Regina Diniz
Receio a fadiga da depressão pelo temor de não decidir a própria vida...
É extremamente gratificante escolher o meu caminho existencial...
Passo todo tempo de plantão, defendendo a minha liberdade...
Reajo indignada às proteções e direções impostas...
Reconheço o esplendor da liberdade de escolha...
Aquecida emocionalmente admiro a lua resplandecente e soberana...
Receio a fadiga da depressão pelo temor de não decidir a própria vida...
A liberdade não está morta, mas agoniza...
Não vislumbro a liberdade de ser nos meus tempos...
O mundo está cansado e saturado de horrores...
Sou livre para ser quem quero ser...
Fascinada pelo mistério humano desvendarei a minha essência...
Receio a fadiga da depressão pelo temor de não decidir a própria vida...
Os doces cativeiros multiplicaram-se em sofisticação,
Nunca investiram tanto no controle da liberdade.
Passei por cima de tudo e dei atenção a minha individualidade...
A minha felicidade é a capacidade de cuidar de mim mesma...
Espelho-me na dignidade da montanha...
Receio a fadiga da depressão pelo temor de não decidir a própria vida...
Aprendi com sofrimento extremo a conviver com a insegurança.
Tenho infinitas dúvidas acerca de meu papel no mundo,
Ainda procuro com pertinácia o significado da minha existência..
Sou verdadeira a mim mesma e fiel a minha história...
Graças a desígnios maiores sou livre para crescer espiritualmente...
Receio a fadiga da depressão pelo temor de não decidir a própria vida...
Faço o impossível para tornar a minha interioridade ativa e digna.
Batalho incansavelmente pela minha liberdade.
Sou filha de um tempo que só quer oprimir...
Sou livre para sentir alegria, paz e segurança...
Apesar de espoliada sou dona de minhas próprias escolhas...
Receio a fadiga da depressão pelo temor de não decidir a própria vida...
Não quero jamais pensar em desistir da liberdade.
Seguidamente sou atacada pela ânsia da submissão,
Mas tenho certeza de que não há satisfação em submeter-se...
Reconquisto minuto a minuto o direito do meu espaço de ser...
Sempre amei deveras o meu eu rebelde e me salvei...

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