REGINA DINIZ
Em um contraste marcante, a
literatura dos primeiros 150 anos,
mais ou menos, era focada no que se
poderia chamar de Ética
do Caráter, considerada a base do
sucesso – características co
mo integridade, humildade,
fidelidade, temperança, coragem, -
justiça, paciência, diligência,
simplicidade, modéstia e a Regra de Ouro (fazer aos outros o que desejamos que
nos façam. A auto –
de Benjamin é o exemplo dessa
literatura. Trata- se basicamente,
da história do esforço de um homem
para interiorizar certos princí
pios e hábitos profundamente em sua
natureza. (Livro: Os sete hábitos das pessoas para a transformação pessoal.
Autor: Stephen R. Covey – Best Seller – Rio de Janeiro – 2016).
A Ética do Caráter ensina que existem
princípios básicos para uma vida proveitosa, e que as pessoas só experimentam o
verdadeiro sucesso e a felicidade duradoura quando aprendeu a integrar estes princípios a seu caráter
básico. Pouco depois da Primeira Guerra Mundial, a visão básica do sucesso
deslocou-se da Ética do Caráter para o que se poderia chamar de Ética da
Personalidade. O sucesso tornou-se mais uma decorrência da personalidade da
imagem pública, das atitudes e dos comporta-
mentos, da habilidade e das técnicas
que lubrificam o processo de
interação humana. Essa Ética da
personalidade trilha dois cami-
nhos básicos: um deles é o das
técnicas nas relações públicas e humanas; o outro, uma atitude mental positiva.
A idéia de que temos a capacidade de
evoluir e crescer, desenvol
vendo um potencial cada vez maior,
aprimora os nossos talentos.
Bastante ligado ao potencial está o
princípio do processo de desenvolvimento de talentos e exercício do potencial,
com a decorrente necessidade dos princípios da paciência, da educação
e do encorajamento...
Por meio da reflexão profunda e dos
recursos proporcionados pela fé e pela oração, começamos a ver nosso filho como
um ser humano único, distinto. Notamos nele um potencial imenso em diversos
setores que poderia se manifestar de acordo com o seu próprio ritmo de
velocidade. Decidimos relaxar e abrir caminho para a manifestação de sua
personalidade. Descobrimos que o nosso papel natural seria colaborar para sua
afirmação, a felici-
dade e valorização. Também
trabalhamos, conscientemente, em nossos motivos e fontes interiores de
segurança, de modo que nosso sentido de valor não dependesse do comportamento
“acei
tável “ de um filho. (Autor: Stephen
R. Covey – Best Seller – Rio de Janeiro – 2016). Página 45.
Decidimos parar de tentar torná-lo
uma cópia de nós e de medi-lo
a partir de nossas expectativas
sociais. Permitimos que ele esco-
lhe-se uma forma de modelo social
aceitável. Admitimos conside-
rá-lo uma pessoa apta a enfrentar a
vida, estimulamos a coragem
de
interagir construtivamente com os outros... Era preciso se de -
fender sozinho ... Após
alguns dias, ele começou a de -
monstrar mais confiança em si mesmo...
Lançada pelo Ministério de
Educação e pela UNESCO
em
2004 , a Coleção Educação para todos é
um espa-
ço de textos, que visa, por
meio da divulgação de textos,
documentos,
relatórios de pesquisas eventos e estudo de
pesquisadores, acadêmicos e
educadores nacionais e in
ternacionais, a aprofundar o
debate em torno da busca
da educação para todos. A escola é um
espaço privilegiado para a construção da cidadania onde um convívio harmonioso
deve ser
capaz de garantir o respeito aos
Direitos Humanos e educar a todos no
sentido de evitar as manifestações da violência.
Dentre os problemas mais pungentes,
que temos enfrentado no Brasil, estão as diversas formas de violência cometidas
contra crianças e adolescentes. A análise desse quadro social revela que as
marcas físicas visíveis no corpo deixam um rastro de marcas invisíveis e
profundas. Combater a teia de violência que muitas vezes começa dentro de casa
e em locais que deveriam abrigar,
proteger e socializar as pessoas é
uma tarefa que somente pode-
rá ser cumprida pela mobilização de
uma rede de proteção inte –
gral em que a escola se destaca como
possuidora de responsa-
bilidade social ampliada.
A medida que semanas e meses transcorriam
o adolescente começou a demonstrar mais confiança em si mesmo, a se afirmar.
Desabrochou em ritmo e felicidade
próprios. Tornou-se admirável de acordo com os critérios socialmente aceitos –
acadêmica, social e atleticamente em um passo rápido, bem mais veloz do que o
considerava um processo natural de desenvolvimento. Res-
gatou a autoconfiança, foi eleito
para diversos cargos de liderança
na comunidade estudantil, tornou-se
um atleta conhecido no estado e passou a trazer para casa notas altas. Ele
desenvolveu uma personalidade cativante e honesta, que permitiu seu
relacionamento pacífico com todos os tipos de pessoas.
O brilho e o apelo mais popular da
Ética da Personalidade encontram-se na crença de que existe um caminho rápido e
fácil para se obter qualidade de vida e eficácia em nível pessoal e
relacionamentos satisfatórios e profundos com outras pessoas,
sem passar pelo processo natural de
esforço e amadurecimento que a torna possível.
