REGINA DINIZ
“Até parece que Ângela Merkel
teve a personalidade forjada para este momento histórico. Quando se fala em
Ângela, alguns conceitos despontam, muitos deles paradoxais: liderança,
austeridade e sensibilidade. E as explicações para perfil tão complexo vão da geografia
à política. Ângela nasceu em Hamburgo, a cidade portuária alemã, onde os
Beatles deixaram os cabelos crescerem às margens do Rio Elba, quando ela tinha
oito anos. Mas saiu desse símbolo da revolução cultural, para acompanhar o pai,
pastor luterano de hábitos frugais e disciplina rígida, e cresceu em Templin,
na Alemanha Oriental no lado comunista da Cortina de Ferro. ( Ângela Merkel, a mãe da Europa - Zero Hora – 22-O2-2015).
Ângela Merkel, nasceu com o dom
da mediação, é uma mestra em ajudar as pessoas a dialogarem e a cooperarem para
resolver sérios problemas. Nesse sentido, é uma forma de impedir conflitos não
só no presente como também no futuro, pois já cria um clima de cooperação entre
as pessoas. O principal objetivo da mediação entre as nações é a solução de
maneira pacífica do conflito. O diálogo é o principal meio para se atingir este
objetivo, pois, é através de um diálogo franco que as partes chegam a um acordo
satisfatório para ambas.
Ângela Merkel é a mulher certa
para as atuais circunstâncias. Perfil discreto e perseverante guiou a Alemanha
e a Europa no momento de crise do euro. E como política conservadora,
garantiria a sustentabilidade de uma eventual solução. A Alemanha Oriental deu
a Ângela as características da prudência e de ser observadora na hora de
assumir riscos, esperando o momento adequado para atuar. Nunca foi fácil o
caminho de Ângela. Mulher formada no comunismo, demorou para compreender e
evoluir na democracia cristã, dominada por homens de raiz conservadora.
Uma das características mais
comentadas pelos alemães é a da privacidade de Ângela em um mundo tomado pelas
redes sociais. Recebeu o carinhoso apelido de mãe, mesmo sem filhos. A origem
no ambiente comunista muito ajudou a resolver as crises do euro. A Alemanha e a
Rússia têm diálogo forte e discreto. A Alemanha não quer o problema da Ucrânia
dentro da União Européia e, ao mesmo tempo, não quer incomodar a Rússia.
Temperamento discreto, fluente em russo e com liderança inconteste Ângela
dialoga sem alarde. – Desde de minhas
gestões, sempre deixei claro de que não tenho idéia de onde e como vão terminar
meus esforços. Mesmo assim, resolvi tentar conciliar. Eu teria remorsos para o
resto de minha vida se não tivesse feito nada.
“Nações desenvolvidas nos ensinam
que educação e crescimento econômico são indissociáveis. Uma lição importante
que o mundo globalizado nos lega é justamente esta: sem uma estrutura de ensino
adequada, não há como garantir competitividade, muito menos um ambiente
inovador. Se até há algum tempo nossas escolas técnicas formavam “mão de obra”,
hoje essa denominação esgotou seu prazo de validade. Por isso é
imprescindível ter presente a nova
revolução industrial, que estamos vivendo, caracterizada pela sociedade do
conhecimento”. ( Autor: Heitor José Müller – Titulo: Mãos ou Cérebro? – Jornal
Zero Hora – 30-10-2012).
Atualmente, considera-se a
educação um dos setores mais importantes para o desenvolvimento de uma nação. É
através da qualidade de conhecimentos que um país cresce, aumentando a sua
renda e a qualidade de vida das pessoas. O Brasil não tem avançado neste campo,
há muito para ser feito. A Escola (Ensino Fundamental e Médio) as universidades
tornaram-se locais de grande importância
para a ascensão social e muitas
famílias tem investido muito neste setor.
Poucos dias depois de o Ministério da Educação
divulgar com atraso, um desempenho decepcionante do índice de desenvolvimento
da Educação Básica (IDEB) de 1013, o relatório Panorama da Educação de 2014 da
OCDE – o clube dos países ricos a ser
apresentado em Paris, mostra que o investimento do Brasil no setor continua
muito aquém do desejado. É bem distante da média das nações mais desenvolvidas.
Segundo os dados coletados pela organização, o país é o penúltimo entre 35
pesquisados no que toca o investimento por aluno nos ensinos fundamental, médio
e superior.
O Rio Grande do Sul ocupa o ocupa
o último lugar no ranking nacional de investimentos em educação. Relatório
aponta que a proporção das receitas do Estado destinadas à área está abaixo do
determinado em lei. O Rio Grande do Sul é o Estado brasileiro que menos investe
em educação no país em comparação ao que arrecada, conforme indica um
levantamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação ((FNDE). Os
gaúchos aplicaram, na média de 2005 – 2010, o menor índice de receitas próprias
no sistema de ensino. São diagnosticados vários problemas na educação como
altos índices de repetência e evasão, o baixo rendimento dos alunos no Ensino
Fundamental, violência nas escolas e mesmo assim, não conseguimos encaminhar
soluções consistentes.

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