REGINA DINIZ
A esperança de nós brasileiros é
de que, um grande pacto pela educação de qualidade para todos (crianças,
adolescentes e adultos), colocaria o Brasil no trilho certo. Seremos um país
muito melhor, mais evoluído e mais competitivo, se fizermos esse pacto nacional
pela educação em favor de todos. Escola pública
e privada
(esta para os que podem pagar),
de qualidade, desde o jardim da infância até a universidade. Esse seria o primeiro
pacto federativo para a reconstrução do Brasil, que demorou demais em acreditar
em paz e não em guerra, na vida e não na morte, na prevenção e não apenas, na
prevenção, e não apenas na repressão, no estudo da Ética e não acreditar na
corrupção, acreditar na conciliação pacificadora e não na violência.
A Coréia do Sul, país integrante
dos chamados, nos anos 90, de “tigres asiáticos” pode servir de inspiração para
a reconstrução do Brasil por meio da educação. Com uma população estimada de
pouco mais de 50 milhões de habitantes, vivencia um sistema econômico e social
com crescimento sustentável quase que inigualável. É hoje um dos maiores
exportadores mundiais e um dos principais parceiros comerciais dos Estados
Unidos, Japão, Alemanha, e Arábia Saudita. Lembrada na atualidade pelo alto
nível de desenvolvimento tecnológico, deixou para trás uma imagem de país
fabricante de produtos baratos e ruins para a condição de uma nação moderna,
competitiva, pujante, evoluída, altamente civilizada e influente. Muitos
fatores contribuíram, mas, sobretudo, a educação.
Atualmente a Coréia do Sul ocupa
a 1ª- posição entre os melhores países no quesito educação. Seu sistema de
ensino é baseado no preparo dos cidadãos para o trabalho e faculdade. Levado
muito a sério entre os alunos e familiares o país tem cerca de 80% dos jovens
em uma das 347 universidades e mais de 97% dos estudantes completando o Ensino
Médio todo ano, maior taxa do mundo.
Pelos números é possível perceber
que os estudos são de máxima importância para a Coréia do Sul e que seus
esforços estão dando certo. O sistema de educação utilizado no país é dividido
em 4 fases: Ensino Fundamental, Ensino Médio Junior, Ensino Médio Senior, e
faculdade, sendo obrigatório a todos os coreanos as duas primeiras fases, dos 6
aos 15 anos.
Assim como os outros países com
elevada taxa de educação, a grande maioria dos alunos coreanos frequentam
colégios públicos e as escolas particulares são bem caras. De qualquer forma,
todas elas recebem investimento do governo, mesmo que as privadas em uma
quantia menor.
Durante o ensino fundamental e
ensino médio júnior, os alunos costumam frequentar escolas próximas às suas
casas, diferente do que acontece em outras fases, em que há uma disputa pelas
melhores instituições. Após completar a fase obrigatória, o próximo passo é
escolher qual tipo de ensino médio sênior o aluno deseja frequentar.
O ensino médio acadêmico dá aos
alunos aulas mais avançadas das matérias gerais, assim como as eletivas, que
cada um escolhe com base no que pretende cursar na universidade. Esse tipo de
ensino médio é o mais procurado pelos coreanos. Para essa escolha, o método de entrada
pode variar entre as instituições. Grande parte dos colégios nas áreas
metropolitanas de Seul, Busan, Daegu e Gwangju usam um sistema, que escolhe
aleatoriamente, onde o aluno estudará – obviamente, dentro de sua cidade.
Escolas de outras regiões, costumam escolher seus estudantes pelas notas e re-
gistros acadêmicos, ou por uma
prova.
Um seleto grupo de colégios desse
tipo é escolhido pelo governo como “escolas com proposta especial”, e oferecem
um currículo mais específico, como línguas estrangeiras mais diferentes e foco
científico. Mesmo assim, o sistema de entrada continua sendo aleatório e apenas
10% dos estudantes frequentam esse tipo de colégio.
No ensino fundamental, as
disciplinas obrigatórias são: Ética, Língua Coreana, Matemática, Ciências,
Estudos Sociais, Educação Física, Música e Artes. As escolas apresentam métodos
que ensinem as crianças a apreciarem a tradição e cultura coreana, amor ao
próximo e ao país, e hábitos básicos cotidianos. Nos últimos anos do ensino
fundamental, alguns alunos também cursam aulas extras, como economia doméstica,
tecnologia, língua estrangeira e computação.
No ensino médio sênior acadêmico
as disciplinas obrigatórias continuam as mesmas, mas os alunos precisam
escolher suas específicas em ciências ou estudos sociais. As matérias de
ciências são: física, química, biologia e geografia física. Na área de estudos
sociais: geografia, história, política, economia e estudo cultural. Nos outros
dois tipos de ensino médio, as disciplinas variam um pouco, já que seu
currículo é baseado na área escolhida.
Todas essas fases preparam o
coreano para a 4ª fase: O vestibular coreano é chamado de CSAT (College
Scholastec Ability Test, ou Teste de Habilidade Escolar para a Universidade, em
tradução livre) e é o dia mais importante para os coreanos. Esse teste define
qual a faculdade que a pessoa cursará e, consequentemente, o orgulho da sua
família e suas chances de ter sucesso na carreira. Se formar em grandes
universidades garantem um bom emprego e um ótimo salário, além de um grande
respeito entre os coreanos.
Acredito que nós os brasileiros
devemos estudar a educação implantada nos países, que deram certo, e hoje
servem de modelo a todas as nações. A reconstrução do Brasil está em assumir um
modelo de educação e acreditar nos benefícios do investimento sólido na
aquisição cultural. Só assim nos libertaremos da pobreza, que desnorteia
gerações e gerações.

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