quinta-feira, 29 de julho de 2010

RUMO À AUTO-REALIZAÇÃO


REGINA DINIZ

Atualmente, o homem está gradativamente despertando para uma nova consciência,
apesar de sua prisão espiritual, moral e social, poderá se colocar além da violência, da
ignorância e do isolamento que o cercam. Sem dúvida estamos isolados ao lado de mi-
lhões de pessoas. Essa consciência se renova através de uma nova visão da realidade.

Entramos numa nova era de história humana, em que a mudança rápida é um resultado dominante. Aceitamos mudanças fundamentais desde que intervimos no processo evolutivo. Precisamos observar atentamente este fato para desenvolver a sabedoria rumo a auto-realização ao invés da destruição.

O homem com alto nível humanístico já apareceu. A nossa capacidade cognitiva é inata, investimos em nossa habilidade e necessidade de comunicação. Modernamente, a habilidade de pensar e criar, é vital em qualquer profissão desde a mais simples a mais complexa. Sabemos que o melhor caminho é a intervenção inteligente. Aceleramos, e expandimos o âmbito de nossas possibilidades.

Entretanto estes avanços culturais não foram entendidos como se esperava, pois não atingiram o básico de como ser uma pessoa saudável socialmente.Ainda, são escolhidos caminhos, que levam à esterilidade da mente e do coração, à indiferença moral e à inércia intelectual. Mas já começamos a revitalizar a proposta de ser por um novo humanismo, através de um processo mais integrador de significados e propósitos existenciais.

Estamos cônscios da verdade além da divergência entre os homens, pertencemos a grande família das aspirações humanas, que esperam realizar-se como seres pensantes e conscientes. Precisamos descobrir o princípio de uma relação clara, para justificar e purificar os outros conhecimentos filosóficos, intuitivos e espirituais, e aceitando a sua interdependência. O respeito pelos diferentes níveis evolutivos é o novo despertar.

A Religião, a Filosofia, a Arte, a Ciência, a Economia, a Política e a História são formas de atividades humanas, que levam em consideração a variedade, a possibilidade, e a complexidade para se construírem. O poder ecumênico da mente e do coração capacita o homem, através de sua misteriosa grandeza, a renovar continuamente a sua existência. As leis da vida têm a sua origem além das simples manifestações físicas, e nos obrigam a considerar a sua fonte espiritual.

O acesso ao conhecimento é um meio de libertar os seres humanos do poder destrutivo do não-ser, indicando direções para o importante objetivo de reabilitação da vontade e do renascimento da fé e da confiança em si mesmo, e também em outras pessoas. Pensadores modernos esforçam-se por mostrar que o clamor por padrões, sistemas e autoridades está ficando menos insistente, à medida que o desejo da recuperação de uma dignidade, integridade e auto-realização, que são os direitos inalienáveis do homem, se expressem.

Somente numa sociedade, onde exista a consciência dos problemas culturais e sociais, é a maneira como suas descobertas podem originar grandes ondas de mudança na mente humana, aprofundando o sentido de comunidade universal. A variedade de experiências históricas, as diferenças de tradições, culturas, línguas e das artes já são protegidas e conservadas. Precisamos de coragem para debater e polemizar o que sempre deu errado, para reconhecermos as virtudes, que já são admitidas em pequenos grupos.

A compreensão das questões humanísticas é um requisito importantíssimo, para se debater caminhos rumo a soluções construtivas. Avaliar os valores da pirâmide de Maslow
é um ponto importante para um início de mudança, pois ela revitaliza a auto-estima das culturas abatidas.É decisivo resgatar os valores – amor – paz – fraternidade e DEUS para fazer a nossa história pessoal e social significativa.

“Não existe nada tão comovente – nem mesmo atos de amor ou ódio – como a descoberta de que não se está sozinho”. (Robert Ardrey) Vivemos sempre em contato com outras pessoas, às vezes de maneira compatível, em outras nem tanto, mas sempre com outros. Nem sempre temos noção de que caminhamos juntos, mas quando somos levados a entender isso, logo sentimos o conforto de não estarmos sozinhos numa viagem longa e penosa.

Pertencemos a muito mais do que nossa família, círculo de amigos ou vizinhança. O concerto do qual participamos é muito maior do que podemos imaginar e cada um precisa contribuir com seu acorde para a melodia ficar completa.

O todo da cultura depende da parte de cada um. Nós existimos interdependentemente,
jamais sozinhos. Somos unos com todos e esta unicidade é eterna.

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