sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

ESCALANDO AS MONTANHAS DA FÉ


 REGINA  DINIZ

A grande sabedoria é o amor por tudo...
Sem apego aos bens materiais...

Sentada na grama eu disse à amendoeira...
- Fale-me de Deus...
E a amendoeira cobriu-se de flores...
Emocionei-me com a beleza divina...

Encanto-me com as flores...
Vibra o manto resplandecente da vida espiritual...

A beleza da natureza é a porta...
Para a serenidade da eternidade...
Quando as forças físicas se fecham...
As portas espirituais se abrem...

Deus é a garantia de uma rocha estável...
Num mundo de evolução espiritual...

A nossa terra é privilegiada...
Acostumei os meus olhos a desfrutarem a paisagem...
Gosto de escalar as montanhas da fé...
Todos precisamos da ajuda divina...

É obrigatório cultivar o próprio jardim...
É o silêncio, é o trabalho, é a oração...

Através de perguntas...
Aprendo a capacidade de viver...
Abro o portão aonde passam...
Os meus sonhos de crescimento espiritual...

O coração é o caminho para a iluminação...
A jornada é uma trilha misteriosa...

Pergunto para aonde vamos de verdade?...
Para um grande local sagrado...
Onde a alma pode compreender...
Que a fé é um modo de vida...

Vivencio milagres de fraternidade...
Vivencio milagres de caridade...

A pureza interior...
É o grande desafio...
Higienizo tudo...
Preciso de faxina interior...

Presto atenção...

Desejo só o bem para as pessoas... 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A VALORIZAÇÃO DO ENVOLVIMENTO CONSTRUTIVO COM AS PESSOAS


REGINA DINIZ

Karl Marx censurou os economistas da época pela falácia do “fetichismo da mercadoria”: o hábito de por ação ou omissão, ignorar ou esconder a interação humana por trás do movimento das mercadorias. Como se estas, travassem relações entre si a despeito da mediação humana. A descoberta da compra e venda da capacidade de trabalho como a essência  das “relações industriais” ocultas no fenômeno “da circulação  de mercadorias”, insistiu Marx, foi tão chocante quanto revolucionária: um primeiro passo rumo a restauração da substância  humana na realidade cada vez mais desumanizada da exploração capitalista. A “subjetividade” dos consumidores é feita de opções de compra - opções assumidas pelo sujeito e seus potenciais compradores; sua descrição adquire a forma de uma lista de compras.

Então o que se deduz ser a materialização da verdade interior do eu é uma idealização dos traços materiais  das escolhas do consumidor. Quando chegarmos a nove bilhões de pessoas no planeta, que é para onde estamos indo, aí o sonho americano está morto, porque não há como 9 bilhões de pessoas viverem assim. Isso não significa, que não podemos vivê-lo por um tempo, mas no fim das contas, o sistema irá quebrar, devido ao nível de desigualdade que é necessário parta sustentá-lo.

Os nossos tempos nada tem a ver com qualidade de vida. Na maioria dos casos estamos infelizes e a vida não está melhorando para as pessoas ricas do mundo, aí procuramos nos distrair. O clima está mudando, a economia não está mais funcionando, estamos afogados em dívidas, a crise dos alimentos está piorando, o preço do petróleo só faz subir. O que estamos vendo é todo um si8stema em colapso. Temos uma escassez de recurso0s para continuar este tipo de vida.  Não ficamos mais felizes comprando coisas. O nosso desenvolvimento foi longe demais, e ainda não o modificamos. Ainda somos dependentes dessa idéia central. (Autor: Paul Gilding – Livro:
A Grande Ruptura).

Porque precisamos de coisas e coisas? Todos teremos jatinhos? Todos teremos mansões? A característica mais proeminente da sociedade de consumidores – ainda que cuidadosamente disfarçada – é a transformação dos consumidores em mercadorias; Afogado no mar das mercadorias conforme os esclarecimentos de Georg Simmel, os diferentes significados das coisas, “e portanto as próprias coisas, são vivenciados como imateriais”, aparecendo “num tom uniformemente monótono e cinzento” – flutuando na corrente constante do dinheiro. A tarefa dos consumidores é sair dessa invisibilidade cinza e monótona, destacando-se da massa de objetos indistinguíveis e assim aparecer gloriosamente vivos.

Não existe qualquer evidência de que, com o crescimento do volume geral (ou médio) de consumo o número de pessoas, que afirmam que “se sentem felizes” também vá aumentar. Andrew Osvald, do Financial Times insinua que a tendência oposta tem mais probabilidade de ser registrada. Sua conclusão é que os moradores de países prósperos e bastante desenvolvidos, com economias orientadas para o consumo, não se tornaram mais felizes ao ficarem mais ricos. Por outro lado, também se deve notar que os fenômenos e causas negativas do desconforto e da infelicidade tais como estresse ou depressão, jornadas de trabalho prolongadas e antissociais, relacionamentos deterioradas, falta de autoconfiança e incertezas  enervantes sobre estar estabelecido de maneira segura e “ter razão”, tendem a crescer com frequência, volume e intensidade.” (Auto: Zygmunt Bauman – Livro: Vida para o consumo
Ed. Zahar – 2008 – Rio de Janeiro.).

O triunfo do consumismo desenfreado e individualizante  sobre a “economia moral” e a solidariedade social não foi uma conclusão precipitada. Uma sociedade pulverizada em indivíduos solitários  e famílias (em fragmentação) não poderia ter sido construída  sem que primeiro Margareth Thatcher esvaziasse por completo o local da construção. Desabilitou as associações de autodefesa daqueles que precisavam de uma defesa coletiva.

MargarethThatcher transformou muitas expressões  de solidariedade desinteressada em crimes passíveis de punição; Desregulamentou o pessoal que trabalhava em fábricas e escritórios, que antes eram estufas de solidariedade social, transformando-o num agregado de indivíduos mutuamente suspeitos, competindo ao estilo “cada um por si e o diabo contra todos, “completando o trabalho de transformar os direitos universais de cidadãos altivos em estigmas de indolentes ou proscritos acusados de viver “à custa do contribuinte”. As inovações de Thatcher não apenas sobreviveram a muitos anos de governos sucessivos – elas permaneceram pouco questionadas e quase intactas.

No momento, temos crescimento econômico em algumas partes do mundo, mas a desigualdade piora. É evidente que em algum momento, os mais pobres vão ficar furiosos e destronarão os ricos, como vimos no Oriente Médio durante a Primavera Árabe. Não há como ter uma sociedade forte com tanta desigualdade, que não aumenta a igualdade entre todas as pessoas. Se isso acontecer 9  bilhões de pessoas irão viver esse estilo de vida, voltado ao acúmulo material, o que vai contra as leis da física quanto à disponibilidade de recursos. Não iremos melhorar enquanto não aceitarmos esta situação. Já dá para afirmar que o sistema está em colapso, mas nós ainda negamos isso.

O filósofo estoico Marco Aurélio, cita alguns princípios que podem ser escolhidos por todos “sem qualquer desculpa  de falta de talento ou aptidão”: integridade, dignidade, trabalho duro, abnegação, contentamento, frugalidade, gentileza, independência, simplicidade, discrição, magnanimidade. “Lembre-se de que sua mente reguladora
se torna invencível, quando se recolhe à sua própria auto-suficiência.
A mente livre de paixões  é uma fortaleza: não há lugar mais forte para as pessoas se recolherem”.

Marco Aurélio cita o caráter e a consciência pessoais como derradeiro refúgio das pessoas em busca da felicidade: o único lugar em que os sonhos de felicidade, não tendem a serem frustrados. A receita da felicidade oferecida por Marco Aurélio é autossuficiente e auto-referencial. Ele afirma: “Conheça as falsas trilhas, evite-as, aceite os limites  impostos pela natureza e dos quais ela não vai recuar. Para as paixões temos a nossa mente, uma arma poderosa para desqualificar as paixões e tirar-lhes o poder. O segredo de uma vida feliz é dar rédeas livres para sua mente”.

Todos nós desejamos a felicidade e isto significa que cada um de nós, considera a busca da felicidade como nosso desafio e tarefa , façamos dela nossa estratégia de vida.  Minha busca de felicidade pode se concentrar na preocupação com meu próprio bem estar, ou na preocupação com o bem-estar dos outros. Preocupar-se com o bem-estar de um Outro, “Ser Bom” para um Outro, também reforça o sentimento de estar bem. A evolução física, intelectual e emocional requer nosso envolvimento construtivo com outras pessoas.


Praticando a solidariedade incondicionalmente a vida nos parecerá mais suave e as recompensas serão muitas e de longo alcance. O amor solidário é a força fundamental que conserva juntos, a família, a sociedade e os amigos. O desejo de fusão interpessoal, de encontro entre as pessoas é o mais poderoso anseio do homem. O conceito da ética pode ser sintetizado em estimular a fraternidade, que é o que há de melhor no ser humano. Aprendemos quem somos graças ao nosso envolvimento com os outros. 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

UM PLANO PARA CADA UM DE NÓS


 REGINA DINIZ

A mãe natureza explode de vida...
Encanta-me as mágicas, o planeta é lindo...

Elaboro planos, vou a luta...
Desafio a mim mesma...
Corro atrás da concretização dos meus sonhos...
Deus criou um plano para cada um de nós...

O eu é a minha vida?...
Haverá um significado mais profundo?...

Sozinha caminhando, observo o mar...
Enterrada nas lembranças...
Luto para ser heroína de mim mesma...
Evoluir é explorar a nossa natureza de ser...

A grandeza romântica de ser...
É o testemunho da arte dos homens...

As promessas de iluminação atraem e encantam...
É indescritível o farol brilhante da fé...
Que é a diferença que melhora o mundo?...
É preciso comemorar o esplendor da nossa destinação....

Faço perguntas  para o céu...
Quero descobrir seus segredos de evolução...

Luto pela qualidade da vida interior...
Com a força do pensamento construtivo...
Aprendo com os mestres da sobrevivência...
Todos lutamos pelo aperfeiçoamento espiritual...

Tudo aparece sem aviso...
O céu agradece ao ouvir as nossas preces...

O êxito é compreender os elevados padrões construtivos...
Deus está presente em toda a parte...
É preciso ficar face a face com ele...
Para compreendermos as dimensões de nossa alma...

É preciso alcançar níveis profundos de realização espiritual...

É preciso ouvir o próprio coração...