sábado, 26 de setembro de 2015

A EDUCAÇÃO AMBIENTE DO SABER E DO CONHECIMENTO POR EXCELÊNCIA

REGINA DINIZ

Christine Lagarde, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) esteve no Brasil e cumpriu agenda social, no Rio de Janeiro e em Brasília. Na capital federal, à tarde reuniu-se com a presidente Dilma Rousseff para falar dobre relações comerciais entre Mercosul e União Européia. De manhã, Lagarde visitou, no Rio, o complexo do alemão, onde ela disse que o ajuste fiscal é importante para a redução da pobreza. São os mais pobres que sofrem mais com a indisciplina fiscal – disse Lagarde, na estação do teleférico do alemão , onde falou com microempreendedores e beneficiários de programas sociais. ( autor: Jornal Zero Hora – Porto Alegre – maio de 2015).

No complexo do Alemão , onde mais de 10 mil pessoas vivem na miséria, a diretora-gerente do FMI, assegurou que o ajuste fiscal implementado pelo governo brasileiro é vital para continuar reduzindo a pobreza. Com um crescimento econômico estagnado segundo o FMI, se contrairá em 1% este ano, e uma inflação elevada, o Brasil tenta colocar suas contas públicas em ordem, com um ajuste que leve a um ambicioso superávit fiscal de 1,2 % do PIB. Na estação, conversou rapidamente com 10 mulheres microempreendedoras, que vivem em diferentes favelas do Rio e que hoje integram a economia formal. Após estas averiguações Christine Lagarde elogiou o Bolsa Família e os demais programas de luta contra a miséria, que tem dado resultados e são absolutamente excepcionais.  O fato do Brasil  gastar 0,5% do seu PIB na luta contra a pobreza, com o Bolsa Família é significativo avaliou. Mais de 40 milhões de pessoas saíram da pobreza.

Christine Lagarde sugeriu integração como saída para o baixo crescimento, porque a notável performance econômica da América Latina na última década está ameaçada e a região precisa de reformas estruturais. Muitos países do continente precisam melhorar significativamente suas condições de infraestrutura, logística e custo, se quiserem assegurar um crescimento sustentável. “ A integração do comércio regional deve ser reinventada. Realmente, os países necessitam mais colaboração entre os países nas áreas de energia, transportes e tecnologias de informação.

“O principal instrumento moderno para criação do código de escolha foi a educação. Trata-se de um esforço institucionalizado pata instruir e treinar os indivíduos na arte de usar sua liberdade de escolha dentro da agenda estabelecida legislativamente. A educação visa a prover os optantes de sinais de orientação, regras de conduta e, acima de tudo, valores que orientam a opção, ou seja, dotá-los da capacidade de distinguir entre as razões corretas e incorretas de preferência e da inclinação a seguir aquelas e evitar estas. A educação visa a induzir os indivíduos a internalizar as normas, que dali em diante guiarão a sua prática”. Autor: Zygmunt Baumann – Livro: Em busca da política – Ed. Zahar – Rio de Janeiro).

Precisamos urgentemente de condições básicas para que o educador ofereça aos seus alunos uma formação adequada às exi-
gências do século XXI. A educação pública tem a necessidade de constante atualização até o desenvolvimento do seu trabalho no coletivo da escola. O país que investe em bibliotecas modernas (dicionários de todas as línguas, livros de literatura etc... está no caminho correto. O investimento na educação moderniza qualquer nação, porque acreditamos na necessidade de proporcionar ao aluno condições indispensáveis ao seu desenvolvimento e à inclusão no mundo, que nos foi legado pelo processo de globalização: o mundo da tecnologia, da informação e do conhecimento.

Lembrando a nossa vida escolar ou acadêmica de nossos professores, encontraremos aqueles que nos marcaram pela sua vontade, pela sua compreensão, por seu amor à educação. Hoje, o
professor é visto como educador , não mais aquele que detém a in-formação, mas aquele que auxilia o aluno na construção do conhecimento. Atualmente o educador é o professor reflexivo, aquele que busca seu constante aperfeiçoamento.

Precisa ganhar um bom salário, que pela constante atualização pos- sa contribuir com seus alunos na descoberta de conhecimentos, que os habilitem a ser autônomos e críticos. Com isso a sua responsabilidade torna-se maior, pois as grandes facilidades oferecidas pela tecnologia nos apresentam alunos detentores de informações atualizadas. Atualmente vislumbramos avanços extraordinários em todas as áreas, o que exige do homem sua evolução no mesmo ritmo, para que possa buscar sua autonomia  no espaço competitivo, onde a tônica está centrada no conhecimento e na capacidade de acompanhar mudanças.

“A cidadania ativa fortaleceu a democracia, porém, para seu pleno exercício, precisamos formar cidadãos cada vez mais aptos e capazes de tomar as suas próprias decisões e de assumirem as suas responsabilidades. Sendo assim, quanto maior for o nível de escolaridade de um país, maiores condições terão seus integrantes de formarem juízos de valor para fazerem suas escolhas e participarem da construção de soluções completas para um sociedade mais justa e igualitária”.(Autora Denise Souza Costa – Título Sem educação seremos escravos da ignorância – Jornal Zero Hora – Porto Alegre – R.G.Sul  - 2015).

Os professores preparados na Universidade, quando chegam ás escolas encontram uma situação diversa, com muitos alunos desmotivados, e um sistema de ensino que não conta com os recursos necessários para oferecer aos estudantes o indispensável à sua formação. Em que medida o professor reflexivo contribui, com sua mediação, na formação de educandos preparados para os desafios do XXI ?

Donald Schöu nos fala de conhecimento na ação, reflexão na ação, reflexão sobre a ação, sintetiza que a reflexibilidade é uma competência que vai proporcionar ao educador as condições exigidas para analisar, entender e aperfeiçoar seu conhecimento, contribuindo para a formação integral de seus alunos. É possível partir da simples definição de educação e reflexão, que passa pelo desenvolvimento do professor como educador, sua prática pedagógica e sua atuação, desembocando na escola, ambiente do saber e do conhecimento por excelência. Nota-se que ao professor não é permitido construir nada sozinho, ele depende da escola com sua complexidade, seus antagonismos e suas contradições para crescer.


O professor na sua formação acadêmica aprendida em suas pesquisas, leituras, discussões e participação em eventos e seminários sobre educação, está construindo um cabedal, que irá carregar para toda a vida e que será aprimorado a cada dia, constituindo-se no diferencial exigido para que seja, de fato, um educador, um professor reflexivo. E esse professor reflexivo traz em si a satisfação de formar e mudar, e isso não só em relação aos seus educandos, mas como ser humano, que detém o conhecimento, e é capaz de multiplicá-lo através de uma relação de troca com seus pares e, principalmente, com seus alunos.     

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