segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

OS COMPASSOS PACÍFICOS DA EVOLUÇÃO HUMANA

                       
  REGINA DINIZ

O nosso destino, por sermos presenteados pela renovação interior permanente, significa percorrer um longo caminho com oportunidades de corrigir más escolhas, amadurecer pensamentos saudáveis e aceitar dar mil perdões. Acreditamos que é dessa maneira gloriosa que evoluímos como pessoas. É gratificante ingressar por conta própria, num padrão emocional de qualidade no qual compreendemos, que muito bem temos a nos fazer para avançar em nossas idealizações de crescimento emocional.”O céu muda a cada minuto... do lado da fronteira onde ficam as planícies, a maioria das pessoas tem visões purificadas da vida”. (Sandra Alcosser).

A nossa interação é convivência, a nossa interpretação social é complexa, exige a consciência tranqüila, de que passamos toda a nossa vida, empenhados em nosso desenvolvimento pessoal, intelectual e espiritual. De um jeito ou de outro procuramos ser úteis ao nosso próximo e a nossa sociedade. Nós temos honrosos compromissos conosco e com Deus. Quando decidimos por uma postura de acolhimento estamos devolvendo ao universo o que temos a dar.

O objetivo existencial de cada ser humano é zelar pelo bem-estar de todas as pessoas. Ser caridosos e ser responsáveis,  desde os familiares, estendendo a todos os seres humanos com os quais convivemos. Nós somos os arquitetos de nossa sociedade e o que ela é, justa ou injusta, pacífica ou belicosa, desenvolvida ou atrasada é o reflexo das características íntimas de cada um de nós que a compõe. Nós sabemos que o amor, a benevolência, o altruísmo, a empatia, a generosidade, que tudo que é virtuoso são bens que nos ajudam a alcançar a tão almejada felicidade, e a nos aproximar de nós mesmos, das outras pessoas, e de Deus.

Desapego aos bens materiais, cuidar deles, mas não ser seus escravos. Transcendentalistas nos aconselham a investir intensamente em sentimentos superiores. É necessário substituir pensamentos, sentimentos e ações inferiores para elevar a nossa auto-estima, porque a criatividade construtiva exige excelentes planos de vida, porque só assim afugentamos as profundas depressões. Com certeza a maior meta do ser humano é alcançar o equilíbrio das emoções saudáveis. Nossa mente é maravilhosamente dotada de dons positivos. Está sempre se movendo, crescendo, absorvendo, eliminando, guardando. O ideal é destacar as
tendências para encarar a vida só pelo lado prático e útil que elevem a auto-estima.

Valorizar a presença das práticas construtivas, que fortalecem a consciência pura, abrem os portões da felicidade e da paz. Não é aconselhável viver semeando o ódio e desejando o mal. Se a vida não estiver tão satisfatória como gostaríamos que estivesse, não podemos culpar ninguém, porque são dificuldades naturais de nosso crescimento pessoal. Cada um de nós tem a liberdade total de escolher, temos a liberdade de nos conduzir da maneira que acharmos correto.”Dentro de nossos sonhos e aspirações encontramos nossas oportunidades”. (Sue Atchley Ebaugh).

Experimentar alegrias inimagináveis e evitar terríveis transtornos, só acontecem quando optamos por nós mesmos, palmilhando somente nas qualidades éticas. Não é um acordo internacional que vai garantir esse processo de mudança. O padrão de reflexões humanísticas em nosso cotidiano realizará a nossa cura e a do mundo. Todos desejamos construir a auto-estima elevada. A crença em nós mesmos precede as realizações. Estamos sempre constantemente dialogando com nós mesmos: os argumentos e as teses que construímos são uma opção pessoal. “Ninguém pode fazê-lo se sentir inferior sem o seu consentimento”. (Eleanor Roosevelt).

“Como explica Adam Crawford, a “segurança da comunidade”, a medida que se ocupa das questões relativas à “qualidade de vida” está saturada de preocupações sobre segurança e “insegurança ontológica”. Ela evoca uma “solução” para o crime, a incivilidade e a desordem, possibilitando assim que o Estado (local) reafirme alguma forma de soberania. Do ponto de vista simbólico, ele reafirma o controle de um determinado território, que visível e tangível... A atual preocupação governamental com a pequena criminalidade, com a desordem e com o comportamento anti-social reflete uma fonte de “ansiedade” a respeito da qual se pode fazer alguma coisa num mundo, sob outros aspectos inseguro”. (Adam Crawford, “The Governance of. Crime and Insecurity in na Anxibus Age: The Trans-European and the Local”. (Citação feita por Zygmunt Bauman – Livro: Vidas Desperdiçadas – Editora Zahar – Rio de janeiro – 2002).          

Todos nos reconhecemos, que melhorando e procurando unificar os relacionamentos
na família, chegaremos a conclusão de que o entendimento afetivo resulta da administração dos conflitos naturais, nos seres humanos usando meios não conflitivos. Quanto à administração no Estado e na Sociedade sentimo-nos inseguros. Assustamo-nos com o sofrimento da miséria de origem social, e os perigos que ela representa, diuturnamente em explosões de violência, vindas de todos contra todos inesperadamente, não só em nosso país, mas em todo mundo.

Repensando algumas interpretações, sentimos os descompassos violentos, que a humanidade sofre e sempre sofreu. Mas o mais impressionante de tudo é que as normas, é que os regulamentos, é que as leis aprovadas por nós mesmos, não resultem em paz e segurança para cada um de nós. O nosso imaginário é saturado de possíveis assaltos, de cenas violentas, acreditando que todos são nossos inimigos, temos muito medo dos crimes e dos criminosos. Há muito tempo nos recusamos a refletir sobre o valor da solidariedade humana.

“Num brilhante insight sobre a condição e a conduta das pessoas “supérfluas” ou “marginalizadas” o grande intelectual polonês Stefan Czarnowski as descreve como “indivíduos déclasses, de condição social indefinida, considerados redundantes do ponto de vista da produção material e intelectual, e encarando a si mesmos desse modo. A “sociedade organizada” trata-os como “parasitas e intrusos, acusa-os, na melhor das hipóteses, de simulação e indolência, e, freqüentemente de toda espécie de iniqüidades, como tramar, trapacear, viver à beira da criminalidade, mas sempre de se alimentarem parasitariamente do corpo social”.(Stefan Czarnowiski, “Luzdiaz beani w stusbu przemocy – Pessoas redundantes a serviço da violência). 1935, in Dziela, vol.2 P.N.N., 1956, p. 186-93) – (Citação de Zygmunt Bauman – Vidas Desperdiçadas – Ed.Zahar – Rio de Janeiro 2005).

Na sociedade de consumo, as pessoas sem poder aquisitivo significativo são chamadas de refugos, etc... O diagnóstico da chamada “sociedade rica” do consumo ostentatório, onde impera o desemprego, e as baixas expectativas de trabalho principalmente para as gerações mais jovens. A sociedade de consumo decretou furiosamente a eliminação de uma vida digna conquistada através de honestos trabalhos obreiros, que é um direito de todo ser humano, já que nunca lhe foi oferecido conhecimento, para que exercesse uma profissão melhor.

No mês de janeiro deste 2012, ouvi a informação de que o nosso Brasil figurava na lista dos maiores contingentes de moradores de rua. O tema “Inclusão Social” deverá ser debatido com mais responsabilidade social, porque é vital compreender que acabar com a fome, a miséria e a desigualdade social, também faz parte de um país que deseja construir a paz Atualmente o Brasil está associado ao reconhecimento no mundo e ao respeito aos Direitos Humanos, que pleiteia por sociedades mais justas e igualitárias.

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