sábado, 25 de julho de 2015

VISÕES DO MUNDO E INTERESSES PESSOAIS


 REGINA DINIZ

“Adrenalina é palavra chave para boa parte da sociedade. Muita gente precisa de emoções fortes para se sentir viva, ativa, aproveitando cada instante. Na falta de emoções que brotam da alma e do coração, as mais simples e atualmente as mais inalcançáveis – porque já pouco se valorizam alma e coração – produzem-se emoções, muitas delas potencialmente perigosas. A escala vai da exposição em ambientes de risco, passando por alguns esportes Radicais ao extremo, até o uso descontrolado de drogas (lícitas ou ilícitas)”.  Autora: Daniela Damaris Neu – Título: Opção pelo risco – Jornal Zero Hora – Porto Alegre – RGS).

A capacidade de conversar com o outro, procurando compreender seus sentimentos e emoções nos fortalece, porque é desta união que brotam amizades sadias. Procuro pensar em possíveis qualidades emocionais, que faz com que todas as outras queiram ter proximidade e intimidade em absoluta empatia em todas as relações
Sociais. Todos nós gostamos de uma interação sadia. Procuro compreender a humildade de ser, que mostra a sincera afeição.

O escritor americano Henry Ward Beecher sabiamente disse:- cada ato generoso é um degrau acima em direção ao céu”. Este sábio pensador percebeu a importância de valorizar e servir, como a Ética propõe há milênios, objetivando ser uma luz em meio a um cenário de obscuridade total. Pensando transcendentalmente, está é a razão
Pela qual fomos colocados neste planeta: Para darmos esperança às pessoas, liquidando as maldades e perversidades existentes através da multiplicação da bondade.

Lamentavelmente, vivemos uma era extremamente decadente, onde as pessoas estão cada vez mais individualistas, desafeiçoadas e absolutamente desprovidas de qualquer tipo de abnegação.  Precisamos ser generosos e caridosos nas esferas cotidianas, objetivando ajudar as pessoas a se desenvolverem afim de alcançar seus alvos construtivamente. Todos aqueles que decidem dar paz e amor ao mundo, ganham forças superiores, uma essência nobre e singularmente perfeita. A felicidade está na saúde mental, e na alegria de ser.

“Tratar os outros como semelhantes que somos, inspirar atitude amistosa, faz bem para a saúde de todos. Por que abordar isto aqui?
Porque faz a diferença, e reflete na saúde. Quando saímos de casa e somos cumprimentados, ou alguém cede espaço para entrarmos na próxima rua, se condiciona a fazer o mesmo, o efeito se multiplica.
É o contrário quando fingem que o outro não existe, ou que é um inimigo disputando espaço. (Autor: Flávio José Kantir – médico – Artigo Bom Dia – Zero Hora – 09 – 05 -1915).

Aprendemos desde crianças, que nem sempre as nossas propostas serão aceitas conforme desejamos. Notamos no relacionamento com nossa família, que muitas atitudes não são bem aceitas pelas pessoas, então criamos as primeiras regras de convivência ética. Passando o tempo renovamos o hábito de sermos educados com o próximo. Mesmo estressados, sabemos que não temos o direito de humilhar os outros, pois ninguém gosta de ser tratado com rispidez e desvalorização. Admitimos, que algumas palavras expressam delicadeza e educação no modo como tratamos os outros.

É nosso dever ético saber as regras básicas, de como devemos tratar as pessoas, para manter um relacionamento agradável com todos. Desejar bom dia, boa tarde e boa noite com um sorriso no rosto; jamais falar mal das pessoas, ou usar palavras  ríspidas e grotescas; manter atitudes de delicadeza; usar as palavras mágicas – por favor, com licença, obrigada; perguntar se está tudo bem; ouvir com atenção  o que o outro quer dizer; não falar por cima da fala do outro etc...

As pessoas não são iguais e as diferenças servem para enriquecer a vida, para trazer experiências de convivência, que nos acrescentam valores éticos e morais. Aceitar e respeitar o jeito de ser dos indivíduos demonstra excelente Educação Ética de nossa parte, além de fazer com que cresçamos como pessoa e sejamos bem vistos e bem queridos por todos.

Como as pessoas podem construir a paz? O processo da compreensão dos conflitos ajuda a construir o diálogo entre os diversos interesses, que estão colocados não só, dentro da sociedade, mas nos pequenos grupos e espaços de convivência social, como trabalho, família e amigos. Entender os valores e posturas dos outros é uma das formas de se iniciar a construção da paz. As pessoas podem usar o diálogo da prevenção, da criação de espaços de resolução, evitando as situações de disputa.

Os conflitos entre as pessoas devem ser tratados de uma maneira construtiva e não violenta. Esta decisão pode ser vista como um novo modelo ao facilitar o diálogo para todas as partes. O conflito é um momento rico em possibilidades, quando bem compreendido, pois oferece possibilidades onde as pessoas podem expressar diferentes maneiras de pensar e viver. Há milênios, a Ética luta por novas posturas, que envolvem um exercício de revolução por meio do diálogo e da não violência.

As pessoas não irão destruir o que as torna um indivíduo único, os seus valores, visões de mundo e interesses sociais. Estes campos nem sempre são tão antagônicos, mas complementares. A diversidade enriquece. É necessário regularmos os nossos modos de
Ser. É adotada uma estratégia  pelas pessoas em todo o mundo, para que se possa  atingir uma melhor qualidade ética de vida em todos os âmbitos da vida social, preservando a dignidade humana.


É importante entender que acabar com a fome, a miséria e a desigualdade faz parte da construção da paz, pois está associado ao reconhecimento e ao respeito aos direitos humanos e intrinsecamente  ligado à construção de sociedades mais justas e igualitárias. Conforme a visão transformadora de Pierre Weil, a arte de viver em paz pode ser expressa em três planos : 1 – No homem: refere-se à ecologia interior ou à arte de viver em paz consigo mesmo. Simultânea ou sucessivamente, corpo, coração e espírito encontrarão seu estado de equilíbrio. 2 - Na sociedade: refere-se à ecologia social ou à arte de viver em paz com os outros. Basicamente, afeta os domínios da economia, da vida social e política e da cultura. 3 – Na natureza: refere-se à ecologia planetária ou à arte de viver em paz com a natureza. Tem como objetivo a paz com o meio ambiente.

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