sexta-feira, 4 de março de 2016

A TRANSFORMAÇÃO QUE ÉTICA CAUSA NAS COMUNIDADES INTEIRAS


                                                         REGINA  DINIZ

“O filósofo espanhol Fernando Savater guiou sua palestra no Fronteiras do Pensamento, em Porto Alegre, na noite de segunda-feira, por um fio que ele mesmo admitiu ser pouco original, mas nem por isso menos necessário. No evento realizado no Salão de Atos da UFRGS, Savater discorreu sobre a educação como ferramenta essencial para se criar cidadãos em uma sociedade democrática.

Educar não é simplesmente formar empregados e trabalhadores qualificados em tal ou qual matéria, embora isso também seja desejável. Mas a educação tem um projeto mais ambicioso: formar pessoas completas, capazes de utilizar sua cidadania para reformar a própria vida democrática – comentou o espanhol.

Como já havia feito em muitos de seus livros, os mais recentes voltados a discutir problemas éticos e filosóficos em uma linguagem voltada para jovens leitores, Savater definiu a educação como “a coisa mais parecida possível com uma revolução sem sangue e sem violência. Em um mundo lotado de informação como o atual, segundo ele, o que torna a educação a chave para a vida contemporânea é, que ela ajuda os jovens bombardeados pela informação a navegar de modo consciente e formar a própria opinião. E até mesmo mudá-la, se for o caso.

Savater discutiu também as mazelas da sociedade com especial ênfase na corrupção, que para ele, é um problema que traz em si duas dimensões, uma ética e outra política. A corrupção por si não é o grande problema, para Savater, porque onde são estabelecidas liberdades civis, é inevitável que alguns abusem delas. O grande mal da corrupção em uma sociedade contudo, é quando ela é praticada em um ambiente em que a impunidade parece certa. 

Dar a ênfase a qualidade dos professores foi um dos primeiros passos da reforma educacional que o país implementou a partir dos anos 70, e é nesse quesito, que a Finlândia mais tem a ensinar ao Brasil. Quarenta anos atrás, metade da população Finlandesa vivia na zona rural. A economia era dependente das flutuações do preço da madeira, já que 55% das exportações vinham da indústria  florestal. Além dos bosques que cobram 75% do território, o país só tinha a oferecer sua mão de obra barata. Os finlandeses emigravam em massa para os vizinhos ricos, como a Suécia, em busca de melhores condições de vida.

Preocupados com a má qualidade das escolas públicas, os pais estavam transferindo os filhos para instituições privadas de ensino. Em alguns desses aspectos, a Finlândia se parecia com o Brasil. A reforma educacional colocou a qualificação dos problemas a cargo das universidades, com duração de cinco anos. Hoje, a profissão é disputadíssima (só 10% dos candidatos são aprovados) e usufruiu grande prestígio social (é a carreira mais desejada pelos estudantes do ensino médio).

O segundo passo da reforma, em 1985, foi descentralizar o sistema de ensino. Por esse conceito, o professor é o principal responsável pelo desempenho de seus alunos: é ele quem avalia os estudantes, identifica os problemas, busca soluções e analisa os resultados. O Ministério da Educação dá apenas as linhas gerais do conteúdo a ser lecionado. “Isso só é possível porque os professores recebem um treinamento prático e específico para saber lidar com tanta independência”, disse a VEJA, Hannele Niemi, vice-reitora da Universidade de Helsinque, que trabalha com a formação de professores há três décadas.

A cada três anos, as metas da escola são negociadas com o Conselho Nacional de Educação, órgão responsável por aplicar as políticas do ministério. “Queremos que os professores e os diretores que conhecem o dia-a-dia da escola, sejam responsáveis pela educação”, diz Reijo Lank Kanen, um dos membros mais antigos do Conselho Nacional de Educação. O governo finlandês faz anualmente um teste com todas as escolas do país e o resultado é entregue ao diretor da instituição comparando o desempenho de seus alunos com a média nacional. Cabe aos diretores e aos professores decidirem como resolver seus fracassos. Esse sistema tem o mérito de fazer com que os professores se sintam motivados para trabalhar.

 A Ética se refere a teoria de estudos sistemáticos sobre a prática moral. Dessa forma ela analisa e critica os fundamentos e princípios, que orientam ou justificam determinados sistemas e conjunto de valores morais. É, em outras palavras, a ciência da conduta, a teoria do comportamento moral dos homens em sociedade. A ética parte do fato da existência da moral, isto é, toma como ponto de partida a diversidade de morais no tempo, com seus respectivos valores, princípios e normas. Como teoria, não se identifica com os princípios e normas de nenhuma moral em particular e tampouco pode adotar uma atitude indiferente ou eclética diante delas. Como as demais ciências, a ética se defronta com fatos. Que estes sejam humanos implica, por sua vez, em que sejam fatos de valor.

Código de Ética nas Relações Interpessoais.
1 - Respeite a opinião dos outros.
2 - Leve em conta as necessidades e sentimentos dos outros.
3 - Seja autêntico.
4 - A maioria de nós prefere falar a ouvir. Ouça mais.
5 - Respeite as diferenças e não pise nos outros.
6 - Seja honesto.
7 - Seja generoso.
8 – Resolva, se possível, imediatamente os conflitos que surjam.

“Em um ambiente contaminado como o que vivemos, andando misturados estatisticamente com a Venezuela no lote dos países da América Latina que teimam em estar sempre com a lição de casa atrasada, o tema que mais aflige é a educação. Afinal, não há espécie animal, que despreze sua descendência no sentido natural de preservação. A primeira coisa que a tigresa no seu instinto materno, observa são os primeiros passos de sua cria em direção à caça. No momento, em que isso acontece, ela relaxa: a espécie vai continuar, o jovem animal está capacitado”. (Título: Educação é Problema – Autor: Ricardo Felizzola – Zero Hora – 17-10-2015).


É preciso saber bem o que é ter amor pela educação e acreditar que essa é a única saída para o crescimento do nosso Brasil. É importantíssimo lutar pela educação para todos e dar uma chance de futuro para as crianças em nosso país. É notável a transformação que a Educação Ética causa não somente na vida das crianças, mas também na vida de famílias e comunidades inteiras, É necessário incluirmos o estudo da Ética no currículo escolar desde o 1º- ano até a faculdade.            

Nenhum comentário:

Postar um comentário