REGINA DINIZ
“A Liga das Nações e a ONU sempre
estiveram na busca da paz, do direito, da Justiça e da vida. Buscar a paz é o
objetivo que tem sido no decorrer da história, tarefa árdua dos homens que
tiveram a ousadia de sonhar. Os constantes conflitos entre grupos socialmente
organizados conduziram a humanidade, desde o século XVI, a interrogar-se sobre
os meios de controlar a guerra e tornar permanente a paz. E neste pequeno
trabalho, impõe-se buscar pensadores, filósofos e políticos pacifistas, que no
decorrer dos tempos sonharam com organismos que unissem os povos e
contribuíssem para a manutenção da paz mundial.
Na antiguidade vamos encontrar o
filósofo Confúcio (561-472 A.C.) que anteviu uma organização internacional como
fator de paz e concórdia ao declarar: O perfeito sistema do Direito das Gentes
repousa na constituição de uma Associação Internacional como fator de paz e concórdia ao declarar:
Todos os Estados que a compusessem deveriam enviar delegações escolhidos entre
os mais virtuosos e capazes. O fim da Grande União consistiria em aplicar a boa
fé e fazer reinar a concórdia entre os Estados.
Os hebreus foram entre os povos
da antiguidade, os primeiros que sonharam com um mundo sem guerras, antecipando
este desejo. Miquéias seu profeta disse: “Ele julgará entre muitos povos e
reprovará nações poderosas e longínquas; eles converterão as suas lanças em
podedeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão
mais a guerra. Ele imaginou a terra dividida em dez reinos, que seriam
distribuídos entre 10 filhos de Poseidon. Nunca haveria guerra. Uma Assembleia
presidiria os interesses e um Tribunal julgaria os litígios.
A Liga das Nações surgiu em 1919, após a primeira conflagração
mundial, baseada num projeto anglo-americano
Woodrow Wilson, com vistas de que a atuação da Liga na preservação da
paz internacional deveria ser principalmente de caráter moral. A simples
mediação da entidade e dos apelos em favor da paz, deveriam ser suficientes
para preservar tal paz, evitando assim conflitos desastrosos como o da guerra
que recentemente devastara a Europa. As sanções eram mínimas, não dispondo de
qualquer corpo militar com a finalidade de manter, prover e sustentar situações
de paz em áreas de conflito, por isso, sua ferramenta de coerção baseava-se em
sanções morais, econômicas e militares.
“A diplomacia pôs à prova, em
meio a desconfianças e à ampliação de conflitos, as virtudes da conversa e do
bom senso. Depois de uma maratona de negociações, o Irã e seis potências
globais firmaram um acordo que suspende o bloqueio econômico em troca de
limitações no programa nuclear do país persa. O anúncio prevê que o Irã
restringirá seu estoque de urânio enriquecido ao limite mínimo necessário para
o uso em fins médicos e científicos, sob vigilância de inspetores estrangeiros,
abortando assim o plano de construção da bomba atômica. Esperava-se, como
ocorreu após o anúncio do acordo, que vozes do pessimismo expressassem
incertezas, como reforço de setores que torcem contra o entendimento. (Mais um
espaço para o Diálogo – Jornal - Zero Hora – 04-04- 2015).
O que prevalece é a esperança de
um desfecho em favor da paz e da convivência harmoniosa. O mais importante é
que a decisão aponta para o futuro de mais diálogo no Oriente Médio, com o
fortalecimento de nações empenhadas num acordo, sob a liderança dos Estados
Unidos. Barack Obama firmou mais do que um acordo pela não proliferação de
armas nucleares, e sim pela paz duradoura na região, com repercussões em todo o
mundo.
Atualmente a mediação
consagrou-se como uma das alternativas prediletas, já que permitia às partes
chegarem juntamente a um acordo. A media~]ao consagrou-se como uma das
alternativas prediletas, já que permitia às partes chegarem juntamente a um
acordo. Pelo fato de não existir um terceiro impondo-lhes uma decisão que deve
ser cumprida , na mediação tem-se uma maior liberdade para acordar algo , sendo possível deixar
claros os pontos obscuros, as
divergências e insatisfações de cada um, chegando a um acordo só quando for
benéfico para ambas as partes.
A Cúpula das Américas, que se
realiza hoje e amanhã no Panamá, é a sétima edição do evento, mas certamente
será a mais importante e a mais histórica. Deve contar com a maior parte dos
chefes de Estado do continente – incluindo, pela primeira vez, Cuba, o centro
das atenções no momento em que resta relações com os Estados Unidos. Mas não é
só. O evento cujo tema é “Prosperidade com Igualdade: O desafio da cooperação
nas Américas” será dominado por encontros que provocam grande expectativa.
Obama deixa uma grande marca: reaproximar seu pais da América Latina depois da
surpreendente retomada das relações diplomáticas entre os dois países em 17 de
dezembro.
“Um aceno para a Paz –
Representantes das seis potências, da União Européia e do Irã oficializaram um
acordo depois de oito dias de negociação na Suíça, e concordaram com limites
drásticos para o programa nuclear. Depois de quase 48 horas além do prazo
máximo fixado para um acordo prévio, o Irã e as grandes potências anunciaram
ontem um acordo histórico, que limita severamente o programa nuclear iraniano
em troca do fim das sanções ao país. O anúncio, feito na cidade suíça de
Lausanne, prevê que o Irã deixará o estoque de urânio enriquecido a mais de 3º-
a 5º- (limite máximo necessário para uso com fins médicos e científicos) sob. A
guarda de potências estrangeiras e fechará mais de dois terços de suas
centrífugas”.
A partir da data em que a Agência
Internacional de Energia Atômica comprovar o cumprimento dessas medidas,
Estados Unidos e União Europeia cancelarão as sanções econômicas e financeiras
que pesam sobre o país. Entraram em acordo final que em junho, será celebrado
um acordo final, a ser amparado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. O
resultado de ontem põe fim a mais de 30 anos de hostilidade aberta entre
Estados Unidos e Irã. Em pronunciamento na Casa Branca o presidente Barack
Obama saudou o “acordo histórico “ com o Irã, mas advertiu que, se trapacear o
mundo saberá.
Os mais descrentes em relação às
negociações ficaram admirados com o nível de detalhamento do documento
divulgado em Lausane. Gary Samore, da Kennedy School of government na Universidade de Harvard,
disse que há muito detalhe a ser
negociado, mas acredito que o acordo é digno de ser chamado de moldura
política. Muitos estão descrentes. O Ministro de Israel, Yuval Steinitz, disse
que todas as opções, incluindo uma ação militar, estavam em cima da mesa contra
a ameaça de um Irã com armas nucleares.
Após 8 dias de uma verdadeira
maratona diplomática, na qual os negociadores debateram dia e noite para
organizar um compromisso histórico antes de um acordo final. Os chanceleres da
Rússia, Sergues Lavrov, e da China, Wang Yi, retiraram-se antes do dim do encontro
e foram representados na cerimônia final por seus respectivos vice-ministros.
Do lado de fora, a cidade suíça de Lausane não ficou indiferente ao encontro
histórico. No distante Teerã o acordo entre o Irã e seis potências gerou
euforia. Na capital iraquiana, houve comemoração nas ruas e pelas redes
sociais. Angela Merkel diz que o sucesso em relação ao programa nuclear do Irã
abre a possibilidade de uma solução diplomática para o conflito com a Ucrânia.

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