sábado, 13 de junho de 2009

ÉTICA E CULTURA

Regina Diniz

Você faz sua vida avançar, utilizando as possibilidades criativas daquele momento preciso, que você está vivendo. Você começa a ocupar integralmente aquele momento em vez de procurar escapar ou desejar que o que está acontecendo seja diferente.(Epicteto 55d.C.-135 d.C).

Personalidades fortes sempre lutaram ao longo do tempo com empenho e energia na leitura inteligente do contexto em que viveram, para compreendê-lo, e concomitantemente entenderem a si mesmo e aos outros, forjando novos valores existenciais.

Motivados por autonomia e inconformismo saudável e exercendo um raciocínio moral avançado, pensaram e construíram valores éticos com sensibilidade intensificada, marcando presença em suas sociedades. As gerações sucedem-se ao longo do tempo...

A independência de pensamento e a apropriação de novos valores existenciais é o maior espetáculo cultural do crescimento humano. Brilha a auto-estima em relação ao trabalho.
Cultivam a personalidade positiva e segura nas habilidades. Pela dedicação se valem de seu poder de reflexão. Desejam tornarem-se merecedores de consideração pelos seus pares.

Questionam o seu desempenho e exigem-se alto desempenho. Firmeza, perseverança e concentração são cultuados. Vibra a metacognitividade...
Predileção por uma participação na vida responsável, ordenada por si, admirando e conservando todos os avanços que a humanidade já conseguiu . Acentua a realização do próprio prazer, que são os prazeres simples da vida, numa abertura descontraída à vida.

Culturas anteriores categoricamente afirmaram que a felicidade está no SER e não no TER. Graças a Deus que o SER se mantém até os dias atuais, e se manterá, porque dispomos de um apreciável código de crescimento humano. Mais do que nunca as melhores colocações exigem uma personalidade integral com a felicidade oferecida pelo respeito por si mesmo.

O pensador Lucien Febvre no livro Le Problème de l’incroyance au XVI, siécle conta:
“Peur toujours, peur partout”(medo sempre e em toda parte.)A experiência de viver na Europa no século XVI – o tempo e lugar em que nossa Era Moderna estava para nascer.
Cinco séculos depois Febvre está notavelmente adequado e atual.

A cultura consumista dos nossos tempos tremula, triunfalmente a bandeira do bem estar subjetivo, mas luta tenazmente para reduzir o ser humano à identificação escravizadora com objetos, carros e vestuário.O imenso trabalho das mulheres não aparece na contabilidade nacional das culturas consumistas. Mas este tipo de sociedade agoniza. Jamais conseguirá justificar: - a explosão da taxa de criminalidade – roubos a bancos. – a residências - de automóveis – tráfico de drogas –corrupção na política e nos negócios.

As grandes cidades viraram favelas... É de se pensar profundamente na realidade contemporânea... é urgente rejeitá-la totalmente ...

Satisfaça o teu instinto de descoberta triunfar. Pense e repense e não caia nestas velhas armadilhas. Em frente... É preciso acreditar em Deus. Ele existe.

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