quarta-feira, 27 de outubro de 2010

DÁDIVAS DE INDIGNAÇÃO

Regina Diniz

Preciso de coragem para a longa subida de volta a sanidade...
As brigas com a vida me exigiram mais do que era possível...
Milhares de respirações profundas, muitas esperanças...
E sempre indignada com a pobreza das minhas motivações...

- E qual a nobre mudança?
- Optarei pela intrepidez de espírito...

Após muito esforço, admiti que a luta é parte da vida...
O hedonismo dos meus tempos atrapalhou as minhas metas. 
Mas não desperdicei nenhuma oportunidade a meu favor...
Custei a aprender, que as lutas cotidianas nutriam as emoções...

- E qual a nobre mudança?
- Apropriar-me-ei das decisões do meu coração para decidir a vida...

Quero estudar a ciência da compreensão da minha destinação. 
Anseio por uma pista para descobrir minhas próprias forças.
Acho que o equilíbrio diante do fracasso ainda está de pé.
Porque ninguém sobrevive impune nas culturas psicopatogênicas...

- E qual a nobre saída?
- Sustentar-me-ei da paixão pelo saber, que é a alma da alma da vida...

Sinto-me solitária em minhas metas e anseios.
Acredito que o ir e vir da maré da vida é individual.
Gostaria de abrir o conhecimento do ciclo completo da existência...
Para aprender presto atenção na luta dos meus semelhantes...

- E qual a nobre saída?
- Amarei a renovação mental, espelhando-me na luz das estrelas...

Não quero contrair a doença da apatia...
Não quero pegar a doença da insensibilidade...
Não quero sofrer da doença da indiferença total...
Vou investir na minha racionalidade sadia...

- E qual a nobre saída?
- Pularei para a motivação espiritual, imitando o júbilo das flores...

Coloquei tudo o que sabia na negociação com a vida...
Trabalhei duro para encontrar-me como pessoa...
Mas foi a responsabilidade comigo e com os outros
Que me salvou misteriosamente...

Só sobreviverá o digno de nossa alma imortal...

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