sexta-feira, 24 de junho de 2016

0 DIÁLOGO INTERIOR CONSTRUTIVO




REGINA DINIZ



Fui levada pelo sonho que se tornou realidade...

Agora sei que minha estrada tem muitos cruzamentos...



É importante a forma de ver o mundo...

É saudável olhar o mundo de forma qualitativa...

É inteligente renovar o lugar que habitamos...

O futuro de acordo com a harmonia da vida...



Faço sempre contrato construtivo com a vida...

Confronto-me com as próprias emoções...



Procuro fortalecer a minha auto-estima...

Exercito o amor e o respeito por mim mesma...

Perdi a autoconfiança em certas ocasiões...

Mas percebi que a vida tem seus propósitos...



Jamais recebemos uma tarefa...

Para a qual não estamos preparados...



Devo treinar para ser uma pessoa mais forte...

Quando estou no controle dos meus pensamentos...

Vejo-me mais forte emocionalmente...

Escolho o diálogo interior positivo...



Construo a confiança e a segurança...

Através de um diálogo construtivo comigo mesma...



A minha estrada da vida foi de trabalho duro...

A minha estrada da vida foi de escolhas difíceis...

A minha sorte foi dar as costas às motivações hedonistas...

Confiei no trabalho em andamento no meu interior...



Na estrada sinuosa de minha vida...

Nunca houve um paradeiro...



Bastou absoluta honestidade em meus motivos...

E realizei as mudanças que pretendia...

É necessária uma percepção acurada...

Para descobrir nosso lugar nos ritmos pulsantes de vida...



Uma parada programada sempre reuniu esforços...

Para o próximo salto criativo...




sexta-feira, 3 de junho de 2016

A SOCIEDADE HUMANA PRECISA DE AJUDA UNS DOS OUTROS






REGINA DINIZ



Somos capazes de agir com amabilidade e generosidade com aqueles que não são nossos parentes consanguíneos. Em primeiro lugar, a origem evolutiva desse fenômeno pode parecer óbvia: claramente, prosperamos trabalhando juntos – na caça, na coleta, no cuidado da prole, e assim por diante -, e nossos sentimentos sociais tornam possível esta coordenação. Adam Smith destacou este fato muito antes de Darwin: Todos os membros da sociedade humana precisam de ajuda uns dos outros, e estão igualmente expostos a ofensas mútuas. Nas sociedades onde a ajuda é provida de forma reciproca através do amor, da gratidão, da amizade e da estima, a sociedade se desenvolve e cresce feliz”. E assim é em nome do benefício de todos, que nos preocupamos com aqueles, que nos cercam. (Autor: Paul Bloom – Livro: O que nos faz bons e felizes ou maus – Editora: Best Seller – Rio de janeiro – 2014)



Para que a sociedade floresça dessa forma, os indivíduos têm que se abster de tirar vantagem uns dos outros. A ética é a morada do homem, diziam os primeiros filósofos gregos no século VI a.c. A Ética vem dos gregos ethos, que significa modo de ser ou caráter. Para eles, o ethos representava o lugar que abrigava os indivíduos e cidadãos, aqueles responsáveis pelos destinos da pólis (cidade).Isso significa que, vivendo de acordo com as leis e os costumes, os indivíduos poderiam tornar a sociedade melhor e encontrar nela sua proteção, seu abrigo seguro. A Ética aparece, assim, como resultado das leis determinadas pelos costumes ou das virtudes e hábitos gerados pelo caráter dos indivíduos. Os costumes representam, então, o conjunto de normas e regras adquiridas por hábito, enquanto a permanência destes define o caráter virtuoso da ação do sujeito. A excelência moral seria não apenas determinada pelas leis da cidade, mas também pela decisões pessoais que geram as virtudes e os bons hábitos.



Ética e moral são palavras que significa, em sua origem, a mesma coisa, pois dizem respeito ao modo como os indivíduos devem agir em relação ao outro no espaço em que vivem. Entretanto, hoje podemos estabelecer uma diferença entre ambas, pois a Ética se constitui como uma parte da filosofia, que se trata da moral em geral, ou da moralidade de cada ser humano, em particular. A Ética é por muitos definida como a ciência da moral. Isso significa que a moral aparece atualmente como um objeto de reflexão da Ética. Desse modo, enquanto à Ética compete estudar os elementos teóricos, que nos permitem entender a moralidade do sujeito, a moral diz respeito à esfera da conduta, do agir concreto de cada um. Pode-se resumir tais diferenças da seguinte forma: a Ética revela-se como reflexão (teoria) já a moral diz respeito à ação (práxis).



O mundo da moral envolve a individualidade (subjetividade e a coletividade (intersubjetividade) dos seres humanos dotados de sentimento e razão. Nesse sentido, a prática do bem ou da justiça estaria ligada ao respeito às leis da pólis (heteromania) e a intenção individual (autonomia de cada sujeito). Isso significa que existem fatores externos (a lei, os costumes) e internos (as convicções, os hábitos), que determinam o comportamento dos cidadãos. Nesse sentido, a moral definida como um conjunto de regras, princípios e valores que determinam a conduta do indivíduo, teria sua origem nas virtudes, ou ainda na obrigação de o sujeito seguir as normas que disciplinam o seu comportamento. Todavia, a boa conduta poderia também se determinada pela educação na medida em que o processo educacional forneceria as regras e ensinamentos capazes de orientar os julgamentos e decisões dos indivíduos no seio de sua comunidade.



Desde os gregos, portanto, a educação se configura como um elemento fundamental para a constituição da sociabilidade. Assim, enquanto os costumes determinam as normas e valores a serem seguidos ou transmitidos pelos sujeitos morais, a educação se impõe como um importante instrumento para o desenvolvimento moral do indivíduo. Isso porque, as virtudes que determinam a excelência moral dos agentes sociais, que poderiam ser transmitidos pelos ensinamentos. A educação estaria, por conseguinte, na base do esforço para fazer do indivíduo um homem bom e do sujeito um cidadão exemplar. A formação moral serve também de auxílio à formação do indivíduo em sua dimensão política. Assim, o ethos não apenas representa o instrumento fundamental para a instauração de um viver em conjunto, como serve de alicerce à construção do espaço da política. Disso se conclui que Ética e política são atividades que se relacionam e se completam.



A necessidade que se impõe a cada ser humano o dever de respeitar os costumes e as normas da sociedade revela a importância da moral em nossas vidas. Nenhuma comunidade humana pode sobreviver sem o mínimo de regras ou padrões de comportamento, ou seja, sem um código de condutas. O referido código normativo representa os ensinamentos que orientam nossas ações diante do mundo e, sobretudo, em face do outro. A Ética, enquanto campo de estudo e reflexão, revela que nossas ações tem efeitos na sociedade e que cada homem deve ser livre e responsável por suas atitudes. A responsabilidade se constitui como elemento essencial à vida moral do indivíduo.



“De acordo com o ranking de felicidade da Organização das Nações Unidas (ONU), os dinamarqueses são a nação mais feliz do mundo. Para chegar ao ranking, a ONU fez perguntas diretas ao povo a respeito de sua felicidade e otimismo no momento, além de perspectivas de vida. Depois, a pesquisa levou em conta o PIB percapita  da  população, expectativa  de vida saudável , percepção de corrupção no país  a liberdade, por exemplo.



Com elevados índices de educação, saúde e renda a Dinamarca saiu na frente. Mas o que, realmente torna os dinamarqueses felizes é o extremo grau de confiança, que as pessoas têm uma nas outras, segundo o professor de Economia Christian Bjornskov, que tem um PHD no tema “felicidade e economia” pela Aarhus Business School.



Nós perguntamos para as pessoas se elas acham que desconhecidos são dignos de confiança. Cerca de 70% na Dinamarca, diz que sim. No Brasil, esse índice é de apenas 7%, compara o professor. Mas por que isso torna as pessoas mais felizes? Segundo ele, melhora as relações sociais e “as pessoas ficam felizes em saber, que não precisam ter pequenas preocupações”, diz. Perder a carteira ou tentar encontrar um endereço na rua deixam de ser pequenas preocupações cotidianas, então, segundo ele.



A Confiança que os dinamarqueses têm nas instituições do seu país,especialmente políticos e polícia, também os torna um povo mais feliz. ”As pessoas se acostumam com bens materiais, não é isso que as faz felizes, mas se você realmente  combater a corrupção, elas confiam no país e isso ajuda na “felicidade” afirma Bjornskov. Para um brasileiro, confiar em políticos pode parecer estranho, mas a Dinamarca conta com um sistema judiciário que aparentemente não deixa corrupção impune. Até 1840, explica Bjornskov, quem fosse pego em esquema de corrupção passaria o resto da vida na cadeia.