sexta-feira, 1 de julho de 2011

OS PINGOS QUE CAEM DO CÉU


Regina Diniz


Eu desperto mais ouvindo a chuva que reflete espiritualidade pura...

Porque o seu convite de silêncio interior me desespera.
Não tenho força emocional para olhar à frente.
Só agüento investir no presente, o que considero heróico.
Um dia aprenderei o magnetismo que cura a mente...

Eu desperto mais sentindo a brandura das gotas que caem...

Porque o seu perfume aviva os meus desamores doloridos,
Naqueles que não consegui aquecer a frieza humana,
E pulei do barco das depressões de medo de sucumbir...
Um dia desanuviarei as minhas motivações transcendentais...

Eu desperto mais lendo a sua mensagem generosa...

Porque ela me aconselha o descanso imenso,
E corações em tumulto não entendem a paz interior...
Viver aos sobressaltos é regra neste começo de milênio.
Um dia atrairei o magnetismo vital que fortalece...

Eu desperto mais apreciando a sua musicalidade...

 Porque a ouço dizer através do canto do vento:
-Sem a luz do amor,
-Tudo se perde nas sombras do turbilhão sádico...
-Um dia vivenciarei novas formas da pura realização da alma...

Eu desperto mais com a sua preocupação tolerante...

Porque ela me segreda:
-Desesperar-se? ... Que idéia...
-Aprenda com as rosas a conviver com os espinhos...
Com muita fé acordarei o meu subconsciente criador...

Eu desperto mais ouvindo a chuva...

Porque ela me lembra o valor do crescimento espiritual...
Percebo o ar nutridor das expectativas humanas...
A jornada em direção ao milagroso principia aqui...
Como é profundo o desabrochar do potencial espiritual...

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