REGINA DINIZ
“Tradicionalmente, considerou-se
ser responsabilidade da religião prescrever quais comportamentos são salutares
e quais não são. Contudo, na sociedade atual, a religião perdeu até certo ponto
seu prestígio e influência. E, ao mesmo tempo, nenhuma alternativa, como por
exemplo uma Ética secular veio substituí-la. Por isso, parece que se dedica
menos atenção à necessidade de levar um estilo saudável de vida. É por isso que
acredito que precisamos fazer um esforço especial e trabalhar com consciência
com o objetivo de adquirir esse tipo de conhecimento. (Autor: Dalay Lama –
Livro: A Arte da Felicidade – Livraria: Martins Fontes Editora Ltda).
A utilização correta de nossa
inteligência e o conhecimento ajuda a fazer mudanças de dentro para fora, para
desenvolver um bom coração. Está comprovado que os sentimentos de amor, afeto,
intimidade e compaixão trazem a felicidade. Todos nós temos acesso aos estados
mentais de amor e compaixão, que produzem a felicidade. A natureza básica do
ser humano é a serenidade e o equilíbrio.
O afeto humano não é apenas uma
questão religiosa. Trata-se de um comportamento ético indispensável na vida do
dia-a-dia. Podemos constatar que desde a tenra infância até a morte, podemos
notar como somos nutridos pelo afeto de outras pessoas. A nossa estrutura
física mostra-se mais adequada a sentimentos de amor e de afeto. A
nossa disposição mental
tranquila, afetuosa e salutar produz efeitos benéficos para a nossa saúde e
bem-estar físico.
A nossa saúde emocional é
beneficiada por sentimentos de afeto. Basta refletir sobre como nos sentimos
quando os outros nos demonstram carinho e afeto. É observável que as emoções
mais suaves e os comportamentos positivos propiciam uma vida familiar e
comunitária mais feliz. A natureza essencial dos seres humanos é meiga. Faz
sentido levar uma vida, que esteja mais em harmonia com essa afetuosa
natureza fundamental do nosso ser.
“Havia um sentimento sadio de solidariedade
e responsabilidade, e ampla oportunidade para o exercício da autoconfiança e da
individualidade. Havia um alto padrão de cultura, de disciplina auto imposta, e
grande consideração pelo dever, pela ação altruísta e pelo sacrifício,
combinados com auto respeito e reverência aos outros; um alto padrão de
dignidade acadêmica e um senso da nobreza do grande propósito da vida humana.
(Autor: Paramahansa Iogananda – Livro Autobiografia de um Iogue).
É bem possível, que os perfis das
futuras gerações sejam muito diferentes, do que vemos atualmente. O
autoconhecimento das emoções e o equilíbrio emocional serão as qualidades mais
valorizadas. O que torna uma empresa, um lugar bom para trabalhar?
A resposta é pessoas preparadas.
As lideranças do futuro saberão
controlar as suas emoções, e assim ter condições de administrar a sua própria
motivação e a dos seus seguidores. Esses indivíduos usam este conhecimento para
incentivar e colaborar no crescimento de todos a sua volta, que acreditam na
sua missão de vida e terão uma visão do presente e do futuro profissional.
A chave do enigma é colocar-se em
condição de igualdade, o que significa acreditar, que todas as pessoas têm
dentro de si um potencial ilimitado. É preciso acreditar e respeitar os valores
éticos de cada indivíduo. Todos nós temos que ter autoconfiança, paixão pelo
que fazemos e amor pelas pessoas. É uma riqueza pessoal ter uma vida
equilibrada: ser um líder em sua família, em sua comunidade, na busca pela
espiritualidade e pela saúde. O líder de sempre, não se deixa levar por
tentações. Integridade não tem meio termo.

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