Regina Diniz
É vital fluir a paz...
Que brota naturalmente,
Da intimidade do meu ser,
Impulsionando-me boa motivação
Estou aqui, numa casinha de madeira de cor branca...
Magicamente, existindo ao pé da montanha para que eu,
Numa oportunidade ímpar, vivencie possibilidades
De interpretar o seu perfil de altivez sublime.
Admiro as árvores harmoniosamente colocadas,
Uma ao lado da outra,
De um verde que impressiona pelo vigor, que transmite
Ao meu coração sedento de auto-estima...
O ar é essencialmente puro...
O silêncio é divinamente puro...
O canto dos pássaros é magistralmente angélico...
Um bando de araquãs saúda a vida,
Em tom alto e repleto de energias, e querem
Dizer-me, que nada mais vale na terra,
Do que defender a própria alma.
Argumentam enfaticamente, que conjugam
Só os valores que dão força emocional.
Agora me veio à mente que o tempo
Cura todas as feridas,
E ficamos novamente equilibrados... Deus é bom...
Renovo a vida...
Mudo sinapses antigas...
Sinto um impulso forte...
Reavivo a chama espiritual...
Um sabiá, através do seu canto emocionado,
Reverencia a alegria de apenas participar
Da festa da vida, de conviver com os outros cordialmente,
E dar a sua parcela para adornar o quotidiano.
Pois é... fico pensando com saudade construtiva
Do meu grande amigo Carlos, que escolheu o lugar perfeito,
Para construir a casinha de madeira que ele batizou
“De atitude de mente alerta para sentir o belo”.
Ele dizia, que aqui fluía por todos os lados
A alegria complacente...
E o desapego desapaixonado para reverenciar a vida...
Não tenho outra maneira de manter a saúde das minhas emoções,
Do que preservá-las das vibrações negativas que me atingem...
Escolhi manter-me, sempre, com a mente alerta.
E buscar, incansavelmente o divino otimismo, nesta minha caminhada,
Cheia de obstáculos a cada passo...
Reconstruo as minhas emoções, monitorando-as sempre,
Para não aproximá-las do limiar
Das emoções de tristeza que se abateram nos meus tempos...
Eu e a montanha nos olhamos...
Faço-lhe confidências...
Emana uma sensação tranqüila que me revigora...
Contemplando-a, almejo a salvação...
Uma coruja despertou-me, no amanhecer,
Com o seu potente grito de alerta,
Lembrando a quem quisesse dar atenção a sua mensagem,
Na transitoriedade da vida no planeta.
Repetiu a sua comunicação por mais duas vezes...
Observei que todo o reino animal entendeu,
Eu nunca tinha apreciado um amanhecer
Tão alegre e vibrante,
Que parecia que tinha um regente
Com certeza “Deus”...
Ele fez o planeta alegre e gratificante.
Não tem o que se dizer...
A natureza é um esplendor inigualável...
E eu embevecida aprecio tudo...
Faz muito bem para a minha alma admirar a natureza,
Cura a minha alma nômade,
Mas entendo que faço um passeio por aqui...
De aprendizagem intensa...
Brota do fundo do meu ser
A compreensão de que sou uma turista aprendiz,
E a todo momento, recebo recados de perfeição...
Agora é da natureza.
Percebo o planeta inundado de vida,
Mas de muita vida mesmo...
É uma organização majestosa,
Então me esforço para viver com integridade estética...
Agora estou aqui recolhendo energias,
Para nutrir a minha auto-estima,
E prosseguir, querendo sempre descobrir
O significado da minha passagem
Por este belíssimo planeta.
Procuro vibrar um estado emocional saudável
Com a finalidade de estimular a minha saúde mental,
E assim perceber...
E perceber quadros plenos de vida...
A montanha espalha-se diante dos meus olhos admirados,
A suave brisa do mar balança os coqueiros,
Dando a impressão de suave ritmo ondulante,
É um quadro vivo que me harmoniza por dentro...
Consigo integrar-me em trocas de emoções elevadas.
Ela me dá espaço para que eu a contemple...
Com excelente motivação permite que eu troque impressões,
Como é bom quando a interação é concedida...
Estou sedenta deste clima de trocas emocionais gratificantes...
Ultimamente tenho encontrado pessoas que só toleram o seu ego.
E não querem saber de outras pessoas de jeito nenhum,
Sinto-me muito mal em percebê-las assim...
Possuem o eu tão grandioso,
Que não conseguem aceitar outras pessoas,
E com certeza ficam anos e anos olhando somente para si.
Os segredos da natureza não lhes interessam,
Nada, nem a beleza das flores...
Nem a beleza do por do sol...
Nem o ritmo cadenciado das ondas do mar...
E repetem-se por anos e anos, admirando-se...
Eu sempre peço a Deus que me dê motivos
E motivos de vivacidade emocional...
Vivo no mundo das abstrações...
Crio histórias para me ver,
Descubro meu papel no mundo...
Desbloqueio a minha alma...
Aprendo dia a dia a relacionar-me comigo mesma.
Considero de importância vital comunicar-me com outras pessoas.
Um bom diálogo gratifica-me bastante...
Só de perceber o meu afeto pelos seres humanos,
Inunda a minha alma de alegria,
Não importa se bastante ou pouco tempo
O que vale é a qualidade de intenção...
Tenho medo de sentir aversão por mim mesma...
Pois tenho visto pessoas que ficam furiosas com os outros,
Na maioria das vezes sem terem razões,
Acredito que são meros pensamentos negativos,
Que passam pela nossa mente e vão embora...
Ninguém gosta de negatividades,
Mas elas ficam tão enfurecidas,
Que descontam violentamente contra si mesmas,
Em milhares de mecanismos de fuga inimagináveis.
A autopunição é algo incrível na contemporaneidade...
Eu vejo a tristeza estampada
Nos olhos dos nossos tempos.
Deveriam criar e divulgar metodologias,
De como gostar de si e dos outros...
E é uma matéria dificílima,
E completamente ausente do coração da cultura.
Então a gente tem que se virar como pode
E daí naufragam muitas e muitas pessoas.
É só sair nas ruas que eu observo
A inconformidade frente aos reveses da jornada...
Mas nesta vida ninguém ganha e ninguém perde...
Sobreviver emocionalmente é a grande vitória.
O tempo faz a terapia,
E um novo dia é sempre um novo dia...
Quero as essências da calma que vê longe...
Quero as essências da confiança que me tranqüiliza...
Quero as essências do otimismo que me levanta sempre...
Quero as emoções que me empurram a frente...
Já é tempo de sorrir para a vida...
Já é tempo de equilibrar o ânimo...
Já é tempo de valorizar as emoções construtivas...
É o canteiro de flores da autoconsideração...
É o lago da aprendizagem emocional...
É o mar dos méritos próprios...
A montanha é afetiva incondicionalmente...
E o lazer espiritual precisa ser cultivado...
Porque uns só gostam de si mesmo,
Outros não gostam de si e só gostam dos outros...
E a natureza Deus criou para curar a nossa alma.
Estou abrindo o coração para a montanha
Que me olha com atenção...
Eu sei que ela está me dando apoio...
Tudo é impulso...
Tudo é inspiração...
Não espero que me digam...
Vou atrás dos significados de luz...
Ela entende o quanto é difícil pensar positivamente,
Mas posso ficar com a mente alerta,
Aceitando as emoções que superem o desespero...
Aceitando as emoções que superem o desamparo...
Em todos nós há uma reserva de auto-amor,
Mas cuido para acumular boas emoções...
E graças a Deus,
Que a nossa essência maior,
Aquela bem no fundo da alma...
É o afeto...
Pelo qual lutamos tanto para dá-lo...
E lutamos tanto para recebê-lo...
E esta luta é eterna,
E que bom que é assim,
Hoje algum déficit de amor,
Amanhã cifras altas de amor,
Isto faz parte da construção da auto-estima.
O fantástico é que não nos cansamos
Nunca de buscar e acreditar
Na busca do afeto humano...
Esta motivação nos torna mais vivos,
Esta motivação nos torna afetivamente competentes...
E não está longe o dia em que
Todos sorrirão para todos...
E todos sorrirão para si mesmo,
Embora a cultura seja adversa,
Aprenderemos a exercitar a autonomia...
E gostaremos simultaneamente uns dos outros,
E só faremos coisas belas para nós,
E só faremos coisas belas para os outros,
Então um sorriso brilhará suavemente,
No rosto dos meus tempos.
Fé no otimismo...
Valorizo a essência da jornada...
Ela me sugere
Mudanças espirituais saudáveis...

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