sábado, 28 de agosto de 2010

O VALOR DA QUALIDADE DE EDUCAÇÃO

REGINA DINIZ

“Os efeitos da crise mundial desestruturou mercados a partir de 2009. Um levantamento da Organização Mundial do Trabalho (OIT) expõe agora uma das faces mais cruéis do abalo econômico, que ainda desestabiliza produção, emprego e renda em muitos países. O estudo trata do que a OIT define como a geração perdida, o contingente de 81 milhões de jovens de até 24 anos desempregados em todo o mundo. É um recorde de um drama agravado a partir de 2007”.(Geração Ameaçada – Zero Hora – Editoriais – 13/08/2010). Décadas antes de 2007 já havia um déficit muito grande em educação profissional aqui no Brasil. As escolas técnicas de nível médio praticamente desapareceram (Premem – l971). Tanto o Governo Federal quanto o Governo Estadual achavam caro mantê-las.

“Mesmo que o cenário brasileiro tenha evoluído positivamente, nos últimos três anos, com redução do índice de desocupação entre jovens de 22% para 17%, o estudo da OIT alerta para a necessidade de adoção de programas bem mais consistentes do que os atuais para conduzir recém-formados ou estudantes em formação para o Mercado de Trabalho”.(Geração Ameaçada – Zero Hora – Editoriais – 13/08/2010).

As Faculdades ministram um bom ensino teórico, mas não são aparelhadas para a prática, e carecem de infraestrutura. Os estágios remunerados são muito difíceis de serem conseguidos. O projeto do primeiro emprego não deu o resultado almejado. Todas as iniciativas em educação devem ser respaldadas pelo setor público o que não é feito. Passam os governos e a educação é sempre desprezada. Os jovens terão que se esforçar, tentando sensibilizar os poderes públicos, caso contrário continuarão marginalizados socialmente. Os professores embora mal remunerados fazem a sua parte. A família tem o direito de exigir qualidade de educação para que os seus filhos sejam bem encaminhados na vida. O esforço é de todos nós.

Estas estatísticas da Organização Mundial do Trabalho(OIT) é um grande alerta para que nos previnamos. Também é um instrumento valioso de conscientização para nós brasileiros. Vê-se que a iniciativa deste levantamento deveria ter partido daqui do nosso pais. Pagamos muito caro por não exigirmos uma prestação de contas dos altos impostos que pagamos. É muito triste testemunharmos milhares de jovem sem ocupação, deprimidos, sem o exercício da auto-afirmação, numa idade de tanto vigor motivacional.

A Organização Mundial do Trabalho revela que os jovens desmotivados desistem de procurar empregos e penalizam as suas famílias. São destroçados projetos de vida e grandes sonhos de realização pessoal. O Trabalho não direcionado e apoiado pelas instituições governamentais provoca uma devastação social, porque a ausência do jovem no mercado remunerado acarreta uma grande carga para a sua família e para toda a sociedade.

Como demonstra a Organização Mundial do Trabalho, a resposta a este quadro passa necessariamente por programas específicos, com incentivos que estimulem as empresas a contratar, com ganhos para os jovens, para a economia, e para o país.

A Organização Mundial do Trabalho nos presta excelente contribuição, por abrir possibilidades no encaminhamento de soluções no Campo do Trabalho para Jovens, que já se mostram avaliados. A esperança cresce quando vemos este problema como preocupação mundial. A esperança cresce quando os políticos são humanizados diante de levantamentos incontestáveis. A esperança cresce quando a qualidade de educação é interpretada como fator primordial do desenvolvimento social.

Ninguém consegue entender a razão do completo abandono dos incentivos profissionais às novas gerações no Brasil. A inserção do jovem no mercado de trabalho é fundamental para a construção de um país mais humano e mais justo para todas as classes sociais. Acredito que de agora em diante o nosso país fará as suas próprias pesquisas, com o supremo objetivo de conquistarmos a respeitabilidade perante o mundo.

A visão positiva pela luta da vida e a vontade de acertar oferece mais opções e nos ajuda a encontrar soluções. Ininterruptamente devemos lutar por melhorias sociais, porque este debate nos ajuda a desenvolver características próprias, que estão ligadas a nossa capacidade de aumentar, valorizar e nutrir a nossa auto-estima. Além disso, uma visão positiva é um ciclo de dar e receber. Somos obrigados a dar a nossa parcela de contribuição. Elevamos a nossa auto-estima, reconhecendo as boas idéias, demonstrando confiança na nossa capacidade, e tratando todas as pessoas como indivíduos competentes. Estamos vivos e saudáveis para honrar a presença uns dos outros, e só nos empenhando no palco da interação construtiva, e sendo honestos e diretos, que conseguiremos extrair o máximo de nosso desempenho humanístico. A Chave da auto-estima está no poder de dar o melhor de si.

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