sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

UMA SUPERIORIDADE REAL É VIVER UMA VIDA CORRETA






REGINA  DINIZ



Em um contraste marcante, a literatura dos primeiros 150 anos,

mais ou menos, era focada no que se poderia chamar de Ética

do Caráter, considerada a base do sucesso – características co

mo integridade, humildade, fidelidade, temperança, coragem,   -

justiça, paciência, diligência, simplicidade, modéstia e a Regra de Ouro (fazer aos outros o que desejamos que nos façam. A auto –

de Benjamin é o exemplo dessa literatura. Trata- se basicamente,

da história do esforço de um homem para interiorizar certos princí

pios e hábitos profundamente em sua natureza. (Livro: Os sete hábitos das pessoas para a transformação pessoal. Autor: Stephen R. Covey – Best Seller – Rio de Janeiro – 2016).



A Ética do Caráter ensina que existem princípios básicos para uma vida proveitosa, e que as pessoas só experimentam o verdadeiro sucesso e a felicidade duradoura quando aprendeu  a integrar estes princípios a seu caráter básico. Pouco depois da Primeira Guerra Mundial, a visão básica do sucesso deslocou-se da Ética do Caráter para o que se poderia chamar de Ética da Personalidade. O sucesso tornou-se mais uma decorrência da personalidade da imagem pública, das atitudes e dos comporta-

mentos, da habilidade e das técnicas que lubrificam o processo de

interação humana. Essa Ética da personalidade trilha dois cami-

nhos básicos: um deles é o das técnicas nas relações públicas e humanas; o outro, uma atitude mental positiva.



A idéia de que temos a capacidade de evoluir e crescer, desenvol

vendo um potencial cada vez maior, aprimora os nossos talentos.

Bastante ligado ao potencial está o princípio do processo de desenvolvimento de talentos e exercício do potencial, com a decorrente necessidade dos princípios da paciência, da educação

e do encorajamento...



Por meio da reflexão profunda e dos recursos proporcionados pela fé e pela oração, começamos a ver nosso filho como um ser humano único, distinto. Notamos nele um potencial imenso em diversos setores que poderia se manifestar de acordo com o seu próprio ritmo de velocidade. Decidimos relaxar e abrir caminho para a manifestação de sua personalidade. Descobrimos que o nosso papel natural seria colaborar para sua afirmação, a felici-

dade e valorização. Também trabalhamos, conscientemente, em nossos motivos e fontes interiores de segurança, de modo que nosso sentido de valor não dependesse do comportamento “acei

tável “ de um filho. (Autor: Stephen R. Covey – Best Seller – Rio de Janeiro – 2016). Página 45.



Decidimos parar de tentar torná-lo uma cópia de nós e de medi-lo

a partir de nossas expectativas sociais. Permitimos que ele esco-

lhe-se uma forma de modelo social aceitável. Admitimos conside-

rá-lo uma pessoa apta a enfrentar a vida, estimulamos a coragem

                     de interagir construtivamente com os outros... Era preciso se de  -

                  fender sozinho ... Após alguns dias, ele começou a de   -

                  monstrar  mais confiança em si mesmo...



                   Lançada pelo Ministério de Educação e pela UNESCO

                   em 2004 , a Coleção Educação para todos  é um espa-

                   ço de textos, que visa, por meio da divulgação de textos,

                   documentos, relatórios de pesquisas eventos e estudo de

                   pesquisadores, acadêmicos e educadores nacionais e in

                   ternacionais, a aprofundar o debate em torno da busca

da educação para todos. A escola é um espaço privilegiado para a construção da cidadania onde um convívio harmonioso deve ser

capaz de garantir o respeito aos Direitos Humanos  e educar a todos no sentido de evitar as manifestações da violência.



Dentre os problemas mais pungentes, que temos enfrentado no Brasil, estão as diversas formas de violência cometidas contra crianças e adolescentes. A análise desse quadro social revela que as marcas físicas visíveis no corpo deixam um rastro de marcas invisíveis e profundas. Combater a teia de violência que muitas vezes começa dentro de casa e em locais que deveriam abrigar,

proteger e socializar as pessoas é uma tarefa que somente pode-

rá ser cumprida pela mobilização de uma rede de proteção inte –

gral em que a escola se destaca como possuidora  de responsa-

bilidade social ampliada.



A medida que semanas e meses transcorriam o adolescente começou a demonstrar mais confiança em si mesmo, a se afirmar.

Desabrochou em ritmo e felicidade próprios. Tornou-se admirável de acordo com os critérios socialmente aceitos – acadêmica, social e atleticamente em um passo rápido, bem mais veloz do que o considerava um processo natural de desenvolvimento. Res-

gatou a autoconfiança, foi eleito para diversos cargos de liderança

na comunidade estudantil, tornou-se um atleta conhecido no estado e passou a trazer para casa notas altas. Ele desenvolveu uma personalidade cativante e honesta, que permitiu seu relacionamento pacífico com todos os tipos de pessoas.



O brilho e o apelo mais popular da Ética da Personalidade encontram-se na crença de que existe um caminho rápido e fácil para se obter qualidade de vida e eficácia em nível pessoal e relacionamentos satisfatórios e profundos com outras pessoas,

sem passar pelo processo natural de esforço e amadurecimento que a torna possível.

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