quinta-feira, 29 de novembro de 2012

AS ALEGRIAS DA VIDA



REGINA DINIZ


Pois eis que o inverno se foi, as chuvas diminuíram de todo...
As flores se apresentam de novo em nossa terra...
Chegou o tempo de os pássaros voltarem a cantar...
E a voz dos sabiás, e a voz das rolas é ouvida em nossa terra...

Para trazer a consciência às leis da compreensão divina...
Devo observar a prodigalidade da natureza...

A fim de levar uma vida equilibrada,
Sei que devo motivar-me pelo amor fraterno...
Penso na identificação afetiva indistintamente com todos...
Deus se revela como amor universal...

Quero desenvolver o tesouro do meu subconsciente...
É onde estão as minhas riquezas infinitas preciso recordá-las...

O nosso planeta é tão espontaneamente cheio de vida...
Que ao apreciar a natureza eu suplico por energias curativas...
Necessito de vitalidade para me renovar como alma...
Quero me tornar inebriada de Deus...

Sei que só o trabalho árduo não basta...
Preciso investir também nos recessos íntimos da minha mente...

As flores tão bonitas colorem o meu imaginário...
Os pássaros tão inflamados pelo entusiasmo...
Expressam a alegria da vida todos os dias...
Esforço-me por imitá-los, estão repletos de emoção...

A lei da vida é fartura e não carência...
Preciso abrir o tesouro infinito que há dentro do meu coração...

A natureza entoa a canção de Deus...
Sinto a harmonia, o equilíbrio triunfante...
Que explica que todos nós, indistintamente...
Estamos inebriados de Deus...

Como é esclarecedor se concentrar nas verdades eternas...
Sou impulsionada para a crista da onda...

Sempre vejo pessoas nutridas de forças emocionais admiráveis...
Gostaria de atingir esta plenitude de alegria...
Sei que o coração cheio de amor e bondade...
É um importante irradiador de paz...

O pensamento toma forma no interior da mente...
Eu dirijo os meus pensamentos para as riquezas do infinito...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A EDIFICAÇÃO DE UM MUNDO MELHOR



REGINA DINIZ

“Pode-se dizer que o “consumismo” é um tipo de arranjo social resultante da reciclagem de vontades, desejos e anseios humanos rotineiros, permanentes e por assim dizer, “neutros quanto ao regime, transformando-os na principal força propulsora  e operativa da sociedade, uma força que coordena a reprodução sistêmica, a integração e a estratificação sociais, além da formação de indivíduos humanos, desempenhando ao mesmo tempo um papel importante nos processos de auto-identificação individual e de grupo, assim como na seleção e execução de políticas de vida individuais. O “consumismo” chega quando o consumo assume o papel-chave que na sociedade de produtores era exercido pelo trabalho. A menos que saibamos por que as pessoas precisam de bens de luxo, ou sejam bens que excedem as necessidades de sobrevivência e como os utilizam, não estaremos nem perto de considerar com seriedade os problemas de desigualdade”. (Mary Douglas – In the  Active Voice. Routledge and Ke Kam Paul – 1998. (Citação:Zygmunt Bauman – A Transformação das Pessoas em Mercadorias – Ed. Jorge Zahar – Editor Ltda – Rio de Janeiro – Brasil – 2007 ).

Segundo Lipovetsky, o período compreendido entre as duas últimas décadas do século XIX até a Segunda Guerra Mundial, foi marcado por um aumento vertiginoso da produção industrial. O avanço tecnológico permitiu que as indústrias produzissem em abundância e de uma forma muito mais veloz. É quando os mercados locais dão lugar aos grandes mercados nacionais, favorecendo o desenvolvimento do transporte e do comércio. No capitalismo do consumo o lucro dá-se pelo volume de vendas do que pelo preço unitário dos produtos.

Foi tudo muito bem planejado, pois esta primeira fase inventou o marketing de massa, bem como moldou o consumidor moderno. Inteligentemente inventou a “marca” e o nome dos produtos e concomitantemente os grandes magazines. Aumentou extraordinariamente o volume de vendas e surgiu triunfal o “glamour” ao consumo com as técnicas de marketing que inauguraram o “consumo-sedução” e o “consumo-distração” que perduram até hoje. Foi apresentado o consumo de massa como um modo de vida: bens duráveis, lazeres, férias, modas, deu o poder de compra às classes sociais mais simples antigamente associados somente às elites sociais mais elevadas. Rapidamente as políticas de diversificação dos produtos bem como, o processo visando reduzir o tempo de vida das mercadorias foram colocados em prática dando verdadeiro golpe na economia do mundo.

“A produção de corpos supérfluos, não mais exigidos para o trabalho, é conseqüência direta da globalização”, como aponta Hauke Brunkhorst. Ele acrescenta que a peculiaridade da versão globalizada da “superpopulação” é a maneira como ela combina, com grande rapidez, a crescente desigualdade com a exclusão dos “corpos supérfluos do domínio da comunicação social”. “Para os que caem fora do sistema funcional, seja na Índia, no Brasil ou na África, ou mesmo, hoje, em muitos distritos de Paris ou Nova York, todos os outros logo se tornam inacessíveis. Suas vozes não serão mais ouvidas, e muitas vezes eles são literalmente emudecidos”. (Hauke Brukhorst, “Global Society as the Crisis of Democracy”, in Mikael Carleheden e Michael Hviid Jacobsen (orgs.), The Transformation of Modernity:  Aspects of the Past, Present and Future of an Era, Ashgate, 2001, p.233). Citação de Zygmunt Bauman – Vidas Desperdiçadas – Jorge Zahar Editor Ltda. 2005).

A produção de seres humanos refugados, considerados “excessivos” e redundantes, que não puderam ser reconhecidos, é um resultado inevitável da modernidade. É um efeito colateral da construção da ordem, que elimina totalmente, parcelas da população considerando-as “deslocadas”, inaptas ou indesejáveis, que estão a margem do “progresso humano” que não pode ocorrer sem eliminar, sem degradar e desvalorizar os modos efetivos de “ganhar a vida”, privando-os  dos meios de subsistência. A remoção destes seres humanos considerados refugo, nas partes modernizadas do globo, foi o  mais importante objetivo da colonização e das conquistas imperialistas e que eram a causa da desigualdade  de desenvolvimento, em outras palavras pobres e atrasados culturalmente.

Há milênios estas deportações foram praticadas, mas a globalização aumentou mais do que nunca a produção de pessoas refugadas. Agigantaram-se em quantidades enormes os seres humanos destituídos de formas e meios de sobrevivência. Os temores relacionados a segurança surgiram na lógica das lutas pelo poder ao Direito da Igualdade. Os problemas do refugo (humano) e da remoção do lixo humano que se tornaram no maior desafio sobre a “moderna e consumista cultura da individualização. “Houve uma época, é claro, em que nós cinco não conhecíamos um ao outro... Ainda não conhecemos um ao outro, mas aquilo que é possível e tolerável para nós cinco possivelmente não será tolerado por um sexto. Em todo caso, somos cinco e não queremos ser seis... Longas explicações poderiam resultar que o aceitássemos em nosso círculo, de modo que preferimos não explicar e não aceitá-lo”. (Franz Kafka, Amizade)      

“Para a EUROPA, o resto do planeta não era uma fonte de ameaças, mas um tesouro de desafios. Por muitos séculos, a Europa foi uma exportadora de seus próprios excedentes de história, incitando, forçando o resto do planeta a tomar parte como consumidores. Esses longos séculos de comércio unilateral, iníquo, agora se rebatem sobre a Europa, colocando-a face a face com a tarefa desanimadora de consumir localmente o excedente da história planetária. Esses séculos foram registrados nos livros europeus de história como “a era das descobertas geográficas”. Descobertas européias são claras: realizadas por emissários da Europa, e em benefício desta. Vastas terras jaziam prostradas, esperando que as descobrissem.  Descobrir significava desnudar os tesouros até deixá-los vazios, subutilizados ou malbaratados, ou empregá-los de todas as maneiras erradas, extravagantes ou irracionais; tesouros desperdiçados por nativos ignorantes de seu valor, veios de riquezas, clamando para serem extraídas e então recolhê-los e transportá-los para outros lugares onde poderiam ter uso melhor e mais sensato”.(Zygmunt Baumann – Europa: uma aventura inacabada – Jorge Zahar Editor Ltda – 2006).

Há milênios, sempre a Europa desejou e precisou de grandes riquezas para preencher os esvaziados cofres reais como também necessitou das terras estrangeiras para acomodar homens e mulheres, cuja ambição social não correspondia ao nível suficiente em sua terra natal. A Europa sempre sonhou em cultivar homens destemidos, empreendedores que sabiam o valor dos metais preciosos e como extraí-los dos minérios. E sempre havia pessoas prontas a lutar por um rápido enriquecimento. A Europa sempre soube que havia espaços vazios nos quais “o problema social humano” poderia ser despejado. Durante séculos e séculos a Europa sentiu-se a rainha do planeta.

A Europa planejou e vivenciou o modo de vida superior, mais culto, seguro e rico, construtivo e mais digno. A conquista européia jamais foi questionada, entretanto hoje o papel de dinastia iluminada o papel de realeza, e a condição de monstro foi arrancada das mãos da aventura intitulada Europa. A Europa ficou grisalha num mundo que cada vez se torna mais jovem a cada ano que passa. A Alemanha, Grã-Bretanha e França a pouco tempo atrás eram gigantes econômicos, mas rapidamente perderam posições no ranking mundial. Crise Européia, FMI repete apelo que veio das ruas. Em Tóquio, Fundo propõe mudanças nas políticas de austeridade para tirar economias do atoleiro. Não são mais nas ruas que se erguem apelos para a mudança nas políticas de austeridade que devastam a Europa.  Precisam recalibrar as metas para arrancar a economia do atoleiro, proclama o Fundo Monetário Internacional (FMI), diante do risco de mais um ano, o quinto, de estagnação, desemprego alto e tensão social.

“Sabemos que, por trás da opaca nuvem de nossa ignorância e da incerteza de resultados detalhados, as forças históricas que moldaram o século XX continuam a operar. Vivemos num mundo conquistado, desenraizado e transformado pelo titânico processo econômico e tecnocientífico do desenvolvimento do capitalismo, que dominou os dois ou três últimos séculos. Sabemos, ou pelo menos é razoável supor, que ele não pode prosseguir ad infinitum. O futuro não pode ser uma continuação do passado, e há sinais, tanto externamente quanto internamente, de que chegamos a um ponto de crise histórica. ( Eric Hobsbaium  - A Era dos Extremos – O breve século XX – 11914 – 1991 -  Editora Schwarcz S.A. - São Paulo – Brasil 2012.).

A integração de economia mundial acentuou-se a partir dos anos 1990 com a revolução tecnológica. A Internet revelou-se a mais inovadora tecnologia de comunicação do planeta. As trocas de informações tornaram-se quase instantâneas, o que acelerou em muito a integração das atividades econômicas. Segundo as soluções, o modelo do FMI  e do Banco Mundial a presença estatal na economia inibe o setor privado e freia o desenvolvimento. Tendo algumas características como: - livre circulação de capitais, com a abertura da
economia e a eliminação de barreiras a investimentos estrangeiros – amplas privatizações – redução de subsídios e gastos sociais por parte dos governos – desregulamentações do trabalho, para reduzir os custos das empresas, aconteceram mudanças significativas na economia no mundo.

Quem acreditaria que países como Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha formassem o grupo na posição mais delicada dentro da Zona do Euro, pois foram os que atuaram de forma mais indisciplinada nos gastos públicos e se endividaram excessivamente. Estes países possuem pesados déficits orçamentários ante o tamanho de suas economias. Não possuem formas de recurso (superávit), entraram no radar da desconfiança dos investidores... Quem imaginaria que a Europa, como um dos maiores  mercados consumidores do mundo diminuiriam o ritmo de importação de bens e serviços e prejudicaria a dinâmica econômica global? A humanidade quer edificar um mundo melhor e como estamos vendo não podemos nos espelhar na continuidade do passado ou do presente. Recebemos herança destrutiva. Precisamos planejar o mundo com visões evolutivas construtivas para todos, esta é a mudança de sociedade que almejamos.                                          

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A DESTINAÇÃO EVOLUTIVA

REGINA DINIZ

Depositar atenção nos valores reais da vida...

Com serenidade penso na paz interior permanente...
Para que ela inunde a minha mente e o meu coração...
Consigo imaginar um mundo melhor...
A minha alma é invadida pelo amor a todos...

Conhecer o Deus do amor como senhor absoluto...

Convivo com idéias de ajuda mútua...
Vivo na radiosa expectativa de evolução espiritual...
Sonho na união com Deus, com a vida e o universo...
Descobri que a fé reside em todas as coisas boas...

Vibrar fé num mundo pleno de alegria, felicidade e paz...

A prosperidade maior é perceber a sabedoria divina...
A inteligência divina me leva ao caminho certo...
Acalento Deus na minha intimidade...
Desejo para todos a prosperidade espiritual...

Seguir sempre para o alto no rumo de Deus...

Permito que meu coração seja motivado pelo afeto...
Porque é a atitude mental e espiritual de maior êxito...
A inteligência infinita de Deus intui o plano perfeito...
Peço ajuda porque Deus sabe o que me falta...

Acreditar em Deus é auxiliar todos os seres humanos...

Entronizo os pensamentos afins com Deus me purificando...
O importante é conservar a qualidade das idealizações...
A paz de Deus flui na minha mente, no meu ser inteiro...
Confio na vida e vou em frente...

Entender que a paz e o amor fluem do coração...

Deus me conduz para águas serenas...
Com fé em Deus um novo dia é um novo recomeço...
Deus me acompanha, sempre estou junto dele...
Sua orientação, sua paz, seu amor estão comigo...

Vibrar Deus é privilegiar a harmonia e a boa vontade...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

AS MEDIAÇÕES PELA PAZ MUNDIAL


REGINA DINIZ


Qual era o status político internacional da nova União Européia, que aspirava a uma política comum, mas se mostrava espetacularmente incapaz de até mesmo fingir ter uma, ao contrário das questões econômicas? Não estava claro nem mesmo se todos os Estados, grandes ou pequenos, velhos ou novos – com exceção de uns poucos -, existiriam em sua presente forma quando o século XX atingisse o seu primeiro quartel. Se a natureza dos atores no cenário internacional não era clara, o mesmo se dava com a natureza dos perigos que o mundo enfrentava. O Século XX fora de guerras mundiais, quentes ou frias, feitos por grandes potências e seus aliados em cenário de destruição de massa cada vez mais apocalípticos, culminando no holocausto nuclear das superpotências, felizmente evitado. Esse perigo desaparecera visivelmente. O que quer que traga o futuro, o próprio desaparecimento ou transformação de todos os velhos atores do drama mundial, com exceção de um significava que uma Terceira Guerra Mundial do velho tipo se achava entre as perspectivas menos prováveis. ( Autor: Eric Hobsbawm – Livro: Era dos Extremos – O breve século XX – Editora Schwarcz S.A., - São Paulo).

O século XX acabou em problemas, porque nenhum país apresentou projetos sinalizando soluções. O terceiro milênio entrou com muitas dúvidas e não surgiram novas propostas. Desde 1990, não foi criada uma nova estrutura internacional. Desapareceram as conferências internacionais de trabalho, que foram substituídas por rápidas conferências de cúpula para relações públicas e sessões de fotos. As causas dessa impotência não eram a complexidade da crise mundial, mas o fracasso de todos os programas, velhos e novos para apresentar alternativas de superação dos conflitos da raça humana.

O mundo do século XXI será bem mais saudável, será bem mais promissor. No dia 12 de outubro de 2012, a União Européia recebeu o Primeiro Nobel da Paz pela reconciliação dos países da Europa nos últimos 60 anos e a vitória da Paz e dos Direitos Humanos em toda a região. A escolha foi realizada pelo Comitê do Nobel da Noruega. Para o grupo a organização de 27 países conseguiu alcançar a paz e a promoção dos Direitos Humanos em duas ocasiões: A primeira é a união obtida após o fim da 2ª. Guerra Mundial (1939 – 1945) em que a Europa se dividiu entre aliados comandados pelos Estados Unidos, e o eixo liderado pela Alemanha governada por Adolf Hitler. Foi considerada também a reunificação depois da decadência do comunismo com a queda do Muro de Berlim (1989) e o fim da União Soviética (1991). A União Européia e as instituições que a precederam em sua formação contribuíram durante mais de seis décadas para a paz e a reconciliação, a democracia e os Direitos Humanos disse o presidente do Comitê Nobel, Thorbjoern Jagland, A entrega do prêmio Nobel será em 10 de dezembro, data que lembra a morte de Alfred Nobel.

“A grande ironia é que a supremacia militar não é mais capaz de enfrentar as novas ameaças globais. Esse foi um dos grandes problemas para a segurança internacional expostos pelo diplomata egípcio Mohammed El-Baradei, Prêmio Nobel da Paz em 2005, durante o ciclo, Fronteiras do Pensamento, ontem, no Salão de Atos da UFRGS em Porto Alegre. Para Ell-Baradei, o diálogo é a melhor forma para a solução de conflitos. A própria história dos Estados Unidos mostra que a conversa e a criatividade diplomática não são uma tática apenas para idealistas. Até os mais conservadores presidentes americanos, como (Richard) Nixon e (Ronald) Reagan, conversaram com seus inimigos. Hoje, as armas nucleares se tornaram uma futilidade. O ex-diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) acredita que a placa tectônica das sociedades está mudando, e que uma reforma do sistema que garanta mais segurança ao sistema internacional precisa acompanhar essas transformações”.
( Diálogo pela Paz  - Jornal Zero Hora – Porto Alegre – 1º de novembro de 20012).

Na Síria, em 15/03/2011, o que era uma simples manifestação de descontentamento popular degenerou numa verdadeira guerra civil, ceifando milhares de vidas, e que a Cruz Vermelha Internacional passou a classificar o conflito como Guerra Civil. A total incompetência da ONU, na mediação de conflitos de grandes proporções fez com que o emissário das Nações Unidas, Kofi Annan renunciasse, confessando ser incapaz de negociar um simples cessar-fogo, sequer um acordo de paz duradouro. O caso da paralisia do Conselho da ONU mostra a necessidade de uma competente visão e uma modernização profunda nas práticas de Mediação de Conflitos.

No dia 01/11/2012 a China disse: O mundo deve apoiar esforços de mediação no conflito Sírio. O mundo deveria agir com maior urgência para apoiar os esforços de mediação do enviado da Paz na ONU e Liga Árabe Lakhdar Brahimi, uma vez que a situação está piorando disse o Ministro de Relações Exteriores Chinês, Yang Jiechi. O Chanceler também repetiu um pedido para que todos os lados no confronto da Síria cessem fogo imediatamente, e tomem medidas para formar um governo de transição. Assad é apoiado pela Rússia. Coréia do Norte, Hezbollar, Xiitas Iraquianos, Venezuela e o Irã todos campeões mundiais da anti-democracia, das violações dos Direitos Humanos, da supressão à autodeterminação dos povos e da liberdade. A conquista maior em civilidade é a participação atuante de muitos países no mundo desejosos de solucionar este conflito através de canais políticos.

A construção da Paz começa a partir de uma atitude pessoal que pode se refletir depois em diversos campos da vida, no meio ambiente, na sociedade, na saúde coletiva entre outros. Essa discussão se fortalece a partir da crescente visão da interdependência global, e da responsabilidade universal pela construção de um novo mundo, e coloca este tema como uma das principais ações educativas, que promovem fontes efetivas de paz no mundo.

A Cultura de Paz iniciou-se oficialmente pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em 1999 e empenha-se em prevenir situações que possam ameaçar a paz e a segurança – como o desrespeito aos Direitos Humanos, a Discriminação e intolerância, exclusão social, pobreza extrema e degradação ambiental, utilizando como principais ferramentas a conscientização, a educação, e a prevenção. De acordo com a UNESCO, a cultura da Paz “está intrinsecamente relacionada à prevenção e à resolução não-violenta de conflitos” e fundamenta-se nos princípios de Tolerância, Solidariedade, Respeito à Vida, aos Direitos Individuais e ao Pluralismo.

A proposta da Cultura da Paz busca alternativas e soluções para estas questões que afligem a humanidade como um todo, na paz como um estado social de dignidade onde tudo possa ser preservado e respeitado. Estes pontos são um dos desafios da construção de uma Cultura de Paz. É válido lembrar que para construir uma sociedade mais humana, é fundamental, que cada um comece por si mesmo e faça a sua parte por meio de uma mudança de atitudes, valores e comportamentos que visem a construção de um mundo mais justo e melhor de se viver. 

“A Fraternidade é um empenho, que favorece o desenvolvimento autenticamente humano do país sem isolar na incerteza do futuro as categorias mais fracas, sem excluir outras do bem-estar, sem criar novas pobrezas; salvaguarda os Direitos da Cidadania e o acesso à própria cidadania, abrindo uma esperança a todos que buscam a possibilidade de uma vida digna em nosso país, o qual pode mostrar a própria grandeza, oferecendo-se como pátria para quem perdeu, ajuda a pesquisa científica e a invenção de novas tecnologias, salvaguardando, ao mesmo tempo, a dignidade da pessoa humana do primeiro ao último instante de sua vida, fornecendo sempre as condições para que cada pessoa possa exercer a própria liberdade de escolha e possa crescer assumindo responsabilidades. (Lubich, Chiara. Ideal e Luz. Pensamento, Espiritualidade e Mundo Unido, São Paulo: Cidade Nova, 2003,pág.309 – 310).

Para pensar sobre a importância da fraternidade mundial é indispensável avaliar os objetivos da Revolução Francesa: - Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Purificada por filósofos e poetas ao longo da modernidade, a Fraternidade foi sendo paulatinamente afastada da Liberdade e da Igualdade, aproximada apenas às idéias de caridade, filantropia e romantismo. Ao longo da modernidade observamos, que nas sociedades liberais avançadas sob a bandeira da liberdade, se ausentaram as questões atinentes a Fraternidade.

A filosofia política como também a Ciência Política nunca propuseram estudos ou pesquisas sobre a Fraternidade. A temática humana da Fraternidade desapareceu do debate político e dos estudos nas academias tradicionais de Ciência Política. Entretanto vemos este debate crescer nas organizações não governamentais, em movimentos sociais e em grupos religiosos.    

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A MENTE ABERTA PARA DEUS


                              
 REGINA  DINIZ

Quando a tempestade da vida se avoluma...

Procuro equilibrar o meu barco existencial,
Lembro-me de Jesus e me revitalizo espiritualmente,
Então a minha mente se enaltece e sigo adiante,
Confiante na verdadeira vida divina...

Com Deus todas as propostas são possíveis...

Deus está tão próximo, que noto boas idéias,
Nascendo da essência do meu ser,
Que observa as energias de evolução interior...
O poder de Deus, nos meus pensamentos,  tranquiliza-me...

Faço ligações mentais com a harmonia de Deus...

Aprendi que para superar obstáculos,
É preciso muita fé para que surja,
Uma sugestão perfeita e Divina.
Sempre peço paz permanente para todos nós...

Com fé e confiança em Deus fico equilibrada...

Uma grande calma invade a minha alma,
Esta tranqüilidade vai além da compreensão...
Todos os esforços em busca de qualidade interior,
São válidos para alcançar o lado mais elevado da vida...

Deus é amor e me leva para águas serenas...

Em orações irradio amor para todas as pessoas...
Eu lhes desejo paz, harmonia e alegria...
Porque todos nós procuramos ser dignos de Deus...
O seu afeto está presente em nossos pensamentos...

Deixar a mente aberta para a luz da inspiração entrar...

Quando decidi acolher a luz da união espiritual,
Vivifiquei a emoção da fé...
Quando aceitei a presença de Deus no coração,
Eu vi um novo céu, eu vi uma nova terra...

Sinto a Presença de Deus, quando irradio amor e alegria...