quinta-feira, 23 de maio de 2013

A CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL



 REGINA  DINIZ

Aprecio duas borboletas brancas, voando livres...
Elas acariciam com delicadeza as flores do jardim...
Revoam sinuosamente desfrutando com alegria...
A existência daquele recanto encantador...

Penso com fé além da percepção da realidade...
Imagino a minha alma se encontrando com Deus...

Estou praticando a quietude interior...
Estou aprendendo a captar as energias curativas...
Quero vibrar profunda paz...
Para iluminar o meu espírito...

Gostaria de entender os mistérios divinos...
Para vivenciar as alegrias da verdadeira espiritualidade...

Quando medito, conversando comigo mesma...
Sinto que cada fragmento divino meu...
Exige que me identifique com o exemplo da natureza...
Para receber e emanar a luz curativa...

Desperto a minha consciência...
Que é o sentido da espiritualidade...

É reconfortante valorizar a elevação da fé...
Aproveitar o silêncio e a tranqüilidade...
Para desenvolver forças interiores saudáveis...
Que são energias intuitivas de qualidade...

É gratificante a busca por verdades espirituais...

Que são simples e puras... 

Afasto do corpo e da alma as tensões depressivas...
É positivo absorver energias boas...
Ricas de imensa beleza regeneradora...
Vivencio profundo bem estar emocional...

O maior objetivo é se lembrar de Deus...
Almejo ser abençoada pela criatividade sadia...

Deixo-me levar pelo equilíbrio espiritual...
Que envolve o meu corpo e a minha alma...
Abrigando-me numa lindíssima aura...
Curando-me, e fortalecendo-me emocionalmente...

Sei que posso renovar a minha vida...
A verdadeira dádiva é conhecer a nós mesmos... 

sábado, 18 de maio de 2013

EDUCAÇÃO A FAVOR DA VIDA MAIS HUMANA


REGINA DINIZ

Peter Singer trouxe a filosofia de volta à terra, trocando a ênfase demasiado especulativa das teorias éticas para uma perspectiva mais problemática: “filosofar  a partir dos problemas concretos. Essa é uma característica, que costuma valer para os pensadores de linha mais utilitarista”. Peter Singer nos sugere que, o ideal seria 10% do dinheiro de que dispomos não pode ficar para  nosso uso, mas que devemos aplicá-lo, da melhor maneira possível, e ao nosso critério, em favor dos menos favorecidos. Seu raciocínio é de que nem o rico nem o pobre ficariam em má situação, retendo 90% para si e dando 10% para alguém mais necessitado, como um dever de fraternidade”. (Autor: Peter Singer- Livro: A Vida Que Podemos Salvar: Agir Agora Para Por Fim À Pobreza do Mundo).

Peter Singer debate abrindo questões mobilizadouras em 1970, num momento histórico adequado como foi esta década, sinalizando e registrando novas e criativas abordagens que permitiram vivificar temas antes considerados tabus intocáveis. É expressiva a iluminação ética, de que podemos ajudar sem sacrifícios significativos, então obrigatoriamente temos que ajudar. Não ajudar é contra a vida. Ajudar é ser a favor da vida, de uma vida mais humana.

Desde o tempo de Moisés a responsabilidade pelo Outro é a estrutura essencial, primária e fundamental da subjetividade. O nosso planeta pensa a ética como o impulso do dever moral, a tendência a agir por nossa própria responsabilidade. Sou porque sou para os outros são sinônimos. Ajudando os outros (pode ser bem pouco), (5%) abre a possibilidade de um bálsamo que nos tira do isolamento depressivo da existência. “O que mais vale é a intencionalidade construtiva  de nossa parte”. (Emmanuel Levinas).

“A liberdade não é uma linha divisória entre esquerda e direita. Incomensurável com a igualdade como status de uma pessoa, mas não como relação entre pessoas, ela é o valor que separa moderados de extremistas em cada um dos campos. Mas na oposição entre esquerda e direita ela ocupa uma posição de meio, não de fim. Dentro de sua característica  Bobbio não aceita harmonizações. Liberdade não pode ser equiparada à igualdade, e não existem razões para pensar que sejam sempre compatíveis. Se alguns tipos de igualdade não afetam a liberdade, outros – restrições necessárias como a educação pública universal – afetam. É essencialmente em questões como essas que esquerda e direita unem forças. Bobbio termina seu livro com uma confissão pessoal. A igualdade sempre foi a “estrela-guia” de sua vida política. A desigualdade deste mundo – desde os pobres e excluídos das ricas sociedades ocidentais até a enorme massa de miséria  nos países mais pobres – continuam assustadoras. Basta observar “a questão social em escala internacional”, escreve ele, “para perceber que a esquerda, longe de ter chegado ao fim de sua estrada, mal começou a percorrê-la. A tarefa é enorme.
(Autor: PERRY ANDERSON  - Livro: ESPECTRO – Citação: NORBERTO BOBBIO – Livro – DIREITA E ESQUERDA: RAZÕES E SIGNIFICADOS  DE UMA DISTINÇÃO POLÍTICA. – São Paulo – Editora Unesp. – 1995).

Marx com muita razão criticava o liberalismo, porque só eram expressos os interesses de um pequeno grupo da sociedade e não da maioria com tinha como tinha que ser. A sociedade é um conjunto de atividades e de todos os seres humanos, e este conjunto de ações é que tornam a sociedade possível. Estas ações ajudam a organização social, e prova que o homem tem a capacidade de se relacionar uns com os outros.

Num momento em que o Brasil enfrenta novos desafios, procura novos espaços de atuação e abre novas áreas para acompanhar as grandes transformações pela qual passa o mundo contemporâneo. É importante rever as realidades que no passado deram certo e, no presente ainda significam escolhas acertadas no sentido de oferecer um futuro melhor para todos. O direito à educação escolar é um importante espaço que não perderam e nem perderão sua atualidade.

Precisamos ultrapassar as dificuldades com muitos estudos e pesquisas diante da desigualdade social, apresentando uma proposta em que a igualdade política aconteça no sentido de diminuir as discriminações. As concretizações  dos Direitos Sociais acontecem em muitos países. Todo o avanço da educação escolar, além do ensino primário foi através do amadurecimento da concepção democrática da sociedade, que deseja a igualdade de oportunidades ou mesmo a igualdade de condições.

O Censo de 2010, divulgado pelo IBGE, apontou que o país tem 14.612.183 de analfabetos entre mais de 162 milhões de brasileiros com mais de dez anos de idade, o que representa 9,02 da população a partir desta faixa etária. Destes 9,4 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever servem em áreas urbanas. Além da escola que, pela alfabetização, introduz as pessoas no universo do trabalho, o país ainda patina em termos de organismos públicos que venham a permitir práticas de estudo modernas.
A Ciência e a Cultura divulgada, em 01/03/2011 mostram que a maioria dos adultos analfabetos vive em apenas dez países. O Brasil aparece em oitavo lugar com 14 milhões. Níveis de analfabetismo acima de 5% são considerados inaceitáveis internacionalmente. Enquanto as Escolas, não forem colocadas em 1º- lugar, nas prioridades políticas governamentais de Educação e Cultura, o vergonhoso índice de 9% custará muito tempo para desaparecer.Quando o índice e analfabetismo “diminuem”, os governantes divulgam e comemoram como se estivesse terminado esta chaga nacional.  

“A história do direito à educação escolar é semelhante à luta por uma legislação protetora dos trabalhadores da indústria nascente, pois em ambos os casos, foi no século XIX que se lançaram a base para os direitos sociais como integrantes da cidadania. A educação é um pré-requisito necessário da liberdade civil e, como tal, um pré-requisito do exercício de outros direitos. O Estado, neste caso, ao interferir no contrato social, não estava conflitando com os direitos civis. Afinal, esses devem ser utilizados por pessoas inteligentes e de bom senso e, para tanto, o ler e o escrever são indispensáveis”. (Autor: Thomas Marshall – Livro: Cidadania, Classe Social e Status – Rio de Janeiro: Zahar, 1967).

A educação das crianças e dos adolescentes estão solidamente ligadas com a cidadania, e inteligentíssimos os governantes que garantirem a educação para todas as crianças, pois compreenderam a natureza da cidadania. O maior acerto social que um país pode realizar é estimular o desenvolvimento de cidadãos em formação. O direito à educação é um direito social de cidadania genuíno, porque o objetivo da educação durante a infância e adolescência  é influenciar o adulto em perspectiva. A escolaridade é o direito do cidadão adulto ter sido educado.

A declaração e a garantia de um direito tornam-se indispensáveis no caso de países, como o Brasil, com gigantesca tradição elitista que reservam apenas às camadas ricas o acesso e este bem social. Precisamos retirar do esquecimento e esclarecer os que não sabem de que todos são portadores do direito à educação. Infelizmente em nosso país este direito não é respeitado. O nosso Brasil reconhece o ensino fundamental como um direito desde 1934 e o reconhece como direito público subjetivo desde 1988. O ensino fundamental é obrigatório, gratuito e quem não teve acesso a esta etapa de escolaridade pode recorrer a justiça e exigir a sua vaga.

Em 07-05-2013, a presidenta Dilma Roussef volta a defender a destinação de 100% dos royalties para a Educação. De acordo com Dilma, os recursos do pré-sal devem ser investidos na educação para que as próximas gerações possam ser beneficiadas. A presidenta afirmou: - “ A destinação é decisiva para transformar o Brasil em uma grande nação”, durante a cerimônia de posse do presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo(Facesp) e das Associações Comerciais do Estado (ACSP). –“ Nós precisamos de uma política  estável no que se refere à formação profissional, nós não podemos abrir mão da formação de nossos trabalhadores”, disse Dilma. 

sábado, 11 de maio de 2013

ENERGIAS SUTIS



 REGINA  DINIZ                            

Olho o mar e acredito...
Que todos nós somos inteireza, beleza e perfeição...

As ondas suavemente refrescam a areia...
As pessoas alegres disputam destas energias sutis...
As crianças felizes brincam com a água...
Outras constroem lindos castelos de areia...

Infinita inteligência habita em cada um de nós...
Almejamos o que é verdadeiro, belo e nobre...

Observo sorrisos espontâneos que me deslumbram...
O lazer nos torna mais felizes...
Pressinto o resgate das brincadeiras lúdicas na natureza...
Para aumentar a alegria de nossos tempos...

Amamos a paz de espírito...
Contemplamos a liberdade das descobertas pessoais...

Jovens fazem orações olhando para o céu...
Os semblantes demonstram muita fé...
Aqui ninguém é dilacerado pelo narcisismo...
Querem usufruir desta linda interação...

Todos nós desejamos uma nova visão da vida...
Todos nós queremos renovações interiores...

O sol, as ondas, a simplicidade das pessoas...
Propiciam energias que curam...
Sinto-me feliz por estar aqui...
Participando deste encantamento de vida...

Queremos conhecer mais deste oceano de vida...
Tornamo-nos no que contemplamos...

Acredito que todo este clima de praia...
Foi conseguido porque soubemos nos dirigir...
Com Deus nas curvas da vida...
Porque conseguimos ver a luz na estrada...

Quando existe o desejo do auto-encontro...
Acontece o nosso milagre de crescimento pessoal...

Agrupadas, garças apreciam o movimento na praia...
Desfilam elegantemente, olhando-nos amistosamente...
Vão e voltam, o espetáculo é hilariante...
Aqui ninguém exerce o papel principal...

Todos nós mergulhamos no ilimitado...
É o espetáculo da fusão sem fronteiras... 

sábado, 4 de maio de 2013

O MUNDO HUMANAMENTE SIGNIFICATIVO



 REGINA  DINIZ

“O mundo enquanto invocado pela tecnologia é um mundo “desencantado”, um mundo sem sentido próprio, porque sem “intenção”, sem “propósito”, sem “destino”. Nesse mundo, “necessidade natural” é abominação e ofensa, à alta e poderosa humanidade, e toda resistência da “matéria morta” não passa de constrição a ser quebrada. De outro lado, desejos (bastando ser apoiados por recursos técnicos) tornam-se direitos humanos que nada poderia questionar, nem se poderia argumentar para eliminá-los – nem mesmo os desejos de outros humanos (se não apoiadas por tais recursos). Na modernidade não existe nenhuma ordem do mundo humanamente significativa... Este mundo destituído de valores, para o qual os valores são super-acrescentados por escolha humana, é um mundo sub-humano, um mundo de objetos, de  coisas... É um mundo sem homem, um mundo do qual o  homem se afastou deliberadamente e sobre o qual conseqüentemente ele é capaz de impor sua vontade”. ( Autor: Louis Dumont – Livro: Essays ou individualism: moderny ideology in anthropological perspective, University of Chicago Preses – l986 – pág. 262 ). Citação de Zygmunt Bauman – Livro: Ética Pós Moderna - Ed. Paulus São Paulo – 1997 – Brasil.).

A crença de que o progresso social é produto do desenvolvimento econômico, cujo objetivo é o aperfeiçoamento da sociedade faliu completamente, porque o desenvolvimento econômico sem o investimento cultural é a razão de toda desigualdade. A conseqüência de maior frustração social é que todos aceitaram se comparar, como aceitaram a se medir, tendo como base a desigualdade de condições. A pedagogia cultural deve centralizar a formação  de cidadãos capazes de investir, e contribuir para a harmonia social e não para a frustração pessoal e social.

É possível escolher e apoiar a política governamental que elimine a pobreza. Os indivíduos ambicionam muito mais do que serem pessoas rodeadas por coisas e por objetos, bem como de serem manipulados para serem robôs de uma cultura que nega a criatividade humana, desejam urgentemente o crescimento subjetivo. Ninguém mais agüenta a política do medo cotidiano, mesmo porque é impossível prender os marginalizados da cultura de consumo que é a população recalcada pela desigualdade social. Atualmente a dor profunda de não ser, deu lugar à vergonha de não ter.

“É extremamente importante saber se a sociedade no sentido atual do termo é o resultado de uma limitação do princípio de que os homens são predadores uns dos outros ou se, pelo contrário, ela resulta da limitação do princípio de que os homens existem para os outros. Será que o social, com suas instituições, leis e formas universais, resulta da limitação das conseqüências da guerra entre os homens ou da limitação da infinidade que se abre na relação ética de homem para homem? ( Autor: Emmanuel Levinas – Livro: Ethics and Infinity, pg. 80).

É valioso recordar a pergunta de Moisés: - Caim onde se encontra Abel? Caim respondeu indignado: - Serei eu o zelador de meu irmão? Afirmou que não era seu dever cuidar do irmão. A Ética, por milênios e milênios, tem divulgado que a conduta deve primar por objetivos solidários, ou seja, a benevolência entre as pessoas não será moral, se não for desinteressada. Um ato é eticamente moral, quando ele expressa a manifestação de humanidade impensada, espontânea e principalmente irrefletida.

A ética pressupõe que o ser humano sempre deve estar em primeiro lugar, todos cuidando de todos com responsabilidade. É incompreensível as moralidades atuais, que são guiadas pelas expectativas de lucro, conforto, notoriedade, reforço do ego, aplauso público ou qualquer outro tipo de promoção.  A razão crucial pela demanda ética, aquela motivação “objetiva”, o ser moral que resulta do próprio fato de estar vivo, e compartilhar o planeta com outros seres vivos é o que deve ser, é o que deve ser multiplicado e não permanecer silenciosa. O outro nos obriga a nos preocuparmos por sua fraqueza e não pelo seu poder.

“A cultura de consumo faz muito barulho, assim como o tambor, porque está vazia; e na hora da verdade, quando o estrondo cessa e acaba a festa, o bêbado acorda, sozinho, acompanhado pela sua sombra e pelos pratos quebrados que deve pagar. A expansão da demanda se choca com as fronteiras impostas pelo mesmo sistema que a gera. O sistema precisa de mercados cada vez mais abertos e mais amplos tanto quanto os pulmões precisam de ar e, ao mesmo tempo, requer que estejam no chão, como estão, os preços das matérias primas e da força de trabalho humana. O sistema fala em nome de todos, dirige a todos suas imperiosas ordens de consumo, entre todos espalha a febre  compradora; mas não tem jeito: para quase todo o mundo esta aventura começa e termina na telinha da TV. A maioria, que contrai dívidas para ter coisas, termina tendo apenas dívidas para pagar suas dívidas, que geram novas dívidas, e acaba consumindo fantasias que, às vezes, materializa cometendo delitos. O direito ao desperdício, que é privilégio de poucos, afirma ser a liberdade de todos.( Autor: Eduardo Galeano – Livro:O Império do Consumo).

As pessoas que aderiram a sociedade de consumo foram condenadas a insônia, pela ansiedade de comprar e pela angústia de pagar. Este modo de vida destrói as pessoas, mas é muito bom para a indústria farmacêutica. Os EUA consomem metade dos calmantes,  e demais drogas químicas que são vendidas legalmente ao mundo. Nunca existiu em nosso planeta uma proposta de mercado tão violenta e atrasada: a diversidade é inimiga da rentabilidade e a uniformidade é que manda. Os séculos futuros ficarão horrorizados com tamanha decadência.

A produção em série, em escala gigantesca impõe em todas as partes suas pautas obrigatórias de consumo. Esta ditadura da uniformidade obrigatória  é devastadora. Os ideólogos da Sociedade Consumista sabem transformar as mercadorias em mágicos conjuntos contra a solidão. Isolaram os seres humanos, silenciaram a interação, tornaram-se facilmente escravos das coisas.
Mas as coisas possuem atributos humanos: acariciam, fazem companhia, compreendem, ajudam, o perfume beija as pessoas e o carro é o maior amigo que nunca falha. A cultura do consumo fez da solidão o mais lucrativo dos mercados.

“A sociedade humana é diferente do bando de animais. Nela alguém poderia ajudar um  inválido a sobreviver. É diversa porque tem condições de conviver com inválidos, tanto que poderíamos dizer, historicamente, que a sociedade humana nasceu com a compaixão e com o cuidado do outro, qualidades apenas humanas. A preocupação contemporânea está toda aí: levar essa compaixão e essa solicitude para a esfera planetária. Sei que gerações precedentes já enfrentaram essa tarefa, mas vocês terão de prosseguir nesse caminho, gostem ou não, a começar por sua casa, por sua cidade, e já. Não consigo pensar em nada mais importante que isso. É por aí que devemos começar”. ( autor:Zygmunt Bauman – Livro: Confiança e Medo na  Cidade – Ed. Jorge Zahar – Rio de Janeiro – 2009).

Todos nós buscamos uma forma de desenvolvimento, mais humanitária, ética e próspera, incluindo os seres humanos no crescimento pessoal e social, mas necessitamos fazer a nossa parte, como membros de uma sociedade evoluída. Com simplicidade, podemos meditar profundamente, conosco e com os outros, e nos motivar a participar ativamente na construção de um mundo mais justo. A intolerância social e a pobreza extrema poderão ser resolvidas nos aproximando construtivamente de nós e de outras pessoas amigavelmente.

Qual é o benefício maior, que a prática da compaixão nos oferece? Ela nos traz força interior. Todas as experiências negativas se tornam muito dolorosas. Curamo-nos, quando nos lembramos dos outros afetivamente através de pensamentos positivos porque a nossa mente se amplia, e os nossos problemas se apequenam trazendo a paz duradoura. Quando procuramos consolar o sofrimento de nossos amigos, essa  atitude voluntária abre as portas para o ser .Mesmo que emaranhada por problemas pessoais, esta atitude afetiva nos traz uma base de clareza, e a pessoa terá força para se sustentar.