“O filósofo espanhol Fernando
Savater guiou sua palestra no Fronteiras do Pensamento, em Porto Alegre, na
noite de segunda-feira, por um fio que ele mesmo admitiu ser pouco original,
mas nem por isso menos necessário. No evento realizado no Salão de Atos da
UFRGS, Savater discorreu sobre a educação como ferramenta essencial para se
criar cidadãos em uma sociedade democrática.
Educar não é simplesmente formar
empregados e trabalhadores qualificados em tal ou qual matéria, embora isso
também seja desejável. Mas a educação tem um projeto mais ambicioso: formar
pessoas completas, capazes de utilizar sua cidadania para reformar a própria
vida democrática – comentou o espanhol.
Como já havia feito em muitos de
seus livros, os mais recentes voltados a discutir problemas éticos e
filosóficos em uma linguagem voltada para jovens leitores,
Savater definiu a educação como “a coisa mais parecida possível com uma
revolução sem sangue e sem violência. Em um mundo lotado de informação como o
atual, segundo ele, o que torna a educação a chave para a vida contemporânea é,
que ela ajuda os jovens bombardeados pela informação a navegar de modo
consciente e formar a própria opinião. E até mesmo mudá-la, se for o caso.
Savater discutiu também as
mazelas da sociedade com especial ênfase na corrupção, que para ele, é um
problema que traz em si duas dimensões, uma ética e outra política. A corrupção
por si não é o grande problema, para Savater, porque onde são estabelecidas
liberdades civis, é inevitável que alguns abusem delas. O grande mal da corrupção em uma sociedade
contudo, é quando ela é praticada em um ambiente em que a impunidade parece
certa.
Dar a ênfase a qualidade dos
professores foi um dos primeiros passos da reforma educacional que o país
implementou a partir dos anos 70, e é nesse quesito, que a Finlândia mais tem a
ensinar ao Brasil. Quarenta anos atrás, metade da população Finlandesa vivia na
zona rural. A economia era dependente das flutuações do preço da madeira, já
que 55% das exportações vinham da indústria
florestal. Além dos bosques que cobram 75% do território, o país só
tinha a oferecer sua mão de obra barata. Os finlandeses emigravam em massa para
os vizinhos ricos, como a Suécia, em busca de melhores condições de vida.
Preocupados com a má qualidade
das escolas públicas, os pais estavam transferindo os filhos para instituições
privadas de ensino. Em alguns desses aspectos, a Finlândia se parecia com o
Brasil. A reforma educacional colocou a qualificação dos problemas a cargo das
universidades, com duração de cinco anos. Hoje, a profissão é disputadíssima
(só 10% dos candidatos são aprovados) e usufruiu grande prestígio social (é a
carreira mais desejada pelos estudantes do ensino médio).
O segundo passo da reforma, em
1985, foi descentralizar o sistema de ensino. Por esse conceito, o professor é
o principal responsável pelo desempenho de seus alunos: é ele quem avalia os
estudantes, identifica os problemas, busca soluções e analisa os resultados. O
Ministério da Educação dá apenas as linhas gerais do conteúdo a ser lecionado.
“Isso só é possível porque os professores recebem um treinamento prático e
específico para saber lidar com tanta independência”, disse a VEJA, Hannele
Niemi, vice-reitora da Universidade de Helsinque, que trabalha com a formação
de professores há três décadas.
A cada três anos, as metas da
escola são negociadas com o Conselho Nacional de Educação, órgão responsável
por aplicar as políticas do ministério. “Queremos que os professores e os
diretores que conhecem o dia-a-dia da escola, sejam responsáveis pela
educação”, diz Reijo Lank Kanen, um dos membros mais antigos do Conselho
Nacional de Educação. O governo finlandês faz anualmente um teste com todas as
escolas do país e o resultado é entregue ao diretor da instituição comparando o
desempenho de seus alunos com a média nacional. Cabe aos diretores e aos
professores decidirem como resolver seus fracassos. Esse sistema tem o mérito
de fazer com que os professores se sintam motivados para trabalhar.
A Ética se refere a teoria de estudos
sistemáticos sobre a prática moral. Dessa forma ela analisa e critica os
fundamentos e princípios, que orientam ou justificam determinados sistemas e conjunto
de valores morais. É, em outras palavras, a ciência da conduta, a teoria do
comportamento moral dos homens em sociedade. A ética parte do fato da
existência da moral, isto é, toma como ponto de partida a diversidade de morais
no tempo, com seus respectivos valores, princípios e normas. Como teoria, não
se identifica com os princípios e normas de nenhuma moral em particular e
tampouco pode adotar uma atitude indiferente ou
eclética diante delas. Como as demais ciências, a ética se defronta com fatos.
Que estes sejam humanos implica, por sua vez, em que sejam fatos de valor.
Código de Ética nas Relações
Interpessoais.
1 - Respeite a opinião dos
outros.
2 - Leve em conta as necessidades
e sentimentos dos outros.
3 - Seja autêntico.
4 - A maioria de nós prefere
falar a ouvir. Ouça mais.
5 - Respeite as diferenças e não
pise nos outros.
6 - Seja honesto.
7 - Seja generoso.
8 – Resolva, se possível,
imediatamente os conflitos que surjam.
“Em um ambiente contaminado como
o que vivemos, andando misturados estatisticamente com a Venezuela no lote dos
países da América Latina que teimam em estar sempre com a lição de casa
atrasada, o tema que mais aflige é a educação. Afinal, não há espécie animal,
que despreze sua descendência no sentido natural de preservação. A primeira
coisa que a tigresa no seu instinto materno, observa são os primeiros passos de
sua cria em direção à caça. No momento, em que isso acontece,
ela relaxa: a espécie vai continuar, o jovem animal está capacitado”. (Título:
Educação é Problema – Autor: Ricardo Felizzola – Zero Hora – 17-10-2015).
É preciso saber bem o que é ter
amor pela educação e acreditar que essa é a única saída para o crescimento do
nosso Brasil. É importantíssimo lutar pela educação para todos e dar uma chance
de futuro para as crianças em nosso país. É notável a transformação que a Educação
Ética causa não somente na vida das crianças, mas também na vida de famílias e
comunidades inteiras, É necessário incluirmos o estudo da Ética no currículo
escolar desde o 1º- ano até a faculdade.

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