REGINA DINIZ
“A criatividade é o maior
paradoxo da humanidade. Por um lado, alguns poucos visionários são alçados à
glória, consagrados como semideuses e heróis no Olimpo da História. Por outro,
o criativo inquieto e inconformado com as estruturas de seu tempo é por vezes
desprezado e considerado preguiçoso, indisciplinado ou louco. Ou tudo junto.
Albert Einstein foi um deles. Na escola, era um menino-problema. Um dos maiores
físicos de todos os tempos tirava nota baixa, veja bem. Imagine o Einstein
ficando de castigo porque tirou nota baixa. E levando bronca de um professor
enfurecido com o aluno que não prestava atenção. Queria ver a cara desse
professor, quando ele ganhou o Nobel de Física”. ( Autora: Flávia Leal Alves –
Zero Hora – Porto Alegre – RGS).
Existem basicamente dois fatores
que produzem a pessoa criativa e inovadora: o talento e a habilidade. O talento é algo que nasceu com você.
Portanto, é congênito, isto é, podemos ter talento de nascença, ou não tê-lo, e
nada irá mudar isso. A habilidade, por outro lado é o que adquirimos com a
prática constante e todos podemos desenvolvê-la. Por isso mesmo é bom lembrar
que ninguém nasce campeão de natação: é preciso treinar dura e repetidamente. Da
mesma forma, a criatividade pode ser treinada e desenvolvida, e como resultado
disso surge a inovação, fruto da engenhosidade do ser humano.
David Ogitvy, britânico
cognominado o pai da publicidade do século XX disse, certa vez, que as boas
idéias vem do inconsciente; ele tocou num dos pontos chaves da criatividade,
que a informação armazenada em nosso cérebro, trabalhando em sociedade com o
subconsciente.
Outra maneira é o uso constante
da imaginação direcionada a um propósito. Einstein sabia disso ao afirmar que
“A imaginação é mais importante que o conhecimento”. Você pode argumentar que o
conhecimento é mais importante, pois ele é a base de todas as informações a respeito de fatos e
coisas. Einstein, entretanto, afirma que a imaginação é mais importante,
porque é ela que precede e molda o conhecimento, o qual não passa de uma
sistematização de dados e informações. Se você mora em apartamento, alguém
(arquiteto ou engenheiro) primeiramente o imaginou - isto é planejou – e
depois o construiu. O apartamento tomou
forma só depois de imaginado e erguido. Se você senta numa
poltrona confortável ela, inicialmente foi projetada, isto é, imaginada – por
alguém que posteriormente, a fez. Aquela poltrona não existia antes: ela
começou na imaginação de alguma pessoa, posteriormente foi feita.
O mesmo acontece com teorias e
hipóteses. Baseado em estudos e hipóteses, imaginando possibilidades, Einstein
criou a equação E=MC2, onde E representa energia, M, é a massa, e C2 velocidade
da luz ao quadrado. Criatividade trabalha com o conceito fundamental de que é
preciso “crer para ver”. Pessoas que só acreditam no que veem estão em sérios apuros,
quando se trata de criatividade, pois existem milhares de ondas
eletromagnéticas, sons, odores, paladares, micro-organismo, totalmente
imperceptíveis aos seres humanos e que são fundamentais no nosso dia a dia. Por
exemplo, ninguém consegue ver as ondas eletromagnéticas, que trazem a imagem
para a televisor, a mensagem do celular, ou o e-mail da internet.
A criatividade trabalha com o
conceito fundamental de que é preciso “crer para ver”, atitude essencial para a
mente inventiva, pois parte do princípio de que tudo começa no plano invisível,
a imaginação e o subconsciente, para depois manifestar-se no plano físico. Sem essa
premissa, a criatividade – e a inovação dela decorrente é bloqueada no
nascedouro, porque a inspiração e a engenhosidade da mente são impedidas de
agir. (Este sentido foi condensado o livro “Manual de Criatividade Aplicada” de
Ernesto Ortur Berg, de Ernesto Ortur Berg, - Juruá Editora).
A criatividade pode ser
apreendida. O homem nasce criativo, mas a sociedade o obriga a deixar de ser. A
criatividade questiona o que foi estabelecido como “normal”. É uma espécie de
caos, sem uma direção, definida, que faz soar todos os alarmes e levanta muitos
questionamentos sobre as nossas “certezas”. A criatividade, o absurdo e a
loucura são gêneros da mesma espécie: o pensamento divergente. Por isso, a
educação tradicional assume que esse assunto deve ser reprimido em maior ou
menor grau. Parece que educar não inclui a tarefa de ensinar a ser criativo.
Pelo contrário, visa incutir no estudante o conhecimento já estabelecido, e sobre
essa base produzir a criação. Precisamos valorizar mais esse processo criativo,
transformando as escolas em locais onde as crianças possam desenvolver suas
habilidades.
Para a sociedade pós trabalho que
está chegando em que a “destruição
criadora” torna obsoletas muitas profissões, vamos precisar de mais gente, que
saiba conectar muitas idéias, pensar diferente, buscar soluções fora do
contexto normal, agir criativamente. Muitas das habilidades humanas a que
estamos habitados vão gradativamente,
tornar-se irrelevantes. A criatividade, não, Steve Jobs não ficou bilionário
porque sabia programar computadores, mas porque era muito criativo e soube
conectar muitas áreas. As crianças precisam ter a oportunidade de se conhecer
para perceber seus talentos, fazer suas próprias escolhas e perseguir seus
sonhos e interesses. Experimentar, ativar a curiosidade, explorar, tomar o
caminho da criação. Para isso é fundamental, que as escolas tenham condições de
oferecer uma educação revolucionária, mais experimental e menos padronizada”.
Autor: Alfredo Fedrizzi – Título:
Arte para os filhos sobreviverem no futuro – 2016).
A criatividade pode ser
aprendida. O homem nasce criativo, mas a sociedade o obriga a deixar de ser. A
criatividade questiona o que foi estabelecido como “normal”. É uma espécie de
caos, sem uma direção definida, que faz soar todos os alarmes e levanta muitos
questionamentos sobre as nossas “certezas”.
A criatividade, o absurdo e a
loucura são gêneros da mesma espécie: o pensamento divergente. Por isso a
educação tradicional assume que esse assunto deve ser reprimido em maior ou
menor grau. Se a criatividade diz: “a lua sorriu para mim”, o adulto
imediatamente responde: Não querida, a lua é um satélite, que gira ao redor da
terra e não pode sorrir”.
Parece que educar não inclui a
tarefa de ensinar e ser criativo. Pelo contrário, visa incutir no estudante o
conhecimento já estabelecido, e sobre essa base produzir a criação. Isso, em
última análise, não consegue desenvolver o pensamento criativo. Precisamos
valorizar mais esse processo criativo, transformando as escolas em locais onde
as crianças possam desenvolver suas habilidades.
