terça-feira, 27 de dezembro de 2016

A MESQUINHARIA QUE MARCA A INTENSIDADE DO hOMEM URBANO

REGINA  DINIZ

“A mais macabra efeméride literária deu-se a 7 de janeiro de 2015, quando Michel Houellebecq lançou seu romance Submissão. Naquele dia, charge sua estampava a capa de revista Charlie Eebdo em que ele dizia: “Em 2015 eu perco os meus dentes, em 2022 eu faço Ramadã”. Às 11 horas e 30 minutos da manhã daquele dia  fatídico, enquanto o autor  ainda concedia entrevistas, ocorreu o atentado à revista e as perseguições, que deixaram 11 vítimas fatais. Tinha início a mais recente temporada de ataques terroristas contra Paris: em 23 de novembro do mesmo ano, mais 130 vítimas. Se alguém nasceu para ser polemista, impossível cenário com maior carga dramática.

Mas não é por isso que alguém encontrará Houellebeq, em livros e sim para pensar junto com um autor de expressão de inteligente, elegante e cínica, com os olhos para o cotidiano de mesquinharias que marca a intimidade do homem urbano. A prosa cética de Houellebecq demonstra o lustro de narcisismos  cevados do imaginário da alta cultura européia, e fustiga, com essencial perícia, o pequeno burguês, alvo histórico da literatura francesa, desde Moliére e seu Burguês fidalgo, escrito em 1670.

Não á toa, Houllebecq é um dos autores franceses mais lidos e traduzidos da atualidade, merecedor do prêmio Gancourt  de 2010, por seu O mapa e o território e o território, onde a trama segue a vida de um artista, Jed Martin, e disseca o mercado da arte e alta sociedade francesa. Outros quatro livros completam a sua estante: Extensão do domínio da luta, Partículas Elementares, Plataforma e a possibilidade de uma ilha.

Em submissão Houellbecq expõe em primeira pessoa o pensamento e a saga de um professor da Universidade Paris, especializado na obra do romancista francês J. K. Hwysmans (1848 – 1907) desencantado com sua condição de decadente e solitário. O  coração do livro, todavia é a ficção política projetada para 2022, quando um candidato da União da Fraternidade Muçulmana, apoiado pela esquerda e pela direita, vence a eleição presidencial francesa e inicia um programa  maometano de reformas transformando a pátria do laicismo contemporâneo  em uma teocracia islâmica.

Isso significa poligamia, sujeição feminina, banimento dos professores ateus em prol dos fiéis e a expansão da França para   o Mediterrâneo, integrando-a aos regimes islâmicos do norte africano e dando a esta a liderança de um novo império europeu. Ironia das ironias, este destino reverte o feito épico de que há séculos se ufanam os franceses: a vitória de Carlos Martel na batalha de Poitiers, em 10 de outubro de 731, que barrou o avanço omíada na Europa medieval e manteve o islã confinado na península ibérica.

Voltando àquele dia de janeiro, em que à sombra desse livro perturbador o periódico iconoclasta banhou-se em sangue evidenciaram-se a gravidade do conflito e, uma vez mais, o drama vivido na França e no mundo. Separados por um oceano e muitas distâncias históricas, que não sentimos tão intensamente o peso deste conflito entre islã a Ocidente cristão (incluindo-se ateus e judeus, mas não sabemos que é um dos principais problemas da era atual juntamente com a degradação ambiental e os exageros do capitalismo globalizado.

A angustia histórica (“onde vamos parar?”) ora não necessita de Sófocles, Shakespeare ou Sartre para ocupar a cena cotidiana e pautar nossa reflexão. Melhor então que façamos com a inteligência de bons autores, como Houellebecq, e melhor ainda se o drama passar-se apenas em uma ficção especulativa, preocupante mas bela, como concerto de idéias e paradoxos da civilização atual. (autor: Francisco Marshall, Historiador e arqueólogo, professor do Departamento de História  e arqueólogo, professor do Departamento de História da UFRCS – 2016 – Fronteiras do Pensamento.

Paris, 2022: François, investigador, universitário, cumpre desapaixonadamente o ofício do ensino enquanto leva uma vida calma e impermeável a grandes dramas, uma rotina de quarentão ocasionalmente inflamada pelos relacionamentos  passageiros com mulheres cada vez mais jovens.  É também com indiferença que vai acompanhando os acontecimentos políticos de seu país. Às portas das eleições  presidenciais a França está dividida. O .recém criado, partido da Fraternidade Muçulmana  conquista cada vez mais simpatizantes, graças ao seu carismático líder, numa disputa direta com a Frente Nacional.

O país obcecado por reality show e celebridades acorda por fim e toma de assalto as ruas de Paris: somam-se os tumultos, os carros incendiados, as mesas de votos destruídas. Afastado da uni  versidade pela nova direção, deprimido, François retira-se no campo, onde espera deixar de sentir as ondas de choque  da capital.  Regres-sa à Paris poucos dias depois de desfecho eleitoral e encontra um país que já não reconhece. É tempo de questionar-se sobre se deve e pode submeter-se à nova ordem. O livro submissão convida a uma reflexão sobre o convívio e conflito entre culturas e religiões, sobre a relação entre Ocidente e Oriente, sobre a relação entre cidadãos e instituições. Um romance que, como é habitual na obra do autor, adianta-se a seu tempo e coloca questões prementes, hoje mais relevantes do que nunca.

Michell Houellebecq confirma-se nestas páginas como um pensador temerário, capaz de detectar as grandes tensões de nosso tempo, interpretando-as com lúcida ironia. Uma fábula política e moral surpreende, Submissão é o romance mais visionário e simultaneamente mais realista de Michel Houellebecq.

Como sempre Michel Houellebec desenvolve temas candentes e fá-lo de uma forma clara e acessível a todos os públicos. Desta vez, a-nalisa o peso cada vez maior do islamismo na Europa e em França, em particular. A prova da atualidade desta obra é a coincidência do seu lançamento em França no mesmo dia em que se deu o ataque  ao Charlie Hebdo. O autor especula sobre a possível eleição para presidente um muçulmano e das suas consequências. Eu que gosto de ler ficção científica e utopia, vibrei com esta leitura, pelo seu realismo e franca probabilidade de vir a acontecer, quem sabe se não mais cedo do que o previsto do livro 2022.

Na verdade, as guerras nos países de tradição islâmicas estão a provocar uma fuga maciça de refugiados  para a Europa que, logicamente, continuam  a praticar a religião em que foram criados, e vem aumentar drasticamente a percentagem  de crentes do islamismo no espaço europeu, que já não era pequena. Por outro lado, o descrédito cada vez maior nos partidos tradicionais de centro esquerda  e centro direita, que tem alternado o poder nas últimas dé cadas, está a criar uma deslocação dos eleitorados para as franjas e a permitir a emergência e crescimento de partidos que, até há pouco tempo, ninguém pensava, que alguma vez teriam qualquer expressão significativa.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

A PRESENÇA DO SAGRADO




REGINA DINIZ



Devemos concentrar-nos no que queremos fazer...

Devemos concentrar-nos no que decidirmos escolher...



Quando uma pessoa percebe...

O sentido profundo da sua existência...

Deixa de perder tempo e energia...

Com situações confusas e disputas pessoais...



Uma vez que se percebe o plano divino...

O resto perde importância...



A presença radiante do sagrado...

Passa a iluminar gradualmente...

Os diferentes aspectos da vida diária...

Afinal quem somos?...



Várias vezes nos fazemos esta pergunta...

Voltamos nossos pensamentos para dentro do mundo interno?...



O grande desafio é reorientar...

O grande desafio é redefinir nossa personalidade...

Tornando-nos conscientes de que somos?

Que papéis interpretamos até agora?



Redimensionando nossas responsabilidades...

Redimensionando nossos anseios pessoais...



Ter desejos de crescimento espiritual...

É o que Deus quer para cada um de nós...

Esse é o estado natural...

Como criadores da nossa realidade...



A voz de Deus se faz ouvir no maior sentimento...

Que possa palpitar em nosso coração...



Deus nos responde ainda...

Através de suas leis perfeitas e justas...

Que impõem o progresso do ser...

E desenham a sua felicidade...



Observar as leis universais imutáveis...

Ação correta, verdade...

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

SOMOS MAIS VIVOS QUANDO SOMOS CRIATIVOS







REGINA  DINIZ





Aprender a amizade pelo próximo...

Aprender o amor da verdade e da justiça...



A alma equilibrada basta-se a si mesmo...

Quando pratica a virtude...

Adquirindo a serenidade e a paz...

E atingindo a purificação dos sentimentos...



Estou num processo de relax...

Quero respirar ar puro...



Estou sempre pronta ao perdão...

Estou sempre pronta à reconciliação...

Procuro ser gentil e amável...

São maneiras de conquistar a libertação espiritual...



Pela meditação atingimos níveis de consciência...

Cada vez mais profundos...



Mantendo um sentimento de compaixão...

Mantendo a generosidade amorosa...

Algo automaticamente abre nossa porta interior...

Através dela, podemos nos comunicar com os outros...



Compreender melhor a espiritualidade...

Voltar a ter contato com o mistério da vida...



Se pudermos nos concentrar...

Na experiência da espiritualidade...

Ela suavizará todas as lutas...

Então tudo ficará melhor...



A energia está a minha volta...

A intuição me guia...



Qualquer pessoa pode singrar...

Nos mares da criatividade em qualquer idade...

A verdade é que nos sentimos mais vivos...

Quando somos criativos...



Nossos momentos criativos...

São os maiores momentos de nossa vida...

sábado, 29 de outubro de 2016

O RECRIAR DO MUNDO MODERNO EM TODA A SUA COMPLEXIDADE






REGINA  DINIZ





Na primeira cena de Sábado, romance publicado em 2005, o neurocirurgião  Henry Perowne observa Londres  através da janela do quarto. Se antes Perowne acreditasse atravessar uma sucessão de dias “desconcertantes e assustadores, naquele momento, insone, examinando o entorno, a cidade semiadormecida lhe parece “um sucesso, uma invenção genial, uma obra-prima biológica – milhões de pessoas que formigam em torno das conquistas de séculos”. A despeito do que está por vir, o personagem sente uma pontada de otimismo em relação às conquistas humanas.



Esta pequena cena fornece um bom panorama da segunda fase da obra de Ian McEwan. A primeira, marcada por romances perturbadores na linha de O Jardim de Cimento valeu ao autor a conhecida alcunha de “Ian Macabro. De alguns anos para cá – ainda mais frio e analítico, mas menos afeito ao lúgubre e menos inclinado ao pessimismo – McEwan tem se dedicado a recriar o mundo moderno em toda a sua complexidade.



Se é fácil ver aí um projeto ambicioso, também é fácil constatar que o autor, mesmo ainda em atividade, foi bem-sucedido em sua execução. Isso se deve, em parte, ao fato de que McEwan desenvolve seus personagens e temas de forma meticulosa, quase obsessiva. A reunião das qualidades que o definem – o domínio técnico, o rigor, a própria vontade de compor um quadro mais completo da atualidade – não é compartilhada por nenhum outro es-

critor vivo. Segundo a trilha aberta pelo bom e velho romance inglês os livros do Ian McEwan embaralham os opostos e as distâncias, medindo bem as nuances e as escalas. Em outras palavras, sem enredos procuram conciliar o externo e o interno. O todo e o detalhe. O maior e o menor.



O esforço de elaborar elementos tão diversos invariavelmente resulta em dilemas éticos e morais difíceis de resolver. McEwan já deixou clara a vontade de sondar questões políticas e culturais – passadas e atuais – que ultrapassam as fronteiras de seu próprio país. Em Solar, trata do aquecimento global; Em Serena tangencia a época da Guerra Fria; no já mencionado Sábado, analisa o terrorismo. Já no estupendo Reparação, um punhado de períodos e circunstâncias importantes são escrutinados. Os conflitos entre os personagens, como na novela na praia, a realidade dos anos de repressão sexual está subtendida – não como algo incidental, mas como ruído de fundo

assinado por autor experiente.



Os conflitos entre os personagens, sempre presentes, não raro misturam interesses particulares e coletivos. Amstersdam, livro que rendeu ao autor o prestigioso Prêmio Man Booker, é um bom exemplo do artifício. Dois amigos de longa data, um jornalista e um compositor, brigam por ciúme e vaidade, mas também para garantir alguma glória e dignidade. O equilíbrio perfeito entre impulsos mesquinhos e outros nem tanto não só cria personagens complexos como reflete um cenário caótico e igualmente prenhe de potencialidades e nuances.



Como um bom regente – as referências musicais, sobretudo à música erudita, são frequentes ao longo de toda a obra do autor –McEwan sabe conciliar e modular o tom, o tempo, o ritmo. Seus romances são cerebrais sem deixar de ser viscerais. Mesmo a balada de Adam Henry, visto por alguns críticos como um retrato daquilo que seria uma oposição (descabida) entre o pensamento lógico e religioso, é muito mais do que isso. Com notável sutileza, McEwan mostra que não é possível assimilar e defender um sistema de crenças sem fazer uso da razão. 



Os dilemas propostos pelo autor não cessam de desafiar os leitores, que não raro têm de assumir uma posição ou outra diante da engenhosidade das tramas. Não restam dúvidas de que o olhar  afiado de McEwan  como Henry Perrowne  à janela, capaz de enxergar luz e sombra continua a ver o que poucos veem. Segui-lo é um movimento essencial para começar a entender o nosso tempo.(Autora: Camila Von Holdefer – Crítica literária – Fronteiras do Pensamento- 2016).



Ian MCE Wan (1948), escritor britânico é um dos mais importantes ficcionistas de sua geração. Em (1998), ganhou o prêmio Man Booker pelo romance Amsterdam. Seu livro mais conhecido, Reparação, alcançou grande sucesso mundial e foi escolhido como o melhor romance de 2002 pela revista TIME, indicado ao prêmio Ficção e vencedor do British Book como livro e autor do ano. A balada de Adam Henry, livro mais recente publicado pela Companhia das letras.



Desejo e Reparação é convite para ler mais IanEwan. Ele  é um dos maiores nomes da Literatura britânica e sua obra vem sendo lançada no Brasil há mais de uma década. Ainda assim, um novo público de leitores veio conhecer Ian McEwEwan graças à bem-sucedida  adaptação cinematográfica “Desejo e Reparação”. Autor de dez romances vários já transpostos para o cinema  (nenhum com tamanho sucesso), McEwan estreou com duas coletâneas  de contos, em 1976 e 1978. A edição brasileira uniu ambas em “Primeiro  Amor, Último Sacramento e Entre Lençóis”. Nessas histórias predominam personagens adolescentes e os ingredientes que renderiam ele o apelido de Ian Macabro: sexo, violência e morte, sem meias palavras.



Embora o tom sinistro tenha esmaecido com o passar dos anos, os temas dos contos, perda da inocência , sexualidade e perversão, crime e culpa – podem ser entendidos a quase toda a obra do autor, que certamente vale a pena conhecer. O primeiro romance, “O Jardim de Cimento (1978), é a história de quatro irmãos, três deles adolescentes, que perdem pai e mãe num curto intervalo. Para evitar a adoção enterram com cimento o cadáver da mãe no porão de casa,

E passam a viver sem qualquer influência adulta. O livro foi adaptado para o cinema em 1993, estrelando Charlotte Gaensbourg, e um trecho do roteiro virou introdução da música “What it Feels Like  for a girl” de Madonna. Em “ao Deus Dará” (1981), considerado  um dos livros mais tenebrosos do autor, um entendiado casal britânico em férias acaba envolvido em práticas extremas de sadomasoquismo. Novamente o livro deu origem a um filme, “Uma estranha passagem em Veneza”, com roteiro do prêmio Nobel de Literatura Harold Pinter e direção de Paul Schrader. O romance seguinte só viria seis anos mais tarde com A Criança no tempo”, no qual um pai, escritor de livros infantis, ”perde” sua filha de cinco anos num supermercado de Londres.



Em 1989, sai o “inocente”, ficção histórica ambientada na Alemanha  dos anos 1950 em que um jovem britânico tem sua iniciação sexual e política  em meio a circunstâncias bizarras. Foi levado às telas por John Schlesinger. “Cães Negros” (1992) tem como pano de fundo a queda do muro de Berlim e coloca em primeiro plano o  embate entre misticismo e racionalismo, outro dos temas marcantes do autor.          

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

O AMOR É ESSÊNCIA DO N0SSO SER






REGINA DINIZ



O nosso propósito é direito básico...

É viver uma vida feliz...



O amor incondicional está repleto de sabedoria...

O amor incondicional está repleto de compaixão...

O amor é a energia fundamental...

O amor é a essência de nosso ser...



É o amor que une todas as pessoas...

O amor é a energia mais poderosa...



O amor é mais que um ideal...

Nós somos amor...

O amor remove obstáculos...

O amor nos traz a paz interior...



O amor nos traz saúde e felicidade...

A nossa mente deve se voltar ao amor...

A nossa mente deve se voltar a paz...

A nossa mente deve se voltar a vida eterna...



A nossa mente...

Deve se voltar às práticas espiritualizadas...



É preciso deixar de lado as coisas materiais...

É preciso abandonar o orgulho...

É preciso abandonar o egoísmo...

É preciso abandonar a violência e o medo...



É importante compreender e expressar o amor...

É importante expressar o amor e a satisfação...



A nossa verdadeira natureza é a esperança...

A nossa verdadeira natureza é a fé...

Necessitamos aprender lições sobre o equilíbrio...

Necessitamos aprender lições sobre a harmonia...

As pessoas desejam promover mudanças positivas na vida...

As pessoas dedicam-se a comportamentos saudáveis...

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

EDUCAR A POPULAÇÃO É UMA OBRA DISTINTA, NECESSÁRIA, URGENTE, NOBRE, E COMPLEXA



REGINA DINIZ

Uma grande transformação foi feita pelo Dr. Denis Mukwege, quando resolveu criar em 1999, o Hospital de Panzi, na república do Congo. Uma grande mudança foi liderada por Mary Robinson, na Irlanda, no início dos anos de 1990, e levou o país a uma década vertiginosa de desenvolvimento. Uma grande renovação para a democracia conduziu Václav Havel, tal qual uma obra de arte, na República Theca, na chamada revolução de Veludo. Na América Latina, talvez não haja uma grande inovação como a feita pelo Chile contemporâneo, rumo a uma economia aberta e desenvolvida. Na Ásia, o maior exemplo vem da Coréia do Sul, que, em quatro décadas, se tornou uma potência tecnológica e um país modelo em termos de educação (Autor: Fernando Schüler – Jornal Zero Hora –Porto Alegre – Fronteira do Pensamento – 2016).

Em meio à “guerra digital”, a transparente banalização das relações humanas e da cultura, nesta “civilização do espetáculo” como bem define Vargas Llosa, não é hora de apostarmos na grande arte, na criação estética, na possibilidade do diálogo intelectual e no esclarecimento público? Tudo mudou no século XX. O século da vertigem, inaugurando pela onda de inovações da segunda revolução industrial. O século da imagem em movimento, da suprema aceleração que levou o homem do 14 Bis à conquista da Lua em inacreditáveis 63 anos. Dos anos de 1960, herdamos a revolução cultural. A ruptura definitiva produzida pela marcha dos direitos civis, a emancipação feminina e a emergência do que o sociólogo Anthony Giddens chamou de “sociedade reflexiva”. Qualquer cronologia, nesse âmbito é precária.

Quem sabe o maio de 68, a “revolução de tudo e de coisa nenhuma”, o mito fundador em forma de flash mob, a erupção do happening, da arte pop, “aldeia global” e da “cultura de mídia” promovida pela divisão...A revolução cultural prefaciou o grande processo de integração econômica dos de 1980, o amplo progresso das democracias nos anos de 1990, e o avanço exponencial da computação e logo, da internet nestas últimas três décadas. Vem daí a “grande passagem” da escassez à abundância.

O mundo dos universais: acesso universal à educação, à conectividade, a um nível básico de dignidade pessoal, como sugerem as recém-anunciadas metas para o desenvolvimento sustentável da ONU para 2030? O Brasil indiscutivelmente, precisa de uma grande virada, admitindo que educar a população é uma obra distinta e nobre, necessária e desafiadora, urgente e complexa. Requer determinação e clareza, disposição para acolher diferenças, potencialidades e fragilidades. Implica respeito por tradições e expressos culturais, particulares e regionais.

A Constituição Federal afirma que a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios organizarão, em regime de colaboração, os respectivos sistemas de ensino (Srt.211 enquanto a de Diretrizes e Bases da Educação Nacional assegura que unidades escolares terão “progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativas e de gestão financeira (Art:15). Não seria salutar garantir a progressiva autonomia dos sistemas e unidades de ensino?

Uma sociedade mais educada e culta tende a incorporar comportamentos mais evoluídos. Também eleva seu padrão na escolha do sistema político e de seus representantes. São aprimorados os conceitos de cidadania e o resultado final deve ser o mais próximo possível de um objetivo comum para todos. Um modelo bastante razoável é aquele em que o exercício político está alinhado com os interesses da comunidade, ali representados por cidadãos. Nessa linha, fica evidente que não se pode exigir de políticos aquilo, que não é ofertado ao cidadão.

Exigir formação acadêmica e conhecimento cultural avançado como requisito para a vida pública é excluir mais uma vez aqueles já prejudicados pelas precárias políticas públicas. A qualificação da representação parlamentar deve ser consequente à prioridade da educação em todos os seus níveis. A valorização dos trabalhos dos professores e a consciência da sociedade sobre a necessidade de educar com princípios e valores que motivem e preparem para a vida.

É imprescindível que haja vontade política e determinação autêntica em benefício de educação e cultura, sob pena de exacerbação do caos e da deterioração de toda uma sociedade. O desenvolvimento do conhecimento, o incentivo à reflexão e ao pensamento crítico e a ênfase em conceitos de integridade e dignidade podem transformar e fortalecer todas as futuras gerações, amortizando o impacto desses dias turbulentos e caóticos, hoje vivenciados em função de corrupção, violência e inépcia.

Indivíduos capacitados e conscientes podem mobilizar uma sociedade para o progresso e, inclusive, representá-la na vida pública. Não é justo que o estudo e a educação sejam privilégios, pois são direitos que devem ser assegurados para sustentar o presente e permitir o futuro. As crianças precisam ter a oportunidade de se conhecer para perceber seus talentos, fazer as suas próprias escolhas e perseguir seus sonhos e interesses.



sábado, 24 de setembro de 2016

A LUZ DO AMOR UNIVERSAL


REGINA DINIZ



Ações, emoções e pensamentos fluem...

Harmonizando-se em harmonia crescente...



A inspiração surge o tempo todo...

Das forças de Deus...

Em direção a nós...

Despertando a luz do amor universal...



A purificação dos pensamentos nos fortalece...

A eliminação de idéias fixas nos elevam...



Idéias saudáveis nos permitem sermos confiantes...

Renovando a nossa vida em cada momento...

Abrindo espaço para a inteligência espiritual fluir...

Fortalecendo a nossa alma...



Nasce então a capacidade de ver o verdadeiro...

Abrindo a porta para o céu...



Devemos ajudar os outros no caminho da vida...

Participando ativamente...

No plano divino de evolução...

Cada ser vivo nesta terra tem um coração...



A vida profunda espiritual...

Necessita de uma existência simples e pacífica...



Andar pela natureza é saudável...

Fico em silêncio...

E deixo o caminho criativo relaxar...

Sou alimentada pelo silêncio...



Se olhar para a natureza...

Ela parece estar funcionando muito bem...



A natureza se desenvolve para níveis elevados...

De consciência e parece que é capaz...

De manifestar suas intenções...

A natureza trabalha silenciosamente sem esforço...



Da profundeza de nossa consciência...

Faça de nós um instrumento de sua paz...



Todos queremos propósitos e significados...

Em nossas vidas...

E todos nós queremos paz...

Tudo são intenções do espírito...



O ideal é sermos fiéis à nossa alma imortal...
Nossa vocação é a lua

domingo, 28 de agosto de 2016

A VISÃO INTEGRADORA NAS ESCOLHAS ESTÉTICAS, POLÍTICAS E ÉTICAS

REGINA  DINIZ

Na primeira cena de Sábado, romance publicado em 2005, o neurocirurgião  Henry Perowne observa Londres  através da janela do quarto. Se antes Perowne acreditasse atravessar uma sucessão de dias “desconcertantes e assustadores, naquele momento, insone, examinando o entorno, a cidade semiadormecida lhe parece “um sucesso, uma invenção genial, uma obra-prima biológica – milhões de pessoas que formigam em torno das conquistas de séculos”. A despeito do que está por vir, o personagem sente uma pontada de otimismo em relação às conquistas humanas.

Esta pequena cena fornece um bom panorama da segunda fase da obra de Ian McEwan. A primeira, marcada por romances perturbadores na linha de O Jardim de Cimento valeu ao autor a conhecida alcunha de “Ian Macabro. De alguns anos para cá – ainda mais frio e analítico, mas menos afeito ao lúgubre e menos inclinado ao pessimismo – McEwan tem se dedicado a recriar o mundo moderno em toda a sua complexidade.

Se é fácil ver aí um projeto ambicioso, também é fácil constatar que o autor, mesmo ainda em atividade, foi bem-sucedido em sua execução. Isso se deve, em parte, ao fato de que McEwan desenvolve seus personagens e temas de forma meticulosa, quase obsessiva. A reunião das qualidades que o definem – o domínio técnico, o rigor, a própria vontade de compor um quadro mais completo da atualidade – não é compartilhada por nenhum outro escritor vivo. Segundo a trilha aberta pelo bom e velho romance inglês os livros do Ian McEwan embaralham os opostos e as distâncias, medindo bem as nuances e as escalas. Em outras palavras, sem enredos procuram conciliar o externo e o interno. O todo e o detalhe. O maior e o menor.

O esforço de elaborar elementos tão diversos invariavelmente resulta em dilemas éticos e morais difíceis de resolver. McEwan já deixou clara a vontade de sondar questões políticas e culturais – passadas e atuais – que ultrapassam as fronteiras de seu próprio país. Em Solar, trata do aquecimento global; Em Serena tangencia a época da Guerra Fria; no já mencionado Sábado, analisa o terrorismo. Já no estupendo Reparação, um punhado de períodos e circunstâncias importantes são escrutinados. Os conflitos entre os personagens, como na novela na praia, a realidade dos anos de repressão sexual está subtendida – não como algo incidental, mas como ruído de fundo assinado por autor experiente.

Os conflitos entre os personagens, sempre presentes, não raro misturam interesses particulares e coletivos. Amstersdam, livro que rendeu ao autor o prestigioso Prêmio Man Booker, é um bom exemplo do artifício. Dois amigos de longa data, um jornalista e um compositor, brigam por ciúme e vaidade, mas também para garantir alguma glória e dignidade. O equilíbrio perfeito entre impulsos mesquinhos e outros nem tanto não só cria personagens complexos como reflete um cenário caótico e igualmente prenhe de potencialidades e nuances.



Como um bom regente – as referências musicais, sobretudo à música erudita, são frequentes ao longo de toda a obra do autor –McEwan sabe conciliar e modular o tom, o tempo, o ritmo. Seus romances são cerebrais sem deixar de ser viscerais. Mesmo a balada de Adam Henry, visto por alguns críticos como um retrato daquilo que seria uma oposição (descabida) entre o pensamento lógico e religioso, é muito mais do que isso. Com notável sutileza, McEwan mostra que não é possível assimilar e defender um sistema de crenças sem fazer uso da razão. 

Os dilemas propostos pelo autor não cessam de desafiar os leitores, que não raro têm de assumir uma posição ou outra diante da engenhosidade das tramas. Não restam dúvidas de que o olhar  afiado de McEwan  como Henry Perrowne  à janela, capaz de enxergar luz e sombra continua a ver o que poucos veem. Segui-lo é um movimento essencial para começar a entender o nosso tempo.(Autora: Camila Von Holdefer – Crítica literária – Fronteiras do Pensamento- 2016).

Ian MCE Wan (1948), escritor britânico é um dos mais importantes ficcionistas de sua geração. Em (1998), ganhou o prêmio Man Booker pelo romance Amsterdam. Seu livro mais conhecido, Reparação, alcançou grande sucesso mundial e foi escolhido como o melhor romance de 2002 pela revista TIME, indicado ao prêmio Booker de Ficção e vencedor do British Book como livro e autor do ano. A balada de Adam Henry, livro mais recente publicado pela Companhia das letras.

Desejo e Reparação é convite para ler mais IanEwan. Ele  é um dos maiores nomes da Literatura britânica e sua obra vem sendo lançada no Brasil há mais de uma década. Ainda assim, um novo público de leitores veio conhecer Ian McEwEwan graças à bem-sucedida  adaptação cinematográfica “Desejo e Reparação”. Autor de dez romances vários já transpostos para o cinema  (nenhum com tamanho sucesso), McEwan estreou com duas coletâneas  de contos, em 1976 e 1978. A edição brasileira uniu ambas em “Primeiro  Amor, Último Sacramento e Entre Lençóis”. Nessas histórias predominam personagens adolescentes e os ingredientes que renderiam ele o apelido de Ian Macabro: sexo, violência e morte, sem meias palavras.

Embora o tom sinistro tenha esmaecido com o passar dos anos, os temas dos contos, perda da inocência , sexualidade e perversão, crime e culpa – podem ser entendidos a quase toda a obra do autor, que certamente vale a pena conhecer. O primeiro romance, “O Jardim de Cimento (1978), é a história de quatro irmãos, três deles adolescentes, que perdem pai e mãe num curto intervalo. Para evitar a adoção enterram com cimento o cadáver da mãe no porão de casa e passam a viver sem qualquer influência adulta. O livro foi adaptado para o cinema em 1993, estrelando Charlotte Gaensbourg, e um trecho do roteiro virou introdução da música “What it Feels Like  for a girl” de Madonna. Em “ao Deus Dará” (1981), considerado  um dos livros mais tenebrosos do autor, um entendiado casal britânico em férias acaba envolvido em práticas extremas de sadomasoquismo. Novamente o livro deu origem a um filme, “Uma estranha passagem em Veneza”, com roteiro do prêmio Nobel de Literatura Harold Pinter e direção de Paul Schrader. O romance seguinte só viria seis anos mais tarde com A Criança no tempo”, no qual um pai, escritor de livros infantis, ”perde” sua filha de cinco anos num supermercado de Londres.

Em 1989, sai o “inocente”, ficção histórica ambientada na Alemanha  dos anos 1950 em que um jovem britânico tem sua iniciação sexual e política  em meio a circunstâncias bizarras. Foi levado às telas por John Schlesinger. “Cães Negros” (1992) tem como pano de fundo a queda do muro de Berlim e coloca em primeiro plano o  embate entre misticismo e racionalismo, outro dos temas marcantes do autor.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O SEGREDO DA FELICIDADE




REGINA DINIZ



Mudaremos o mundo praticando atos de bondade ...

Pequenas atitudes de cooperação enobrecem a alma...



O objetivo maior da vida é buscar a felicidade...

Todos nós procuramos algo melhor na vida...

O próprio movimento da vida...

É no sentido da felicidade...



Naqueles momentos de alegria que a vida proporciona...

A felicidade dá a impressão que caiu do céu...



O propósito de nossa existência é buscar a felicidade...

As pessoas felizes são consideradas sociáveis...

As pessoas felizes são flexíveis e criativas...

Suportam as frustrações diárias...



As pessoas mais felizes são mais amorosas...

As pessoas mais felizes ajudam os outros...



O propósito da nossa vida é sentir a felicidade...

Em cada momento de nossa caminhada...

É determinada pelo nosso modo de encarar a vida...

Vale muito a satisfação que sentimos com o que temos...



É importante o estado de tranquilidade emocional...

A paz de espírito sensibiliza os nossos sentimentos...



Todos nós temos desejos positivos...

Adoramos o desejo da paz...

Almejamos um mundo mais harmonioso...

Desejamos um mundo mais amigo...



O nosso modo de encarar a vida...

É um meio eficaz de alcançar a felicidade...



A verdadeira felicidade está relacionada a mente...

A verdadeira felicidade está relacionada ao coração...

A verdadeira felicidade é a união com a vida...

A verdadeira felicidade nos torna mais alegres em viver...



Os comportamentos negativos são prejudiciais...

As emoções positivas são benéficas...



Percebo os aspectos benéficos das emoções positivas...

Percebo os aspectos benéficos dos comportamentos positivos...

Valorizo e desenvolvo as emoções positivas...

É uma disposição espontânea que vem de dentro...



Pensamentos e emoções são benéficos...

Este é o maior segredo da felicidade...

sábado, 30 de julho de 2016

A CRIATIVIDADE É MAIOR PARADOXO DA HUMANIDADE


REGINA DINIZ

“A criatividade é o maior paradoxo da humanidade. Por um lado, alguns poucos visionários são alçados à glória, consagrados como semideuses e heróis no Olimpo da História. Por outro, o criativo inquieto e inconformado com as estruturas de seu tempo é por vezes desprezado e considerado preguiçoso, indisciplinado ou louco. Ou tudo junto. Albert Einstein foi um deles. Na escola, era um menino-problema. Um dos maiores físicos de todos os tempos tirava nota baixa, veja bem. Imagine o Einstein ficando de castigo porque tirou nota baixa. E levando bronca de um professor enfurecido com o aluno que não prestava atenção. Queria ver a cara desse professor, quando ele ganhou o Nobel de Física”. ( Autora: Flávia Leal Alves – Zero Hora – Porto Alegre – RGS).

Existem basicamente dois fatores que produzem a pessoa criativa e inovadora: o talento e a habilidade.  O talento é algo que nasceu com você. Portanto, é congênito, isto é, podemos ter talento de nascença, ou não tê-lo, e nada irá mudar isso. A habilidade, por outro lado é o que adquirimos com a prática constante e todos podemos desenvolvê-la. Por isso mesmo é bom lembrar que ninguém nasce campeão de natação: é preciso treinar dura e repetidamente. Da mesma forma, a criatividade pode ser treinada e desenvolvida, e como resultado disso surge a inovação, fruto da engenhosidade do ser humano.

David Ogitvy, britânico cognominado o pai da publicidade do século XX disse, certa vez, que as boas idéias vem do inconsciente; ele tocou num dos pontos chaves da criatividade, que a informação armazenada em nosso cérebro, trabalhando em sociedade com o subconsciente.

Outra maneira é o uso constante da imaginação direcionada a um propósito. Einstein sabia disso ao afirmar que “A imaginação é mais importante que o conhecimento”. Você pode argumentar que o conhecimento é mais importante, pois ele é a base de todas as informações a respeito de fatos e coisas. Einstein, entretanto, afirma que a imaginação é mais importante, porque é ela que precede e molda o conhecimento, o qual não passa de uma sistematização de dados e informações. Se você mora em apartamento, alguém (arquiteto ou engenheiro) primeiramente o imaginou - isto é planejou – e depois  o construiu. O apartamento tomou forma só depois de imaginado e erguido. Se você senta numa poltrona confortável ela, inicialmente foi projetada, isto é, imaginada – por alguém que posteriormente, a fez. Aquela poltrona não existia antes: ela começou na imaginação de alguma pessoa, posteriormente foi feita.

O mesmo acontece com teorias e hipóteses. Baseado em estudos e hipóteses, imaginando possibilidades, Einstein criou a equação E=MC2, onde E representa energia, M, é a massa, e C2 velocidade da luz ao quadrado. Criatividade trabalha com o conceito fundamental de que é preciso “crer para ver”. Pessoas que só  acreditam no que veem estão em sérios apuros, quando se trata de criatividade, pois existem milhares de ondas eletromagnéticas, sons, odores, paladares, micro-organismo, totalmente imperceptíveis aos seres humanos e que são fundamentais no nosso dia a dia. Por exemplo, ninguém consegue ver as ondas eletromagnéticas, que trazem a imagem para a televisor, a mensagem do celular, ou o e-mail da internet.

A criatividade trabalha com o conceito fundamental de que é preciso “crer para ver”, atitude essencial para a mente inventiva, pois parte do princípio de que tudo começa no plano invisível, a imaginação e o subconsciente, para depois manifestar-se no plano físico. Sem essa premissa, a criatividade – e a inovação dela decorrente é bloqueada no nascedouro, porque a inspiração e a engenhosidade da mente são impedidas de agir. (Este sentido foi condensado o livro “Manual de Criatividade Aplicada” de Ernesto Ortur Berg, de Ernesto Ortur Berg, - Juruá Editora).

A criatividade pode ser apreendida. O homem nasce criativo, mas a sociedade o obriga a deixar de ser. A criatividade questiona o que foi estabelecido como “normal”. É uma espécie de caos, sem uma direção, definida, que faz soar todos os alarmes e levanta muitos questionamentos sobre as nossas “certezas”. A criatividade, o absurdo e a loucura são gêneros da mesma espécie: o pensamento divergente. Por isso, a educação tradicional assume que esse assunto deve ser reprimido em maior ou menor grau. Parece que educar não inclui a tarefa de ensinar a ser criativo. Pelo contrário, visa incutir no estudante o conhecimento já estabelecido, e sobre essa base produzir a criação. Precisamos valorizar mais esse processo criativo, transformando as escolas em locais onde as crianças possam desenvolver suas habilidades.

Para a sociedade pós trabalho que está chegando em que a  “destruição criadora” torna obsoletas muitas profissões, vamos precisar de mais gente, que saiba conectar muitas idéias, pensar diferente, buscar soluções fora do contexto normal, agir criativamente. Muitas das habilidades humanas a que estamos habitados vão gradativamente, tornar-se irrelevantes. A criatividade, não, Steve Jobs não ficou bilionário porque sabia programar computadores, mas porque era muito criativo e soube conectar muitas áreas. As crianças precisam ter a oportunidade de se conhecer para perceber seus talentos, fazer suas próprias escolhas e perseguir seus sonhos e interesses. Experimentar, ativar a curiosidade, explorar, tomar o caminho da criação. Para isso é fundamental, que as escolas tenham condições de oferecer uma educação revolucionária, mais experimental e menos padronizada”.

Autor: Alfredo Fedrizzi – Título: Arte para os filhos sobreviverem no futuro – 2016).

A criatividade pode ser aprendida. O homem nasce criativo, mas a sociedade o obriga a deixar de ser. A criatividade questiona o que foi estabelecido como “normal”. É uma espécie de caos, sem uma direção definida, que faz soar todos os alarmes e levanta muitos questionamentos sobre as nossas “certezas”.

A criatividade, o absurdo e a loucura são gêneros da mesma espécie: o pensamento divergente. Por isso a educação tradicional assume que esse assunto deve ser reprimido em maior ou menor grau. Se a criatividade diz: “a lua sorriu para mim”, o adulto imediatamente responde: Não querida, a lua é um satélite, que gira ao redor da terra e não pode sorrir”.

Parece que educar não inclui a tarefa de ensinar e ser criativo. Pelo contrário, visa incutir no estudante o conhecimento já estabelecido, e sobre essa base produzir a criação. Isso, em última análise, não consegue desenvolver o pensamento criativo. Precisamos valorizar mais esse processo criativo, transformando as escolas em locais onde as crianças possam desenvolver suas habilidades.   

sexta-feira, 22 de julho de 2016

A FÉ NOS CONDUZ A PAZ






REGINA DINIZ



Um maior grau de tranquilidade interior...

É fruto do crescimento do amor e compaixão...



Avalio minhas próprias atitudes para com os outros...

Verifico constantemente se estou agindo bem...

Procuro reconhecer meus erros...

Procuro corrigi-los...



Somente através da purificação de nossa mente...

Obteremos a almejada felicidade...



O exercício da paciência...

Protege-nos da perda da consciência...

A paciência é o maior recurso de que dispomos...

Para nos defendermos dos efeitos da raiva...



Só a proteção interior do autocontrole paciente...

Evita que experimentemos o tumulto das emoções...



Ouvindo a mente voltamos para a fé e devoção...

É possível cultivar a alegria em nosso íntimo...

É possível cultivar o equilíbrio da mente...

A arte de escutar me permite alcançar a sabedoria...



A arte de escutar termina com a ignorância...

Esse tipo de riqueza jamais me será tomado...



Uma pessoa livre absorve novas idéias...

E se entusiasma em passar adiante novas energias...

Assim as pessoas se ajudam mutuamente...

O que é muito útil e bastante necessário...



Os bons pensamentos devem morar em nossos corações...

Os bons pensamentos nos dão saúde física e espiritual...



Há uma paz interior a ser alcançada...

Necessitamos absorver energias boas...

Dotadas de imensa beleza regeneradora...

Precisamos cultivar o temperamento calmo...



O bom coração é fruto da virtude...

É um grande benefício para a humanidade...



A fé dissipa a dúvida e a hesitação...

A fé nos liberta do sofrimento...

A fé nos conduz à terra da paz...

A fé nos conduz a felicidade...



Uno as minhas mãos e apelo para que a minha vida...

Seja tão significativa quanto possível...


sábado, 2 de julho de 2016

CIDADANIA E EMPREENDEDORISMO SOCIAL






REGINA DINIZ



Um guri convocado para ajudar o mundo. Entre 75 mil inscritos, estudante da Capital será o único brasileiro a participar de curso da ONU. A personalidade  criativa, propositiva e solidária de Ernesto Ferreira o colocou em um grupo seleto de jovens no mundo inteiro. Aos 19 anos, ele é o único brasileiro selecionado para participar do curso de verão da Aliança de Civilizações das Nações Unidas  (UNAOC), evento internacional que busca formar líderes globais. Entre os mais de 75 mil inscritos, Ferreira foi escolhido ao lado de outros 75 empreendedores sociais de diferentes países que se destacaram com ações sociais geradores de mudanças nas comunidades em que vivem.(Título: Empreendorismo Social – Autor: Zero Hora – RS).



Em sete dias, os jovens serão capacitados para melhorar suas habilidades e competências, intercambiar experiências interculturais e elaborar plataformas conjuntas para resolver desafios globais. Com data marcada para junho de 2016, o curso, promovido em conjunto com o EF Educatione First, ocorre em Tarrytown, Nova Iork, nos Estados Unidos.



“É imensurável a felicidade de ser escolhido. Sinto meu trabalho reconhecido e, agora, impulsionado para que eu cresça e desenvolva mais meus sonhos. É incrível como conseguimos nos mobilizar e trabalhar juntos para solucionar problemas mundiais comemora”. Foi a partir da criação e participação em projetos colaborativos que o jovem chamou a atenção de membros da Organização das Nações Unidas (ONU).



Foi identificado em cada um dos selecionados um grande potencial de se tornarem agentes de mudanças sociais, e eles encontram, nesta oportunidade, uma forma de serem capacitados para tal. É uma experiência única, na qual participam de um painel global com lideranças mundiais que tem como objetivo reduzir as tensões interculturais e descobrir novos caminhos entre as comunidades.



Cada vez que uma organização internacional acreditada  divulga um levantamento sobre desempenho escolar, o Brasil passa por constrangimento. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) escancarou a preocupante realidade do ensino brasileiro: temos, segundo a pesquisa baseada no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) de 2015 o segundo maior número de estudantes com baixa performance em matemática básica, ciências e leitura entre os 64 países de todo o mundo. O amplo estudo revela que cerca de 12,9 milhões de estudantes com 15 anos de idade de um total de 15,1 milhões avaliados, não têm capacidades elementares para entender o que leem, nem conhecimentos  básicos de matemática  e ciência. Desse contingente com desempenho insuficiente, 1,1 milhão são brasileiros.



O relatório produzido pelo OCDE tem um título emblemático: “Alunos de baixo desempenho: por que ficam para trás e como ajudá-los. Em os países analisados, o Brasil ficou na frente apenas da Indonésia, que tem 1,7 milhão de estudantes com baixa performance, o chapéu nos serve.



Dos 2,7 milhões de alunos brasileiros de 15 anos avaliados, 1,9 milhão tinham dificuldades em matemática, 1,4 milhão em leitura e 1,5 milhão em ciências. Outro lado do estudo ajuda a explicar esta situação: o Brasil está entre os 10 países mais desiguais do mundo na diferença de desempenho entre os estudantes de classes sociais altas e baixas. A desigualdade social é apenas parte do problema.  O que nos condenou à mediocridade educacional foram anos de descaso com o ensino, representado pela aplicação insuficiente e malfeita de recursos, pela desvalorização dos professores e por políticas equivocadas.



O relatório da OCDE, que revela mais mazelas do que avanços na educação brasileira, encerra com recomendações que merecem ser consideradas por nossos governantes: reduzir a desigualdade no acesso à educação, estimular a inscrição escolar o mais cedo possível. Envolver os pais na comunidade escolar e fornecer programas de auxílio financeiro às instituições de ensino e às famílias carentes. O Brasil tem potencial para sair do fim da fila.



“A importância da criatividade é fundamental em nossa vida, é preciso estimulá-la. Um dos caminhos é exercer as funções, que abalem o raciocínio normal, ajuda a ampliar a criatividade. Fazer uma pequena atividade, que nos afaste da zona de conforto, aquece o cérebro para a geração de soluções criativas. Uma ótima sugestão é que cada indivíduo de um grupo, individualmente e sem censura, escreva todas as idéias imagináveis em um papel. Uma segunda etapa, é fazer uma seleção das melhores idéias e depois as expor para o grupo.



A criatividade não significa se surpreender ao descobrir que não se limita apenas naquela prática de soltar idéias. Uma pessoa criativa é aquela que consegue encontrar soluções, que sejam inéditas, úteis, apropriadas, além de fazer tudo isso de maneira internacional. A criatividade é uma habilidade e portanto pode ser apreendida, principalmente por meio de muita prática deliberada. Mas para conseguir soluções, não basta apenas praticar. É preciso uma base sólida de conhecimento. Pessoas criativas normalmente são aquelas que possuem um grau de conhecimento, elas normalmente leem e estudam muito. Isso porque, você só consegue criar, quando você tem matéria prima para isso.



Por que se tornar criativo? No mundo de hoje, em que estamos abarrotados de novidades, a criatividade em saber usar informações de maneiras inovadoras, pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso na vida de uma pessoa. Já que, o mercado de trabalho abre as portas para as pessoas, que tem algo de diferente e  inovador para acrescentar e além disso, a criatividade traz reconhecimento social.



Estudos revelam que as pessoas criativas costumam encarar os problemas de forma mais proativa. Elas procuram soluções ao invés de se martirizarem e acabam vivendo uma vida com menos stress.