Regina Diniz
A desconfiabilidade permeia o meu coração...
Para que colocar a esperança fora da realidade?
Gasto precioso tempo desvendando armadilhas inexistentes...
Sou uma alma sufocada por pressões extremas...
Pago o preço dos meus tempos...
Mas com alegria imagino a paz da morada dos santos...
As serpentes estão enrodilhadas para dar o bote no luar...
Estão em grupos patrulhando tudo e todos.
Morrem de inveja da beleza do luar.
Eu percebo e acho um ganho não sair do mesmo lugar...
Mas com alegria penso sobre o ideal de justiça e bondade...
A desconfiabilidade amordaça o meu ser...
O meu olhar espichado tenta desvendar uma saída,
Mas os ventos de sobrevivência da alma me aconselham:
- Administra os prejuízos afetivos que já é lucro...
Mas com alegria sonho no entendimento entre os homens...
Perco poderosas cifras de entusiasmo...
Quando a mágoa me engole...
De onde vem este sentimento de desaprovação?
Serão expectativas altas demais que jamais alcançarei?...
Mas com alegria medito sobre a igualdade humana...
São muitas as invejas, os ciúmes e as frustrações...
Jogam tudo na ânsia de desforra,
Levantam a auto-estima pagando juros à vingança,
Eis o esplendor das teses narcisistas...
Mas com alegria procuro vivenciar a virtude em sumo grau...
Eu não acredito na construtividade dos meus tempos.
E os ventos de sobrevivência da alma me aconselham:
- Cuidado - afeto movediço.
Forças maiores diminuam o preço emocional dos meus tempos...

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