sábado, 2 de julho de 2016

CIDADANIA E EMPREENDEDORISMO SOCIAL






REGINA DINIZ



Um guri convocado para ajudar o mundo. Entre 75 mil inscritos, estudante da Capital será o único brasileiro a participar de curso da ONU. A personalidade  criativa, propositiva e solidária de Ernesto Ferreira o colocou em um grupo seleto de jovens no mundo inteiro. Aos 19 anos, ele é o único brasileiro selecionado para participar do curso de verão da Aliança de Civilizações das Nações Unidas  (UNAOC), evento internacional que busca formar líderes globais. Entre os mais de 75 mil inscritos, Ferreira foi escolhido ao lado de outros 75 empreendedores sociais de diferentes países que se destacaram com ações sociais geradores de mudanças nas comunidades em que vivem.(Título: Empreendorismo Social – Autor: Zero Hora – RS).



Em sete dias, os jovens serão capacitados para melhorar suas habilidades e competências, intercambiar experiências interculturais e elaborar plataformas conjuntas para resolver desafios globais. Com data marcada para junho de 2016, o curso, promovido em conjunto com o EF Educatione First, ocorre em Tarrytown, Nova Iork, nos Estados Unidos.



“É imensurável a felicidade de ser escolhido. Sinto meu trabalho reconhecido e, agora, impulsionado para que eu cresça e desenvolva mais meus sonhos. É incrível como conseguimos nos mobilizar e trabalhar juntos para solucionar problemas mundiais comemora”. Foi a partir da criação e participação em projetos colaborativos que o jovem chamou a atenção de membros da Organização das Nações Unidas (ONU).



Foi identificado em cada um dos selecionados um grande potencial de se tornarem agentes de mudanças sociais, e eles encontram, nesta oportunidade, uma forma de serem capacitados para tal. É uma experiência única, na qual participam de um painel global com lideranças mundiais que tem como objetivo reduzir as tensões interculturais e descobrir novos caminhos entre as comunidades.



Cada vez que uma organização internacional acreditada  divulga um levantamento sobre desempenho escolar, o Brasil passa por constrangimento. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) escancarou a preocupante realidade do ensino brasileiro: temos, segundo a pesquisa baseada no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) de 2015 o segundo maior número de estudantes com baixa performance em matemática básica, ciências e leitura entre os 64 países de todo o mundo. O amplo estudo revela que cerca de 12,9 milhões de estudantes com 15 anos de idade de um total de 15,1 milhões avaliados, não têm capacidades elementares para entender o que leem, nem conhecimentos  básicos de matemática  e ciência. Desse contingente com desempenho insuficiente, 1,1 milhão são brasileiros.



O relatório produzido pelo OCDE tem um título emblemático: “Alunos de baixo desempenho: por que ficam para trás e como ajudá-los. Em os países analisados, o Brasil ficou na frente apenas da Indonésia, que tem 1,7 milhão de estudantes com baixa performance, o chapéu nos serve.



Dos 2,7 milhões de alunos brasileiros de 15 anos avaliados, 1,9 milhão tinham dificuldades em matemática, 1,4 milhão em leitura e 1,5 milhão em ciências. Outro lado do estudo ajuda a explicar esta situação: o Brasil está entre os 10 países mais desiguais do mundo na diferença de desempenho entre os estudantes de classes sociais altas e baixas. A desigualdade social é apenas parte do problema.  O que nos condenou à mediocridade educacional foram anos de descaso com o ensino, representado pela aplicação insuficiente e malfeita de recursos, pela desvalorização dos professores e por políticas equivocadas.



O relatório da OCDE, que revela mais mazelas do que avanços na educação brasileira, encerra com recomendações que merecem ser consideradas por nossos governantes: reduzir a desigualdade no acesso à educação, estimular a inscrição escolar o mais cedo possível. Envolver os pais na comunidade escolar e fornecer programas de auxílio financeiro às instituições de ensino e às famílias carentes. O Brasil tem potencial para sair do fim da fila.



“A importância da criatividade é fundamental em nossa vida, é preciso estimulá-la. Um dos caminhos é exercer as funções, que abalem o raciocínio normal, ajuda a ampliar a criatividade. Fazer uma pequena atividade, que nos afaste da zona de conforto, aquece o cérebro para a geração de soluções criativas. Uma ótima sugestão é que cada indivíduo de um grupo, individualmente e sem censura, escreva todas as idéias imagináveis em um papel. Uma segunda etapa, é fazer uma seleção das melhores idéias e depois as expor para o grupo.



A criatividade não significa se surpreender ao descobrir que não se limita apenas naquela prática de soltar idéias. Uma pessoa criativa é aquela que consegue encontrar soluções, que sejam inéditas, úteis, apropriadas, além de fazer tudo isso de maneira internacional. A criatividade é uma habilidade e portanto pode ser apreendida, principalmente por meio de muita prática deliberada. Mas para conseguir soluções, não basta apenas praticar. É preciso uma base sólida de conhecimento. Pessoas criativas normalmente são aquelas que possuem um grau de conhecimento, elas normalmente leem e estudam muito. Isso porque, você só consegue criar, quando você tem matéria prima para isso.



Por que se tornar criativo? No mundo de hoje, em que estamos abarrotados de novidades, a criatividade em saber usar informações de maneiras inovadoras, pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso na vida de uma pessoa. Já que, o mercado de trabalho abre as portas para as pessoas, que tem algo de diferente e  inovador para acrescentar e além disso, a criatividade traz reconhecimento social.



Estudos revelam que as pessoas criativas costumam encarar os problemas de forma mais proativa. Elas procuram soluções ao invés de se martirizarem e acabam vivendo uma vida com menos stress.

Nenhum comentário:

Postar um comentário