sempre fui sensível a cooperação multi-dirigida.
Muito do que sou em motivação recebo de outras pessoas.
Meio caminho andado seria reconhecer esta verdade,
O compartilhar ainda não foi compreendido por nós.

Agarrei-me na âncora da necessidade de relação e não mais a larguei...
Ultrapasso os nevoeiros da depressão individualista, olhando o horizonte...

Sempre a independência de pensamento ajudou-me.
A rotina proposta é extremamente escravizadora.
Sabiam que esta manipulação empobreceria violentamente os povos.
Por que povos e povos desejam sufocar a criatividade do ser humano?

Agarrei-me na âncora da inconformidade e não mais a larguei...
Fujo da opressão e por sorte salvo-me...

Regina Diniz