Regina Diniz
Não fui forte na independência pessoal...
Sempre entreguei excessivamente a minha vida aos outros.
Procurei por muito tempo os meus aliados salvadores,
Mas só achei pessoas tremendamente possessivas.
Talvez almejasse que todas as estradas se subordinassem a minha vida...
Só eu posso salvar-me de mim mesma...
Não me encarei como um sujeito com direito a ser...
Mudei diversas vezes os meus aliados salvadores,
Mas sempre caia no mesmo modelo dominador,
Comecei então a questionar o meu imã pessoal.
Talvez entendesse que os caminhantes da vida devessem gravitar ao meu redor...
Só eu posso cultivar a interdependência salutar...
Não me davam atenção, interesse e respeito...
Decepcionada comigo devido a repetição dos mesmos modelos.
Vi que meus aliados salvadores fracassavam comigo.
Porque procuravam em mim uma depositária de neuroses.
Talvez se me unisse aos outros sem nada exigir...
Só eu posso aprender o amor solidário...
Tratava-me como objeto de ser...
Admiti que me afastara de mim mesma,
De medo de ficar só afoguei-me em solidão extrema.
O motivo maior era distrair-me para não me ver.
Talvez se olhasse a frente, mil caminhos se descortinariam...
Só eu posso assumir-me plenamente...
Agora respeito corajosamente os próprios sentimentos...
Escolho a convivência comigo, exigindo-me qualidade...
Pouco a pouco fiquei emocionalmente mais forte,
E comecei a gostar muito mais da vida.
Não esqueço a estrada que me é própria e avanço confiante...
Deixei de ser vítima de minhas ilusões... O sol ainda brilha...
Conheci a realização autêntica e original...
Comecei a descobrir o meu lugar no mundo,
Entendi que deveria oferecer a minha parte e não só pedir.
Meus amigos tornaram-se dádivas de iluminação.
Procuro o que seja útil e belo, santo e sublime e sigo adiante...
Respeito o meu próximo através do altar do coração.
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