quinta-feira, 2 de junho de 2011

O DOCE CATIVEIRO

Regina Diniz

Receio a fadiga da depressão pelo temor de não decidir a própria vida...
É extremamente gratificante escolher o meu caminho existencial...
Passo todo tempo de plantão, defendendo a minha liberdade...
Reajo indignada às proteções e direções impostas...

Reconheço o esplendor da liberdade de escolha...
Aquecida emocionalmente admiro a lua resplandecente e soberana...

Receio a fadiga da depressão pelo temor de não decidir a própria vida...
A liberdade não está morta, mas agoniza...
Não vislumbro a liberdade de ser nos meus tempos...
O mundo está cansado e saturado de horrores...

Sou livre para ser quem quero ser...
Fascinada pelo mistério humano desvendarei a minha essência...

Receio a fadiga da depressão pelo temor de não decidir a própria vida...
Os doces cativeiros multiplicaram-se em sofisticação,
Nunca investiram tanto no controle da liberdade.
Passei por cima de tudo e dei atenção a minha individualidade...

A minha felicidade é a capacidade de cuidar de mim mesma...
Espelho-me na dignidade da montanha...

Receio a fadiga da depressão pelo temor de não decidir a própria vida...
Aprendi com sofrimento extremo a conviver com a insegurança.
Tenho infinitas dúvidas acerca de meu papel no mundo,
Ainda procuro com pertinácia o significado da minha existência..

Sou verdadeira a mim mesma e fiel a minha história...
Graças a desígnios maiores sou livre para crescer espiritualmente...

Receio a fadiga da depressão pelo temor de não decidir a própria vida...
Faço o impossível para tornar a minha interioridade ativa e digna.
Batalho incansavelmente pela minha liberdade.
Sou filha de um tempo que só quer oprimir...

Sou livre para sentir alegria, paz e segurança...
Apesar de espoliada sou dona de minhas próprias escolhas...

Receio a fadiga da depressão pelo temor de não decidir a própria vida...
Não quero jamais pensar em desistir da liberdade.
Seguidamente sou atacada pela ânsia da submissão,
Mas tenho certeza de que não há satisfação em submeter-se...

Reconquisto minuto a minuto o direito do meu espaço de ser...
Sempre amei deveras o meu eu rebelde e me salvei...  

Nenhum comentário:

Postar um comentário