REGINA DINIZ
Um guri convocado para ajudar o
mundo. Entre 75 mil inscritos, estudante da Capital será o único brasileiro a
participar de curso da ONU. A personalidade criativa, propositiva e solidária de Ernesto Ferreira o colocou em um
grupo seleto de jovens no mundo inteiro. Aos 19 anos, ele é o único brasileiro
selecionado para participar do curso de verão da Aliança de Civilizações das
Nações Unidas (UNAOC), evento
internacional que busca formar líderes globais. Entre os mais de 75 mil
inscritos, Ferreira foi escolhido ao lado de outros 75 empreendedores sociais
de diferentes países que se destacaram com ações sociais geradores de mudanças
nas comunidades em que vivem.(Título: Empreendorismo Social – Autor: Zero Hora
– RS).
Em sete dias, os jovens serão
capacitados para melhorar suas habilidades e competências, intercambiar
experiências interculturais e elaborar plataformas conjuntas para resolver
desafios globais. Com data marcada para junho de 2016, o curso, promovido em
conjunto com o EF Educatione First, ocorre em Tarrytown, Nova Iork, nos Estados
Unidos.
“É imensurável a felicidade de
ser escolhido. Sinto meu trabalho reconhecido e, agora, impulsionado para que
eu cresça e desenvolva mais meus sonhos. É incrível como conseguimos nos
mobilizar e trabalhar juntos para solucionar problemas mundiais comemora”. Foi
a partir da criação e participação em projetos colaborativos que o jovem chamou
a atenção de membros da Organização das Nações Unidas (ONU).
Foi identificado em cada um dos
selecionados um grande potencial de se tornarem agentes de mudanças sociais, e
eles encontram, nesta oportunidade, uma forma de serem capacitados para tal. É
uma experiência única, na qual participam de um painel global com lideranças
mundiais que tem como objetivo reduzir as tensões interculturais e descobrir
novos caminhos entre as comunidades.
Cada vez que uma organização
internacional acreditada divulga um
levantamento sobre desempenho escolar, o Brasil passa por constrangimento. A
Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) escancarou a
preocupante realidade do ensino brasileiro: temos, segundo a pesquisa baseada
no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) de 2015 o segundo maior
número de estudantes com baixa performance em matemática básica, ciências e
leitura entre os 64 países de todo o mundo. O amplo estudo revela que cerca de
12,9 milhões de estudantes com 15 anos de idade de um total de 15,1 milhões
avaliados, não têm capacidades elementares para entender o que leem, nem
conhecimentos básicos de matemática e ciência. Desse contingente com desempenho
insuficiente, 1,1 milhão são brasileiros.
O relatório produzido pelo OCDE
tem um título emblemático: “Alunos de baixo desempenho: por que ficam para trás
e como ajudá-los. Em os países analisados, o Brasil
ficou na frente apenas da Indonésia, que tem 1,7 milhão de estudantes com baixa
performance, o chapéu nos serve.
Dos 2,7 milhões de alunos
brasileiros de 15 anos avaliados, 1,9 milhão tinham dificuldades em matemática,
1,4 milhão em leitura e 1,5 milhão em ciências. Outro lado do estudo ajuda a
explicar esta situação: o Brasil está entre os 10 países mais desiguais do
mundo na diferença de desempenho entre os estudantes de classes sociais altas e
baixas. A desigualdade social é apenas parte do problema. O que nos condenou à mediocridade
educacional foram anos de descaso com o ensino, representado pela aplicação
insuficiente e malfeita de recursos, pela desvalorização dos professores e por
políticas equivocadas.
O relatório da OCDE, que revela
mais mazelas do que avanços na educação brasileira, encerra com recomendações
que merecem ser consideradas por nossos governantes: reduzir a desigualdade no
acesso à educação, estimular a
inscrição escolar o mais cedo possível. Envolver os pais na comunidade escolar
e fornecer programas de auxílio financeiro às instituições de ensino e às
famílias carentes. O Brasil tem potencial para sair do fim da fila.
“A importância da criatividade é
fundamental em nossa vida, é preciso estimulá-la. Um dos caminhos é exercer as
funções, que abalem o raciocínio normal, ajuda a ampliar a criatividade. Fazer
uma pequena atividade, que nos afaste da zona de conforto, aquece o cérebro
para a geração de soluções criativas. Uma ótima sugestão é que cada indivíduo de um grupo,
individualmente e sem censura, escreva todas as idéias imagináveis em um papel.
Uma segunda etapa, é fazer uma seleção das melhores idéias e depois as expor
para o grupo.
A criatividade não significa se
surpreender ao descobrir que não se limita apenas naquela prática de soltar
idéias. Uma pessoa criativa é aquela que consegue encontrar soluções, que sejam
inéditas, úteis, apropriadas, além de fazer tudo isso de maneira internacional.
A criatividade é uma habilidade e portanto pode ser apreendida, principalmente
por meio de muita prática deliberada. Mas para conseguir soluções, não basta
apenas praticar. É preciso uma base sólida de conhecimento. Pessoas criativas
normalmente são aquelas que possuem um grau de conhecimento, elas normalmente
leem e estudam muito. Isso porque, você só consegue criar, quando você tem
matéria prima para isso.
Por que se tornar criativo? No
mundo de hoje, em que estamos abarrotados de novidades, a criatividade em saber
usar informações de maneiras inovadoras, pode ser a diferença entre o sucesso e
o fracasso na vida de uma pessoa. Já que, o mercado de trabalho abre as portas
para as pessoas, que tem algo de diferente e
inovador para acrescentar e além disso, a criatividade traz
reconhecimento social.
Estudos revelam que as pessoas
criativas costumam encarar os problemas de forma mais proativa. Elas procuram
soluções ao invés de se martirizarem e acabam vivendo uma vida com menos
stress.

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