sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

ESCALANDO AS MONTANHAS DA FÉ


 REGINA  DINIZ

A grande sabedoria é o amor por tudo...
Sem apego aos bens materiais...

Sentada na grama eu disse à amendoeira...
- Fale-me de Deus...
E a amendoeira cobriu-se de flores...
Emocionei-me com a beleza divina...

Encanto-me com as flores...
Vibra o manto resplandecente da vida espiritual...

A beleza da natureza é a porta...
Para a serenidade da eternidade...
Quando as forças físicas se fecham...
As portas espirituais se abrem...

Deus é a garantia de uma rocha estável...
Num mundo de evolução espiritual...

A nossa terra é privilegiada...
Acostumei os meus olhos a desfrutarem a paisagem...
Gosto de escalar as montanhas da fé...
Todos precisamos da ajuda divina...

É obrigatório cultivar o próprio jardim...
É o silêncio, é o trabalho, é a oração...

Através de perguntas...
Aprendo a capacidade de viver...
Abro o portão aonde passam...
Os meus sonhos de crescimento espiritual...

O coração é o caminho para a iluminação...
A jornada é uma trilha misteriosa...

Pergunto para aonde vamos de verdade?...
Para um grande local sagrado...
Onde a alma pode compreender...
Que a fé é um modo de vida...

Vivencio milagres de fraternidade...
Vivencio milagres de caridade...

A pureza interior...
É o grande desafio...
Higienizo tudo...
Preciso de faxina interior...

Presto atenção...

Desejo só o bem para as pessoas... 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A VALORIZAÇÃO DO ENVOLVIMENTO CONSTRUTIVO COM AS PESSOAS


REGINA DINIZ

Karl Marx censurou os economistas da época pela falácia do “fetichismo da mercadoria”: o hábito de por ação ou omissão, ignorar ou esconder a interação humana por trás do movimento das mercadorias. Como se estas, travassem relações entre si a despeito da mediação humana. A descoberta da compra e venda da capacidade de trabalho como a essência  das “relações industriais” ocultas no fenômeno “da circulação  de mercadorias”, insistiu Marx, foi tão chocante quanto revolucionária: um primeiro passo rumo a restauração da substância  humana na realidade cada vez mais desumanizada da exploração capitalista. A “subjetividade” dos consumidores é feita de opções de compra - opções assumidas pelo sujeito e seus potenciais compradores; sua descrição adquire a forma de uma lista de compras.

Então o que se deduz ser a materialização da verdade interior do eu é uma idealização dos traços materiais  das escolhas do consumidor. Quando chegarmos a nove bilhões de pessoas no planeta, que é para onde estamos indo, aí o sonho americano está morto, porque não há como 9 bilhões de pessoas viverem assim. Isso não significa, que não podemos vivê-lo por um tempo, mas no fim das contas, o sistema irá quebrar, devido ao nível de desigualdade que é necessário parta sustentá-lo.

Os nossos tempos nada tem a ver com qualidade de vida. Na maioria dos casos estamos infelizes e a vida não está melhorando para as pessoas ricas do mundo, aí procuramos nos distrair. O clima está mudando, a economia não está mais funcionando, estamos afogados em dívidas, a crise dos alimentos está piorando, o preço do petróleo só faz subir. O que estamos vendo é todo um si8stema em colapso. Temos uma escassez de recurso0s para continuar este tipo de vida.  Não ficamos mais felizes comprando coisas. O nosso desenvolvimento foi longe demais, e ainda não o modificamos. Ainda somos dependentes dessa idéia central. (Autor: Paul Gilding – Livro:
A Grande Ruptura).

Porque precisamos de coisas e coisas? Todos teremos jatinhos? Todos teremos mansões? A característica mais proeminente da sociedade de consumidores – ainda que cuidadosamente disfarçada – é a transformação dos consumidores em mercadorias; Afogado no mar das mercadorias conforme os esclarecimentos de Georg Simmel, os diferentes significados das coisas, “e portanto as próprias coisas, são vivenciados como imateriais”, aparecendo “num tom uniformemente monótono e cinzento” – flutuando na corrente constante do dinheiro. A tarefa dos consumidores é sair dessa invisibilidade cinza e monótona, destacando-se da massa de objetos indistinguíveis e assim aparecer gloriosamente vivos.

Não existe qualquer evidência de que, com o crescimento do volume geral (ou médio) de consumo o número de pessoas, que afirmam que “se sentem felizes” também vá aumentar. Andrew Osvald, do Financial Times insinua que a tendência oposta tem mais probabilidade de ser registrada. Sua conclusão é que os moradores de países prósperos e bastante desenvolvidos, com economias orientadas para o consumo, não se tornaram mais felizes ao ficarem mais ricos. Por outro lado, também se deve notar que os fenômenos e causas negativas do desconforto e da infelicidade tais como estresse ou depressão, jornadas de trabalho prolongadas e antissociais, relacionamentos deterioradas, falta de autoconfiança e incertezas  enervantes sobre estar estabelecido de maneira segura e “ter razão”, tendem a crescer com frequência, volume e intensidade.” (Auto: Zygmunt Bauman – Livro: Vida para o consumo
Ed. Zahar – 2008 – Rio de Janeiro.).

O triunfo do consumismo desenfreado e individualizante  sobre a “economia moral” e a solidariedade social não foi uma conclusão precipitada. Uma sociedade pulverizada em indivíduos solitários  e famílias (em fragmentação) não poderia ter sido construída  sem que primeiro Margareth Thatcher esvaziasse por completo o local da construção. Desabilitou as associações de autodefesa daqueles que precisavam de uma defesa coletiva.

MargarethThatcher transformou muitas expressões  de solidariedade desinteressada em crimes passíveis de punição; Desregulamentou o pessoal que trabalhava em fábricas e escritórios, que antes eram estufas de solidariedade social, transformando-o num agregado de indivíduos mutuamente suspeitos, competindo ao estilo “cada um por si e o diabo contra todos, “completando o trabalho de transformar os direitos universais de cidadãos altivos em estigmas de indolentes ou proscritos acusados de viver “à custa do contribuinte”. As inovações de Thatcher não apenas sobreviveram a muitos anos de governos sucessivos – elas permaneceram pouco questionadas e quase intactas.

No momento, temos crescimento econômico em algumas partes do mundo, mas a desigualdade piora. É evidente que em algum momento, os mais pobres vão ficar furiosos e destronarão os ricos, como vimos no Oriente Médio durante a Primavera Árabe. Não há como ter uma sociedade forte com tanta desigualdade, que não aumenta a igualdade entre todas as pessoas. Se isso acontecer 9  bilhões de pessoas irão viver esse estilo de vida, voltado ao acúmulo material, o que vai contra as leis da física quanto à disponibilidade de recursos. Não iremos melhorar enquanto não aceitarmos esta situação. Já dá para afirmar que o sistema está em colapso, mas nós ainda negamos isso.

O filósofo estoico Marco Aurélio, cita alguns princípios que podem ser escolhidos por todos “sem qualquer desculpa  de falta de talento ou aptidão”: integridade, dignidade, trabalho duro, abnegação, contentamento, frugalidade, gentileza, independência, simplicidade, discrição, magnanimidade. “Lembre-se de que sua mente reguladora
se torna invencível, quando se recolhe à sua própria auto-suficiência.
A mente livre de paixões  é uma fortaleza: não há lugar mais forte para as pessoas se recolherem”.

Marco Aurélio cita o caráter e a consciência pessoais como derradeiro refúgio das pessoas em busca da felicidade: o único lugar em que os sonhos de felicidade, não tendem a serem frustrados. A receita da felicidade oferecida por Marco Aurélio é autossuficiente e auto-referencial. Ele afirma: “Conheça as falsas trilhas, evite-as, aceite os limites  impostos pela natureza e dos quais ela não vai recuar. Para as paixões temos a nossa mente, uma arma poderosa para desqualificar as paixões e tirar-lhes o poder. O segredo de uma vida feliz é dar rédeas livres para sua mente”.

Todos nós desejamos a felicidade e isto significa que cada um de nós, considera a busca da felicidade como nosso desafio e tarefa , façamos dela nossa estratégia de vida.  Minha busca de felicidade pode se concentrar na preocupação com meu próprio bem estar, ou na preocupação com o bem-estar dos outros. Preocupar-se com o bem-estar de um Outro, “Ser Bom” para um Outro, também reforça o sentimento de estar bem. A evolução física, intelectual e emocional requer nosso envolvimento construtivo com outras pessoas.


Praticando a solidariedade incondicionalmente a vida nos parecerá mais suave e as recompensas serão muitas e de longo alcance. O amor solidário é a força fundamental que conserva juntos, a família, a sociedade e os amigos. O desejo de fusão interpessoal, de encontro entre as pessoas é o mais poderoso anseio do homem. O conceito da ética pode ser sintetizado em estimular a fraternidade, que é o que há de melhor no ser humano. Aprendemos quem somos graças ao nosso envolvimento com os outros. 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

UM PLANO PARA CADA UM DE NÓS


 REGINA DINIZ

A mãe natureza explode de vida...
Encanta-me as mágicas, o planeta é lindo...

Elaboro planos, vou a luta...
Desafio a mim mesma...
Corro atrás da concretização dos meus sonhos...
Deus criou um plano para cada um de nós...

O eu é a minha vida?...
Haverá um significado mais profundo?...

Sozinha caminhando, observo o mar...
Enterrada nas lembranças...
Luto para ser heroína de mim mesma...
Evoluir é explorar a nossa natureza de ser...

A grandeza romântica de ser...
É o testemunho da arte dos homens...

As promessas de iluminação atraem e encantam...
É indescritível o farol brilhante da fé...
Que é a diferença que melhora o mundo?...
É preciso comemorar o esplendor da nossa destinação....

Faço perguntas  para o céu...
Quero descobrir seus segredos de evolução...

Luto pela qualidade da vida interior...
Com a força do pensamento construtivo...
Aprendo com os mestres da sobrevivência...
Todos lutamos pelo aperfeiçoamento espiritual...

Tudo aparece sem aviso...
O céu agradece ao ouvir as nossas preces...

O êxito é compreender os elevados padrões construtivos...
Deus está presente em toda a parte...
É preciso ficar face a face com ele...
Para compreendermos as dimensões de nossa alma...

É preciso alcançar níveis profundos de realização espiritual...

É preciso ouvir o próprio coração...

sábado, 15 de novembro de 2014

Respeito À Humanidade Como Um Fim em Si


 REGINA  DINIZ

“O filósofo Immanuel Kant nos lembra, que um indivíduo não é uma coisa, “não é algo a ser usado meramente como um meio”. Não tenho mais direito de dispor da humanidade em mim mesmo do que em outra pessoa. Para Kant suicídio e homicídio são errados pelo mesmo motivo. Ambos tratam as pessoas como coisas, e não respeitam a humanidade  como um fim em si. O auto respeito e o respeito ao próximo partem de um mesmo e único princípio. O dever do respeito é um dever que temos para com as pessoas como seres racionais, que têm humanidade, sejam elas quem forem. (Autor: Michael J.Sandel – Livro: Justiça  - O que é fazer a coisa certa. – Editora Civilização Brasileira – 2014).

Milênios se passaram e muitos filósofos dedicaram a sua vida, aprimorando a ética. Atualmente vivemos numa economia global, que exige uma ética global, universal. Que ética escolher entre as várias teorias éticas? Qual o papel das instituições internacionais na definição,  e no cumprimento dos deveres e dos direitos universais? É bom relembrar a teoria ancestral da reciprocidade, onde a figura do estrangeiro é sagrada: primeiro alimenta-se e cuida-se do visitante e só depois se lhe pergunta o nome e de onde vem. Sófocles, faz a defesa do humanismo dizendo: “Muitos prodígios existem: porém nenhum maior do que o homem”.

Hume, Hobbes, Stuart  Mill e outros grandes escritores, com Rawls na sua teoria da Justiça, estudaram muito sobre as questões morais com o objetivo de oferecer  a melhor teoria ética. Atualmente, o estudo centra-se na ética dos afetos e na ética dos direitos. A primeira preocupa-se com as relações familiares, fraternas e amigáveis. A ética dos direitos associa-se a preocupação com os direitos individuais. Adam Smith expõe em seu livro “A Teoria dos Sentimentos Morais e à possível contradição com a teoria da mão invisível do mercado no livro: “A riqueza das Nações” ressalta a impossibilidade de conciliar o utilitarismo e a ética utilitarista com os princípios da justiça, e com os princípios da solidariedade.

Moral e Ética são dois conceitos que analisam um sistema de regras de conduta da nossa relação com o outro. A Moral é um conceito que se compatibiliza mais aos sistemas filosóficos, à teoria. A Ética se adequa mais à prática, às regras de conduta do viver quotidiano. Deduzimos que o domínio da moral é o da sabedoria da teoria da reflexão e o domínio da ética é o do sentir, do agir, da interação com os outros. Pergunto-me: Porque o estudo da moral e da ética não estão presentes nos currículos escolares, não só no Brasil, mas no mundo todo. Como explicar os inúmeros conflitos bélicos, que se desenrolam no mundo todo?

“Agir moralmente significa agir por dever em obediência à lei moral. A lei moral consiste em um imperativo categórico, um princípio que exige que tratemos as pessoas com respeito, como fins em si mesmas. Só agimos livremente, quando agimos de acordo com o imperativo categórico. Isso acontece porque sempre que agimos segundo um imperativo hipotético agimos em prol de algum interesse  ou objetivo externo. Mas nesse caso não somos verdadeiramente livres; nossa vontade não é determinada por nós, e sim por forças externas, por nossas necessidades circunstanciais ou por vontades e desejos que por ventura tenhamos”. (Autor: Immanuel Kant - Título:
Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Citação: Autor: Michael J.Sandel – Livro: Justiça o que é fazer a coisa certa. 13ª- edição – Ed. Civilização Brasileira – Rio de Janeiro – 2014).

Só podemos evoluir com autonomia, quando escolhemos jeitos de ser a nós mesmos, e aceitamos que a liberdade e moralidade  estejam interligadas. A tentativa de basear a moralidade  em algum interesse, ou desejo particular está destinada ao fracasso. O princípio baseado no interesse não pode ser considerado como lei moral. Kant nos ensina a tratar todos os indivíduos com respeito, como um fim em si mesmo. Melhor dizendo “Faça aos outros o que deseja que os outros façam a você”.

O estudo da Ética é inseparável da discussão sobre a vida justa. E a vida justa como categoria só pode ser apreendida, quando pensamos a realidade social: a vida com os outros; a interação coletiva, a esfera pública. O pensamento a propósito da ética implica reflexões sobre temas como os da solidariedade, da tolerância, da responsabilidade, das identidades e dos direitos. A ação ética sustenta-se na intencionalidade da ação, na relação da consciência para consigo mesma, na integridade do ser humano frente a seus pares. Hanna Arendt defende: compete ao educador preservar do mundo às novas gerações, para que estas não destruam o suporte de memória, e o acervo cultural acumulados pela Humanidade no transcurso de milênios.

O grande desafio é preparar as jovens gerações para o novo, isto é encaminhá-las rumo ao desconhecido: aquilo que elas, quando crescidas poderão aproveitá-las  na preparação para o novo. A ética é portanto, a vida boa enquanto vida justa na esfera coletiva. É na ação social e na relação com os outros que se constitui o fato ético. Amizade como escolha do outro: como reconhecimento do outro no outro e como encontro de si mesmo nesse reconhecimento do outro.

Para Aristóteles, o exercício da amizade estrutura o próprio ideal de autonomia. Já que aos homens não foi concedida a plenitude divina, pela união mais desinteressada dos mesmos homens entre si, desenvolver-se-ia o movimento em direção a essa liberdade, autonomia, à independência do sujeito para encontrar em si e por si os motivos e as estratégias de ação. Tal autonomia é, contudo, um aprendizado, expresso fundamentalmente na vida voltada para o convívio ético: vida mais feliz e mais harmoniosa. Indispensável para o viver coletivo, a acepção de amizade ganha em Aristóteles um estatuto bastante elevado, para a produção de decisões acertadas sobre o possível e sobre o desejável.

A conduta virtuosa e a vida boa pautar-se-iam pela perseverança, quanto a retidão do agir e pela cautela perante os infortúnios do acaso. A educação ética supõe um certo disciplinar das vontades, um controle continuado dos instintos e da expressão das determinações externas. A ética é firmada na avaliação necessária entre o possível e o almejado, na busca criteriosa da edificação de uma vida equilibrada e justa, que resiste e recusa ao capricho das paixões.

Segundo Rousseau, a sabedoria como domínio de si e autoconhecimento traz pistas para remeter para a educação o debate a propósito da ética. A prudência e o discernimento das paixões, o domínio dos afetos, esse constante aprender a fazer de si próprio seu senhor, é o que demarca o campo do que poderíamos compreender como autonomia da vontade, assim a condição humana seria em sua essência o livre-arbítrio e as demarcações de escolhas que, sendo autônomas e construtivas no homem bem formado e bem cultivado, contribuiriam para elevar o nível de suas decisões.

Kant na mesma direção, apresentou o território da ética como campo da distinção humana, da especificidade e particularidade do homem
perante sua circunscrição. O homem é o ser pensante da natureza, destinado a escolher, inclinado a eleger caminhos e propor trilhas; vocacionado para justificar suas escolhas. A opção pelo bem apresenta-se como imperativo categórico. A intuição primeira, que posta como dever, torna-se obrigação da consciência. O ser humano, seria em certa medida o sujeito que escolhe as normas, que adquirem validade universal, fazem-se dever de moralidade. A vontade moral estaria, pois em consonância com leis universais. O modo como atuamos no mundo deverá estar de acordo com a noção do bem, que nós seres capazes de discernimento entre o bem o mal

consideramos universal. Gostaríamos de poder tomar como essências de virtude para toda a conduta humana.   

sábado, 8 de novembro de 2014

VIVER PLENAMENTE A VIDA

REGINA DINIZ

Acalmo o diálogo interior, respiro profundamente...
Presto atenção no meu coração...

Fecho os olhos suavemente...
Visualizo uma esfera de luz palpitante...
Sinto suaves energias vindas de Deus...
Levemente surgem anjos de luz...

Vejo agora que o mundo inteiro existe no meu ser...
Toda a cidade onde eu moro está dentro do meu ser...

Continuo a expandir os meus pensamentos...
Incluo no meu ser físico o estado onde vivo...
Internalizo o meu país...
Finalmente admiro o meu planeta...

O mundo inteiro está em mim...
Sou estimulada a viver plenamente a vida...

Todas as pessoas, todas as árvores, todas as florestas...
Todos os rios, todas as montanhas...
A chuva e a luz do sol, a terra e a água...
São componentes do meu ser...

Peço aos seres divinos que corrijam...
Qualquer desequilíbrio que eu possa receber do mundo...

Compreendo a transitoriedade das glórias humanas...
Avalio melhor a transitoriedade das coisas materiais...
Valorizo as regras espirituais...
Elas me encaminham para o amadurecimento real...

Sou renovada por uma luz interior profunda...
O poder superior espiritual comanda as nossas vidas...

O pouco, com Deus, para mim é muito...
É preciso humildade para permitir...
Que a riqueza espiritual de Deus...
Se manifeste em nós...

As sementes de amor se espalham...

Uma onda de esperança vibra nos corações...

sábado, 25 de outubro de 2014

OS PRINCÍPIOS HUMANITÁRIOS A TODOS OS POVOS

          REGINA DINIZ

O que é Moral? Procure o motivo. De acordo com Kant, o valor moral de uma ação não consiste em suas consequências, mas na intenção com a qual a ação é realizada. O que importa é o motivo, que deve ser de uma determinada natureza. O que importa é fazer a coisa certa, porque é a coisa certa, e não por algum outro motivo exterior a ela. “Uma boa ação não é boa devido ao que dela resulta ou por aquilo que ela realiza” escreve Kant. Ela é boa por si, quer prevaleça quer não”. (Autor” Immanuel Kant – Livro: Fundamentação da Metafísica dos Costumes – 1997 – Cambridge University  Press).

Mesmo que a boa ação não realize suas intenções, ela continuará a ser importante, porque moralmente ela é boa, e deve ser pensada em prol da lei moral, que confere a validez moral do dever, o que para Kant é fazer a coisa certa pelo motivo certo. Há milênios, o elevado princípio da moralidade comanda as civilizações mais adiantadas. Apenas as ações motivadas pelo dever têm valor moral.

A honestidade sempre foi a melhor política. Porque sempre que as nossas ações forem confirmadas na verdade, na clareza e no valor ético justo, seremos bem-sucedidos. A Ética sempre existiu como um modelo para os indivíduos em sociedade para se aproximarem da moralidade e se tornarem cada vez mais dignos de serem chamados de seres inteligentes. É este o caminho da evolução do ser humano com distinção.

A maior bandeira da Ética é promulgar o respeito mútuo entre as pessoas, valorizando os princípios humanitários comuns a todos os povos, nações, religiões, doutrinas etc. que constituem o cabedal histórico e cultural da humanidade. Ignorar o papel da Ética seria partir para a selvageria e a barbárie, períodos que infelizmente já se constataram na história da humanidade, mas muitos povos inteligentemente conseguiram ultrapassar esta tragédia.

“O destino do homem é viver em sociedade. Sua moralidade, portanto, teve de ser moldada a este objetivo. Sua percepção inata de certo e errado está exclusivamente relacionada a isso. Este sentido faz parte de sua natureza, tanto quanto os sentidos da audição, da visão e do tato; ele é o verdadeiro fundamento da moralidade. (...) O senso ou a consciência moral faz parte do homem tanto quanto uma perna ou um braço. Todos os seres humanos o possuem em maior ou menor grau, da mesma forma que seus membros têm maior ou menor força. Ele pode ser fortalecido com o exercício, como qualquer outro membro específico do corpo. (Autor: Thomas Jefferson, 1787).

Todos nós somos capazes de agir com amabilidade e generosidade com aqueles que não são parentes consanguíneos. Prosperamos trabalhando juntos seja no trabalho, no cuidado da prole, e assim por diante e nossos sentimentos sociais tornam possível esta coordenação. Adam Smith destacou esse fato: Todos os membros da sociedade humana precisam da ajuda uns dos outros, e estão igualmente expostos a ofensas mútuas. Observa-se que na sociedade onde a ajuda é provida de forma recíproca através do amor, da gratidão, da amizade e da estima, a sociedade se    desenvolve e cresce feliz. E assim, é em nome do benefício de todos que nos preocupamos com aqueles que nos cercam.

Há milênios que a Ética é uma das questões mais importantes no contexto da sociedade, tanto na esfera política, quanto de nossas vidas privadas. Somos éticos quando nos perguntamos sobre a qualidade do que pensamos, quando avaliamos a qualidade de nossas autoproposta priorizando o que somos, e o que podemos ser, com base no reconhecimento do outro como ser humano, seja ele o nosso próximo, a sociedade global, e até mesmo o planeta que habitamos. A Ética nos proporciona uma orientação segura em como viver e descobrir o sentido da vida em sociedade.

“Segundo Emmanuel Lévinas, no livro Humanismo do outro homem, diz que a manifestação do outro ser humano produz-se, certamente, à primeira vista, de acordo com o modo pelo qual toda significação se produz. O Outro está presente numa conjuntura cultural e dela recebe sua luz, como um texto do seu contexto. A manifestação do conjunto assegura sua presença. Ela aclara-se pela luz do mundo”.

Ética é um tipo de postura, que privilegia a mediação construtiva ao respeito, a subjetividade, à dignidade da pessoa, à diversidade  ao outro. A reflexão sobre a Ética permite repensar o sentido do conhecimento e da cultura, dirigindo-se a uma valorização da educação, em termos de formação, que transcende o espaço da escola e nos une ao sentido da vida como a cidade onde vivemos, a sociedade que colaboramos a renovar com todas as nossas ações.     

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A VIBRAÇÃO INTERIOR DE NÍVEL ELEVADO

REGINA  DINIZ

É preciso valorizar e manter a paz...
É preciso oferecer o bem estar aos outros...

Procuro alcançar a vibração interior de nível elevado...
Busco uma vida de elevada ética...
Construo elementos purificadores do mundo...
Para alcançar a alegria e a paz de espírito...

Encanto-me com a beleza da vida...
A elevação da espiritualidade é tudo...

Percebo a plenitude da evolução do planeta...
As árvores dando flores...
Que se transformam em frutos...
Sou motivada a expressar possíveis potencialidades...

Estimulo a busca do diálogo...
A pureza divina existe em nossos corações...

Cultivo o alimento da seiva interior...
O meu coração deve alcançar a limpidez...
A vida oculta brilha em cada ato...
A vida espiritual vibra em cada pessoa...

Procuro cultivar aspirações altruístas...
A percepção da vida divina me gratifica...

O diálogo interior reflete a chama da alma...
A minha mente cria a realidade...
O meu diálogo interior transforma a realidade...
O meu diálogo interior cria a abundância de ser...

A minha alma é o lugar...
Do amor, do conhecimento e da bem-aventurança...

Acredito na verdade, liberdade com relação as limitações...
Acredito na consciência pura...
Acredito na bem-aventurança...
Acredito na total felicidade e na completa realização...

Somos todos iguais ligados ao fluxo de inteligência consciente...
Não sou inferior e nem superior a ninguém...

Quando estou em sintonia com a consciência universal...
Quando estou sincronizada com a inteligência espiritual...
Fico revestida do poder dessa força ilimitada...
Esse poder se origina da referência interna do espírito...

Com diálogo interior positivo...

Posso criar o poder pessoal...

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O NOVO PROCESSO DE SOCIALIZAÇÃO


REGINA DINIZ

Os oligarcas estão errados, porque a comunidade política não envolve apenas a proteção da propriedade ou promoção da prosperidade econômica. Se fosse o caso, quem tivesse propriedades teria direito à maior parte da autoridade da política. Por sua vez, os democratas estão errados porque a comunidade política não serve apenas para dar à maioria o direito de decidir. Por democratas, Aristóteles compreende o que denominamos majoritários. Ele repudia a noção de que o propósito da política seja satisfazer as preferências da maioria. A maior finalidade da associação política é cultivar a virtude dos cidadãos. O objetivo do Estado não é proporcionar uma aliança para a defesa mútua (...) ou facilitar o intercâmbio econômico e promover as relações econômicas. Para Aristóteles a política tem um significado mais elevado. É aprender a viver uma vida boa.

O objetivo primordial da política é oferecer condições para que os indivíduos aperfeiçoem as suas capacidades e virtudes, para debaterem sobre o bem comum, elaborando um julgamento prático, participando ativamente das descobertas do grupo, zelando continuamente pelo presente e pelo futuro de toda a comunidade. As organizações como a OTAM, o NAFTA e o OMC só se dedicam à segurança e ao intercâmbio econômico. Não oferecem uma proposta social que valorize e aperfeiçoe o caráter dos indivíduos.

Em pleno século XXI não se justifica que um grupo, uma cidade, um estado, um país só se dedique com a segurança e com o comércio, negligenciando totalmente a moral e a educação cívica de seus cidadãos. Defendemos a importância do retorno da formação ética das novas gerações, situando-a no contexto das diversas influências que a sociedade exerce sobre o desenvolvimento das crianças, dos adolescentes, e dos jovens e do povo em geral. Após estas propostas de cunho geral, são feitas considerações de ordem psicológica, procurando apontar o papel da afetividade e da racionalidade no desenvolvimento moral dos adultos e jovens no processo de socialização.

O ser humano vive em sociedade com outros indivíduos e, portanto, cabe-lhe pensar e responder a seguinte pergunta: - Como devo interagir perante os outros? Trata-se de uma pergunta fácil de ser formulada, mas difícil de ser respondida. Esta é a questão central da Moral e da Ética, que pode também significar Filosofia da Moral, formalizando um pensamento reflexivo sobre os valores e as normas que regem as condutas humanas. A Moralidade deve ser discutida no contexto histórico e social. Atualmente um currículo escolar sobre ética pede uma reflexão sobre a sociedade contemporânea na qual está inserida a escola; no caso o Brasil do século XXI.

Só realizamos a nossa natureza de ser, quando usamos nossa faculdade de linguagem, para nos comunicar sobre o certo e o errado, sobre o bem e o mal, sobre a justiça e a injustiça. Somos seres sociais e obrigatoriamente precisamos analisar o conceito de virtude. Aristóteles em seu livro “Ética a Nicômaco” apresenta um estudo sobre filosofia moral, debatendo a ligação entre virtude e cidadania, para que possamos aprender jeitos de ser nobres e sofrer   com as decisões erradas. A felicidade é uma maneira de ser e agir eticamente.

A virtude moral é algo que aprendemos com muito estudo e praticando-a, privilegiando os hábitos e decisões corretas. Os legisladores tornam os cidadãos bons ao incutir-lhes bons hábitos, e é isso que todo legislador deseja; A educação moral propõe a formação de hábitos e a construção do caráter. O bom comportamento encoraja os sentimentos virtuosos. A discussão sobre os valores morais se mantém em posição de destaque, visto que a sua compreensão é deveras importante para o bom funcionamento da sociedade como um todo.

Os valores morais são muito importantes na sociedade. Eles são os responsáveis pela manutenção da ordem entre as pessoas, sendo ensinados desde o berço. É fácil imaginar em que situação o mundo se encontraria atualmente, caso o homem ignorasse as leis formuladas a partir dos conceitos de ética e moralidade.

Atualmente, muitos indivíduos, acreditam que alguns valores de extrema importância estejam sendo esquecidos, assim como os morais. Não há dúvidas, a sociedade encontra-se em dificuldades. Sem a reflexão social contínua destes valores morais o comportamento humano passa a ficar retrógrado, especialmente o modo como as pessoas passam a viver, a agir e a se comportar com seus semelhantes dentro da sociedade. Valores Morais são praticamente regras de convívio entre um conjunto de pessoas, e sem o cumprimento delas fica comprometido o bem estar de convivência, e assim os Valores Morais são de suma importância para a sociedade.

Por milênios e milênios, a Ética Moral permitiu uma interiorização das normas que organizavam, ao mesmo tempo, a relação consigo mesmo e com o outro, sob o selo da relação com todos os outros – a sociedade.  A fronteira entre o cumprimento das responsabilidades funcionais e a resistência ética deve tornar-se um objetivo central do ensino nas escolas. Diante das situações históricas, os jovens sempre se perguntaram: - O que eu faria numa situação semelhante? É preciso que o veredito da justiça, e sua discussão, no âmbito escolar, e no âmbito universitário, esclareçam seu juízo, de modo que saibam, quando necessário, o que deveriam fazer. As escolas, e as universidades continuam sendo, pelos seus debates, o lugar por excelência na transmissão dos Valores Morais em nossas sociedades.

A sociedade perplexa assiste a ausência das considerações éticas, a escola demora para reconhecer a importância da preocupação ética. Diante de uma crise da educação moral, não consegue não consegue efetuar reflexões, que abertamente fazem parte do cotidiano dos alunos, pais e professores. É urgente a proposta da Renovação Ética mediante três grandes dimensões: a relação consigo, a relação com o outro, a relação com a sociedade.

Na comunicação com o outro apresenta-se uma dificuldade em compreender o retorno das indagações éticas. A relação com o outro indica o projeto de uma boa vida. A nova exigência ética articula-se mais em torno da comunicação e, sobretudo do desejo da comunicação horizontal com o outro. A preocupação ética da relação com o outro, alicerçada sobre a comunicação atribui às relações uma nova importância.


Atualmente a relação pedagógica correta tem uma profunda natureza igualitária e supõe um respeito mútuo e um equilíbrio dos sentimentos. A maioria dos alunos não contesta os alicerces da autoridade, mas pede um tratamento recíproco, exigência incontornável, anterior do universo de comunicação em que estão imersos. Para os docentes uma boa comunicação com os alunos costuma ser um motivo de aprendizado.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

A FORÇA CURATIVA DAS ENERGIAS


                                                   REGINA  DINIZ

Estou criando os deuses e deusas dentro do meu coração...
Aprenderei os atributos da alma elevada...

Peço aos seres divinos...
Que me presenteiem com a harmonia e beleza...
Peço aos seres divinos...
Que me tragam alegria e cura espiritual...

Digo para mim mesma de maneira simples...
Devo achar o caminho da vida espiritual...

Olho para o céu deslumbrada...
Cheio de pontos luminosos...
Vejo a lua, plantas, estrelas e galáxias...
Estou no universo, e ele está em mim...

Aprendi a vivenciar a harmonia...
Praticando a atitude de humildade diante de tanta beleza....

Acredito na força curativa das energias divinas...
Expresso a minha gratidão...
Por presenciar esta beleza cósmica...
Acredito que eu esteja evoluindo espiritualmente...

Agradeço a Deus por tudo que recebi da vida...
Agradeço a Deus por pensar em intenções puras...

O que o universo planejou para mim...
Acredito que minhas intenções são manifestações do universo...
Ele possui um poder organizador infinito...
Com bons pensamentos  as minhas interpretações se realizarão...

Vejo os outros em mim e eu nos outros...
Invisto em relacionamentos humanos positivos...

Tudo de que preciso é clareza de intenções...
Sincronizo as ações com o universo...
Acredito que se me ligar à inteligência consciente...
Todas as minhas intenções se realizarão...

Tenho pais, filhos, amigos, colegas ...
Todos são no fundo experiências espirituais...

Procuro oportunidades de exercitar o crescimento espiritual...
Porque a sociedade materialista não as oferece...
Devo fazer um retiro no alto da montanha...
Onde poderei   concentrar-me profundamente...

Podemos nos ver uns nos outros...

Alimentar os relacionamentos são importantes na vida...

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A REDISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA


 REGINA DINIZ

“No outono, a revista Forbes publica uma lista com os quatrocentos americanos mais ricos. Durante mais de dez anos, o fundador da Microsoft, Bill Gates, manteve-se no topo da lista, como aconteceu em 2008, quando a Forbes calculou sua fortuna líquida em 57 bilhões de dólares. Entre os outros membros do clube encontram-se o investidor Warren Buffett (em segundo lugar, com 50 bilhões de dólares), os proprietários da Wal – Mart, os fundadores do Google e da Amazon, vários industriais do petróleo, administradores de fundos hedge, magnatas da mídia e do mercado imobiliário, a apresentadora de televisão Oprah Winfrey (no 115º- lugar, com 2,7 bilhões de dólares) e o dono do New York Yankees, George Steinbrenner (na última colocação, com 1,3 bilhão de dólares)”. ( Autor: Matthew Miller e Duncan Greenbert, “The Forbes 400” – 7 de setembro de 2008).

Robert Nozick faz uma defesa filosófica dos princípios libertários e um desafio ao conceito difundido do que seja justiça distributiva. Os indivíduos têm direitos “inalienáveis e abrangentes” que levantam a questão do que, se é que há que há alguma coisa, cabe ao Estado fazer”. Apenas um Estado mínimo, limitado a fazer cumprir contratos e proteger as pessoas contra a força, o roubo e a fraude, é justificável.

A Ética há milênios destaca a obrigação de ajudar o próximo, dar-lhe oportunidades educativas, para que o indivíduo seja independente, dono de si mesmo é importante, particularmente para aqueles que procuram um argumento forte para os direitos individuais. A liberdade política e as liberdades sociais, do nascimento, crescimento e amadurecimento do movimento dos trabalhadores assalariados, dos pobres que exigem dos poderes públicos não só com o reconhecimento da liberdade pessoal e das liberdades negativas, mas também a proteção do trabalho, contra o desemprego, os primeiros rendimentos de instrução contra o analfabetismo, depois a assistência para a invalidez e a velhice.

Immanuel Kant (1724 – 1804) apresenta uma proposta alternativa para a questão dos direitos e deveres, uma das mais poderosas e influentes já feitas. Ela não se fundamenta na idéia de que somos donos de nós mesmos ou na afirmação de que nossa vida e nossa liberdade sejam um presente de Deus. Ao contrário: parte da idéia de que somos seres racionais merecedores de dignidade e respeito, Kant era membro de uma seita protestante que enfatizava a vida religiosa interior e a prática da caridade.

Que princípios escolheríamos para governar as desigualdades sociais e econômicas? Para nos resguardar do risco de nos ver na miséria, poderíamos, em um primeiro momento, apoiar uma distribuição equânime de renda e riqueza. Mas talvez nos ocorresse a possibilidade de ter uma vida melhor, ainda que estivéssemos na base da pirâmide. Suponhamos que, ao permitir certas desigualdades, como salários mais altos para médicos do que para motoristas de ônibus, pudéssemos melhorar a situação daqueles que têm menos – aumentando o acesso dos pobres aos serviços de saúde. Ao admitir essa possibilidade, estaríamos adotando o que Ravls denomina “princípio da diferença”: só serão permitidas as desigualdades sociais e econômicas que visem ao benefício dos membros menos favorecidos da sociedade.

O que dizer da grande fortuna de Bill Gates? Debate-se a estrutura básica da sociedade, quanto a maneira como ela distribui direitos e deveres, renda e fortuna, poder e oportunidades. Precisamos saber como as grandes fortunas trabalham em benefício dos menos desfavorecidos. Será que os impostos sobre a renda dos ricos favorecem a saúde, a educação e o bem-estar dos pobres? Em caso favorável esse sistema melhoraria as condições econômicas do pobre, se realmente entrasse em vigor um regime justo de distribui8ção de renda, então a desigualdade social diminuiria consideravelmente. 

As sociedades de mercado permitem àqueles que possuem as aptidões necessárias a oportunidade de seguir qualquer carreira profissional e garantem bons salários perante a lei. Os indivíduos têm assegurados os mesmos direitos básicos. É permitido a todos a possibilidade de se aperfeiçoar, de se esforçar, de competir, entretanto as oportunidades não são iguais.

Os que podem ser assumidos pela família e conseguiram adquirir uma boa formação, e uma boa educação tem melhores possibilidades sobre os demais. Mas se não obtiverem este padrão de conhecimento dificilmente será uma sociedade justa. A maneira de equilibrar esta injustiça é completar as diferenças sociais e econômicas. O único caminho é oferecer oportunidades de educação iguais para todos, para que as famílias pobres possam alcançar esta oportunidade de igualdade. A contemporaneidade não propicia a educação para os pobres, gerando uma revolta social justificada.

“Mais ou menos como sombras num quadro, existem pobres em um Estado: formam um contraste necessário pelo qual pelo qual a humanidade geme algumas vezes, mas que agrada aos olhos da Providência. É preciso, pois, que haja pobres; mas é preciso que não haja miseráveis: estes não são senão a vergonha da humanidade; aqueles, que são ao contrário, entram na ordem da economia política. Por eles, a abundância ruma nas cidades, aí se encontram todas as comodidades, as artes florescem etc... (Autor: P.Hecquet – Título – La médicini, la chirurgie et la pharmacia des pauvres, Paris, 1740, I, p. XII – XIII, citado in J. Kaplow, Les noms de rois, op.citr.,p.60)

O ideal de Estado só pode constituir uma harmonia social se ricos e pobres formarem um par estável e suas posições se complementarem, isto é se a pobreza for integrada. Entretanto, uns números avassaladores de pobres são constantemente ameaçados de tornarem-se miseráveis. Cada segmento social deve propor educação e ensino profissional para oferecer mão de obra, para encontrar um trabalho ou serviço para executar. O Estado deve se considerar no dever de proporcionar trabalho para todos os que nada têm.

Na educação primária, foram avaliados 148 países. O Brasil obteve  o humilhante 129  lugar. Ficamos atrás de Haiti e Burkina Faso, onde o índice de alfabetização é quase inexistente. Somente com a educação virão a saúde, a segurança pública, a politização e a sobrevivência digna. Conhecimento é saber ler e compreender o que se lê. O conhecimento é o afastamento do analfabetismo. A única saída é investir seriamente na educação.


A pobreza, o pauperismo no mundo todo, representa uma imoralidade, a partir da degradação completa dos modos de vida dos operários e de suas famílias. A pobreza é o maior mal que envolve um país e isto é decorrência direta da situação econômica vigente, ou acumulada ao longo da história de estagnação, de desemprego, de falta de investimentos na economia e, sobretudo, de descontrole das autoridades em fazer um país crescer de maneira harmoniosa e equilibrada.

sábado, 30 de agosto de 2014

A RESPOSTA DE DEUS

REGINA DINIZ


Sempre vivenciei a experiência de falar com Deus...
Eu queria aproximar-me mais dele...

Procuro investir na minha entrada final no céu...
Desejo experimentar as minhas convicções espirituais...
Começou abrir-se um novo mundo...
Esforço-me por conhecer a estrada espiritual...

Peço respostas às minhas orações...
Orando com fé a Deus ele me responde...

À noite eu me retiro das exigências do mundo físico...
Transformo-me numa completa estranha ao mundo...
Sozinha com minhas orações...
Centralizo a minha vontade nas atividades corretas...

Reforço-me na força divina pela concentração...
Esqueço-me das dificuldades da terra...

O poder divino pela minha própria vontade...
Quer auxiliar-me  porque sou sua filha...
E através de diálogos permanentes...
A minha fé afasta-me das ilusões materialistas...

Quando a vontade espiritual se torna poderosa...
Deus começa a responder...

Lembro-me de que por trás de minha vontade...
Está a vontade divina de me ajudar...
Esta força maravilhosa virá em meu auxílio...
Se eu for receptiva...

Sinto-me em profundo silêncio...
Fecho os olhos e me concentro em algo sublime...

Em profunda meditação atraio boas idéias...
Procuro alcançar objetivos mais elevados...
É preciso a vontade firme nas boas ações...
Sei que escolho a direção certa...

Na fé elevada reforçada por Deus...
Está a resposta à oração...

Aproximando-me de Deus...
Abro as portas para que as minhas preces...
Sejam atendidas, para que eu evolua como alma...
Só assim posso crescer espiritualmente...

A oração profunda pode mudar o mundo...

É um poder maravilhoso...

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O PRODUTO FINAL DO CRESCIMENTO ÉTICO


REGINA  DINIZ

No verão de 2004, o furacão Charley pôs-se a rugir no golfo do México e varreu a Flórida até o oceano atlântico. A tempestade, que levou 22 vidas e causou prejuízos de 11 bilhões de dólares, deixou também em seu rastro uma discussão sobre preços extorsivos. Em um posto de gasolina, em Orlando, sacos de gelo de dois dólares passaram a ser vendidos por dez dólares. Sem energia para refrigeradores  ou ar-condicionado em pleno mês de agosto, verão no hemisfério norte, muitas pessoas não tinham alternativa  senão pagar mais pelo gelo. Árvores derrubadas aumentaram a procura por serrotes e consertos de telhados. Prestadoras de serviços cobraram 23 mil dólares para tirar duas árvores de um telhado. Lojas que vendiam normalmente pequenos geradores domésticos por 250 dólares pediam agora 2 mil dólares. (Autor:Michael Mclarty  - “After Storm Come the Vultures” – USA Today, 20 de agosto de 2004, p – 6 B)”.

Em tempos de dificuldades sociais, uma sociedade deve se manter unida. Precisamos debater cotidianamente a ética da virtude, como também incentivar as atitudes e disposições, privilegiando as qualidades de caráter das quais humanizam uma boa sociedade. Tentar enriquecer à custa das dificuldades  dos outros sempre foi inaceitável, mas mesmo assim permaneceu este comportamento destrutivo, o qual deve ser banido. A pessoa se torna gananciosa pelo medo de, no futuro, o dinheiro vir a faltar, se preocupa muito com o status. Por trás do ímpeto pelo poder está o medo. São pessoas inseguras.

“O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem caráter, nem dos sem moral. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons”.(Martin Luther King). Não há problema algum em acumular bens materiais, a não ser quando este desejo passa a ser voraz e inconseqüente, alimentado por uma ganância desmedida. É este um dos problemas de uma sociedade que se pauta pela ganância sem limites: os valores éticos e morais são deturpados. A nossa sociedade capitalista estimula, valoriza e vende cada vez mais a idéia de que ser é ter poder, dinheiro, coisas materiais. O grande problema é quanto isso se torna mais importante que o ser.

Muitas de nossas decisões diante de situações cotidianas e importantes dependem daquilo que consideramos bom, justo ou moralmente correto. E tais julgamentos morais da realidade é que fazem do homem em comparação aos demais seres vivos presentes na natureza, tornando-o completamente distinto porque somente o ser humano tem a compreensão do sentimento do bem e do mal, do justo e injusto e de tantas outras qualidades morais. A Ética é disciplina filosófica que busca refletir sobre os sistemas morais elaborados pelos homens, tentando compreender a fundamentação das normas e das interdições peculiares de cada sistema social e cultural.

“A faculdade de percepção, julgamento, sentimento discriminativo, atividade mental e até mesmo a preferência moral só são exercitadas  quando se faz uma escolha. Aquele que só faz alguma coisa  porque é o costume  não faz escolha alguma. Ele não é capaz de discernir nem de desejar o que é melhor. As capacidades mentais e morais, assim como as musculares, só se aperfeiçoam se forem estimuladas. Quem abdica de tomar as próprias decisões não necessita de outra faculdade, apenas a capacidade de imitar, como os macacos. Aquele que decide por si emprega todas as suas faculdades”. (Autor : John  Stuart Mill – Livro: On Liberty (1859) Stefan Collim, ed.Cambridge University Press, 1989, capit: 1).

O homem é um ser moral, porque avalia  sua ação e sua realidade a partir de valores. Somente quando somos livres tornamo-nos responsáveis pelo que praticamos. É a responsabilidade que pode ser julgada pela consciência moral do próprio indivíduo e pelo seu grupo social. Podemos atuar no sentido de aumentar nossas possibilidades de escolha, e isso será eficiente na medida em que for maior a nossa consciência a respeito desses valores.

A moral é construção humana e social e também histórica. Os sistemas morais não são valores físicos e nem imutáveis, porque são relacionados com as transformações histórico-sociais. A Ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a Ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social.

O objetivo de uma teoria da ética é determinar o que é bom, tanto para o indivíduo como para a sociedade como um todo. Os filósofos antigos sempre adoram diversas posições na definição do que é bom, sobre como lidar com as prioridades em conflito dos indivíduos  versus o todo, sobre a universalidade dos princípios éticos versus a “ética da situação”. O que está certo depende das circunstâncias e não de uma qualquer  lei geral.  E sobre a bondade é determinada pelos resultados da ação ou pelos meios pelos quais os resultados são alcançados.

“Para os autores, notadamente, Fromm. Horney, Jung, C.Buhler, Angyal, Rogers, G. Allport, Schdehtel e Lynd, o crescimento, autonomia, auto-atualização, individualização, autodesenvolvimento, produtividade, auto-realização  são todos sinônimos, de uma forma rudimentar, designando mais uma área vagamente percebida do que um conceito nitidamente definido. Na minha opinião, não é possível definir atualmente essa área em termos precisos. Atualmente, há necessidade positiva de teorias e conceitos que sirvam melhor aos nossos sistemas humanistas  de valor que estão surgindo do colapso dos antigos sistemas de valor.” (Autor: Abraham H. Maslow  - Livro: Introdução à Psicologia do Ser).  

O produto final do crescimento ético nos ensina muito sobre os processos de crescimento. É importante o estudo sobre os processos do crescimento. É importante o estudo direto dos indivíduos bons, em vez de maus, de pessoas sadias, em vez de doentes, do positivo em vez do negativo. As pessoas sadias emocionalmente desfrutam de uma observação superior da realidade. Desfrutam de uma abertura crescente do próprio eu, com a compreensão dos outros e da natureza. Aumenta a conscientização em determinado problema até decifrá-lo.

Junto com as pessoas distancia-se emocionalmente para compreendê-las e afetivamente deseja a intimidade. Valoriza a autonomia, busca a renovação de soluções e resiste a enculturação. Privilegia a originalidade de apreciação e riqueza de reação emocional. Identifica-se profundamente com a espécie humana e suas relações interpessoais são melhoradas, deseja sempre ajudá-las.

A individuação é um processo ativo e dinâmico durante a vida inteira, privilegia o Ser em vez de vir a Ser. Procuram desenvolver ao longo da vida os talentos, capacidades, tendências criadoras, potencialidades constitucionais.O crescimento pessoal consiste em despojar-se de inibições e limitações, permitindo ao indivíduo “ser ele próprio”, emitindo comportamento construtivo, permitindo que a sua natureza íntima se expresse...


Porque se fala tanto em moral hoje? Acredito que se fala muito de moral porque os problemas morais assumem dimensões assustadoras na sociedade contemporânea. Influentes pensadores, filósofos, historiadores, políticos e literatos de todas as épocas nos fornecem um vasto material que comprova a constante preocupação com a Ética e a Moral. O tempo atual vive grandes e rápidas transformações que afetam não só o exterior, mas também os fundamentos do ser e do pensar, as formas de julgar e decidir, as normas e valores. Em qualquer lugar da sociedade contemporânea, as decisões e ações podem ter efeitos ameaçadores não só para os indivíduos, mas para a sociedade como um todo. Acredita-se que só a Educação pode ajudar a reduzir a barbárie, e se coloca como responsabilidade maior para aqueles que pensam e fazem educação. 

sábado, 9 de agosto de 2014

A LUZ MAGNETIZANTE DA EVOLUÇÃO


REGINA  DINIZ

Reflito assumindo um nobre conceito...
Porque sou filha de Deus...

Só o amor faz nascer todas as coisas...
Esforço-me por falar uma nova linguagem...
Que é a disposição pela paz, alegria e boa vontade...
A paz nutre a minha alma...

A paz me renova pela radiação interior...
Fico motivada pela luz magnética emitida...

Fico tão feliz que ouço o vento murmurar...
Suavemente conversando com as árvores...
Ouço canções murmurantes em riachos...
Sinto Deus em tudo...

A voz do sabiá é a voz da intuição...
A voz do sabiá é a orientação de Deus...

Peço a Deus que me mostre o caminho...
Através da fé ele me guia...
Eu repito serenamente...
Deus me guie pelos bons caminhos...

É preciso olhar adiante alegre e feliz...
Em relação a todas as circunstâncias boas da vida...

Cuido do meu coração para não perturbá-lo...
Nem abrigar nele o medo...
Aproximo-me de Deus...
E fico em paz...

A inteligência infinita nos guia...
A resposta divina é a decisão correta...

Procuro ouvir a minha voz interior...
Acredito que a única necessidade é Deus...
Não me apego a bens materiais...
Com Deus tenho a vida eterna...

Oro a Deus fervorosa e amorosamente...
Ele vem a qualquer momento...

Em silêncio eu concentro os meus pensamentos...
Em algum desejo digno...
Esta força de vontade torna-se divina...
Então alcanço os meus objetivos espirituais...

Com Deus eu encontro tudo...

Sou feliz permanecendo na consciência espiritual...