quinta-feira, 26 de julho de 2012

SAGRADAS INTENÇÕES


REGINA DINIZ


Penso em Deus em oração que  inspira amor  e paz...

Conhecer Deus é possível, pois ele quer ser conhecido...
Sou presenteada com impulsos de inspiração confiável...
Para reconstituir a minha estrada de crescimento...
Em orações me envolvo em fluídos de esperanças...

Penso em Deus para achar a quietude, que cura a alma...

Abro a porta às mensagens de Deus todos os dias...
Procuro compreender Deus, abraçando a natureza...
Venero a Deus como ele me venera...
Junto dele nunca me sinto sozinha...

Penso em Deus na fé, que faz milagres em boas intuições...

Sinto mensagens, Deus quer que eu desperte espiritualmente...
Vejo caminhos o tempo todo, e alento-me para o bem...
Estou rodeada de mensagens de Deus...
A luz de Deus é reverenciada em todas as tradições sagradas...

Penso em Deus nas boas ações com o próximo...

A luz que me fascina é Deus entrando em meu mundo...
Nasci de novo quando despertei para Deus...
Acordei para a verdade da consciência da existência...
Deus envia flechas de luz para iluminar a vida...

Penso em Deus na virtude, que purifica o imaginário...

Deus é uma presença penetrante de amor divino...
Procuro me aproximar de Deus, para senti-lo no coração...
Dialogo com Deus, e me alegro em desfrutar a vida divina...
Trabalho só no que for evolutivo para purificar o espírito...

Penso em Deus por que sei que devo melhorar o nível espiritual...

Deus não deixa impressões digitais no mundo material...
Somos almas feitas da mesma essência de Deus...
Tenho muitas esperanças do que já veio...
Tenho muitas esperanças do que está por vir...

quinta-feira, 19 de julho de 2012

ACORDOS DE COOPERAÇÃO MAIS JUSTOS


 REGINA DINIZ

         Nas últimas décadas do século XX, segundo o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, pelo menos cem das nações em desenvolvimento ou em reforma vivenciaram uma forte queda econômica,
e teve como efeito, que a renda per capita estivesse aqui mais baixa do que 10,15,20 ou até 30 anos atrás. Certamente os frutos do crescimento econômico se concentraram numa pequena minoria da população mundial, de modo que a pirâmide do bem-estar se torna sempre mais íngreme: as 200 pessoas mais ricas possuem o correspondente àquilo que 41% da população mundial possui.(UNDP.1999, p. 38). (Citação de Thomas Kesselring – Ética, Política e Desenvolvimento Humano – A justiça na Era da Globalização).

Apesar da enorme produção de riquezas que o mundo produz, o relatório da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento mostra que nos últimos 30 anos o número de pessoas que vivem com menos de US$ 1,00 duplicará nos países menos desenvolvidos ou periféricos. A frieza humana das Nações Unidas para O Comércio profetiza a quebradeira total dos países mais pobres e nos deixam estarrecidos. Em nível global, segundo o Banco Mundial – 11- 2011 -, há cerca de 1,4 bilhão de pessoas que vivem com menos de US$ 1,25 por dia.

Atualmente, milhões de pessoas, no mundo todo, morrem silenciosamente sem o mínimo reconhecimento humano dos governos municipais, estaduais e nacionais. Todos eles vítimas da ausência de planejamentos públicos que lhes garantam ao menos Direitos Básicos de Sobrevivência, como saneamento, água potável, alimentação, moradia, saúde e educação. População que passa fome: 850 milhões em 2007; 925 milhões em 2008; l - Necessidades de investimentos: 30 bilhões por ano: 3 – 2% detêm mais da metade da riqueza mundial (ONU – 2008).

A pobreza e a miséria, apesar de cinco décadas de políticas para o desenvolvimento, absolutamente não desapareceram. Segundo dados do Banco Mundial na virada do século, 2,8 bilhões de pessoas, portanto a metade da população mundial, dispunha de uma receita diária de menos de dois dólares. Essas pessoas viviam na média até bastante abaixo dessa marca, a saber, 44,4 % (Pogge, 2002, Cap.4.3.1).

Aproximadamente 1.2 bilhões de pessoas, um em cada cinco habitantes do planeta sobrevivem com menos de 1 dólar por dia. Essas pessoas vivem na pobreza extrema, sem acesso aos mercados, sem acesso a bens e serviços sociais os quais seriam necessárias as conduções de uma vida humanamente digna. Devido à pobreza, morrem todos os anos, prematuramente em todo o mundo 18 milhões de pessoas, significando 50 mil por dia.

“Desde a Segunda Guerra Mundial, a desigualdade na repartição dos bens materiais aumentou, quando deveria ter diminuído em nível global. A população mundial triplicou e segundo os dados do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas revelam que, desde 1965, a mortalidade infantil reduziu mundialmente à metade e a expectativa de vida se ampliou em uma década”. (UNDP, 1999, p.23). Entretanto o número de pessoas que vivem em condições de vida indigna e até extremamente deplorável no mundo todo é hoje maior do que antes.

Relatórios do Banco Mundial afirmam que 73% da população mundial detêm apenas 15% da riqueza produzida no planeta. A OIT (Organização Internacional do Trabalho) revela que quatro em cada dez trabalhadores no mundo são pobres. Dos 3 bilhões de pessoas empregadas, 1,3 bilhão ganha até US$ 2,00 diários e 489,7  milhões ganham menos de US$ 1 por dia. (23 – 01 -2008). Segundo o relatório Indicadores de Desenvolvimento Mundial, divulgado em Washington, cerca  de 986 milhões de pessoas em todo o mundo ainda vivem com menos de US$ 1 ao dia, critério de avaliação da pobreza extrema. O Banco nota, entretanto, que mesmo nos países que reduziram os níveis absolutos de pobreza a desigualdade cresceu muito.

Aceitar que a pobreza é global, que é desesperadora, que é um problema dramático, e que temos que debatê-la, em busca de possíveis soluções sociais, já é um avanço civilizatório. Cada país fazendo a sua obrigação humanística, ajudando e valorizando as chances de vida, que cada um  pode oferecer aos seus compatriotas, enche a alma do nosso planeta de esperança. Rejeitando totalmente a corrupção, exigindo um bom funcionamento democrático, com  igualdade de oportunidades para todos os pobres, deve ser um assunto para exigirmos todos os dias de nossos políticos.


As pessoas que vivem a margem da economia formal movimentam-se no círculo negativo da miséria. Estão mal nutridas, porque estão desempregadas. Não conseguem trabalho porque estão desempregadas. Não conseguem trabalho porque estão enfermas e debilitadas. Elas apresentam o quadro da nutrição precária. Esta tremenda injustiça social acontece em dimensões continentais.

Relatórios do Banco Mundial afirmam que 73% da população mundial detêm apenas 15% da riqueza produzida no planeta. Cerca de 14,2 da população global passa fome o que corresponde ao estimativo de 925 milhões de pessoas. Segundo a FAO, o preço do alimento no mundo mais que dobrou em 5 anos. Isto afetou principalmente os cerca de 1,4 bilhão que ganham menos de 1,25 por dia. Para a ONU, se a escalada de preços dos alimentos continuar a persistir, mais de 100 milhões de pessoas podem ser arrastadas para baixo da linha de pobreza, em todos os continentes. 2,5 bilhão de pessoas no mundo não têm acesso a saneamento básico, ou seja, cerca de 30% da população mundial, estimada hoje em 6,5 bilhões.

A pobreza é causada pela carência de oportunidades – principalmente de educação – e que escancara a ausência governamental, causando o aumento incontrolável da pobreza. A vontade política de assumir a pobreza é questão humana de justiça social e é da responsabilidade dos mais ricos ajudar os necessitado. Na Doutrina de Jesus de  auxílio e de emancipação dos pobres foram desenvolvidas estruturas e organizações de caridade, entre  elas as missões nos países pobres, que incentivam as pessoas a praticar a caridade cotidianamente.

Singer fala principalmente de gastos monetários, mas também considera outras ações como possíveis, por exemplo, o empenho por formas melhoradas de ajuda ao desenvolvimento, por acordos de cooperação mais justos entre os países ricos e os países pobres, ou por uma limitação do poder das sociedades multinacionais, enquanto elas não participam ativamente no combate à pobreza. (p.244). “Talvez seja até mais importante defender politicamente os interesses dos pobres, do que lhes fazer chegar doações pessoais”.(p.245) (Singer – Livro: Pobre e Rico – pág. 215 – 247). 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A JORNADA DA ALMA

                       
 REGINA DINIZ

Preciso reciclar as minhas energias psíquicas...
Enfrento os meus problemas e as minhas neuroses,
Porque não posso evoluir aceitando as energias negativas...
A chave reside na compreensão da mente saudável...

Procuro o meu lugar neste universo de vida...

Aprecio o equilíbrio e o júbilo da natureza que me acalma...
Admiro a poeticidade no canto dos pássaros que me alegram...
Admito que os diversos canais de devoção curam...
Mas acredito que a cura essencial é realizada por mim mesma...

Quero aprender a viver a partir do nível da alma...

Descobri que dependo totalmente da sensação de calma...
Quando penso na paz aumenta a minha fé interior...
Dependo das energias curativas e procuro desfrutá-las...
Para administrar as emoções conflitantes de todos os dias...

A mente desvenda o conhecimento, mas a alma é que conhece...

A busca do meu apaziguamento me transforma para melhor...
Converso com a mente para me reanimar em projetos existenciais...
Quando idéias perturbadoras me invadem,
Eu afugento-as, eliminando os meus inimigos internos...

Quando converso com o meu interior, sinto a minha alma...

A verdadeira calma liberta energias que me fortalecem...
Eu sou a professora de mim mesma...
A minha melhor mestra é a minha consciência...
A minha melhor mestra é acreditar que a bondade cura...

Sei que a qualidade dos meus pensamentos influencia a vida...

A imensa beleza de nosso planeta demonstra a natureza de Deus...
Lembrando-me de Deus, sinto-me mais feliz...
Vivenciando Deus no meu coração, o mundo fica mais alegre...
A convivência arrebatadora do sagrado purifica a alma...

Sei que agora, e no fim tudo é alma... 

domingo, 8 de julho de 2012

O DESAFIO DO RENASCIMENTO EDUCACIONAL


REGINA DINIZ

 “O que chamamos de “crescimento econômico” é em grande parte um desperdício. Vamos chamar de economia do desperdício e destruição. Vamos definir como crescimento aquilo que aprimora a vida como geração e regeneração, e declarar que é disso que o nosso planeta mais precisa. Essa noção de – crescimento que aprimora a vida – é o que queremos dizer com crescimento que aprimora a qualidade de vida”. (Francês Moore Sappé – ativista de mudanças sociais.)

O Desenvolvimento Qualitativo é libertador, e se alicerça nas exigências básicas como a alimentação, salubridade e ambiente saudável, segurança, educação, saúde, enfim maior qualidade de vida para toda a população. Mas para isso são prioritários planejamentos competentes em administração e distribuição dos recursos disponíveis. O grande desafio é compreender, que o desenvolvimento qualitativo significa expandir, realizar potenciais, resultando em patamar completo, maior e melhor.

O Desenvolvimento Qualitativo – educação e cultura – colocam o ser humano em importância além da economia. O desafio em propor o conhecimento, a noção de qualidade influi referências éticas às experiências humanas, que são aspectos subjetivos elevados. O desejo de inovação é um dos indicadores de qualidade de vida. Em outras palavras os seres humanos desejam intensamente o Desenvolvimento Qualitativo, aprendizado e evolução. O centro de sua genuína realização é a criatividade, é a geração de novas formas de ser. A vida continuamente tenta criar renovações.

“Brasil, abril de 2012. Que pais é este? Trata-se da sexta economia do mundo. No Índice de Desenvolvimento Humano está classificado na posição 84. No item qualidade da infra-estrutura está na posição 104. No que tange à educação, prioridade para qualquer país que pretenda impulsionar a sua nação, já que é capaz de influenciar positivamente a todos os outros aspectos de um sistema político e social, o que temos? Somos o 115 lugar, colocado na qualidade do sistema educacional. (Carolina Fuhrmeister – Diretora do Fórum da Liberdade –  2037 -  Que Brasil será o seu? –Jornal Zero Hora – 2012 – Porto Alegre).

Há meio século atrás, a população estudantil estudava em escolas públicas e recebia uma boa educação. Rapidamente, sem ninguém entender, o poder público abandonou as escolas, colocando nos ombros dos pais um sacrifício pesadíssimo, ter que pagar pela educação de melhor nível para os filhos em escolas particulares. Sem mínimos investimentos, as escolas públicas perderam o interesse dos alunos, e milhares de jovens frustrados desistiram de estudar.

Contudo, o povo sempre acreditou na educação, sempre teve grandes esperanças pelo resgate cultural, apesar do descaso dos governantes, que admitiram como normal a Devastação Cultural em nosso país. A economia precisa de humanização. Os processos econômicos precisam compreender, e valorizar a qualidade de educação proposta na prática, porque uma pessoa culta enobrece a sua sociedade.

Não entendo porque a saúde física e mental do brasileiro e sua educação de qualidade não são prioridades dos governos, sem as quais não haverá uma sociedade mais justa em termos sociais e econômicos. Pergunto: interessa aos demagogos, populistas e às próprias religiões uma sociedade que não tenha os desníveis hoje existentes, que condenam à exclusão social uma grande parcela da sociedade brasileira? (Paulo Vellinho – Opção pela mediocridade – Zero Hora – 17-06-2012 – Porto Alegre – R.G.S.)

A ausência do investimento na área da educação, esta situação de descaso precisa ser detalhadamente questionada, e cobrada dos poderes públicos. A Constituição Brasileira determina que a União aplique no mínimo 18% de arrecadação de impostos na educação, não é necessário ser um especialista na área para ver, que a realidade está bem longe desse percentual estipulado. “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”. (Martin Luther King”.)

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) declaram o valor investido em cada estudante do ensino básico no nosso País, é menor cerca de 70% em relação ao mesmo em países desenvolvidos. O Brasil está lamentavelmente atrás de países como a Bolívia e Equador. O relatório da Unesco sobre a Educação mostra também que os índices de repetência e abandono da escola no Brasil aparecem entre os mais altos dos países na América Latina, em sentido contrário do desenvolvimento econômico que tem crescido ano a ano.

“Por falta de outra palavra – cultura - designa, aqui  o bem colhido por quem busca prazer e elevação de espírito no conhecimento e na arte; Quando me refiro às vertentes do conhecimento estou falando, principalmente de filosofia, política, direito, história e religião. Embora os indivíduos recolham da cultura expressivos benefícios pessoais, mesmo quando individualmente construída, ela é socialmente proveitosa. Tanto os que a produzem quanto os que a buscam são essenciais ao progresso das civilizações”. (Percival Puggina – Renascimento Cultural – Jornal Zero Hora – Porto Alegre – 17-06-2012).

A ausência no investimento de uma boa educação tem propiciado comportamentos desesperadores por parte dos cidadãos, o que é compreensível. Grande número de brasileiros não agüenta mais ficar calado diante das inúmeras explorações do dia a dia. A falta de diálogo para se estabelecer o que é justo e correto, faz o cidadão prejudicado se cansar de ser omisso. Nota-se a depressão dos pais por seus filhos não receberem uma educação de qualidade.

A educação brasileira necessita urgentemente de defensores e debatedores para a sua melhoria em todos os níveis de escolarização. Precisamos da presença atuante da Mídia, exercendo um papel sério e moderno em prol da qualidade do ensino. A mobilização social é necessária para ajudar a educação se tornar realmente uma prioridade nacional. Precisamos construir urgentemente um ideal permanente de ação. Investir nas crianças, nos jovens, e em todos que acalentam o sonho de estudar é o grande projeto para construir um presente e futuro melhor.