Regina Diniz
Ouço do fundo do meu ser
vibrarem ondas harmoniosas.
São marolas de auto-compreensão,
aprendo a confiar no próprio pensamento ...
Permitiram poderosas forças
que eu recebesse este presente da vida,
de permanecer horas e horas
extasiada pelo mar e pelas montanhas.
Experimento este sentimento misterioso
que me absorve profundamente.
Mergulho então num sonho divino
de ousar interpretar com originalidade
o sentido profundo e oculto da vida.
A inspiração vai chegando ...
Sinto o meu ego fortalecer-se ...
Lucidamente percebo a auto-realização e
que Deus fala com o ser humano
através da natureza, que dá o melhor de si,
que conhece o porquê da vida
em todas as direções, é a ecologia da alma ...
Interrogo-me construtivamente,
penetro nos mais íntimos espaços
do meu ser, buscando elucidações
esforço-me na redentora purificação ...
Por opção estou completamente insulada ...
Quero ler na intimidade da minha alma
o que há em mim escondido em desafios.
Talvez uma excelente potencialidade
adormecida desejando emergir,
explodem auto-exigências ...
Sempre gostei de perseguir interesses individuais,
de sentir-me com veemência.
Rasgo o véu material com facilidade,
então abrem-se perspectivas imensas.
Sempre programo um passeio solitário
para oferecer-me condições de reflexão ...
Sinto imensa paz ...
Aprecio as potentes ramadas das árvores ...
Encorajo-me em colocar no meu coração
a concepção da existência espiritual.
Coleciono forças emocionais para elevar-me
acima das vulgaridades cotidianas ...
Vejo com clareza que a independência
começa com o ato de pensar sozinha,
mas reconheço que estou na arrebentação da onda.
Com certeza há correntes mais profundas
no oceano da evolução da humanidade.
O templo do sonho ressurge.
É o sagrado conhecimento na sobrevivência ...
É uma metáfora o saber da destinação.
Recapturo a essência da vida ...
Visualizo como único caminho viável ...
Entrar na Internet cósmica,
entrar em níveis de consciência avançados.
Fico pensando e pensando ...
Tecendo inimagináveis teias de idéias,
procurando saídas no emaranhado da vida,
desejando tornar tudo mais fácil ,
mas o crescimento humano é de difícil acesso.
Então assumo as rédeas da minha vida ...
Assumo a responsabilidade por mim mesma ...
Só me sinto feliz quando me vejo
buscando a compreensão de atos de valor.
Tenho consciência de que construo
a minha vida a cada momento,
e vou sentindo-me amadurecida
num cotidiano interior bem simples.
Fujo da prepotência e arrogância,
porque elas me fragilizam.
Então a insegurança surge avassaladora,
e vira um caos a minha personalidade.
Beberei as águas cristalinas
nas fontes puras
onde acontece magicamente
a cura da alma ...
Estou na praia do Matadeiro,
contemplando o azul infinito do céu.
O mar está agitadíssimo ...
As marolas altíssimas ...
Arremessam-se contra o rochedo,
e transformam-se em mil pedaços,
elevam-se à muitos metros de altura.
O mar espuma , esbraveja inconformado ...
Talvez seja pela resistência heróica do rochedo ...
É uma guerra:
o rochedo para conter o mar
e as águas para ultrapassá-lo ...
Vejo que seres humanos e todo o universo
lutam tenazmente para sobreviver com espírito de luta.
Emitem mensagens de independência,
e desempenham os seus papéis com responsabilidade ...
Gosto de celebrar o valor da individualidade,
a responsabilidade por si mesmo é indispensável.
A independência é a consciência
de que tenho algo importante a fazer
para mim mesma e para os outros.
A independência é um sentimento de validez,
de alegrar-me por ser útil.
Esta emoção me proporciona bem-estar psicológico ...
Sempre me pergunto com insistência:
- Estás potencializando a tua auto-estima ?
E fico a pensar como poderei aumentar
tudo o que de bom e positivo construí ?
E só eu sei que se não fosse eu pensar assim
talvez eu tivesse me fechado a sete chaves
numa caixa, e estaria hoje olhando o mundo
por uma pequena fresta, apavorada.
Sempre respeitei as adversidades da vida ...
E sempre achei que a felicidade
é uma emoção digna de auto-respeito ...
E é um estado de ser tão almejado
que sempre o procurei com seriedade ...
Dá-me pavor ver pessoas
cultivando idéias negativas ...
Dá-me pavor ver pessoas
cultivando a auto-piedade ...
Dá-me pavor ver pessoas
atropelando outros seres humanos ...
Quero saber de viver com satisfação ...
E só vou conseguir
valendo-me das minhas qualidades positivas.
Quero saber de ganhar força emocional ...
Esta história de brincar de perder sempre ...
Longe da minha vida estes jogos neuróticos,
posso estar bem simples materialmente
mas rica espiritualmente.
Ouço dentro do meu coração
que devo agarrar a felicidade,
que devo dirigi-la,
que devo regulá-la a meu favor ...
O mar é tão glorificado, tão grandioso,
que fico admirada
do triunfalismo que ele emite.
Este estado de ser gratifica-me,
este estado de ser fascina-me.
Um casal de botos passeia pelas águas
num ritmo e harmonia espetaculares,
que elegância, que leveza de ser ...
Eis aí um narcisismo que deu certo.
Os surfistas sentados nas pranchas
olham os botos que passam bem perto deles.
Observo que os trajes esportivos colorem o mar,
alegram ...
São predominantemente de cor vermelha ...
Eles estão aqui praticando
este belíssimo esporte,
e isto é muito bom ...
Gosto muito de perguntar-me
se estou exercitando a auto-confiabilidade ...
Regulo com atenção o leme da minha vida,
embora seja uma pretensão alta.
Gosto de ter o meu destino
mais ou menos nas minhas próprias mãos,
tenho consciência de que eu sou
a minha própria escolha.
Por isso estou aqui nesta linda praia,
fazendo o impossível para contemplar
o mundo sempre com novo frescor ...
Com um novo olhar
Preparo sempre o terreno para sentir-me bem ...
É preciso interesse para planejar,
abrir a disponibilidade para a felicidade chegar.
Um barco com cinco pescadores parte para o mar ...
De repente, mais longe,
parece um barquinho de papel
ao balanço poético das ondas ...
Fervilham estimulantemente
ondas de questionamentos de vida,
ondas de renovados objetivos existenciais,
ondas de significativas redefinições ...
Aqui de cima do penhasco
admiro a majestosa imensidão do mar,
as batidas nas pedras lá embaixo
são muito fortes ...
Dezenas de tarrafeiros pescam tainhas,
duas garças brancas estão perto dos pescadores.
O mar é uma fonte de alimentos,
a sua beleza e abundância encanta-me,
equilibra-me ficar olhando-o ...
Não quero ficar parada ...
Procuro aqui e ali facilitar as minhas descobertas ...
Desejo curar a própria vida ...
Escolho o caminho da coragem da renovação ...
Só assim encontrarei as premissas verdadeiras,
que são milhares e milhares ...
Busco incansavelmente a minha identidade ...
Tento de todas as formas
qualificar o meu presente.
Esta meta complexa
acalma a minha alma inquieta ...
Quero iluminar os meus caminhos de vida,
fui contaminada por idéias incoerentes,
mas procuro reconciliar-me comigo mesma ...
Pouco a pouco desperto da apatia,
trilho um caminho ativo de qualidade,
trilho um caminho sem estresse,
trilho um caminho de mais alegria ...
O que procuro
é a tranqüilidade interior,
que para mim é a felicidade verdadeira.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
ESTILOS COMPORTAMENTAIS CONSTRUTIVOS
Regina Diniz
Em nosso mundo atual, onde a conformidade é a grande destruidora de personalidades – em nossa cultura, onde adaptar-se aos padrões tende a ser aceito como norma, e “ser estimado” representa a salvação - precisamos realçar não somente o fato de até certo ponto, sermos criados uns pelos outros, mas também nossa capacidade para sentirmos e criarmos a nós mesmos.
(Rollo May – Livro: “O homem à procura de si mesmo”- Editora Vozes – 2005)
A consciência é um ato estritamente pessoal. Não descobrimos como as outras pessoas vêem a si mesmo e elas jamais descobrirão a intimidade de nossa interioridade. Esta catedral secreta, cuja chave só a própria pessoa tem, dobra a dimensão da proposta de qualidade das emoções. Somos protegidos por Deus, por esta santa privacidade e devemos ser agradecidos por nossa preciosa destinação de evolução intelectual, emocional e espiritual, nada nos é exigido além de nossa própria competência.
Eu respiro fundo em situações tragicamente difíceis, instantaneamente, agarro a bandeira da equanimidade e penso profundamente na igualdade de ânimo na desgraça e na prosperidade. Seguidamente, agarro a bandeira da eqüidade e medito profundamente sobre a disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um. Todos, indistintamente, buscam desenvolver em si a autoconfiança e o auto-respeito. Há muito tempo, eu me desafio a confiar na minha mente, a cultuar o comportamento saudável e a respeitar-me como pessoa. Converso com Deus, o que me consola muito e me ligo a minha essência espiritual.
Em nosso planeta, a diversidade dos jeitos de ser é imensa. É um verdadeiro caldeirão de estilos comportamentais. Todas as pessoas desejam descobrir os seus talentos. Deus nos deu a chave de nosso tesouro de ser, mas ficamos assombrados pela solidão profunda em que vivemos. Particularmente, eu acho que existe um espaço vazio, que deve ser preenchido pelo conselho de Jesus, “- Ama o teu próximo como a ti
mesmo”. Aprendi com muita dificuldade, que o meu sofrimento se suaviza, quando ofereço conforto espiritual para a pessoa que sofre.
Maslow no seu estudo das pessoas a quem chama auto-realizadas nota as seguintes características:” A sua facilidade de penetração na realidade, a auto-aceitação e a sua espontaneidade implicam uma consciência superior dos seus próprios impulsos, de seus próprios desejos, opiniões e reações subjetivas em geral. Ela começa gradualmente a optar por objetivos que pretende atingir. Separa comportamentos que significam alguma coisa para si e os que não significam nada. ( Abraham H. Maslow –livro:Introdução à Psicologia do Ser.”).
Estipular metas e objetivos de crescimento pessoal, subentendem enfrentar a verdade a nosso respeito, compreender o mundo que nos rodeia e aceitar erros de interpretação da vida. Sempre admiti, que o que penso, sinto e faço são expressões do meu ser no momento em que ocorrem. Mas isto não significa que este comportamento é a palavra final de quem sou. A nossa evolução humana nunca para, porque é permanente. A humanidade evolui em compasso de extrema redefinição de valores.
Li muitos textos sobre crescimento pessoal e deduzi que após entendê-los, subitamente eu me renovava. Nada é decisivo, nunca saberei quais as dinâmicas novas que descobrirei. A visão mais profunda de mim mesma, que influenciou, decisivamente as minhas escolhas, foi perceber que de repente explodiu uma terrível inversão de valores. Sentia no ar a pesada identificação com objetos. Desapareceram as estantes de livros nas residências. As instituições educacionais começaram a desvalorizar os profissionais através de achatamentos salariais nunca acontecidos. As bibliotecas escolares foram totalmente abandonadas. E a poluição mortífera da degradação de valores aconteceu. O único jeito que achei para me salvar,
foi não acreditar nas propostas da cultura materialista.
Desde criança fui conscientizada de que a auto-aversão, a desvalorização e o desprezo voltado para si mesmo, era secular e que deveriam ser enfrentados com seriedade porque destruíam as pessoas. Aprendi a achar dentro do meu coração um lugar (- com dificuldades financeiras – em contextos extremamente adversos) onde eu gostava do jeito que eu me conduzia e me aplaudia. Com exaustiva busca de compreensão aprendi a ver nas pessoas as suas qualidades pessoais, e a trocar as minhas depreciações por competências construtivas.
Tendo assolado o mundo dos humanos, o medo se torna capaz de se impulsionar e se intensificar por si mesmo. Nas palavras de David L. Altheide, não é o medo do perigo, que é o mais crucial, mas sim aquilo no qual esse medo pode se transformar, o que pode se tornar... A vida social muda, quando as pessoas vivem atrás de muros, contratam guardas, dirigem veículos blindados, andam com porretes e revólveres e têm aulas de artes marciais. O problema é que essas atividades reafirmam e ajudam a produzir um senso de desordem que é perpetuado por nossas ações.
(David L. Altheide, “Mas media, crime, and the discourse of fear 2003 p. 9-25) Citação feita por Zigmunt Bauman – Livro: Medo Líquido 2006)
A presença do medo não é exatamente um fato novo. O medo tem acompanhado os seres humanos por milênios, e sempre faltou segurança para as pessoas pobres. Atualmente é assustador a falta de recursos para as pessoas vitimadas pela pobreza extrema. Neste momento, em todo o mundo, o medo está presente em nossos motivos e propósitos, e satura os nossos pensamentos e as nossas rotinas diárias. Os grandes centros urbanos tornaram-se violentíssimos, mortes, assaltos, tráfico de drogas, acontece todos os dias. É indiscutível o desastre total das propostas da cultura de consumo. Motivar a crença total de que o ser humano é julgado e aceito em virtude de suas posses e não pelo seu caráter, potencial e competência é uma proposta psicótica, totalmente fracassada, mas ela continua mais atuante do que nunca. Por que?
A crença de um imaginário rico em nosso planeta é devastador. Todos os países estão favelizados, mas usam todos os artifícios possíveis para esconderem a sua pobreza. Existe um sentimento de vazio no sentido psicológico, que deve ser preenchido pela busca de um modelo mais humano, mais solidário, mais generoso. As gerações futuras ficarão horrorizadas com a inversão total de valores de nossa época, e mais ainda pela lentidão da mudança desta realidade. É necessário semear constantemente a própria história. Tenho fé na evolução humana, e em qualquer momento poderemos impulsionar valores éticos.
Nossa vida é uma série de desdobramentos. O desafio para sermos perfeitos, em cada momento de nossa existência, é um poderoso detalhe de nossa elevada condição humana. É importante o nosso reconhecimento, de que apesar de terríveis obstáculos existenciais, cada etapa contribui para nossa evolução. Nosso progresso espiritual dura a vida inteira, e avança segundo os detalhes conhecidos pelo nosso eu interior e pela ligação com a sabedoria universal. Nutrir a alma, acreditar em Deus, para torna-se forte, sustentando-se pelas águas da vida, é o melhor caminho.
Em nosso mundo atual, onde a conformidade é a grande destruidora de personalidades – em nossa cultura, onde adaptar-se aos padrões tende a ser aceito como norma, e “ser estimado” representa a salvação - precisamos realçar não somente o fato de até certo ponto, sermos criados uns pelos outros, mas também nossa capacidade para sentirmos e criarmos a nós mesmos.
(Rollo May – Livro: “O homem à procura de si mesmo”- Editora Vozes – 2005)
A consciência é um ato estritamente pessoal. Não descobrimos como as outras pessoas vêem a si mesmo e elas jamais descobrirão a intimidade de nossa interioridade. Esta catedral secreta, cuja chave só a própria pessoa tem, dobra a dimensão da proposta de qualidade das emoções. Somos protegidos por Deus, por esta santa privacidade e devemos ser agradecidos por nossa preciosa destinação de evolução intelectual, emocional e espiritual, nada nos é exigido além de nossa própria competência.
Eu respiro fundo em situações tragicamente difíceis, instantaneamente, agarro a bandeira da equanimidade e penso profundamente na igualdade de ânimo na desgraça e na prosperidade. Seguidamente, agarro a bandeira da eqüidade e medito profundamente sobre a disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um. Todos, indistintamente, buscam desenvolver em si a autoconfiança e o auto-respeito. Há muito tempo, eu me desafio a confiar na minha mente, a cultuar o comportamento saudável e a respeitar-me como pessoa. Converso com Deus, o que me consola muito e me ligo a minha essência espiritual.
Em nosso planeta, a diversidade dos jeitos de ser é imensa. É um verdadeiro caldeirão de estilos comportamentais. Todas as pessoas desejam descobrir os seus talentos. Deus nos deu a chave de nosso tesouro de ser, mas ficamos assombrados pela solidão profunda em que vivemos. Particularmente, eu acho que existe um espaço vazio, que deve ser preenchido pelo conselho de Jesus, “- Ama o teu próximo como a ti
mesmo”. Aprendi com muita dificuldade, que o meu sofrimento se suaviza, quando ofereço conforto espiritual para a pessoa que sofre.
Maslow no seu estudo das pessoas a quem chama auto-realizadas nota as seguintes características:” A sua facilidade de penetração na realidade, a auto-aceitação e a sua espontaneidade implicam uma consciência superior dos seus próprios impulsos, de seus próprios desejos, opiniões e reações subjetivas em geral. Ela começa gradualmente a optar por objetivos que pretende atingir. Separa comportamentos que significam alguma coisa para si e os que não significam nada. ( Abraham H. Maslow –livro:Introdução à Psicologia do Ser.”).
Estipular metas e objetivos de crescimento pessoal, subentendem enfrentar a verdade a nosso respeito, compreender o mundo que nos rodeia e aceitar erros de interpretação da vida. Sempre admiti, que o que penso, sinto e faço são expressões do meu ser no momento em que ocorrem. Mas isto não significa que este comportamento é a palavra final de quem sou. A nossa evolução humana nunca para, porque é permanente. A humanidade evolui em compasso de extrema redefinição de valores.
Li muitos textos sobre crescimento pessoal e deduzi que após entendê-los, subitamente eu me renovava. Nada é decisivo, nunca saberei quais as dinâmicas novas que descobrirei. A visão mais profunda de mim mesma, que influenciou, decisivamente as minhas escolhas, foi perceber que de repente explodiu uma terrível inversão de valores. Sentia no ar a pesada identificação com objetos. Desapareceram as estantes de livros nas residências. As instituições educacionais começaram a desvalorizar os profissionais através de achatamentos salariais nunca acontecidos. As bibliotecas escolares foram totalmente abandonadas. E a poluição mortífera da degradação de valores aconteceu. O único jeito que achei para me salvar,
foi não acreditar nas propostas da cultura materialista.
Desde criança fui conscientizada de que a auto-aversão, a desvalorização e o desprezo voltado para si mesmo, era secular e que deveriam ser enfrentados com seriedade porque destruíam as pessoas. Aprendi a achar dentro do meu coração um lugar (- com dificuldades financeiras – em contextos extremamente adversos) onde eu gostava do jeito que eu me conduzia e me aplaudia. Com exaustiva busca de compreensão aprendi a ver nas pessoas as suas qualidades pessoais, e a trocar as minhas depreciações por competências construtivas.
Tendo assolado o mundo dos humanos, o medo se torna capaz de se impulsionar e se intensificar por si mesmo. Nas palavras de David L. Altheide, não é o medo do perigo, que é o mais crucial, mas sim aquilo no qual esse medo pode se transformar, o que pode se tornar... A vida social muda, quando as pessoas vivem atrás de muros, contratam guardas, dirigem veículos blindados, andam com porretes e revólveres e têm aulas de artes marciais. O problema é que essas atividades reafirmam e ajudam a produzir um senso de desordem que é perpetuado por nossas ações.
(David L. Altheide, “Mas media, crime, and the discourse of fear 2003 p. 9-25) Citação feita por Zigmunt Bauman – Livro: Medo Líquido 2006)
A presença do medo não é exatamente um fato novo. O medo tem acompanhado os seres humanos por milênios, e sempre faltou segurança para as pessoas pobres. Atualmente é assustador a falta de recursos para as pessoas vitimadas pela pobreza extrema. Neste momento, em todo o mundo, o medo está presente em nossos motivos e propósitos, e satura os nossos pensamentos e as nossas rotinas diárias. Os grandes centros urbanos tornaram-se violentíssimos, mortes, assaltos, tráfico de drogas, acontece todos os dias. É indiscutível o desastre total das propostas da cultura de consumo. Motivar a crença total de que o ser humano é julgado e aceito em virtude de suas posses e não pelo seu caráter, potencial e competência é uma proposta psicótica, totalmente fracassada, mas ela continua mais atuante do que nunca. Por que?
A crença de um imaginário rico em nosso planeta é devastador. Todos os países estão favelizados, mas usam todos os artifícios possíveis para esconderem a sua pobreza. Existe um sentimento de vazio no sentido psicológico, que deve ser preenchido pela busca de um modelo mais humano, mais solidário, mais generoso. As gerações futuras ficarão horrorizadas com a inversão total de valores de nossa época, e mais ainda pela lentidão da mudança desta realidade. É necessário semear constantemente a própria história. Tenho fé na evolução humana, e em qualquer momento poderemos impulsionar valores éticos.
Nossa vida é uma série de desdobramentos. O desafio para sermos perfeitos, em cada momento de nossa existência, é um poderoso detalhe de nossa elevada condição humana. É importante o nosso reconhecimento, de que apesar de terríveis obstáculos existenciais, cada etapa contribui para nossa evolução. Nosso progresso espiritual dura a vida inteira, e avança segundo os detalhes conhecidos pelo nosso eu interior e pela ligação com a sabedoria universal. Nutrir a alma, acreditar em Deus, para torna-se forte, sustentando-se pelas águas da vida, é o melhor caminho.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
A ETERNA ALIANÇA
Regina Diniz
Exercitar o amor por si mesmo exige o equilíbrio incondicional...
Neste século a humanidade chegou perto do suicídio coletivo...
Agora, começa a soprar a suave brisa da cooperação entre os homens...
Formam-se redes cada vez mais sofisticadas de ajuda mútua...
As badaladas dos sinos nos falam da perfeição de Deus...
É salutar festejar os benefícios da vida tal como ela é...
Exercitar o amor por si mesmo exige humildade batendo no esnobismo...
Expressamos a dimensão espiritual de nossa vida de maneira simples,
Esta atitude nos fortalece e transborda a nossa existência de luz,
Gratificaremos a nossa alma e não sentiremos inveja de ninguém.
As badaladas dos sinos nos aconselham valores eternos...
É salutar valorizar as dádivas do momento presente...
Exercitar o amor por si mesmo exige a rejeição ao narcisismo...
Onde o fracasso material é evidente surge a competição selvagem,
Matamo-nos para impor a mentira do que não somos,
Assassinamo-nos por acreditar na mentira que mentimos para nós...
As badaladas dos sinos nos lembram do valor da autenticidade...
É salutar agradecer a Deus por simplesmente viver..
Exercitar o amor por si mesmo exige o divórcio do delírio consumista...
A vida, toda a vida é sagrada.
É maravilhoso sentir o ritmo de afirmação com tudo o que é vivo...
Com certeza não nascemos só para consumir as coisas da terra...
As badaladas dos sinos nos dizem que o avanço espiritual é que vale...
É salutar equilibrar o espiritual com o material...
Exercitar o amor por si mesmo exige luta permanente a seu favor...
Não adianta ficarmos tristes e tratarmos os outros como fracassados,
É destruidor praticarmos o discurso desqualificador.
Crescemos como indivíduos quando investimos com amor e fé...
As badaladas dos sinos nos avisam da perpétua evolução...
É salutar ver que o alimento da alma é a união entre si...
Exercitar o amor por si mesmo exige a aliança com os outros...
Só o afeto cura e nos transforma em bondade incondicional...
Todos desejamos ser amados...
Gostamos de ter importância na vida daqueles que amamos...
As badaladas dos sinos festejam a eternização do espírito...
É salutar conviver pacificamente e feliz com futuro eterno...
Exercitar o amor por si mesmo exige o equilíbrio incondicional...
Neste século a humanidade chegou perto do suicídio coletivo...
Agora, começa a soprar a suave brisa da cooperação entre os homens...
Formam-se redes cada vez mais sofisticadas de ajuda mútua...
As badaladas dos sinos nos falam da perfeição de Deus...
É salutar festejar os benefícios da vida tal como ela é...
Exercitar o amor por si mesmo exige humildade batendo no esnobismo...
Expressamos a dimensão espiritual de nossa vida de maneira simples,
Esta atitude nos fortalece e transborda a nossa existência de luz,
Gratificaremos a nossa alma e não sentiremos inveja de ninguém.
As badaladas dos sinos nos aconselham valores eternos...
É salutar valorizar as dádivas do momento presente...
Exercitar o amor por si mesmo exige a rejeição ao narcisismo...
Onde o fracasso material é evidente surge a competição selvagem,
Matamo-nos para impor a mentira do que não somos,
Assassinamo-nos por acreditar na mentira que mentimos para nós...
As badaladas dos sinos nos lembram do valor da autenticidade...
É salutar agradecer a Deus por simplesmente viver..
Exercitar o amor por si mesmo exige o divórcio do delírio consumista...
A vida, toda a vida é sagrada.
É maravilhoso sentir o ritmo de afirmação com tudo o que é vivo...
Com certeza não nascemos só para consumir as coisas da terra...
As badaladas dos sinos nos dizem que o avanço espiritual é que vale...
É salutar equilibrar o espiritual com o material...
Exercitar o amor por si mesmo exige luta permanente a seu favor...
Não adianta ficarmos tristes e tratarmos os outros como fracassados,
É destruidor praticarmos o discurso desqualificador.
Crescemos como indivíduos quando investimos com amor e fé...
As badaladas dos sinos nos avisam da perpétua evolução...
É salutar ver que o alimento da alma é a união entre si...
Exercitar o amor por si mesmo exige a aliança com os outros...
Só o afeto cura e nos transforma em bondade incondicional...
Todos desejamos ser amados...
Gostamos de ter importância na vida daqueles que amamos...
As badaladas dos sinos festejam a eternização do espírito...
É salutar conviver pacificamente e feliz com futuro eterno...
sábado, 5 de setembro de 2009
A CHAVE MESTRA DO AUTO-ENCONTRO
Regina Diniz
Nas páginas do livro “Confissões”, de autoria de Santo Agostinho – século IV e V da era cristã, surge no ocidente, os primeiros ensaios da introspecção, de onde nasce a proposta da exigência de auto-exame perpétuo. Santo Agostinho é reconhecido como “o pai da interioridade”. Sob a influência da filosofia de Platão, através dos textos de Plotino, deduziu em sua obra, a auto-exploração como um caminho para chegar a Deus. Seus textos floresceram no séc. XVI e XVII. “Não vá para fora, volte para dentro de si mesmo, pois no homem interior, mora a verdade".
Atualmente, é proposta a emergência da criatividade construtiva. Ganha espaço o tipo de personalidade que deseja crescer como profissional e concomitantemente como pessoa. Realizar potencialidades, mergulhar nos cantos profundos de sua inteligência, criar idéias novas, dando a sua valiosa contribuição para si e para o grupo, o que é uma obrigação de todos nós. As gerações se sucedem e sempre deixam caminhos iluminados para o futuro.
Através de auto-perguntas, é possível definir-se em si, conhecer-se melhor. Identificar-se, coerentemente, é um objetivo humanístico fundamental. Entre milhares de escolhas, a percepção realística do mundo ocupa um lugar de destaque.
É possível construirmos uma sólida resistência ao conformismo e a padronização cultural, que empobrece emocionalmente a todos nós. Palpita dentro do coração humano o desejo de extrapolação, queremos vivenciar os nossos sonhos existenciais. Com certeza dormita dentro de nós um impulso, eternamente ascendente do nosso eu.
Jean-Jacques Rousseau em meados de 1780, em sua biografia, declarou: “O conhece-te a ti mesmo, do templo de Delfos, não é uma máxima tão fácil de seguir, como eu acreditava em minhas confissões”. Rousseau com esta afirmação deu um terrível golpe na qualidade das introspecções. Textos de baixa qualidade surgiram, mas que não conseguiram sobrepor-se como ideal de ser, pois já havia uma sólida reflexão sobre a qualidade de ser.
No século passado, grandes pensadores existencialistas (Rollo May – Erich Fromm – Karen Horney – Carl Rogers) entre outros, nos legaram obras de alto nível em Teoria da Personalidade, o que com certeza iluminará o século XXI e assim a ética se refinará eternamente. Indubitavelmente, a vocação de nosso planeta é conjugar as formas socialmente construtivas, e as relações cooperativas entre as pessoas.
O objetivo fundamental da vida é aperfeiçoar-se. É no esforço para construir um jeito de ser saudável, que nossos sonhos, nossas experiências dão certo. As atitudes ativadas e dinamizadas dirigem o comportamento das pessoas, que pensam em si com seriedade.
Hoje, mais do que em nenhum tempo, são valorizadas as pessoas excepcionalmente éticas. O poder de construir-se passa pela vontade, decisão, compromisso, descoberta da realidade contextual e pelo esforço de renovar-se. É complexa a trajetória de si para si mesmo, mas vale a pena reconstruir a própria história.
Quando, pela primeira vez, me descobri, sentindo uma emoção inspiradora e gratificante, apesar da adversidade que enfrentava na vida, fui invadida por um grande estímulo, ao reconhecer um fato importante, uma espécie de despertar espiritual, que emocionalmente, me arremessou muito além daquela situação, então recebi, instantaneamente, muita coragem e ânimo para seguir adiante.
Percebi uma força, que trazia incentivo e energia, então compreendi e aceitei, que deveria palmilhar mais vezes esta possibilidade emocional.Vi que esta auto-descoberta, continha em si, a vertente de como atrair mais perseverança, mais resolução frente à situações conflituosas, que são normais na evolução dos seres humanos.
Esta auto-percepção breve, serviu para me explicar o valor inimaginável dos altos padrões de força espiritual, que estavam ao meu dispor, mas que exigiam uma postura humana de vibração pura e saudável, comigo e indistintamente com todas as pessoas, não só em situações favoráveis, como também em situações difíceis. Esta força espiritual que eu recebi, se organizou por si mesmo na minha mente. Acredito que a própria superação seja a chave mestra do auto-encontro.
Existem muitos modelos para descobrirmos as pistas de como viver uma vida equilibrada. Mas cada um de nós tem que achar o seu jeito. A era industrial valoriza somente a especialização e o profissionalismo e padronizou todos os campos das atividades. Mas as inspirações, as intuições que se magnetizam ao divino e misterioso
processo de criação, estão ao nosso alcance, basta acessá-las. E quando alcançadas tornar-se-ão nossas eternamente.
Nas páginas do livro “Confissões”, de autoria de Santo Agostinho – século IV e V da era cristã, surge no ocidente, os primeiros ensaios da introspecção, de onde nasce a proposta da exigência de auto-exame perpétuo. Santo Agostinho é reconhecido como “o pai da interioridade”. Sob a influência da filosofia de Platão, através dos textos de Plotino, deduziu em sua obra, a auto-exploração como um caminho para chegar a Deus. Seus textos floresceram no séc. XVI e XVII. “Não vá para fora, volte para dentro de si mesmo, pois no homem interior, mora a verdade".
Atualmente, é proposta a emergência da criatividade construtiva. Ganha espaço o tipo de personalidade que deseja crescer como profissional e concomitantemente como pessoa. Realizar potencialidades, mergulhar nos cantos profundos de sua inteligência, criar idéias novas, dando a sua valiosa contribuição para si e para o grupo, o que é uma obrigação de todos nós. As gerações se sucedem e sempre deixam caminhos iluminados para o futuro.
Através de auto-perguntas, é possível definir-se em si, conhecer-se melhor. Identificar-se, coerentemente, é um objetivo humanístico fundamental. Entre milhares de escolhas, a percepção realística do mundo ocupa um lugar de destaque.
É possível construirmos uma sólida resistência ao conformismo e a padronização cultural, que empobrece emocionalmente a todos nós. Palpita dentro do coração humano o desejo de extrapolação, queremos vivenciar os nossos sonhos existenciais. Com certeza dormita dentro de nós um impulso, eternamente ascendente do nosso eu.
Jean-Jacques Rousseau em meados de 1780, em sua biografia, declarou: “O conhece-te a ti mesmo, do templo de Delfos, não é uma máxima tão fácil de seguir, como eu acreditava em minhas confissões”. Rousseau com esta afirmação deu um terrível golpe na qualidade das introspecções. Textos de baixa qualidade surgiram, mas que não conseguiram sobrepor-se como ideal de ser, pois já havia uma sólida reflexão sobre a qualidade de ser.
No século passado, grandes pensadores existencialistas (Rollo May – Erich Fromm – Karen Horney – Carl Rogers) entre outros, nos legaram obras de alto nível em Teoria da Personalidade, o que com certeza iluminará o século XXI e assim a ética se refinará eternamente. Indubitavelmente, a vocação de nosso planeta é conjugar as formas socialmente construtivas, e as relações cooperativas entre as pessoas.
O objetivo fundamental da vida é aperfeiçoar-se. É no esforço para construir um jeito de ser saudável, que nossos sonhos, nossas experiências dão certo. As atitudes ativadas e dinamizadas dirigem o comportamento das pessoas, que pensam em si com seriedade.
Hoje, mais do que em nenhum tempo, são valorizadas as pessoas excepcionalmente éticas. O poder de construir-se passa pela vontade, decisão, compromisso, descoberta da realidade contextual e pelo esforço de renovar-se. É complexa a trajetória de si para si mesmo, mas vale a pena reconstruir a própria história.
Quando, pela primeira vez, me descobri, sentindo uma emoção inspiradora e gratificante, apesar da adversidade que enfrentava na vida, fui invadida por um grande estímulo, ao reconhecer um fato importante, uma espécie de despertar espiritual, que emocionalmente, me arremessou muito além daquela situação, então recebi, instantaneamente, muita coragem e ânimo para seguir adiante.
Percebi uma força, que trazia incentivo e energia, então compreendi e aceitei, que deveria palmilhar mais vezes esta possibilidade emocional.Vi que esta auto-descoberta, continha em si, a vertente de como atrair mais perseverança, mais resolução frente à situações conflituosas, que são normais na evolução dos seres humanos.
Esta auto-percepção breve, serviu para me explicar o valor inimaginável dos altos padrões de força espiritual, que estavam ao meu dispor, mas que exigiam uma postura humana de vibração pura e saudável, comigo e indistintamente com todas as pessoas, não só em situações favoráveis, como também em situações difíceis. Esta força espiritual que eu recebi, se organizou por si mesmo na minha mente. Acredito que a própria superação seja a chave mestra do auto-encontro.
Existem muitos modelos para descobrirmos as pistas de como viver uma vida equilibrada. Mas cada um de nós tem que achar o seu jeito. A era industrial valoriza somente a especialização e o profissionalismo e padronizou todos os campos das atividades. Mas as inspirações, as intuições que se magnetizam ao divino e misterioso
processo de criação, estão ao nosso alcance, basta acessá-las. E quando alcançadas tornar-se-ão nossas eternamente.
Assinar:
Comentários (Atom)
