REGINA DINIZ
Christine Lagarde,
diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) esteve no Brasil e
cumpriu agenda social, no Rio de Janeiro e em Brasília. Na capital federal, à
tarde reuniu-se com a presidente Dilma Rousseff para falar dobre relações
comerciais entre Mercosul e União Européia. De manhã, Lagarde visitou, no Rio,
o complexo do alemão, onde ela disse que o ajuste fiscal é importante para a
redução da pobreza. São os mais pobres que sofrem mais com a indisciplina
fiscal – disse Lagarde, na estação do teleférico do alemão , onde falou com
microempreendedores e beneficiários de programas sociais. ( autor: Jornal Zero
Hora – Porto Alegre – maio de 2015).
No complexo do Alemão , onde mais
de 10 mil pessoas vivem na miséria, a diretora-gerente do FMI, assegurou que o
ajuste fiscal implementado pelo governo brasileiro é vital para continuar
reduzindo a pobreza. Com um crescimento econômico estagnado segundo o FMI, se
contrairá em 1% este ano, e uma inflação elevada, o Brasil tenta colocar suas
contas públicas em ordem, com um ajuste que leve a um ambicioso superávit
fiscal de 1,2 % do PIB. Na estação, conversou rapidamente com 10 mulheres
microempreendedoras, que vivem em diferentes favelas do Rio e que hoje integram
a economia formal. Após estas averiguações Christine Lagarde elogiou o Bolsa
Família e os demais programas de luta contra a miséria, que tem dado resultados
e são absolutamente excepcionais. O fato
do Brasil gastar 0,5% do seu PIB na luta
contra a pobreza, com o Bolsa Família é significativo avaliou. Mais de 40
milhões de pessoas saíram da pobreza.
Christine Lagarde sugeriu
integração como saída para o baixo crescimento, porque a notável performance
econômica da América Latina na última década está ameaçada e a região precisa
de reformas estruturais. Muitos países do continente precisam melhorar
significativamente suas condições de infraestrutura, logística e custo, se
quiserem assegurar um crescimento sustentável. “ A integração do comércio
regional deve ser reinventada. Realmente, os países necessitam mais colaboração
entre os países nas áreas de energia, transportes e tecnologias de informação.
“O principal instrumento moderno
para criação do código de escolha foi a educação. Trata-se de um esforço
institucionalizado pata instruir e treinar os indivíduos na arte de usar sua
liberdade de escolha dentro da agenda estabelecida legislativamente. A educação
visa a prover os optantes de sinais de orientação, regras de conduta e, acima
de tudo, valores que orientam a opção, ou seja, dotá-los da capacidade de distinguir
entre as razões corretas e incorretas de preferência e da inclinação a seguir aquelas
e evitar estas. A educação visa a induzir os indivíduos a internalizar as
normas, que dali em diante guiarão a sua prática”. Autor: Zygmunt Baumann –
Livro: Em busca da política – Ed. Zahar – Rio de Janeiro).
Precisamos urgentemente de
condições básicas para que o educador ofereça aos seus alunos uma formação
adequada às exi-
gências do século XXI. A educação
pública tem a necessidade de constante atualização até o desenvolvimento do seu
trabalho no coletivo da escola. O país que investe em bibliotecas modernas
(dicionários de todas as línguas, livros de literatura etc... está no caminho
correto. O investimento na educação moderniza qualquer nação, porque
acreditamos na necessidade de proporcionar ao aluno condições indispensáveis ao
seu desenvolvimento e à inclusão no mundo, que nos foi legado pelo processo de
globalização: o mundo da tecnologia, da informação e do conhecimento.
Lembrando a nossa vida escolar ou
acadêmica de nossos professores, encontraremos aqueles que nos marcaram pela
sua vontade, pela sua compreensão, por seu amor à educação. Hoje, o
professor é visto como educador ,
não mais aquele que detém a in-formação, mas aquele que auxilia o aluno na
construção do conhecimento. Atualmente o educador é o professor reflexivo,
aquele que busca seu constante aperfeiçoamento.
Precisa ganhar um bom salário,
que pela constante atualização pos- sa contribuir com seus alunos na descoberta
de conhecimentos, que os habilitem a ser autônomos e críticos. Com isso a sua
responsabilidade torna-se maior, pois as grandes facilidades oferecidas pela
tecnologia nos apresentam alunos detentores de informações atualizadas.
Atualmente vislumbramos avanços extraordinários em todas as áreas, o que exige
do homem sua evolução no mesmo ritmo, para que possa buscar sua autonomia no espaço competitivo, onde a tônica está
centrada no conhecimento e na capacidade de acompanhar mudanças.
“A cidadania ativa fortaleceu a
democracia, porém, para seu pleno exercício, precisamos formar cidadãos cada
vez mais aptos e capazes de tomar as suas próprias decisões e de assumirem as
suas responsabilidades. Sendo assim, quanto maior for o nível de escolaridade
de um país, maiores condições terão seus integrantes de formarem juízos de valor
para fazerem suas escolhas e participarem da construção de soluções completas
para um sociedade mais justa e igualitária”.(Autora Denise Souza Costa – Título
Sem educação seremos escravos da ignorância – Jornal Zero Hora – Porto Alegre –
R.G.Sul - 2015).
Os professores preparados na
Universidade, quando chegam ás escolas encontram uma situação diversa, com
muitos alunos desmotivados, e um sistema de ensino que não conta com os
recursos necessários para oferecer aos estudantes o indispensável à sua
formação. Em que medida o professor reflexivo contribui, com sua mediação, na
formação de educandos preparados para os desafios do XXI ?
Donald Schöu nos fala de
conhecimento na ação, reflexão na ação, reflexão sobre a ação, sintetiza que a
reflexibilidade é uma competência que vai proporcionar ao educador as condições
exigidas para analisar, entender e aperfeiçoar seu conhecimento, contribuindo
para a formação integral de seus alunos. É possível partir da simples definição
de educação e reflexão, que passa pelo desenvolvimento do professor como
educador, sua prática pedagógica e sua atuação, desembocando na escola,
ambiente do saber e do conhecimento por excelência. Nota-se que ao professor
não é permitido construir nada sozinho, ele depende da escola com sua
complexidade, seus antagonismos e suas contradições para crescer.
O professor na sua formação
acadêmica aprendida em suas pesquisas, leituras, discussões e participação em
eventos e seminários sobre educação, está construindo um cabedal, que irá
carregar para toda a vida e que será aprimorado a cada dia, constituindo-se no
diferencial exigido para que seja, de fato, um educador, um professor
reflexivo. E esse professor reflexivo traz em si a satisfação de formar e mudar,
e isso não só em relação aos seus educandos, mas como ser humano, que detém o
conhecimento, e é capaz de multiplicá-lo através de uma relação de troca com
seus pares e, principalmente, com seus alunos.

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