quinta-feira, 21 de abril de 2011

PASSEIO DE CHARRETE AO LUAR



Regina Diniz

                                     Este lugar fervilha de vida...
                                     As fontes de energia são muitas...
                                     Percebo sons e odores diferentes...
                                     Que suaviza o meu coração...

Passei um dia de verão maravilhoso,
Aqui na ilha de Paquetá.
Encontrei-me com a Mara e o Sérgio,
Somos todos companheiros de esportes a longos anos...
Hoje, andamos de barco...
A alegria revitalizou os nossos corações...
As águas fascinantes de Paquetá propõem emoções elevadas...
Aqui brotam do fundo da alma,
Só as confirmações que dão certo,
Aquelas de máxima alegria e compreensão mútua,
Aqui não há atmosfera para as respostas na vida,
Que não deram certo...
Mesmo porque, águas passadas não adiantam de nada...
E não é exagero dizer,
Que as emoções negativas caminham pelo corpo,
E acabam bloqueando as energias da mobilidade espiritual,
Que apreciamos tanto...
Como é bonita a atividade física e mental!
Deus ao inventar o mundo,
Pensou com extrema perfeição...

                       Os sentimentos positivos...
                       Elevam as energias...
E enchem de flores...
O caminho da vida...

Alugamos um pequeno barco a remo,
E ficamos apreciando a beleza da ilha de longe...
Estamos vivendo uma aventura fascinante...
Sentimos um clima muito sereno, muito divino...
Um bem-estar emocional toma conta de nós...
Aqui é possível imaginar,
A aceitação da aliança
Que Deus sempre propôs a humanidade,
E é isso que a nossa mente e o nosso coração
Desejam com todas as forças do ser...
Viver em paz consigo e com os outros.
É difícil...
Chegamos a conclusão de que precisamos,
De íntima preparação física e espiritual,
Porque detectamos intensas inautencidades...
Mascaramos os nossos sonhos,
Enchemo-nos só de memórias de tristeza...
Ficamos frustrados...
Ficamos tremendamente inferiorizados...
É perigosíssimo...
A grande saída,
É deixar correr as respostas negativas da vida,
E colocar-se em imaginário sadio...
Buscando compulsivamente...
A descoberta do lado positivo da vida,
Fortalecendo a própria vida...

                       É possível relembrar...
                       Os maiores momentos de apoio...
É possível relembrar...
Os maiores momentos de força emocional...


A Mara, desde adolescente, se dedicou
Aos sucos energéticos.
Agora estamos tomando uma laranjada gelada,
Turbinada com bananas picadas
E gengibre ralado...
Nós três estamos em silêncio mútuo,
Embevecidos com esta maravilha ecológica...
Não competimos pelo sucesso financeiro,
Apenas fortalecemos laços de confiabilidade,
A nossa motivação é essencialmente intrínseca,
Brota de nossa interioridade,
Não precisamos das estimulações exteriores...
Considero este estado de ser
Uma bênção de Deus...
As nossas confirmações pessoais são positivas,
Para nós e para o planeta...
Guardamos em nosso arquivo espiritual,
Só os resultados que nos emocionam de alegria...
As memórias de tristeza inexistem em nossa mente...
De joelhos mostramos os nossos sentimentos
De uns para os outros...
Nunca partimos o coração de ninguém...
Acreditamos que a felicidade está em nossas próprias mãos...
Repetimos muitas e muitas experiências positivas,
O nosso inconsciente está sempre alerta para atitudes saudáveis,
Diante dos resultados que obtemos na vida...
Sempre agradecemos a Deus pela capacidade
De aceitar e confiar.
De que tudo depende de nós mesmos...
Somente de nós...
Temos firme convicção,
De que podemos compreender,
As forças positivas...
Agarramos às energias de autovalor,
Lembrando de experiências de auto-reconhecimento...
Só vale o nosso julgamento,
Porque temos certeza
Que fazemos tudo para acertar...
É horrível estar à deriva...
É horrível estar à mercê das ondas...
É difícil localizar dentro de si,
As potencialidades que gratificam.
É difícil desejar hoje a virtuosidade...
Precisamos compreender a cultura ética,
Junto com a cultura física,
Para seguir adiante sem remorsos...

                       Não precisamos de heróis...
                       Precisamos resistir...
                       Falta coração...
                       Precisamos da cultura dos sentimentos...

Passamos um dia maravilhoso,
Apreciando a beleza da ilha,
Admirando a vastidão do mar,
Que mostra a estampa da vida vigorosa...
Saltamos na água do mar...
Que é um dos nossos lares...
À tarde, purificamos o nosso encontro...
Acendemos a chama sagrada da união...
Ao anoitecer eles voltaram para Copacabana...
Só eu fiquei...
Queria passear de charrete
Sob o luar...
Pedi para ficar sozinha...
Eles concordaram...
Eu decidi, guiar o cavalo,
Embora ele soubesse o caminho...
Vamos andando calmamente...
Ouço o mar dando os seus brados de motivação...
Passamos por baixo de frondosas árvores,
Percebo a mensagem de resistência,
Das pedras arredondadas e serenas...
Iluminadas pelo luar...
Tornaram-se espelhos para si mesmas,
Cumprem a sua destinação,
De por um limite nas investidas do mar...
Que luta obstinadamente,
Tentando ultrapassá-las…
Não sei quem,
Se o mar?
Ou as pedras?
É mais independente...
Alimentam o seu próprio sonho de independência...
Estão neste mundo para darem o exemplo,
De luta por si mesmo...
Ninguém cuida de ninguém...
Cada um é agente de seu próprio destino...
Ninguém deseja ser salvo pelo outro...
Investem com profundidade na luta pela própria salvação...
Por séculos, séculos e séculos.
Encanta-me este jeito de ser...
A autonomia é excitante por si só...
Responde ao desafio supremo,
De assumir o impulso de fazer a sua parte
Para manter-se...
A luta é sem medo e sem insegurança,
Não há intenções de fuga...

                       Explorar novos territórios de crescimento...
                       Inventar a própria beleza de ser...
Despertar a consciência...
De comandar a própria vida...

          
Alguns lugares possuem poderes sobrenaturais...
Esta ilha tem um poder de encantamento,
Muito suave e sereno...
Isto faz meu coração bater mais forte,
Sinto no ar fluídos curativos...
Precisamos das energias da paz...
O tilintar das ferraduras do cavalo,
Trazem recordações da minha adolescência,
Correndo pelas coxilhas de Júlio de Castilhos...
Quantas emoções de liberdade...
Apostava com os meus primos em corridas a cavalo,
Voando ao vento, alcançava cifras de autoconfiança...
Não havia nenhum familiar por perto, só de longe...
Era uma verdadeira clínica
De confirmações construtivas...
Era a prática da competência e habilidade...
Era proibido o medo,
Era obrigatório a coragem de se inovar,
Sinto-me em estado de graça,
Ao lembrar-me destes momentos de apoio,
Para poder aprender a liberar
A coragem para ser...
Hoje em dia, tão difícil de ser alcançada.
Eram momentos de júbilo...
Dei tapinhas de cumplicidade no cavalo,
E entreguei a charrete para o dono.
Sai a juntar gravetos e pequenos caules secos,
Fui atrás de uma pedra gigantesca,
E fiz um pequeno fogo...
Fiquei a contemplar afetivamente,
As minhas mãos obreiras...
Santas mãos...
Que muito trabalharam...
Quem de nós neste planeta,
Não dá o seu testemunho,
Na luta para melhor como pessoa...
Olho a vastidão do mar...
Paraíso imponderável...
Jardim de crescimento interior...

                       A vida que é maravilhosa...
                       Está cheia de oportunidades de crescimento...
Estou preparada espiritualmente...
                       Para aceitá-los e enfrentá-los... 

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