sábado, 30 de julho de 2016

A CRIATIVIDADE É MAIOR PARADOXO DA HUMANIDADE


REGINA DINIZ

“A criatividade é o maior paradoxo da humanidade. Por um lado, alguns poucos visionários são alçados à glória, consagrados como semideuses e heróis no Olimpo da História. Por outro, o criativo inquieto e inconformado com as estruturas de seu tempo é por vezes desprezado e considerado preguiçoso, indisciplinado ou louco. Ou tudo junto. Albert Einstein foi um deles. Na escola, era um menino-problema. Um dos maiores físicos de todos os tempos tirava nota baixa, veja bem. Imagine o Einstein ficando de castigo porque tirou nota baixa. E levando bronca de um professor enfurecido com o aluno que não prestava atenção. Queria ver a cara desse professor, quando ele ganhou o Nobel de Física”. ( Autora: Flávia Leal Alves – Zero Hora – Porto Alegre – RGS).

Existem basicamente dois fatores que produzem a pessoa criativa e inovadora: o talento e a habilidade.  O talento é algo que nasceu com você. Portanto, é congênito, isto é, podemos ter talento de nascença, ou não tê-lo, e nada irá mudar isso. A habilidade, por outro lado é o que adquirimos com a prática constante e todos podemos desenvolvê-la. Por isso mesmo é bom lembrar que ninguém nasce campeão de natação: é preciso treinar dura e repetidamente. Da mesma forma, a criatividade pode ser treinada e desenvolvida, e como resultado disso surge a inovação, fruto da engenhosidade do ser humano.

David Ogitvy, britânico cognominado o pai da publicidade do século XX disse, certa vez, que as boas idéias vem do inconsciente; ele tocou num dos pontos chaves da criatividade, que a informação armazenada em nosso cérebro, trabalhando em sociedade com o subconsciente.

Outra maneira é o uso constante da imaginação direcionada a um propósito. Einstein sabia disso ao afirmar que “A imaginação é mais importante que o conhecimento”. Você pode argumentar que o conhecimento é mais importante, pois ele é a base de todas as informações a respeito de fatos e coisas. Einstein, entretanto, afirma que a imaginação é mais importante, porque é ela que precede e molda o conhecimento, o qual não passa de uma sistematização de dados e informações. Se você mora em apartamento, alguém (arquiteto ou engenheiro) primeiramente o imaginou - isto é planejou – e depois  o construiu. O apartamento tomou forma só depois de imaginado e erguido. Se você senta numa poltrona confortável ela, inicialmente foi projetada, isto é, imaginada – por alguém que posteriormente, a fez. Aquela poltrona não existia antes: ela começou na imaginação de alguma pessoa, posteriormente foi feita.

O mesmo acontece com teorias e hipóteses. Baseado em estudos e hipóteses, imaginando possibilidades, Einstein criou a equação E=MC2, onde E representa energia, M, é a massa, e C2 velocidade da luz ao quadrado. Criatividade trabalha com o conceito fundamental de que é preciso “crer para ver”. Pessoas que só  acreditam no que veem estão em sérios apuros, quando se trata de criatividade, pois existem milhares de ondas eletromagnéticas, sons, odores, paladares, micro-organismo, totalmente imperceptíveis aos seres humanos e que são fundamentais no nosso dia a dia. Por exemplo, ninguém consegue ver as ondas eletromagnéticas, que trazem a imagem para a televisor, a mensagem do celular, ou o e-mail da internet.

A criatividade trabalha com o conceito fundamental de que é preciso “crer para ver”, atitude essencial para a mente inventiva, pois parte do princípio de que tudo começa no plano invisível, a imaginação e o subconsciente, para depois manifestar-se no plano físico. Sem essa premissa, a criatividade – e a inovação dela decorrente é bloqueada no nascedouro, porque a inspiração e a engenhosidade da mente são impedidas de agir. (Este sentido foi condensado o livro “Manual de Criatividade Aplicada” de Ernesto Ortur Berg, de Ernesto Ortur Berg, - Juruá Editora).

A criatividade pode ser apreendida. O homem nasce criativo, mas a sociedade o obriga a deixar de ser. A criatividade questiona o que foi estabelecido como “normal”. É uma espécie de caos, sem uma direção, definida, que faz soar todos os alarmes e levanta muitos questionamentos sobre as nossas “certezas”. A criatividade, o absurdo e a loucura são gêneros da mesma espécie: o pensamento divergente. Por isso, a educação tradicional assume que esse assunto deve ser reprimido em maior ou menor grau. Parece que educar não inclui a tarefa de ensinar a ser criativo. Pelo contrário, visa incutir no estudante o conhecimento já estabelecido, e sobre essa base produzir a criação. Precisamos valorizar mais esse processo criativo, transformando as escolas em locais onde as crianças possam desenvolver suas habilidades.

Para a sociedade pós trabalho que está chegando em que a  “destruição criadora” torna obsoletas muitas profissões, vamos precisar de mais gente, que saiba conectar muitas idéias, pensar diferente, buscar soluções fora do contexto normal, agir criativamente. Muitas das habilidades humanas a que estamos habitados vão gradativamente, tornar-se irrelevantes. A criatividade, não, Steve Jobs não ficou bilionário porque sabia programar computadores, mas porque era muito criativo e soube conectar muitas áreas. As crianças precisam ter a oportunidade de se conhecer para perceber seus talentos, fazer suas próprias escolhas e perseguir seus sonhos e interesses. Experimentar, ativar a curiosidade, explorar, tomar o caminho da criação. Para isso é fundamental, que as escolas tenham condições de oferecer uma educação revolucionária, mais experimental e menos padronizada”.

Autor: Alfredo Fedrizzi – Título: Arte para os filhos sobreviverem no futuro – 2016).

A criatividade pode ser aprendida. O homem nasce criativo, mas a sociedade o obriga a deixar de ser. A criatividade questiona o que foi estabelecido como “normal”. É uma espécie de caos, sem uma direção definida, que faz soar todos os alarmes e levanta muitos questionamentos sobre as nossas “certezas”.

A criatividade, o absurdo e a loucura são gêneros da mesma espécie: o pensamento divergente. Por isso a educação tradicional assume que esse assunto deve ser reprimido em maior ou menor grau. Se a criatividade diz: “a lua sorriu para mim”, o adulto imediatamente responde: Não querida, a lua é um satélite, que gira ao redor da terra e não pode sorrir”.

Parece que educar não inclui a tarefa de ensinar e ser criativo. Pelo contrário, visa incutir no estudante o conhecimento já estabelecido, e sobre essa base produzir a criação. Isso, em última análise, não consegue desenvolver o pensamento criativo. Precisamos valorizar mais esse processo criativo, transformando as escolas em locais onde as crianças possam desenvolver suas habilidades.   

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