REGINA DINIZ
A minha alma sente a necessidade de viver mais liberdade...
O maior milagre humano é ter pensamentos próprios.
É vital lutar por condições psicológica que nutram a livre escolha.
Fico abalada e impotente quando sou impedida de ser...
Não é possível assumir a vida como uma prisão...
Vejo-a como uma festa de acesso à observação desprendida...
A minha alma sente a necessidade de ultrapassamentos criativos...
A nossa era é manipulada para um conformismo compulsivo,
Receio tornar-me uma autômata sem sentimentos,
Temo ficar cega e perdida que nem um cadáver ambulante...
Não é possível assumir a vida alienadamente...
Vejo-a como uma festa de oportunidades únicas de autocriação.
A minha alma sente a necessidade de autonomia...
É raro, hoje, ser livre e subordinado só a si mesmo.
Sinto de todo lado a motivação para a cegueira motivacional.
Cultura insegura acredita só na proposta de um homem amordaçado...
Não é possível assumir a vida sem a independência e integridade...
Vejo-a como uma festa de realizações transformadoras...
A minha alma sente a necessidade de conhecer a verdade humana...
A nossa era é manipulada para uma padronização compulsiva.
Só vejo pessoas subordinadas aos outros para a mínima decisão.
É muito triste viver em culturas que pregam a dependência...
Não é possível assumir a vida sem a busca da felicidade construtiva...
Vejo-a como uma festa de autonomia de ação...
A minha alma sente a necessidade da fraternidade incondicional...
Percebo o vigor espiritual da pessoa que busca a essência interior,
Ela não tem os seus sentimentos espontâneos suprimidos,
E o resultado da falta de liberdade é a morte da alma...
Não é possível assumir a vida sem a capacidade de amar e criar...
Vejo-a como uma festa de valorização das emoções...
A minha alma sente a necessidade de ser dona de si mesma...
O mundo para crescer precisa da rebeldia construtiva.
Ninguém colocará na minha cabeça pseudo-sentimentos.
Não esquecerei de mim mesma... custe o que custar...
Não é possível assumir a vida sem o sentimento de si mesmo...
Vejo-a como uma festa de auto-realização...

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