Regina Diniz
Nas páginas do livro “Confissões”, de autoria de Santo Agostinho – século IV e V da era cristã, surge no ocidente, os primeiros ensaios da introspecção, de onde nasce a proposta da exigência de auto-exame perpétuo. Santo Agostinho é reconhecido como “o pai da interioridade”. Sob a influência da filosofia de Platão, através dos textos de Plotino, deduziu em sua obra, a auto-exploração como um caminho para chegar a Deus. Seus textos floresceram no séc. XVI e XVII. “Não vá para fora, volte para dentro de si mesmo, pois no homem interior, mora a verdade".
Atualmente, é proposta a emergência da criatividade construtiva. Ganha espaço o tipo de personalidade que deseja crescer como profissional e concomitantemente como pessoa. Realizar potencialidades, mergulhar nos cantos profundos de sua inteligência, criar idéias novas, dando a sua valiosa contribuição para si e para o grupo, o que é uma obrigação de todos nós. As gerações se sucedem e sempre deixam caminhos iluminados para o futuro.
Através de auto-perguntas, é possível definir-se em si, conhecer-se melhor. Identificar-se, coerentemente, é um objetivo humanístico fundamental. Entre milhares de escolhas, a percepção realística do mundo ocupa um lugar de destaque.
É possível construirmos uma sólida resistência ao conformismo e a padronização cultural, que empobrece emocionalmente a todos nós. Palpita dentro do coração humano o desejo de extrapolação, queremos vivenciar os nossos sonhos existenciais. Com certeza dormita dentro de nós um impulso, eternamente ascendente do nosso eu.
Jean-Jacques Rousseau em meados de 1780, em sua biografia, declarou: “O conhece-te a ti mesmo, do templo de Delfos, não é uma máxima tão fácil de seguir, como eu acreditava em minhas confissões”. Rousseau com esta afirmação deu um terrível golpe na qualidade das introspecções. Textos de baixa qualidade surgiram, mas que não conseguiram sobrepor-se como ideal de ser, pois já havia uma sólida reflexão sobre a qualidade de ser.
No século passado, grandes pensadores existencialistas (Rollo May – Erich Fromm – Karen Horney – Carl Rogers) entre outros, nos legaram obras de alto nível em Teoria da Personalidade, o que com certeza iluminará o século XXI e assim a ética se refinará eternamente. Indubitavelmente, a vocação de nosso planeta é conjugar as formas socialmente construtivas, e as relações cooperativas entre as pessoas.
O objetivo fundamental da vida é aperfeiçoar-se. É no esforço para construir um jeito de ser saudável, que nossos sonhos, nossas experiências dão certo. As atitudes ativadas e dinamizadas dirigem o comportamento das pessoas, que pensam em si com seriedade.
Hoje, mais do que em nenhum tempo, são valorizadas as pessoas excepcionalmente éticas. O poder de construir-se passa pela vontade, decisão, compromisso, descoberta da realidade contextual e pelo esforço de renovar-se. É complexa a trajetória de si para si mesmo, mas vale a pena reconstruir a própria história.
Quando, pela primeira vez, me descobri, sentindo uma emoção inspiradora e gratificante, apesar da adversidade que enfrentava na vida, fui invadida por um grande estímulo, ao reconhecer um fato importante, uma espécie de despertar espiritual, que emocionalmente, me arremessou muito além daquela situação, então recebi, instantaneamente, muita coragem e ânimo para seguir adiante.
Percebi uma força, que trazia incentivo e energia, então compreendi e aceitei, que deveria palmilhar mais vezes esta possibilidade emocional.Vi que esta auto-descoberta, continha em si, a vertente de como atrair mais perseverança, mais resolução frente à situações conflituosas, que são normais na evolução dos seres humanos.
Esta auto-percepção breve, serviu para me explicar o valor inimaginável dos altos padrões de força espiritual, que estavam ao meu dispor, mas que exigiam uma postura humana de vibração pura e saudável, comigo e indistintamente com todas as pessoas, não só em situações favoráveis, como também em situações difíceis. Esta força espiritual que eu recebi, se organizou por si mesmo na minha mente. Acredito que a própria superação seja a chave mestra do auto-encontro.
Existem muitos modelos para descobrirmos as pistas de como viver uma vida equilibrada. Mas cada um de nós tem que achar o seu jeito. A era industrial valoriza somente a especialização e o profissionalismo e padronizou todos os campos das atividades. Mas as inspirações, as intuições que se magnetizam ao divino e misterioso
processo de criação, estão ao nosso alcance, basta acessá-las. E quando alcançadas tornar-se-ão nossas eternamente.
Nas páginas do livro “Confissões”, de autoria de Santo Agostinho – século IV e V da era cristã, surge no ocidente, os primeiros ensaios da introspecção, de onde nasce a proposta da exigência de auto-exame perpétuo. Santo Agostinho é reconhecido como “o pai da interioridade”. Sob a influência da filosofia de Platão, através dos textos de Plotino, deduziu em sua obra, a auto-exploração como um caminho para chegar a Deus. Seus textos floresceram no séc. XVI e XVII. “Não vá para fora, volte para dentro de si mesmo, pois no homem interior, mora a verdade".
Atualmente, é proposta a emergência da criatividade construtiva. Ganha espaço o tipo de personalidade que deseja crescer como profissional e concomitantemente como pessoa. Realizar potencialidades, mergulhar nos cantos profundos de sua inteligência, criar idéias novas, dando a sua valiosa contribuição para si e para o grupo, o que é uma obrigação de todos nós. As gerações se sucedem e sempre deixam caminhos iluminados para o futuro.
Através de auto-perguntas, é possível definir-se em si, conhecer-se melhor. Identificar-se, coerentemente, é um objetivo humanístico fundamental. Entre milhares de escolhas, a percepção realística do mundo ocupa um lugar de destaque.
É possível construirmos uma sólida resistência ao conformismo e a padronização cultural, que empobrece emocionalmente a todos nós. Palpita dentro do coração humano o desejo de extrapolação, queremos vivenciar os nossos sonhos existenciais. Com certeza dormita dentro de nós um impulso, eternamente ascendente do nosso eu.
Jean-Jacques Rousseau em meados de 1780, em sua biografia, declarou: “O conhece-te a ti mesmo, do templo de Delfos, não é uma máxima tão fácil de seguir, como eu acreditava em minhas confissões”. Rousseau com esta afirmação deu um terrível golpe na qualidade das introspecções. Textos de baixa qualidade surgiram, mas que não conseguiram sobrepor-se como ideal de ser, pois já havia uma sólida reflexão sobre a qualidade de ser.
No século passado, grandes pensadores existencialistas (Rollo May – Erich Fromm – Karen Horney – Carl Rogers) entre outros, nos legaram obras de alto nível em Teoria da Personalidade, o que com certeza iluminará o século XXI e assim a ética se refinará eternamente. Indubitavelmente, a vocação de nosso planeta é conjugar as formas socialmente construtivas, e as relações cooperativas entre as pessoas.
O objetivo fundamental da vida é aperfeiçoar-se. É no esforço para construir um jeito de ser saudável, que nossos sonhos, nossas experiências dão certo. As atitudes ativadas e dinamizadas dirigem o comportamento das pessoas, que pensam em si com seriedade.
Hoje, mais do que em nenhum tempo, são valorizadas as pessoas excepcionalmente éticas. O poder de construir-se passa pela vontade, decisão, compromisso, descoberta da realidade contextual e pelo esforço de renovar-se. É complexa a trajetória de si para si mesmo, mas vale a pena reconstruir a própria história.
Quando, pela primeira vez, me descobri, sentindo uma emoção inspiradora e gratificante, apesar da adversidade que enfrentava na vida, fui invadida por um grande estímulo, ao reconhecer um fato importante, uma espécie de despertar espiritual, que emocionalmente, me arremessou muito além daquela situação, então recebi, instantaneamente, muita coragem e ânimo para seguir adiante.
Percebi uma força, que trazia incentivo e energia, então compreendi e aceitei, que deveria palmilhar mais vezes esta possibilidade emocional.Vi que esta auto-descoberta, continha em si, a vertente de como atrair mais perseverança, mais resolução frente à situações conflituosas, que são normais na evolução dos seres humanos.
Esta auto-percepção breve, serviu para me explicar o valor inimaginável dos altos padrões de força espiritual, que estavam ao meu dispor, mas que exigiam uma postura humana de vibração pura e saudável, comigo e indistintamente com todas as pessoas, não só em situações favoráveis, como também em situações difíceis. Esta força espiritual que eu recebi, se organizou por si mesmo na minha mente. Acredito que a própria superação seja a chave mestra do auto-encontro.
Existem muitos modelos para descobrirmos as pistas de como viver uma vida equilibrada. Mas cada um de nós tem que achar o seu jeito. A era industrial valoriza somente a especialização e o profissionalismo e padronizou todos os campos das atividades. Mas as inspirações, as intuições que se magnetizam ao divino e misterioso
processo de criação, estão ao nosso alcance, basta acessá-las. E quando alcançadas tornar-se-ão nossas eternamente.

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